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Assim qualquer um sabe governar

Os esforços exigidos e os que se anunciam não têm qualquer justificação. São uma teimosia de um monetarista que não se interessa pelas causas do défice, mas simplesmente pelo seu equilíbrio, para “recuperar a confiança dos mercados”, afirmação que por si só revela na actualidade, “uma completa falta de percepção do que se está a passar na economia internacional”.

Pedro Lains compara as propostas de Vítor Gaspar com o “ajustamento profundo” do Chile nos anos 1980, para concluir que a sua estratégia está “profundamente desactualizada e mesmo errada”.

Vítor Gaspar terá perdido a legitimidade para conduzir a política económica quando utilizou “uma carta fora do baralho: a contracção sem limites de salários - e mais aumento de impostos. Assim qualquer um sabe governar”.

Há alternativa? Claro que há. A primeira coisa a fazer é “começar por reconhecer as causas das coisas”.

Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=513309


1. Verifique que tomar medidas sem ter em consideração as causas dos fenómenos é revelador de uma atitude doutrinária.


2. Indique os pontos em comum apontados por Pedro Lains entre a actualidade de Portugal e o Chile dos anos 1980.


3. Justifique o título do artigo “Uma carta fora do baralho”.


4. Em Economia, antes de tomar decisões é necessário “começar por reconhecer as causas das coisas”. Mostre a necessidade de uma atitude científica para resolver os problemas económicos.


5. Critique dois aspectos da agenda de transformação estrutural da economia portuguesa referidos no artigo de Nicolau Santos, abaixo.




Correcção