Lei de Engel

Apesar da reduzida produtividade e dos baixos rendimentos da população portuguesa, encontram-se muitos países desenvolvidos com menor número de subscrições (por 100 pessoas) de telemóveis: Japão, França, Estados Unidos e Canadá, entre outros, têm menos telemóveis que Portugal.

O número de automóveis (por 1.000 habitantes) é igualmente dos maiores da União Europeia, onde apenas somos batidos por Itália!

LEI DE ENGEL
Quanto menor for o rendimento de uma família, maior tenderá a ser a proporção dos seus rendimentos gasta em alimentação e menor será a proporção dos rendimentos gasta em cultura, lazer, e gastos diversos.

Uma família que viva com o salário mínimo gastará a maior parte do rendimento em alimentação, e pouco restará depois de pagar a habitação, provavelmente para vestuário ou calçado barato. Bens de luxo serão inexistentes.

Quando o rendimento sobe, as famílias naturalmente gastarão mais dinheiro em todas as rubricas, mas observando a estrutura do consumo – a importância percentual de cada rubrica – verifica-se que a alimentação perde importância, enquanto os gastos diversos ganham maior expressão. Por exemplo, ganhando mais poderão sair mais vezes, ir ao cinema e jantar fora. A refeição no restaurante não é alimentação, porque também se paga o serviço, e portanto seria incluída em gastos diversos.

Considera as despesas de consumo de quatro famílias, os Alves, os Brito, os Cunha e os Damásio:
1. Calcula o orçamento de cada uma das famílias.
NOTA: Utiliza o ficheiro do Excel, e no final posta uma imagem personalizada no blogue com a Tabela das questões 1. e 2., e o Gráfico da questão 3..

2. Determina os coeficientes orçamentais das quatro famílias para cada classe de despesa.

3. Representa graficamente as despesas percentuais das famílias nas diversas rubricas de despesa.

4. Verifica como a interpretação do quadro te conduz à Lei de Engel.

5. Comenta o elevado valor das subscrições de telemóveis em Portugal relativamente a outros países.

6. Comenta o elevado número de automóveis em Portugal relativamente a outros países da União Europeia.

7. Partindo do Inquérito às Despesas das Famílias 2015/2016. * Preview
7.1 Constrói um gráfico que represente os dados do quadro Q.4. Estrutura da despesa total anual média por agregado, segundo a COICOP, 2000, 2005/2006, 2010/2011 e 2015/2016. Interpreta-o.
7.2. Constrói um gráfico que represente os dados do quadro Q.5. Despesa total anual média por agregado (€) segundo a COICOP, por NUTS II, 2015/2016 (%). Interpreta-o.

8. Refere como o consumo varia com os seguintes factores extra-económicos:
a) Estrutura etária dos agregados familiares;
b) Estilos de vida (v.g. fast-food, consumos lights, desportos radicais, consumos com consciência ambiental);
c) Moda;
d) Publicidade;
e) Cultura.

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