Help - Efeito substituição e efeito rendimento

DICA PARA A QUESTÃO 3
1. Supondo X um bem inferior, certamente que a posição final - 2 - terá que ser diferente daquela a que chegámos quando X foi considerado um bem normal.
2. A nova posição final 2 terá que se situar sobre a mesma restrição orçamental ac que ilustra todas as novas combinações possíveis do consumo de X e Y.
3. Observe que a projecção do ponto 1 na recta orçamental ac, cria nesta 3 áreas diferentes:
- pontos na área a cinzento reflectem um aumento do consumo de ambos os bens: +X e +Y;
- pontos na área a castanho reflectem um aumento do consumo de Y e uma redução de X: -X e +Y;
- pontos na área a vermelho reflectem um aumento do consumo de X e uma redução de Y: +X e -Y.
Portanto, agora bastará observar em que área ficará o NOVO PONTO 2 na nova situação. Para distinguir o efeito rendimento do efeito substituição, tal como na situação anterior, desenha-se uma recta paralela a ac, que reflicta os novos preços (ie, com a mesma inclinação de ac); esta recta deverá passar pelo ponto 1, mostrando todos os pontos que seriam acessíveis antes do aumento do rendimento (a redução do rendimento expressa-se na distância entre as duas curvas).

Pontos base (pb)

O termo pontos base (pb), ou basis point (bp ou bps) é frequentemente utilizado quando os economistas se referem a variações das taxas de juro. Esta convenção foi criada porque estas variações são normalmente muito pequenas, e então definiu-se que 1% corresponde a 100 pontos base. Mais, as variações de pontos base são sempre aditivas, evitando-se assim a confusão entre variação absoluta (ie. Δx=xf-xi) ou variação relativa (ie. Δx/xi).
Exemplo: Uma subida de 2% numa taxa de juro que se encontra em 10% significa que esta vai para 12% ou para 10,2%? — 10%+2% ou 10%*1,02 — Uma subida de 200 pontos base corresponde inequivocamente à passagem de 10% para 12%.
Subindo 10/25/50/100... pontos base passaria de 10% a 10,1%/10,25%/10,5%/11%...

Novo exemplo: “Naquela que foi a primeira reunião de Mario Draghi à frente do BCE, foi deliberada uma descida dos juros na Zona Euro em 25 pontos base. A taxa de referência passou a ser de 1,25%”. (Notícia da TVI) Obviamente que a taxa de referência antes desta decisão se encontrava em 1,5%.

Quando nos referimos à economia real, utilizamos termos que frequentemente se confundem com este: variação em percentagem (%) ou pontos percentuais (pp), conceitos explicados noutro post.

Poder de Compra

O Poder de compra em termos per capita é um número índice com o valor 100 na média do país, que compara o poder de compra manifestado quotidianamente, em termos per capita, nos diferentes municípios ou regiões (Metainformação).

A imagem abaixo mostra uma distribuição muito desigual pelas regiões.



Em 1993 a Área Metropolitana de Lisboa (AML) e o Algarve são as duas regiões que se encontram acima da média, evidenciando a AML um poder de compra 1,63 vezes superior ao do país. Em 2013 esta disparidade atenua-se, passando o poder de compra na AML a representar 1,25 vezes o país, após ter perdido 37,55 pontos no índice. O Algarve perdeu 12,63 pontos, conservando-se ainda como a segunda região com maior poder de compra, mas já abaixo da média do país. Nas restantes regiões observa-se a sua aproximação relativamente à média, com destaque para a Região Autónoma da Madeira (RAM), que ganhando 19,01 pontos foi a que mais progrediu, em contraste com o Norte que apenas subiu 10,31 pontos, mas mesmo assim se mantém como a terceira região do país com maior poder de compra.

1. Estuda a evolução do poder de compra nos municípios da AML. (Sugestão: Compara 8 municípios contrastantes, ie, 4 com elevado poder de compra vs. 4 com reduzido poder de compra)

2. Estuda a possibilidade de o poder de compra se encontrar correlacionado com o nível de escolaridade nos mesmos municípios. NOTA: Coeficiente de Correlação de Pearson - r, função CORREL no Excel.)

Sugestão: Evolução do poder de compra na AMP e estudo da sua correlação com a escolaridade

Análise da Balança de Pagamentos, 1996-2014

O manual e as provas de exame ainda seguem a nomenclatura BPM5, que a partir de 2014 foi actualizada pela BPM6. Assim, de acordo com a nova nomenclatura:
Onde se lia:
  • Balança de Rendimentos
  • Transferências correntes
Deve ler-se:
  • Rendimento primário
  • Rendimento secundário
Apresentação da Balança de Pagamentos

1. A Balança Corrente constitui a primeira componente da Balança de Pagamentos.
1.1. Representa os seus saldos (Total, Bens, Serviços, Rendimento primário e Rendimento secundário). Publica o respectivo gráfico.
1.2. Constrói e publica - ou recicla - uma tabela com a Taxa de Cobertura calculada para as seguintes rubricas:
- Total de Bens e Serviços
- Bens
- Serviços
1.3. Comenta o gráfico referindo os valores da tabela.

2. Na Balança de Capital regista-se a diferença entre o que se recebe e paga ao estrangeiro, por via de transferências de capital e activos não financeiros não produzidos.
2.1. Utiliza a Metainformação do ficheiro para definir os seguintes conceitos:
- Transferências de Capital
- Activos Não Produzidos Não Financeiros
2.2. Representa graficamente as rubricas da Balança de Capital. Comenta.

3. A Balança Financeira indica a diferença entre os investimentos realizados no RM (activos) e os captados do RM (passivos).
3.1. Utiliza a Metainformação do ficheiro para definir os seguintes conceitos:
- Investimento directo
- Investimento de carteira
- Outro investimento
3.2. Constrói dois gráficos representando as principais rubricas da Balança Financeira: A) Investimento directo e B) Investimento de carteira. Comenta-os.

4. Observa o quadro Grau de exposição ao comércio internacional.
4.1. Identifica três produtos com maior exposição e outros três com menor. Comenta.
4.2. Refere o indicador do Comércio Externo que oferece informação semelhante à deste quadro.

5. Define o conceito de Posição de Investimento Internacional (sugestão: conheceracrise). Observa evolução desde indicador desde 1996 e aponta algumas causas explicativas, explorando o processo de convergência/divergência real com a UE, particularmente após 2002.

Taxa de desemprego estimada em 11,9% - 3.º Trimestre de 2015

  • A taxa de desemprego no 3.º trimestre de 2015 foi de 11,9%. Este valor é igual ao do trimestre anterior e inferior em 1,2 pontos percentuais (p.p.) ao do trimestre homólogo de 2014.
    A população desempregada, estimada em 618,8 mil pessoas, registou uma diminuição trimestral de 0,3% e uma diminuição homóloga de 10,2% (menos 1,6 mil e menos 70,1 mil pessoas, respetivamente).
    A população empregada, estimada em 4 575,3 mil pessoas, registou um decréscimo trimestral de 0,1% (menos 5,5 mil pessoas) e um acréscimo homólogo de 0,2% (mais 10,2 mil pessoas).
    A taxa de atividade da população em idade ativa situou-se em 58,6%, valor idêntico ao observado no trimestre anterior e inferior em 0,6 p.p. ao do trimestre homólogo.
    Nestas estimativas trimestrais foi considerada a população com 15 e mais anos e os valores não foram previamente ajustados de sazonalidade.
    Estatísticas do Emprego, Destaque do INE, 3º trimestre de 2015
A Taxa de Desemprego é a percentagem de desempregados entre a População Activa.

Distingue-se a Taxa de Desemprego em sentido lato da Taxa de Desemprego em sentido restrito em função do conceito de desempregado:

Considera-se desempregado em sentido lato, o individuo com idade mínima de 15 anos, que não se encontra a frequentar o ensino obrigatório, e que reúne simultaneamente nas seguintes situações:
- está sem trabalho;
- está disponível para trabalhar.

Considera-se desempregado em sentido restrito, o individuo com idade mínima de 15 anos, que não se encontra a frequentar o ensino obrigatório, e que reúne simultaneamente nas seguintes situações:
- está sem trabalho;
- está disponível para trabalhar;
- procura trabalho, isto é, tenha realizado diligências para encontrar um emprego, nos últimos 30 dias.

A Taxa de Actividade é a percentagem da População Activa relativamente à População Total (ou residente).
A População Activa inclui os maiores de 15 anos que, no período de referência, constituem a mão-de-obra disponível para a produção de bens e serviços que entram no circuito económico, quer os que estejam empregados, quer os que estejam desempregados à procura de emprego.
Os desencorajados já não procuram emprego, incluindo-se na população inactiva, bem como os que se encontram a cumprir o serviço militar obrigatório, crianças, reformados e inválidos.

O Gráfico abaixo apresenta os valores destas variáveis para 2015.



1. Com base na imagem acima, calcula a Taxa de Actividade, indicando as operações.

2. Com base na imagem acima, calcula a Taxa de Desemprego, indicando as operações.

3. Interpreta a Taxa de Actividade calculada em 1..

4. Interpreta a Taxa de Desemprego calculada em 2..

5. Compara a Taxa de Desemprego que calculaste para o 3º Trimestre de de 2015 com a referida no "Destaque do INE" para 0 3º Trimestre de 2014.
Utiliza o "Destaque do INE" para:
a) Indicar as duas regiões do país com maiores Taxas de Desemprego (p. 9);
b) Comente - observando a imagem na p. 8 do "Destaque" - a tendência dos empregados para continuarem empregados, dos desempregados para continuarem desempregados, e dos inactivos para continuarem inactivos.

6. Constrói um gráfico a partir dos dados no PORDATA, que evidencie as diferenças na Taxa de Actividade entre os géneros (F/M) e entre Portugal e a União Europeia. Publica-o no blogue e interpreta-o. Preview

7. Constrói um gráfico a partir dos dados no PORDATA, que evidencie que a Taxa de Desemprego afecta de forma diferenciada os diversos grupos etários. Publica-o no blogue e interpreta-o. Preview

8. Constrói um gráfico a partir dos dados no PORDATA, que evidencie que a Taxa de Desemprego afecta de forma diferenciada em função do nível de escolaridade concluída. Publica-o no blogue e interpreta-o. Preview

9. Constrói a partir da população desempregada por nível de escolaridade completo - Masculino e Feminino um gráfico que evidencie como a Taxa de Desemprego varia com o género (M/F) e com a o nível de escolaridade. Publica-o no blogue e interpreta-o. Preview

Carga fiscal fixou-se em 34,4% do PIB em 2014

Recurso

O INE apresenta um destaque em que comenta a evolução recente da carga fiscal.

Tarefa

I Parte
Copia para o blogue o Resumo do destaque, e inclui ao longo deste, as seis imagens do PDF que sustentam as respectivas afirmações.
NOTA: Assinala nas imagens os valores referidos no texto.

II Parte
1. Comenta o gráfico 2 no período 2011-2014.

2. Comenta o gráfico 4.

3. Comenta o gráfico 5.

4. Admitindo que Portugal deseja aproximar a sua fiscalidade da média da UE, indica os impostos deverá descer/subir?

5. Apenas relativamente aos seis países fundadores da UE (CEE, 1957), compara Portugal com estes, quanto ao peso das contribuições sociais efectivas na carga fiscal.

Calculando as tcv e tcp a partir das séries a preços correntes e a preços do ano anterior

Já se viu que só por si, as séries do PIB a preços correntes não permitem determinar as taxas de crescimento em volume nem dos preços, porque o seu valor combina ambas as variações. Este problema pode ser resolvido com as séries a preços constantes. Porém, com o tempo, os preços no ano base deixam de ser representativos, porque vão sendo produzidos bens anteriormente inexistentes, cuja valorização é problemática.

Uma solução prática, consiste em calcular o PIB a preços do anterior, o que equivale à mudança de ano base em cada ano.

Então poderá calcular-se o Índice de Preços implícitos no PIB dividindo a série a preços correntes pela série a preços do ano anterior. Multiplica-se por 100 para obter um valor de interpretação mais comum.
Neste caso, para calcular a tcp t/t-1 basta subtrair 100 ao Índice de Preços.

Note que as duas séries do PIB combinadas, oferecem a quantidade do PIB de dois anos sucessivos, t e t-1, calculada a preços do ano t-1. Portanto, basta combinar o PIB do ano t, a preços do ano anterior (t-1), com o PIB do ano t-1, calculado a preços correntes (t-1). Como ambos os valores estão calculados a preços do ano t-1, mas a quantidade varia de t-1 para t, o resultado será a tcv t/t-1.

A tabela abaixo sintetiza o que se escreveu acima.

A título de exemplo, a partir do PORDATA, recolheu-se a série do PIB a preços correntes e a série do PIB a preços do ano anterior. Para o período 1996-2014 calcularam-se o IP, a tcp e tcp.

Na representação gráfica das série do PIB, quando os preços subiram (tcp>0) a série a preços correntes surge acima da série a preços do ano anterior.

A representação gráfica das tcv e das tcp permite observar rapidamente em que momentos o PIB cresceu (caiu) mais (menos), tal como quando os preços subiram (desceram) mais (menos).

1. Recolhendo os dados do PIB a preços correntes e a preços do ano anterior no PORDATA, constrói uma tabela semelhante à acima apresentada.

2. Representa graficamente o PIB a preços correntes e a preços do ano anterior.

3. Representa graficamente a tcv e a tcp.

4. Indica em que ano:
A – O PIB
- cresceu mais rapidamente
- cresceu mais lentamente
- caiu mais rapidamente
- caiu mais lentamente
B – os preços
- subiram mais rapidamente
- subiram mais lentamente
- desceram mais rapidamente
- desceram mais lentamente