Carga fiscal aumenta para 34,7% do PIB – 2017

Recurso

O INE apresenta um destaque em que comenta a evolução recente da carga fiscal.

Tarefa

I Parte

Copia para o blogue o Resumo do destaque, e inclui ao longo deste, as sete (2 gráficos e 5 quadros) imagens do PDF que sustentam as respectivas afirmações.
NOTA: Assinala nas imagens os valores referidos no texto.

II Parte

1. Admitindo que Portugal deseja aproximar a sua fiscalidade da média da UE, indica que impostos deverá descer/subir?

2. Apenas relativamente aos seis países fundadores da UE (CEE, 1957), compara Portugal com estes, quanto ao peso das contribuições sociais efectivas na carga fiscal.


Correcção

Exame de Economia A - Prova 712

Já sabem que é necessário indicar a versão da prova, apenas podem escrever a azul ou preto, e não podem utilizar corrector.
Não é permitido o uso de calculadoras gráficas, nem das alfanuméricas ou programáveis. Apenas são admitidas calculadoras científicas.

Para mais detalhes leiam as INSTRUÇÕES DE REALIZAÇÃO E CRITÉRIOS GERAIS DE CLASSIFICAÇÃO no IAVE.

Rendimento disponível dos particulares - 2018

O rendimento pessoal engloba o total das receitas, ou dinheiro, recebido por um indivíduo, ou família, durante um dado período de tempo (normalmente um ano). As principais componentes do rendimento são receitas provenientes do trabalho (salários), da propriedade (rendas, juros e dividendos), as transferências internas (subsídios atribuídos pelo Estado) e as transferências do exterior (como as remessas de emigrantes).

Os impostos directos são aqueles que atingem imediatamente o sujeito com capacidade contributiva, pressupondo a existência de uma pessoa, de um património ou de um rendimento (IRC; IRS; IMI). Os impostos indirectos tributam a despesa (como o IVA e o ISP).

As quotizações sociais ou contribuições sociais distinguem-se dos impostos porque têm uma finalidade específica, não sendo por isso incluídas no Orçamento de Estado, mas geridas pela Segurança Social, "um sistema que pretende assegurar direitos básicos dos cidadãos e a igualdade de oportunidades, bem como, promover o bem-estar e a coesão social para todos os cidadãos portugueses ou estrangeiros que exerçam actividade profissional ou residam no território".

Os Estados cobram impostos e atribuem subsídios (abonos de família, subsídio de desemprego, rendimento social de reinserção, pensões, reformas) em situações específicas que ocasionam particular carência de recursos. O objectivo desta redistribuição do rendimento é atingir uma repartição de rendimentos mais justa que a repartição primária.

Se ao rendimento pessoal deduzirmos os impostos directos e as contribuições sociais, ficamos com o rendimento pessoal disponível, que é o que as famílias têm para gastar. É este conceito de rendimento que é importante para as decisões económicas dos consumidores, determinando o montante que podem consumir ou poupar. A taxa de poupança indica a percentagem do rendimento disponível que não foi canalizada para o consumo.

Observa-se uma maior estabilidade do consumo em bens não duradouros, que correspondem a cerca de 90% do consumo privado. Os bens de consumo duradouros são aqueles cuja despesa é mais facilmente adiada em momentos de crise.

1. Distingue rendimento pessoal de rendimento pessoal disponível.

2. Distingue impostos directos de impostos indirectos.

3. Distingue as contribuições para a segurança social dos impostos.

4. Explica porque motivo a despesa em bens não duradouros é a parcela mais estável do consumo.

5. Utilizando o ficheiro de ajuda, calcula:
a) O Rendimento Pessoal;
b) O Rendimento disponível dos particulares;
c) O Consumo privado;
d) A Poupança;
e) A Taxa de Poupança;
f) As Taxas de crescimento das diversas rubricas.

6. Interpreta os cálculos acima efectuados:
a) Em que ano o rendimento disponível dos particulares (RDP) caiu mais;
b) Nesse ano, quais as rubricas cuja queda mais contribuiu para a redução do RDP;
c) Nesse ano, quais as rubricas cujo aumento mais contribuiu para a redução do RDP;
d) Nesse ano, comenta a variação verificada no consumo de bens duradouros;
e) Nesse ano, o significado da taxa de poupança. Como se justifica a queda da taxa de poupança após o final do Programa de Assistência Económica e Financeira (2011-2014, vulgo Troika).

7. Constrói um gráfico que ilustre que: RDP = Consumo de duradouros + Consumo de não-duradouros + Poupança (PREVIEW)
Comenta.

Salário nominal vs. Salário real – 2018

O salário nominal corresponde ao valor do trabalho expresso em moeda. Calcula-se o seu aumento percentual, como qualquer taxa de variação.



Com a quantia do salário nominal, o trabalhador pode adquirir determinada quantidade de bens e serviços que constitui o seu salário real.

A subida dos salários aumenta o poder de compra - o conjunto de bens que será possível adquirir -, mas o aumento dos preços, medido pela taxa de inflação, reduz a sua capacidade para aquisição dos bens, sendo necessário conjugar os dois efeitos para determinar as consequências sobre o salário real.

Geralmente quer os salários, quer os preços aumentam, por isso acaba por se verificar uma das seguintes situações:


  • Se os salários nominais tiverem um aumento superior ao da taxa de inflação, então o salário real sobe;
  • Se os salários nominais tiverem um aumento semelhante ao da taxa de inflação, então o salário real mantém-se;
  • Se os salários nominais tiverem um aumento inferior ao da taxa de inflação, então o salário real desce.
O salário real mede o poder de compra de um trabalhador expresso em bens e serviços. Calcula-se pelo rácio entre o salário nominal e o índice de preços no consumidor.



No quadro abaixo, lê-se na linha (1) o valor do IPC total para Portugal, tomando 2005 como ano base, de 2005 a 2017. Na linha (2) lêem-se as taxas de inflação e na linha (3) apresenta-se o valor mensal do salário mínimo, cujo aumento percentual se apresenta na linha (4). Para concluirmos se o trabalhador ganhou ou perdeu poder de compra, basta calcular a diferença entre o aumento dos salários e dos preços, que se apresenta na linha (5)=(4-2).



Na linha (6) apresenta-se o cálculo do salário real e na (7) o aumento percentual deste. A diferença entre os valores das linhas (5) e (7) é desprezível no quotidiano, pelo que geralmente ficamos pela operação indicada em (5). Interpretando o salário real, observa-se que no ano em que mais poder de compra perderam, -2,8% em 2012, os 485€ do salário mínimo apenas permitiam adquirir os bens e serviços que se compravam com 417,4 € a preços de 2005.

Para evitar a perda de poder compra, os sindicatos frequentemente reivindicam a indexação dos salários à taxa de inflação, isto é, que os salários subam ao ritmo da inflação. Por exemplo, um salário de 500€ em 2005, que tivesse aumentado (e descido) tanto quanto os preços, em 2017 corresponderia a 596€.



1. Distingue salário nominal de salário real.

2. Explica como o salário real varia com o (1) aumento da salário nominal e (2) a taxa de inflação.

3. Relaciona as expressões “salário real” e “poder de compra”.

4. Indica como se calcula o salário real.

5. Explica o que significa “indexar os salários” à taxa de inflação.

6. Preenchendo o ficheiro de ajuda, de 2005 a 2017:
a) Calcula a taxa de inflação (linha 2);
b) Calcula a taxa de variação do salário nominal (linha 4);
c) Calcula o ganho (+) ou perda (-) do poder de compra pela diferença ente as variações de salários e de preços (linha 5);
d) Calcula o salário real em cada ano, a preços de 2005 (linha 6);
e) Calcula a taxa de variação do salário real (linha 7);
f) Calcula o valor do salário correspondente a 500€ em 2005, admitindo a sua indexação à taxa de inflação (linha 8).

7. Interpretando o ficheiro de ajuda, indica em que ano:
a) Os preços estavam mais baixos;
b) Os preços estavam mais altos;
c) Os preços subiram mais;
d) Os preços subiram menos;
e) Os preços desceram mais;
f) Os preços desceram menos;
g) Os salários reais estavam mais baixos;
h) Os salários reais estavam mais altos;
i) Os salários reais subiram mais;
j) Os salários reais subiram menos;
k) Os salários reais desceram mais;
l) Os salários reais desceram menos;
m) Os salários nominais subiram mais;
n) Os salários nominais subiram menos;
o) Os salários nominais desceram mais;
p) Os salários nominais desceram menos;
q) O salário mínimo de 557€ em 2017, permite adquirir o cabaz de bens e serviços que em 2005 se comprava com _________.

8. Calcula quanto deveria um trabalhador auferir em 2017 para adquirir o mesmo cabaz de bens e serviços que comprava em 2005 com 1.000,00 €.

Dívida Pública e Juros: valores recentes (2018)

O GPEARI, Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais do Ministério das Finanças, publica as Estatísticas das Finanças Públicas.


Constrói uma apresentação no Google Drive, referindo os seguintes aspectos:
- Evolução do Saldo Global e do Saldo Primário (Quadro 1 das Estatísticas das Finanças Públicas, Estatísticas das Finanças Públicas, Portugal)
- Comparação dos (a) Juros com as (b) Despesas com Pessoal, em percentagem do PIB (Quadro 4, idem)
- Interpretação da Dinâmica da Dívida, conjugando o Quadro 7 com os valores do Saldo Primário (Quadro 1), dos Juros (Quadro 4) e taxa de crescimento nominal do PIB (PORDATA / Taxa de variação)
- Relativizar a dificuldade de Portugal no cumprimento da regra estabelecida para a redução da dívida pelo Tratado Orçamental, indicando mais três países em incumprimento (Quadro 3 das Comparações Internacionais)
- Verificar que Portugal é menos intervencionista que a Área Euro utilizando dois indicadores (outros dois quadros do mesmo ficheiro)
- Quanto gasta, em percentagem do PIB, o Estado em saúde, educação, defesa, e acção e segurança sociais? (PORDATA)
- A utilidade dos valores acima observados, para o conhecimento da economia portuguesa