Conteúdos do Módulo 6 - A Interdependência das Economias Actuais

O comércio internacional
- Diversidade, necessidade e vantagens das trocas internacionais
O registo das trocas internacionais – Balança de Pagamentos
- Balança Corrente
  • mercadorias (importações e exportações)
  • serviços
  • rendimentos
  • transferências correntes

- Balança de Capital
- Balança Financeira
Factores de desenvolvimento do comércio internacional
- Transportes e comunicações
- Empresas transnacionais
- GATT/OMC
A integração económica
- Noção
- Formas (zona de comércio livre, união aduaneira, mercado comum e união económica)
- O processo de construção da União Europeia


Objectivos

● Indicar os diversos tipos de trocas internacionais que se estabelecem entre as economias.
● Explicar as razões que levam os países a efectuar trocas internacionais.
● Referir vantagens para os países, decorrentes da integração no comércio internacional.
● Referir a importância de se efectuarem os registos das trocas internacionais.
● Indicar as componentes da Balança de Pagamentos (Balanças Corrente, de Capital e Financeira).
● Referir as balanças que compõem a Balança Corrente.
● Calcular o saldo da Balança de Mercadorias.
● Interpretar o saldo da Balança de Mercadorias
● Calcular a taxa de cobertura.
● Interpretar o significado de indicadores do comércio externo (taxa de cobertura e estrutura das importações e das exportações).
● Referir a composição das Balanças de Serviços, de Rendimentos e de Transferências Correntes.
● Calcular o saldo da Balança Corrente.
● Interpretar o saldo da Balança Corrente.
● Indicar as componentes da Balança de Capital.
● Indicar componentes da Balança Financeira.
● Distinguir proteccionismo de livre-cambismo.
● Relacionar o desenvolvimento e a desregulamentação dos transportes e das comunicações com a abertura do comércio internacional.
● Explicar o papel das empresas transnacionais no desenvolvimento do comércio internacional.
● Explicar de que forma o GATT/OMC incentivou o desenvolvimento do comércio internacional
● Apresentar a noção de integração económica.
● Distinguir cada uma das formas de integração económica.
● Relacionar o processo de integração com a regionalização das trocas internacionais.
● Referir exemplos de formas de integração em diferentes áreas geográficas (Mercosul – Mercado Comum do Sul; ASEAN – Associação das Nações do Sudoeste Asiático; NAFTA – Acordo Norte Americano de Livre Comércio e UE - União Europeia).
● Relacionar o processo de integração com o movimento de abertura e liberalização do comércio internacional.
● Referir as principais etapas de integração europeia (da CECA – Comunidade Europeia do Carvão e do Aço ao Acto Único Europeu).
● Explicar a importância do Acto Único Europeu.
● Relacionar o Acto Único com a criação da União Económica e Monetária (UEM).
● Enunciar os principais objectivos do Tratado de Maastricht.
● Explicar a importância da criação da UEM na afirmação da União Europeia.


Apresentação

Pretende-se, com este módulo, que os alunos compreendam que os países, não sendo autosuficientes, têm necessidade de estabelecer trocas comerciais com outros países, obtendo-se daí vantagens para ambos e para o comércio mundial no seu todo.

Algumas das relações que se estabelecem podem ser quantificadas e registadas (mercadorias, serviços, rendimentos e capitais) em documentos próprios designados por balanças, cuja análise, combinada com indicadores do comércio externo, nos permite conhecer aspectos da situação económica de um país.

Importa ainda compreender que o comércio internacional tem vindo a evoluir. Até à segunda guerra mundial, o mundo pautou-se pelo proteccionismo, no entanto, o período que se seguiu à guerra foi marcado pelo derrubar das barreiras ao comércio internacional. Alguns factores concorreram para que tal acontecesse, sendo de referir as inovações tecnológicas operadas nos transportes e nas comunicações electrónicas que permitiram aproximar regiões, fazendo-se este movimento acompanhar por uma política de desregulamentação, o que reforçou a abertura dos mercados. Igualmente importante foi o papel desempenhado pelas firmas transnacionais no processo de internacionalização das trocas e da produção. É de salientar também o importante papel desempenhado pelo GATT/OMC (Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio/Organização Mundial do Comércio) como instrumento/entidade reguladora das trocas internacionais.

A par da abertura do comércio internacional, tem-se vindo a verificar um processo de regionalização das trocas, como forma intermédia de os países se integrarem no contexto do sistema mundo, culminando com o surgimento, em diferentes áreas geográficas, de espaços de integração económica, dos quais a União Europeia constitui o exemplo mais acabado. Assim, pretende-se que os alunos compreendam a importância do processo de integração, na afirmação da União Europeia no contexto mundial.

Mapa do Módulo 5

  1. Conteúdos do Módulo 5 – O Estado e Actividade Económica


  2. Economias de Mercado versus Economias de Direcção Central


  3. Economias de Mercado versus Economias de Direcção Central PREENCHIMENTO DE ESPAÇOS


  4. A Mão Invisível de Adam Smith


  5. Estado - Noção e Funções ** Uma Síntese


  6. O papel económico do Estado


  7. Assim qualquer um sabe governar


  8. Exemplos de intervenção do Estado na economia


  9. Orçamento de Estado de 2013


  10. Orçamento de Estado


  11. É um Orçamento de malabaristas da economia


  12. Efeito da adesão ao Euro sobre a política económica portuguesa


  13. Reflexão sobre o funcionamento dos mecanismos de mercado


  14. Orçamento do Estado - Conceitos Fundamentais - I Parte


  15. Orçamento do Estado - Conceitos Fundamentais - II Parte


  16. Orçamento de Estado de 2015 – I Parte


  17. Orçamento de Estado de 2015 – II Parte


  18. Tarefa Final do Módulo 5

Mapa do Módulo 3


  1. Conteúdos do Módulo 3 - Mercados de Bens e Serviços e de Factores Produtivos


  2. O Poder do Mercado V


  3. O mercado para funcionar precisa do Estado e de regras de conduta V


  4. O mercado na sociedade moderna FACULTATIVA


  5. Teoria elementar da procura A FAZER EM 2 AULAS


  6. CORRECÇÃO - Teoria elementar da procura


  7. Teoria elementar da oferta A FAZER EM 2 AULAS


  8. CORRECÇÃO - Teoria elementar da oferta


  9. Teoria elementar dos preços A FAZER EM 2 AULAS


  10. CORRECÇÃO - Teoria elementar dos preços


  11. Elasticidade da procura NÃO SE FAZ PORQUE É DIFÍCIL DEMAIS


  12. CORRECÇÃO - Elasticidade da procura


  13. Estruturas de Mercado A FAZER EM NUMA AULA


  14. CORRECÇÃO - Estruturas de Mercado


  15. Oferta de Trabalho A FAZER EM NUMA AULA


  16. CORRECÇÃO - Oferta de Trabalho


  17. Fundamentos da determinação dos salários FACULTATIVA


  18. CORRECÇÃO - Fundamentos da determinação dos salários


  19. Módulo 3 - Revisão da matéria FACULTATIVA

Mapa do Módulo 4


  1. Conteúdos do Módulo 4 - Moeda e Financiamento da Actividade Económica


  2. Conteúdos prioritários do Módulo 4


  3. Conceito e funções da moeda


  4. CORRECÇÃO - Conceito e funções da moeda


  5. História e tipos de moeda


  6. CORRECÇÃO - História e tipos de moeda


  7. A estabilidade de preços é importante porquê?


  8. Cálculo da Taxa de Inflação


  9. Preços estáveis vs Conjuntura inflacionista


  10. Poupança e Investimento


  11. Mercado de Títulos


  12. Conceitos básicos


  13. INSIDE JOB - A Verdade da Crise

Conteúdos do Módulo 8 – A Economia Portuguesa na Actualidade

  • Economia portuguesa no contexto da União Europeia
    - Estrutura da População: estrutura etária, movimentos migratórios e população activa (emprego e desemprego)
    - Estrutura da Produção: evolução do valor do produto, estrutura sectorial da produção
    - Estrutura da Despesa Nacional: consumo e investimento
    - Relações Económicas com o Exterior
    - Recursos Humanos: educação e formação profissional e I&D
    - Competitividade das empresas: investimento e produtividade
    - Nível de Vida e Justiça Social: repartição dos rendimentos, poder de compra, estrutura do consumo, inflação e equipamentos sociais


Objectivos

  • Aplicar conhecimentos e competências, anteriormente adquiridos, na análise da realidade económica portuguesa.
  • Comparar os principais indicadores de desempenho da economia portuguesa com os da União Europeia.
  • Analisar aspectos relevantes da economia portuguesa na actualidade.


Apresentação

Com este módulo, pretende-se que os alunos realizem um trabalho final orientado de forma a permitir um enquadramento macroeconómico da realidade portuguesa actual.

Assim, a realização do trabalho implicará a mobilização de conhecimentos e competências adquiridas nos módulos anteriores que possibilitem uma análise integrada da realidade económica portuguesa actual no contexto da União Europeia.

Os temas propostos para o trabalho serão segmentados de acordo com a especificidade das diferentes famílias de cursos profissionais. Neste sentido, poderão ser leccionados alguns conteúdos específicos no decurso deste módulo.

Conteúdos do Módulo 7 - Crescimento, Desenvolvimento e Flutuações da Actividade Económica

  • Crescimento económico
    - Noção
    - Indicador: PIB
  • Desenvolvimento
    - Noção
    - Indicadores:
    • tipos: simples (económicos, demográficos, sociais, culturais e políticos) e compostos (Índice de Desenvolvimento Humano-IDH, Índice de Desenvolvimento Ajustado ao Género-IDG, Medida de Participação Segundo o Género-MPG, Índice de Pobreza Humana -IPH1 e IPH2)
    • limitações

    - Heterogeneidade de situações de desenvolvimento verificadas nos: países desenvolvidos, países em desenvolvimento (PED) e países menos desenvolvidos (LDC-Least Developed Countries)
  • Crescimento económico moderno
    - Factores de crescimento económico: aumento da dimensão dos mercados (interno e externo), investimento de capital (físico e humano) e progresso tecnológico
    - Características dos países desenvolvidos associadas ao crescimento económico moderno: aumento da produção e da produtividade, alteração da estrutura da actividade económica – terciarização da economia, aumento da dimensão das empresas, alterações no papel do Estado e melhoria do nível de vida.
  • Ciclos de crescimento económico
    - Noção
    - Fases: expansão, prosperidade (auge ou ponto alto), recessão e depressão (ponto baixo)
  • Desenvolvimento humano e sustentável
    - Limites ao crescimento económico: problemas ambientais e esgotamento dos recursos naturais
    - Desigualdades de desenvolvimento a nível mundial
    - Países desenvolvidos: situações de pobreza e de exclusão social
    - Desenvolvimento humano e sustentável: noção e importância


Objectivos
  • Distinguir crescimento económico de desenvolvimento
  • Distinguir indicadores simples de indicadores compostos
  • Interpretar indicadores de desenvolvimento
  • Referir limitações dos indicadores como medidas do desenvolvimento
  • Reconhecer a heterogeneidade de desenvolvimento através de conjuntos variados de indicadores
  • Analisar situações de crescimento económico sem desenvolvimento
  • Constatar o crescimento económico de algumas economias nos últimos séculos
  • Explicar factores de crescimento económico
  • Reconhecer a importância do capital humano como factor de crescimento económico
  • Identificar características dos países desenvolvidos associadas ao crescimento económico moderno
  • Verificar historicamente a irregularidade do ritmo de crescimento da actividade económica
  • Caracterizar as fases dos ciclos económicos
  • Indicar limites ao crescimento económico
  • Avaliar as desigualdades de desenvolvimento a nível mundial
  • Distinguir pobreza de exclusão social
  • Constatar a existência de situações de pobreza e exclusão social nos países desenvolvidos
  • Justificar a necessidade de um desenvolvimento humano e sustentável no contexto actual


Apresentação

Neste módulo, pretende-se que os alunos se apropriem de um conjunto de conceitos e de instrumentos que lhes permitirão compreender e descodificar a realidade económica mundial, reconhecendo a crescente desigualdade entre os países considerados desenvolvidos e os países em desenvolvimento, bem como a heterogeneidade de situações que estes últimos apresentam.

Mas, se o crescimento económico tem sido uma realidade na maior parte dos países, a sua evolução tem sido irregular, isto é, tem-se processado por ciclos com fases diferentes. Essa evolução reflecte não só a acção dos factores que influenciam o crescimento económico, como a interdependência das economias mundiais.

Por outro lado, questões como os limites do crescimento económico (questão ecológica), como as desigualdades de desenvolvimento ou como o agravamento de situações de pobreza reforçam a ideia de que o crescimento económico e o desenvolvimento estão estreitamente ligados aos direitos humanos, ou seja, que o desenvolvimento necessita de ser humano e sustentável.

Poupança e Investimento - Versão 2009

Lê a apresentação Poupança e Investimento.

1. Quais são os destinos do Rendimento Disponível?

2. Define poupança.

3. Apresenta três categorias de factores determinantes da poupança.

4. Indica os três destinos da poupança. Explica sucintamente cada um.

5. Distingue investimento de expansão de investimento de substituição.

6. Distingue investimento material de investimento imaterial.

7. Caracteriza o investimento financeiro.

8. “O investimento desempenha um papel determinante no desenvolvimento da actividade económica de um país, traduzindo-se no ______ dos rendimentos a repartir”.
Completa.

9. Se o rendimento estiver melhor distribuído, será mais fácil ajustar as exigências da procura em termos de despesas de investimento às possibilidades da oferta (poupança). Comenta.

10. Distingue autofinanciamento de financiamento externo.

11. Distingue os tipos de crédito quanto à sua finalidade.

12. Distingue os tipos de crédito quanto à sua duração.

13. Distingue os tipos de crédito quanto ao seu beneficiário.

14. Distingue os tipos de crédito quanto à sua origem.

Preços estáveis vs Conjuntura inflacionista

Numa conjuntura de preços estáveis (taxa de inflação baixa) os preços dos bens vão subindo lentamente, e os agentes económicos podem ir ajustando as suas decisões em função dos preços que são conhecidos. Nesta conjuntura o poder de compra da moeda também se vai reduzindo lentamente. Neste cenário as pessoas e as empresas podem fazer cálculos do género: Nos próximos 10 anos o meu salário crescerá acima da taxa de inflação? Nos próximos 10 anos o preço do produto que nós fabricamos subirá mais que os custos?
Numa conjuntura inflacionista (taxa de inflação elevada) os preços dos bens sobem rapidamente, e os agentes económicos não têm tempo para fundamentar as suas decisões porque os preços começam a aproximar-se de uma lotaria. Nesta conjuntura o poder de compra da moeda cai drasticamente. Neste cenário a incerteza não permite decisões fundamentadas nem das empresas nem das famílias.


1. Utilize o ficheiro de ajuda com os seguintes dados:
- Valor do Cabaz: 1.000 €
- Taxas de Inflação da conjuntura “preços estáveis”: 1,5% e 1,7%
- Taxas de Inflação da conjuntura inflacionista: 4%, 7% e 9%
Recalcule:
a) O valor do cabaz nos próximos 10 anos;
b) O impacto da inflação sobre o poder de compra.

2. Comente o ponto anterior.

A estabilidade de preços é importante porquê?



Lê a brochura do Banco Central Europeu “A estabilidade de preços é importante porquê?”     Backup

1. “Com uma moeda estável como o euro, podes também ter a certeza de que com a tua nota poderás comprar sempre uma quantidade idêntica de bens e serviços. Contudo, se o teu dinheiro perdesse valor de forma considerável, então tu deixarias de ter confiança nele. Uma moeda tem valor porque as pessoas confiam nela”. (p. 2)
1.1. Destaca do parágrafo acima uma expressão que enfatize a importância da função de reserva de valor da moeda, num contexto de estabilidade de preços.
1.2. O Euro é moeda fiduciária. Justifica.

2. “A moeda simplifica as nossas vidas de três maneiras.” (p. 3)
2.1. Explicita as três funções da moeda.

3. “Os índices de preços no consumidor – utilizados para verificar a estabilidade dos preços – são compilados uma vez por mês recorrendo ao que se designa por “um cabaz de compras”. Este cabaz contém, uma ampla variedade de produtos habitualmente consumidos por uma família representativa. O preço total do “cabaz de compras”, como uma medida do nível geral de preços, é depois verificado periodicamente para ver quanto é que os preços estão a subir”. (p. 4)
3.1. Explicita o conceito de família representativa.
3.2. Explicita o conceito de cabaz de compras.
3.3. Indica como se calculam os índices de preços no consumidor.

4. Definição: A inflação é a subida generalizada e sustentada dos preços.
  • Se apenas subissem os preços de alguns bens, os consumidores poderiam adaptar-se a novos padrões de consumo, evitando os efeitos nefastos da inflação.
  • Se os preços não subissem durante um período considerável de tempo, mas apenas num determinado momento, dir-se-ia que se verificou apenas uma alteração do nível geral de preços, passando para um patamar diferente no referido momento. Os preços teriam subido, mas o fenómeno não se diz inflação se não tiver continuidade.
4.1. Explicita na definição de inflação, o significado das seguintes expressões: a) Generalizada; b) Sustentada.
4.2. Refere as seguintes causas da inflação: (p. 5)
a) Por excesso da procura;
b) Por aumento dos custos de produção.
4.3. “A deflação pode ser definida como sendo o oposto da inflação, isto é, (...)”. (p. 6) Completa a definição de deflação fazendo copy/paste.

5. “Os preços são considerados estáveis se, _________, não subirem (como em períodos de inflação) nem descerem (como em períodos de deflação) ao longo do tempo”. (p. 6)
Completa.

6. A estabilidade de preços promove o crescimento económico e o emprego porque os consumidores e as empresas podem tomar decisões mais informadas se os preços forem comparáveis. (p. 7/8)
6.1. Refere-te ao interesse da estabilidade dos preços na perspectiva dos consumidores.
6.2. Refere-te ao interesse da estabilidade dos preços na perspectiva das empresas.

7. “Quando os preços são estáveis, os detentores de poupanças e os credores estão dispostos a aceitar taxas de juro mais ______, dado que esperam que o valor do seu dinheiro permaneça igual por períodos mais longos. Caso contrário, iriam querer uma garantia contra a incerteza quanto ao valor futuro do seu dinheiro e passariam a exigir taxas de juro mais elevadas para os seus depósitos e empréstimos”. (p. 8)
Completa.

8. “Como resultado, os devedores beneficiam de taxas de juro mais ______. Isso significa que os custos de endividamento das empresas que desejam comprar máquinas mais modernas e das pessoas que pretendem um empréstimo para comprarem, por exemplo, um carro ou uma casa são mais baixos. Encorajar as empresas a investirem deste modo contribui para um aumento da sua competitividade e cria postos de trabalho adicionais. Esta é outra razão por que preços estáveis são um contributo tão importante para o crescimento económico e o emprego”. (p. 9)
Completa.

9. “Regra geral, os grupos mais desfavorecidos da sociedade são os que frequentemente mais sofrem com a inflação, dado que as possibilidades que têm para se protegerem são limitadas”. (p. 9)
Refere-te aos aspectos sociais da estabilidade dos preços comparando aqueles que usufruem de rendimentos fixos (salários e pensões, por exemplo) com os que detêm rendimentos variáveis (os lucros variam com as vendas).

10. “A política monetária do BCE visa manter a taxa de inflação anual na área do euro num nível muito baixo, ou seja, num nível inferior mas próximo de 2 % a médio prazo”. (p. 10)
10.1 Explica porque é desejável uma taxa de inflação de 2% comparativamente a 0%.
10.2 Explica porque seria perigoso para a economia a descida dos preços.
10.3 Indica os países que pertencem à Área do Euro desde 2007.

11. Procure na web uma definição, e faça link para o site onde encontrar os seguintes conceitos:
11.1 Desinflação;
11.2 Estagflação.


II
Depreciação do valor da moeda - com a subida de preços a moeda perde valor aquisitivo, ou seja, com a mesma quantidade de moeda compra-se menor quantidade de bens e serviços.
Deterioração do poder de compra - queda do poder de compra, em resultado da variação média de preços ser superior à variação média do rendimento.
A inflação (1) deprecia o valor da moeda e (2) deteriora o poder de compra. Preenchendo este ficheiro, estude o efeito das conjunturas de preços estáveis e das conjunturas inflacionistas. Comenta o preço dos bens e o poder de compra da moeda a 10 anos. (Ficheiro preenchido)

Sugestão de correcção da Parte I * Esquema

A esperança está nos fundos! - Para que serve a Europa?

Como poderá a Europa libertar-nos da pobreza?




Será o ciclo vicioso da pobreza? Os países menos desenvolvidos dispõem de menos recursos, e gastam muito menos em políticas sociais, deixando mais facilmente à margem da sociedade amplos estratos de idosos, doentes, deficientes, indiferenciados, desempregados... Menos recursos financeiros significam também menor possibilidade de qualidade de qualificação da sua mão-de-obra, que terá produtividade mais baixa. Como produzem menos tem menores possibilidades. Como se sai daqui?!



A Europa já nos ofereceu uma excelente oportunidade para quebrarmos este enguiço, através de generosos fundos estruturais que o país recebeu antes e depois da adesão à CEE (1986).

  • Durante o cavaquismo (1985-1995) foi desperdiçado o imenso fluxo de capital injectado pelos fundos estruturais. Ainda que tenha deixado marcas positivas nas infra-estruturas e nas obras públicas, não mudou estruturalmente o país no sentido da modernidade. Isto é, permitiu certo desafogo momentâneo, mas não mudou nada essencial no que era necessário mudar: na educação, na qualificação profissional, na investigação científica, na melhoria duradoura e sustentada do Estado social. Pelo contrário, em todos estes domínios foi o fiasco, quando não a regressão. O cavaquismo terá sido uma década de ouro para os grandes interesses da construção civil e do imobiliário, para a banca e a especulação, para os grandes grupos financeiros, para os que enriqueceram fraudulentamente com os fundos estruturais, para a elite do regime que promiscuamente circulava (e circula) entre os negócios, as sinecuras e a administração pública - mas para a modernização económica social do país foi uma grande oportunidade perdida.
    Fonte: Adaptado de http://bde.weblog.com.pt/arquivo/140029.html


José António Saraiva (2007:255) explica que os fundos europeus foram utilizados para financiar o consumo através do recurso a importações.



O modelo de "desenvolvimento" por facilitação do consumo terá como consequência a criação de hábitos consumistas e o endividamento das famílias portuguesas.

O processo de convergência de Portugal com a UE que então o PIB registou não tinha obviamente qualquer consistência. Mal ficou à vista a entrada na Zona Euro, iniciou-se o processo de divergência relativamente à União Europeia em 2000, com o PIB per capita a passar para 78,0% da média da UE-27, quando correspondia a 78,3% no ano anterior. De então para cá, exceptuando o valor estimado para 2005, Portugal tem-se afastado da média europeia todos os anos...





Fonte: GDP per capita in Purchasing Power Standards (PPS) (EU-27 = 100)



Lamentavelmente, o esforço não é valorizado pelos portugueses. O grande obreiro da adesão de Portugal à CEE afirmou: "É preciso continuar a sacar dinheiro à Europa" (Mário Soares, Público, 18 de Maio de 1999). Esta é certamente a afirmação que melhor sintetiza o sentimento dos portugueses relativamente à UE.


Esta "filosofia" do "nenhum esforço" foi transportada para o ensino. Como as crianças abandonavam a Escola sem ter concluído o 9º ano, inventaram-se as "Novas Oportunidades" - conclusão da escolaridade sem necessidade de fazer qualquer teste - que seriam posteriormente alargadas ao ensino secundário.


Fonte: The social situation in the European Union 2004 Link perdido

Nota: O Lower Secondary destina-se a crianças dos 11 aos 14 anos, idade com que terminam o 9º unificado a que será equivalente.

Um ensino onde se oferecem diplomas sem reforçar as qualificações dos indivíduos, sem dúvida que coloca Portugal mais próximo da União em termos dos indicadores estatísticos referentes às habilitações, mas só pode dificultar a convergência em termos de produtividade, porque reduz a transparência no mercado de trabalho.


Qual a posição de Portugal relativamente às despesas em políticas sociais? No fim da tabela na Europa dos 15, a meio na Europa dos 27.





Fonte: Total expenditure on social protection per head of population. PPS - EUROSTAT online

Somos o país da União Europeia com o rendimento pior distribuído, como se pode conferir pelos Coeficientes de Gini.
NOTA: Interpretação dos Coeficientes de Gini - Quanto maior for este coeficiente mais inequitativa é a repartição do rendimento. O valor observado em Portugal reflecte os baixos salários de que usufrui a generalidade da população, conjugados com rendimentos relativamente elevados de alguns privilegiados.






Fonte: Gini coefficient - EUROSTAT online





Somos um país em que a despesa pública em educação, relativamente ao PIB, é inferior à realizada por muitos países mais desenvolvidos, dos quais Portugal se vai afastando...





Fonte: Eurostat Yearbook 2008 - Education



Portugal é dos países onde mais indivíduos com 18 anos de idade abandonaram a escola. Sendo mais reduzidas as suas oportunidades de qualificação, será menor a mobilidade social na sociedade portuguesa.




Fonte: Eurostat Yearbook 2008 - Education



Mais jovens poderiam obter qualificação acrescida e menor dificuldade teríamos em encontrar profissionais nas estruturas intermédias se os cursos profissionais assumissem maior expressão. Como o trabalho é mal remunerado, todos anseiam pela entrada na Universidade frequentando os cursos da via ensino, engrossando posteriormente a taxa de desemprego.



Fonte: Estatísticas da Educação, GEPE.

O Governo corre maratonas populistas pelas "Novas Oportunidades", enquanto a maratona de fundo da qualificação vai esperando. Nesta, sem dúvida que seria importante que os cursos profissionais assumissem maior expressão, dotando a economia de mão-de-obra com formação intermédia.

A crise financeira é mais uma desculpa para aceitar a pobreza como fatalidade do destino português. Seria triste pertencer formalmente à zona mais rica do Mundo desde 1986, para continuar eternamente à porta em termos de bem-estar.

Cavaco Silva, economista, não foi responsabilizado pela oportunidade perdida que a UE nos ofereceu de atingir níveis superiores de bem-estar, e até foi premiado com a Presidência da República! Como se explica aos jovens que os políticos que ele designou "má moeda" são dignos de confiança e a integração do país na UE constitui uma das melhores garantias de prosperidade?

Terão os candidatos alguma ideia para libertar o país do ciclo vicioso da pobreza? Caso não apresentem qualquer utopia mobilizadora arriscam-se a ser tomados como os portugueses melhor colocados para sacar dinheiro da Europa.

Poderá a Europa corresponder aos sonhos dos jovens?

Para que serve a Europa?

Segunda-feira poderão mesmo falar em chat com alguns dos candidatos a deputados no Parlamento Europeu, que eles responderão. O tema é "para que serve a Europa". Tentem documentar-se e fazer perguntas compreensíveis.

A 7 de Junho Portugal elegerá 22 deputados ao Parlamento Europeu.

Este ano Portugal elegerá 22 deputados. Os cabeças de lista dos principais partidos em 2009 são:

Vital Moreira (do PS)
Paulo Rangel (PSD)
Ilda Figueiredo (PCP)
Nuno Melo (CDS-PP)
Miguel Portas (Bloco de Esquerda)

Ficarão disponíveis para chat dia 18 de Junho durante a aula de Economia:

EURODEPUTADOS E RECANDIDATOS

ANA GOMES - PS

JAMILA MADEIRA – PS

CARLOS COELHO – PSD

CANDIDATOS AO PARLAMENTO EUROPEU

PAULO RANGEL - Cabeça de lista do PSD

REGINA BASTOS - PSD

NUNO MELO - Cabeça de lista do CDS

RUI TAVARES - Nº 3 da Lista do BE

JOÃO FERREIRA - PCP

MOVIMENTO ESPERANÇA PORTUGAL

PARTIDO DA TERRA - Pedro Quartin Graça

PARTIDO POPULAR MONÁRQUICO - Frederico Carvalho

PARTIDO NACIONAL RENOVADOR - Humberto Nuno de Oliveira

MOVIMENTO MÉRITO E SOCIEDADE - Carlos Gomes


PCTP - Orlando Alves

POUS - Carmelinda Pereira


PARTIDO HUMANISTA - Luís Filipe Guerra


DEPUTADOS

PS
ANA CATARINA MENDES
ISABEL PIRES DE LIMA
PAULA BARROS

PSD
ANDRÉ ALMEIDA
MIGUEL RELVAS
PEDRO DUARTE

PCP
JOSÉ SOEIRO
MIGUEL TIAGO

CDS
HELDER AMARAL
NUNO MAGALHÃES

BE
JOÃO SEMEDO



DEPUTADOS NÃO INSCRITOS

JOSÉ PAULO CARVALHO


OUTROS CONVIDADOS

TERESA COUTINHO - Gabinete Parlamento Europeu
PAULO GUINOTE – Blogue A Educação do meu Umbigo
PAULO MARCELO – Comissão Política PSD
PAULO SANDE - Director do Gabinete do Parlamento Europeu
ANTÓNIO SOBRINHO - Gabinete Parlamento Europeu
ANTÓNIO JOSÉ SEGURO - Pres. Comissão Educação
CARLOS VAZ – Prof. da Interactic 2.0.


O Tema do chat que decorrerá num blogue especial será “Europa, para que te quero?”
É uma oportunidade única de colocares aos deputados perguntas a que eles terão obrigação de responder. Basta pensares nos teus interesses! Exemplo:

- Irá promover estágios para alunos dos cursos profissionais em países mais ricos que o nosso (Reino Unido, França, Alemanha,..) Muitos de nós achariam compensador um 13º ano investido na aprendizagem da língua do país de acolhimento ;)


No dia 18, para o chat será aberto um blogue Minuto a Minuto igual a este, que foi utilizado para entrevistar José Sócrates. Cada aluno definirá um nickname do nome-do-aluno_Cacem. Exemplo: JoaoPito_Cacem.


Compete ao Parlamento Europeu aprovar o Orçamento Europeu a implementar pela Comissão Europeia, tal como o Governo português subordina as suas políticas ao Orçamento de Estado aprovado no Parlamento (Assembleia da República).





História e tipos de moeda

Hoje a moeda até já poderia ser dispensada, pois a generalidade das pessoas recebe o seu salário por transferência bancária e efectua os pagamentos através de cartões bancários, instrumentos de pagamento que podem ser classificados em três tipos, de acordo com a função principal que desempenham e a forma como os valores são movimentados:
  • Cartão de débito;
  • Cartão de crédito;
  • Cartão pré-pago.
Tomando como referência o texto de João César das Neves (em PDF), responde às questões abaixo:



1. Distingue troca directa de troca indirecta.
2. Apresenta exemplos de bens que tenham sido utilizados como moeda.
3. Define moeda-mercadoria.
4. “Para que um bem apenas sirva como moeda, esse bem deve ser inútil”. Justifica.
5. Refere as características que um bem deve apresentar para funcionar adequadamente como moeda.
6. Define moeda de papel (primeiras notas).
7. Explicita o conceito de moeda fiduciária (da expressão latina fiduciariu, que depende de confiança).
8. Explicita o conceito de papel-moeda.
9. Define moeda escritural.
10. Define moeda de plástico.
11. Define moeda electrónica.
12. Relaciona a evolução tecnológica com o processo de desmaterialização da moeda.
13. Distingue diversos tipos de cartões bancários: débito, crédito e pré-pagos.

II


*14. Leia a apresentação Bitcoin, moeda ou esquema?
Realize a sua pesquisa e fundamente a resposta à questão. Designadamente, verifique que apesar de a Bitcoin não cumprir todas as funções exigidas na definição inicial, é considerada moeda por amplos sectores. Assim, discuta e redefina o conceito de moeda, lendo o texto indicado na apresentação, Bitcoin — a moeda na era digital.


Esquema II

Correcção

Conceito e funções da moeda

Se não existisse moeda, precisaríamos de levar para todo o lado um enorme saco cheio de coisas que utilizamos todos os dias. A moeda facilita a nossa vida porque apesar de não ter utilidade para satisfazer directamente qualquer necessidade, constitui um recurso com o qual todas as necessidades podem ser satisfeitas, porque é universalmente aceite nas trocas.

A moeda é um bem especial, com características únicas: não é produzida para ser consumida, nem serve directamente para produzir o que quer que seja. Não é uma mercadoria, mas sendo de aceitabilidade geral nas trocas, permite adquirir qualquer bem, funcionando como (1) meio de troca ou meio de pagamento; também serve como (2) unidade de medida do valor dos bens, unidade de conta ou unidade cálculo; o dinheiro não gasto hoje, pode utilizar-se mais tarde, servindo como (3) reserva de valor.

Para explicitar melhor este conceito, lê o texto de Samuelson/Nordhaus sobre as funções da moeda.



1. Apresenta um conceito de moeda.
2. Explicita as funções da moeda e apresenta exemplos.

Correcção

Módulo 3 - Revisão da matéria

Faz o download desta grelha. Preenche-a com as respostas às questões abaixo e envia-a para o mail do professor.

1. Tu vais com um grupo de amigos ao café tomar o lanche. Depois de servidos, qual das seguintes alíneas NÃO explica porque vocês preferem pagar a conta?
a) O dono do café não os voltaria a servir, e espalharia pelas redondezas que eram um grupo de caloteiros no MERCADO, se não os “desmontasse” antes…
b) O dono do café chamaria a polícia para exercer a AUTORIDADE do Estado.
c) O grupo sabe que a melhor forma de evitar chatices é proceder de acordo com a TRADIÇÃO, pagando a conta.
d) O grupo cultiva a AMIZADE com os donos dos cafés, porque são os responsáveis pelos “espaços culturais” mais próximos.

2. O mercado estudado em Economia é:
a) Uma feira.
b) Um ponto onde interagem compradores e vendedores de um produto, determinando o seu preço e a quantidade transaccionada.
c) O cruzamento da curva da oferta com a curva da procura.
d) A relação da função oferta com a função procura.

3. Se os consumidores querem mais de um determinado bem, lutam por ele, oferecendo mais dinheiro pelo mesmo bem, subindo o preço. Deste modo:
a) A subida dos preços não terá qualquer efeito porque aumenta o custo de vida.
b) Os empresários sentirão um incentivo no sentido de produzir maior quantidade do bem cujo preço aumentou, porque pretendem maximizar os lucros.
c) A estratégia dos consumidores vai falhar, porque para conseguir maior quantidade de um determinado bem, basta pedir subsídios ao Estado.
d) A estratégia dos consumidores vai falhar, porque para conseguir maior quantidade de um determinado bem, basta dizer aos empresários.

4. “Não é da benevolência do padeiro, do talhante ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas do empenho deles em promover seu próprio auto-interesse”.
Esta expressão é de:
a) Adam Smith.
b) Ricardo.
c) Samuelson.
d) César das Neves.

5. “Mais de 95 % de nós dão gorjeta aos empregados dos restaurantes, portanto deve haver mais do que pura Economia em jogo”.
Esta expressão é de:
a) Adam Smith.
b) Ricardo.
c) Samuelson.
d) Thomas Gilovich.

6. Quando cada um produz aquilo que melhor sabe fazer e troca por aquilo que mais gosta, em dadas circunstâncias, o mercado conduz-nos a uma situação mais racional e a maior bem-estar. Chamamos a este resultado:
a) Desenvolvimento.
b) Crescimento.
c) Eficiência.
d) Eficácia.

7. O valor da produção avaliado a preços de mercado é idêntico à despesa, porque:
a) Corresponde aos bens disponíveis para as famílias, avaliados aos preços a que estas os compram.
b) Os economistas definiram que a despesa seria igual à produção.
c) Esta identidade decorre das regras contabilísticas.
d) Outra razão.

8. Os factores produtivos são:
a) As rendas, os juros e os lucros.
b) Os salários, as rendas, os juros e os lucros.
c) O trabalho e o capital.
d) A natureza, as instalações fabris e o dinheiro.

9. Indica a alínea que NÃO corresponde a falha do mercado livre:
a) Uma empresa ser monopolista.
b) Uma empresa beneficiar da atenção do ministro.
c) Uma empresa produzir melhor e mais barato, obtendo a preferência dos consumidores.
d) Pagar demasiado por ignorar outro ponto de venda onde o produto se encontra mais barato.

10. O mercado pode perpetuar situações de pobreza e opulência, se estas já se verificarem devido a dados políticos, culturais, sociais, etc.
Esta afirmação é:
a) Verdadeira.
b) Falsa.
c) Duvidosa.
d) Outra. ______________________________________________________

11. O volume da procura é:
a) A quantidade que os consumidores compram.
b) A quantidade que os consumidores desejam comprar.
c) A quantidade adquirida ou quantidade realmente comprada e vendida.
d) A quantidade que os produtores desejam vender.

12. O volume da procura é um fluxo:
a) Porque nunca compramos tudo de uma vez.
b) Porque as compras de uma semana são sensivelmente semelhantes às da semana seguinte.
c) Não corresponde a uma compra isolada, mas a um contínuo de compras que exprimimos em função do tempo, por exemplo, por semana, por mês ou por ano.
d) Qualquer das respostas acima.

13. O volume da procura varia em função:
a) Do preço do respectivo bem, do rendimento familiar, dos preços dos outros bens e dos gostos dos consumidores.
b) Da oferta e da procura.
c) Da escassez e da utilidade dos bens.
d) Do preço do respectivo bem, do rendimento familiar, dos preços dos outros bens, dos gostos dos consumidores e do nível de desenvolvimento da tecnologia.

14. Qual das seguintes afirmações é falsa?
a) A curva da procura estabelece a relação entre o preço do bem e o respectivo volume da procura. Obteve-se a partir função procura, supondo todas as variáveis explicativas constantes, à excepção do preço do respectivo bem.
b) A curva da procura tem inclinação decrescente porque o volume da procura aumenta (diminui) quando os preços baixam (sobem).
c) Uma variação do preço do bem provoca uma deslocação ao longo da curva, que designamos por variação da procura. Se houver alguma alteração do rendimento familiar, dos preços dos outros bens ou dos gostos dos consumidores, estaremos perante a deslocação da própria curva: aumento da procura ou redução da procura.
d) O litro de água comprado num restaurante é mais caro que o litro da gasolina num posto de abastecimento porque a água é um bem escasso.

15. O volume da oferta depende:
a) Do volume da procura.
b) Do preço do bem em causa, dos preços dos outros produtos, do custo dos factores produtivos, do desenvolvimento tecnológico e dos objectivos das empresas.
c) Do preço do bem em causa, dos preços dos outros produtos, do custo dos factores produtivos, do desenvolvimento tecnológico, dos objectivos das empresas, do rendimento e dos gostos dos consumidores.
d) Da interacção com a procura em cada mercado, que irá determinar o volume da oferta.

16. Se aumentar o preço dos outros produtos, o que sucede à oferta do bem n?
a) A oferta do bem n baixa porque a produção dos outros bens se tornou mais atractiva.
b) A oferta do bem n aumenta porque aumentou o preço dos outros produtos.
c) A oferta do bem n pode não varia com o preço dos outros produtos.
d) A oferta do bem n vai aumentar, porque os consumidores deixam de comprar outros produtos, cujo preço aumentou.

17. O aumento do custo dos factores produtivos (trabalho e capital) torna mais caros os produtos nos sectores de actividade que utilizam mais intensivamente o factor produtivo que sofreu o agravamento.
Exemplo disso é:
a) O aumento do IVA provoca um aumento generalizado dos preços.
b) Curiosamente, quando o IVA desce verifica-se um certo atrito, e os preços não descem como era suposto.
c) Aumentando o preço do petróleo, começam por aumentar os custos dos transportes, públicos ou privados, mais dependentes deste input. Só mais tarde este aumento se repercute sobre a generalidade dos sectores da actividade económica, pois todos os bens necessitam da actividade transportadora.
d) Todas as alíneas acima.

18. O progresso tecnológico traduz-se:
a) Num aumento da procura provocado pela maior acessibilidade dos bens.
b) Num aumento da oferta, visto que o progresso tecnológico resultou numa redução dos custos de produção, que tornou o produto mais lucrativo, incentivando os produtores a aumentarem a sua oferta.
c) Redução da oferta porque em resultado do progresso tecnológico não é preciso produzir tantos bens.
d) Aumento da procura porque a própria oferta a custos mais baixos cria maior procura.

19. Variação da oferta é:
a) Um aumento ou redução da oferta.
b) Uma deslocação ao longo da curva da oferta, para um novo volume da oferta em resposta a uma alteração do preço do bem.
c) O mesmo que aumento ou redução da oferta, mas pensando apenas no curto prazo.
d) O mesmo que aumento ou redução da oferta, excluindo os factores monetários.

20. Qual das seguintes leis da oferta e da procura está errada:
a) Um aumento da procura de um produto (isto é, uma deslocação da curva da procura para a direita) origina a elevação tanto do preço de equilíbrio como da quantidade de equilíbrio das compras e vendas.
b) A diminuição da procura de um produto (isto é, a deslocação da curva da procura para a esquerda) origina um abaixamento tanto do preço de equilíbrio como da quantidade de equilíbrio das compras e vendas.
c) Um aumento da oferta de um produto (isto é, uma deslocação da curva da oferta para a direita) origina a descida do preço de equilíbrio e o aumento da quantidade de equilíbrio das compras e vendas.
d) A diminuição da oferta (isto é, uma deslocação da curva da oferta para a esquerda) causa a descida do preço de equilíbrio e o aumento da quantidade de equilíbrio das compras e vendas.

21. Acima do preço de equilíbrio verifica-se:
a) Um excesso da oferta.
b) Um excesso da procura.
c) Que o volume da procura é maior que o volume da oferta.
d) Nenhuma das alíneas anteriores.

22. Os preços baixam quando há excesso da oferta, porque:
a) Os produtores para se desfazerem de produtos que têm dificuldade em vender, baixam os preços.
b) Os consumidores sabem que mesmo oferecendo preços mais baixos conseguem adquirir o produto.
c) Ambas as alíneas acima.
d) Nenhuma das alíneas anteriores.

23. Os preços sobem quando há excesso da procura, porque:
a) Os consumidores para tentarem adquirir a escassa quantidade disponível no mercado sentem-se forçados a oferecer preços mais elevados.
b) Os produtores sabem que enquanto a oferta for insuficiente para satisfazer a procura, poderão continuar a pedir preços mais elevados.
c) Ambas as alíneas acima.
d) Nenhuma das alíneas anteriores.

24. O preço de equilíbrio é o único onde:
a) A oferta e a procura conseguem manter-se estáveis.
b) Se verifica um compromisso legitimamente aceite no mercado entre compradores e vendedores.
c) Ambas as alíneas acima.
d) O volume da oferta é igual ao volume da procura.

25. A elasticidade procura-preço mede a sensibilidade do volume da procura a:
a) Variações dos preços.
b) Variações do rendimento.
c) Variações dos gostos consumidores.
d) Variações da oferta.

26. A procura pode variar muito (ser elástica) em resposta a variações de preços. Nesse caso encontram-se os bens:
a) De luxo.
b) De primeira necessidade.
c) Complementares.
d) Sucedâneos.

27. Relacionando a variação percentual da procura de um bem com a variação percentual do preço de outro calcula-se a elasticidade cruzada. Se esta for negativa os bens são:
a) De luxo.
b) De primeira necessidade.
c) Complementares.
d) Sucedâneos.

28. Relacionando a variação percentual da procura com a variação percentual do rendimento, calcula-se a elasticidade procura-rendimento. O seu valor é positivo no caso dos bens:
a) Normais.
b) Inferiores.
c) Independentes.
d) De luxo.

29. Em concorrência perfeita, qual das seguintes hipóteses NÃO é admitida:
a) As empresas vendem um produto padronizado (homogéneo ou indiferenciado).
b) As empresas são aceitantes de preços, isto é, nenhuma tem poder para os influenciar.
c) Os factores de produção são perfeitamente variáveis a longo prazo.
d) As empresas e os consumidores não têm informação perfeita.

30. A concorrência perfeita distingue-se da concorrência monopolística:
a) Pelo número de compradores.
b) Pelo número de vendedores.
c) Pela diferenciação do produto.
d) Pela transparência da informação.

31. Em concorrência monopolística se a empresa subir o preço, diminuirá os negócios em benefício dos seus concorrentes; não perderá, porém, todos os seus clientes só porque o seu preço é mais elevado que deles.
Esta afirmação é verdadeira porque:
a) Intervêm factores psicológicos associados às marcas, que fidelizam os consumidores.
b) Como os produtos são diferenciados, isso significa que serão vendidos a preços diferentes.
c) É que a diferenciação do produto em relação aos concorrentes fará com que algumas pessoas o prefiram aos outros, apesar do seu preço um pouco mais alto.
d) Todas as alíneas acima são verdadeiras.

32. Em concorrência perfeita as empresas enfrentam uma curva da procura que corresponde graficamente a uma linha horizontal. Isto sucede porque:
a) O preço praticado por todas as empresas é igual.
b) Dada a sua reduzida dimensão conseguem vender toda a produção ao preço estabelecido no mercado, mas se aumentarem o preço um cêntimo deixam vender, porque os consumidores irão optar por outros vendedores.
c) Porque o preço estabelecido no mercado é que é justo.
d) Qualquer das alíneas acima.

33. Ao debruçar-se sobre o trabalho, a Economia toma (1) a pessoa humana não só como objectivo mas como (2) meio para esse objectivo, porque:
a) A Economia explica o comportamento das pessoas.
b) A Economia procura explicar o comportamento dos agentes económicos. Para uma empresa decidir se deve empregar mais pessoas, será crucial a comparação do salário adicional a pagar com a melhoria dos seus resultados financeiros.
c) As pessoas têm como objectivo aumentar o seu bem-estar, oferecendo-se para trabalhar. A Economia estuda o comportamento dos consumidores e dos trabalhadores em simultâneo.
d) Todas as alíneas acima são verdadeiras.

34. Uma máquina parada tem muito menos consequências que uma pessoa desocupada, porque:
a) As pessoas podem ser mal-educadas.
b) Há pessoas que não sabem enfrentar dificuldades.
c) O desemprego não se pode reduzir a uma análise economicista, porque tem efeitos psicológicos, sociais, culturais, etc.
e) Nenhumas das alíneas acima são verdadeiras.

35. As determinantes da oferta potencial de trabalho são:
a) A dimensão da população activa, a taxa de natalidade, a taxa de mortalidade, o saldo migratório e o serviço militar.
b) O nível de desemprego e o horário de trabalho.
c) A dimensão da população activa, a taxa de natalidade, a taxa de mortalidade, o saldo migratório, o serviço militar, o nível de desemprego e o horário de trabalho.
d) Outras variáveis: ___________________________________________________

36. A níveis relativamente baixos dos salários a curva da oferta de trabalho é crescente, porque:
a) O agente estará disposto a sacrificar mais uma hora de lazer, pois o rendimento acrescido do trabalho permite-lhe alcançar um maior bem-estar.
b) O agente não estará disposto a sacrificar mais uma hora de lazer, pois o rendimento acrescido do trabalho não lhe permite alcançar um maior bem-estar.
c) Quanto mais se trabalha, mais se recebe.
d) Quanto mais se trabalha, menos tempo se tem.

37. A níveis de salários elevados, se o salário aumenta o agente consegue o mesmo rendimento - já mais que suficiente para o que consegue gastar em lazer - com menor esforço, e por isso decide trabalhar menos. Portanto a curva da oferta de trabalho será:
a) Crescente.
b) Decrescente.
c) Uma recta horizontal.
d) Uma recta vertical.

38. Se todos os empregos e todas as pessoas fossem iguais num mercado concorrencial puro, então os salários também seriam iguais. Perante as nítidas diferenças salariais entre sectores de actividade e indivíduos Samuelson viu-se forçado a analisar:
a) A concorrência imperfeita nos mercados de trabalho.
b) A origem da diferenciação dos rendimentos.
c) Os níveis de salários em diversos países.
d) A história da repartição do rendimento nos Estados Unidos.

39. Os mineiros têm de ser melhor remunerados devido ao risco de descer ao subsolo. Para a generalidade dos indivíduos, capazes de explorar uma mina e ser seguranças da mina, mesmo que na primeira profissão pudessem ganhar mais, preferiram exercer a segunda. Esta escolha não é irracional, apenas evidencia:
a) Que os indivíduos escolhem as profissões cujo trabalho exige menos esforço.
b) Um diferencial de compensação que reflecte as diferenças não monetárias entre as profissões. Evidentemente que é muito mais cómodo ser segurança ;)
c) Ser mineiro oferece um estatuto superior a ser segurança.
d) Ser mineiro oferece um estatuto inferior a ser segurança.

40. Um factor importante na justificação das diferenças salariais é:
a) A idade dos indivíduos.
b) O género (masculino/feminino).
c) A qualificação do trabalho.
d) Nenhuma das alíneas anteriores.

41. Entende-se por capital humano:
a) O nível das habilitações académicas.
b) A experiência acumulada ao longo da vida.
c) O conjunto de capacidades e de conhecimentos úteis e com valor acumulado adquiridos pelas pessoas ao longo da sua vida, embora classicamente se destaquem o processo educativo e a formação profissional.
d) Qualquer das alíneas anteriores.

42. Geralmente o nível de rendimento sobe com:
a) O nível das habilitações académicas.
b) Os anos de experiência.
c) Ambas as alíneas anteriores.
d) Nenhuma das alíneas anteriores.

43. A principal razão para uma grande disparidade nos níveis salariais é que os mercados de trabalho são segmentados em grupos não concorrentes.
Esta frase é particularmente verdadeira quando nos referimos ao grupo de pessoal:
a) Indiferenciado.
b) Intermédio.
c) Qualificado.
d) Acontece o mesmo para qualquer dos grupos.

44. A educação é um factor de mobilidade do trabalho, porque:
a) Proporciona o reconhecimento das pessoas através de graus académicos.
b) Desenvolve o espírito crítico e a segurança de cada um nas suas competências.
c) Prepara os indivíduos, proporcionando-lhes novas oportunidades.
d) É mais difícil encontrar emprego quando se tem formação superior.

45. Acima do nível salarial de equilíbrio, a oferta de emprego é maior que a procura. Esse excesso de pessoas que pretende emprego mas não encontra (desempregados) apenas porque o nível de salários está acima do nível de equilíbrio, designa-se:
a) Excesso da oferta de trabalho.
b) Excesso da procura de trabalho.
c) Desempregados.
d) Desemprego clássico.

46. Segundo Samuelson, a acção dos sindicatos para a generalidade dos trabalhares acaba por traduzir-se:
a) No aumento dos salários reais.
b) Na redução dos salários reais.
c) Na manutenção dos salários reais.
d) Nenhuma das alíneas anteriores.

47. O salário real designa:
a) O salário recebido após o pagamento de impostos, contribuições e descontos.
b) O conjunto de bens que é possível adquirir com o salário nominal.
c) O valor do salário expresso em dólares, para oferecer uma noção mais realista de quanto vale.
d) Outra: ___________________________________________________________

48. O efeito tendencial da acção dos sindicatos sobre os salários conduz:
a) À sua redução na sequência de uma espiral inflacionista.
b) A elevados ganhos do poder de compra da população em resultado da sua força reivindicativa.
c) A uma subida dos salários no sector sindicalizado comparativamente com o sector não sindicalizado.
d) Nenhuma das alíneas acima.

49. O efeito tendencial da acção dos sindicatos sobre o nível de emprego é:
a) O aumento do número de postos de trabalho em resultado da sua força reivindicativa.
b) A redução do nível de emprego no conjunto da economia.
c) Aceitando salários mais baixos, aumentará o nível de emprego no sector não sindicalizado para compensar a redução do nível de emprego no sector sindicalizado.
d) Nenhuma das alíneas acima.

50. A “sorte favorece a mente preparada”.
Esta expressão refere-se a um contexto onde:
a) Os Matemáticos estão melhor preparados para jogos de sorte e azar.
b) Mudando as tecnologias cada vez mais rapidamente, a educação prepara as pessoas para compreender e ganhar com as novas circunstâncias.
c) O trabalhador com sorte está mentalizado para mudar frequentemente de emprego.
d) Empresários com sorte encontram-se preparados para correr maiores riscos.

Conteúdos do Módulo 4 - Moeda e Financiamento da Actividade Económica

  • Moeda
    • Evolução: da troca directa à troca indirecta
    • Tipos (moeda-mercadoria, moeda metálica, moeda-papel, papel-moeda e moeda escritural)
    • Funções (meio de pagamento, medida de valor e reserva de valor)
    • As novas formas de pagamento – desmaterialização da moeda

  • Preço
    • Noção
    • Factores que influenciam a sua formação

  • Inflação
    • Noção
    • Formas de cálculo (homóloga e média)
    • Consequências da inflação no valor da moeda e no poder de compra

  • Poupança
    • Noção
    • Destinos (entesouramento, depósitos e investimento)

  • Investimento:
    • Noção
    • Funções (substituição, inovação e aumento da capacidade produtiva)
    • Tipos (material, imaterial e financeiro)
    • Importância do investimento em inovação tecnológica e I&D na actividade económica

  • O financiamento da actividade económica
    • Formas: auto-financiamento (capacidade de financiamento) e financiamento externo (necessidade de financiamento).
    • Financiamento externo – directo e indirecto


Objectivos

  • Caracterizar os diferentes tipos de moeda.
  • Explicitar as funções da moeda.
  • Relacionar as novas formas de pagamento com a evolução tecnológica.
  • Explicitar factores que influenciam a formação dos preços (custo de produção, mecanismo de mercado).
  • Relacionar Índice de Preços no Consumidor (IPC) e taxa de inflação.
  • Distinguir formas de cálculo da inflação.
  • Explicar consequências da inflação.
  • Integrar a variável tempo nas decisões sobre utilização dos rendimentos.
  • Referir os destinos da poupança.
  • Explicar as funções do investimento na actividade económica.
  • Distinguir os diversos tipos de investimento.
  • Justificar a importância económica do investimento em I&D na actividade económica.
  • Distinguir financiamento interno (auto-financiamento) de financiamento externo.
  • Distinguir as diferentes formas de financiamento externo.
  • Relacionar o crédito bancário com o financiamento externo indirecto.
  • Reconhecer o mercado de títulos como uma fonte de financiamento externo directo.


Apresentação

Com este módulo, pretende-se que os alunos caracterizem as funções da moeda e os suportes que esta tem assumido ao longo do tempo. Sendo a moeda utilizada na compra de bens e de serviços, também se pretende que os alunos conheçam factores que condicionam a formação dos preços dos bens e dos serviços, bem como o fenómeno da inflação.

Seguidamente, e no sentido de continuar a ilustrar as diversas actividades económicas, propõe-se o estudo da utilização dos rendimentos na sua vertente da poupança, relacionando-a com o financiamento da actividade económica. Neste contexto, privilegiar-se-á o estudo do investimento, dada a sua grande importância para a economia.

Mapa do Módulo 4

Fundamentos da determinação dos salários

Os economistas tendem a observar o salário real médio que representa o poder de compra de uma hora de trabalho, ou os salários monetários divididos pelo índice de preços que representa a evolução do custo de vida.
A imagem seguinte mostra que os salários reais têm crescido a longo prazo nos Estados Unidos, tendência que podemos extrapolar para a generalidade das economias desenvolvidas.


Os países mais desenvolvidos remuneram melhor os seus trabalhadores, porque na estrutura destas economias o trabalho é mais produtivo. O gráfico construído pelo EuroStat mostra que nos países mais desenvolvidos uma parte importante dos custos do trabalho, além dos salários, são as contribuições sociais.



As pessoas não podem migrar livremente, estando a actual crise a reerguer políticas proteccionistas de controlo da emigração. Além disso encontram-se condicionadas pelos obstáculos culturais que resultam da vida familiar. Os economistas predizem que quanto maior for a liberdade de circulação, tanto menos acentuada será a disparidade ao nível dos salários reais, porque as pessoas se deslocariam dos locais onde são menos produtivas, e pior remuneradas, para onde possam ser mais produtivas, e melhor remuneradas, atenuando as disparidades salariais.

Centrando a análise a nível interno podemos observar as diferenças salariais como o resultado de (1) diferenciais de compensação, da (2) qualificação do trabalho e da (3) segmentação de mercados em grupos não concorrentes, como explica Samuelson.








A acção sindical procura monopolizar a oferta de trabalho com o objectivo de obter ganhos salariais acrescidos para os trabalhadores sindicalizados. Como fica o nível de salários e de emprego para o conjunto da economia? Samuelson explica.





1. Comenta a relação que se verifica entre o PIB per capita e os custos do trabalho, no Gráfico acima.

2. Observando o Quadro 13.3 indica os dois sectores de actividade com:
a) menor salário médio;
b) maior salário médio.

3. Explicita o ponto de vista de Samuelson, que para “explicar as nítidas diferenças salariais entre sectores de actividade e indivíduos”, conclui pela necessidade de analisar as situações de “concorrência imperfeita no mercado de trabalho”.

4. Entre “lavadores de janelas” e “porteiros” qual é a actividade melhor remunerada? Justifica explicitando o conceito de diferenciais de compensação.

5. Um factor importante na justificação das diferenças salariais é a qualificação do trabalho. Define capital humano.

6. Observa a Figura 13.5. Refere-te à importância do (1) nível de escolaridade e dos (2) anos de experiência na determinação do nível de rendimento.

7. Na Figura 13.6 a curva Licenciados/secundário incompleto apresenta quocientes que se aproximam do dobro relativamente à curva Licenciados/secundário completo. Interpreta esta discrepância.

8. “Cada dia na universidade é um investimento em capital humano”. Justifica.

9. Mostra como o desenvolvimento das tecnologias da comunicação permite a alguns privilegiados auferirem de rendimentos astronómicos. Define o conceito de renda económica pura.

10. “A principal razão para uma grande disparidade nos níveis salariais é que os mercados de trabalho são segmentados em grupos não concorrentes”.
Esta segmentação é maior ao nível do pessoal qualificado ou do pessoal indiferenciado? Justifica.

11. Mostra como a educação é um factor de mobilidade do trabalho, proporcionando novas oportunidades às pessoas, designadamente no caso dos imigrantes.

12. Explica em que consiste o desemprego clássico, representado na Figura 13.7.

13. Indica o efeito tendencial da acção dos sindicatos sobre o nível de:
a) salários no sector sindicalizado;
b) salários no sector não sindicalizado;
c) emprego no sector sindicalizado;
d) emprego no sector não sindicalizado.

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Tarefa

Pontos III e IV da Teoria elementar dos preços

Oferta de Trabalho

O mercado de trabalho tem um carácter muito específico, porque devemos continuar a aplicar as leis universais da Economia ao factor produtivo, sem esquecer que as motivações das pessoas não são meramente económicas, mas também de ordem sociocultural e até de afirmação individual. Lê o texto de João César das Neves.







1. “Ao debruçar-se sobre o trabalho, a Economia toma (1) a pessoa humana não só como objectivo mas como (2) meio para esse objectivo.”
Explica se no estudo da oferta de trabalho, João César das Neves, evidencia maior preocupação com as (1) pessoas ou com (2) o resultado do seu trabalho? Justifica.

2. Indica exemplos de factores extra-económicos que deveriam ser considerados numa abordagem completa da oferta de trabalho.

3. Indica as determinantes:
a) potenciais da oferta de trabalho;
b) circunstanciais da oferta de trabalho.

4. A níveis relativamente baixos dos salários a curva da oferta de trabalho é crescente. Justifica.

5. A níveis relativamente elevados dos salários a curva da oferta de trabalho é decrescente. Justifica.

6. Como explica João César das Neves que os mais jovens se sintam menos atraídos pelo trabalho que os seus pais? Justifica.

7. Como explica João César das Neves que os habitantes dos países subdesenvolvidos se sintam menos atraídos pelo trabalho que os europeus? Justifica.

8. Enumera outras questões que afectem a oferta de trabalho, além das já referidas.

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