Teste de Economia

Não precisas de copiar o enunciado, mas tens que indicar o número de cada questão no teu post... Após a publicação do teste, deves enviar uma cópia do mesmo para o e-mail do professor.

Grupo I
Considera a lista de conceitos, a) a o) e a lista de definições de 1. a 15.. Estabelece a correspondência entre os conceitos e as respectivas definições

a) bens comercializáveis
b) bens não-comercializáveis
c) desmaterialização da moeda
d) política cambial
e) política monetária
f) política de preços e salários
g) política orçamental
h) salário nominal
i) ganho do poder de compra
j) valor do cabaz
k) índice de preços no consumidor
l) eficiência
m) equidade
n) externalidades
o) bens públicos

1. Uma vez providos para um utente, ficam disponíveis para todos. Exemplo: uma ponte sem portagem.
2. Bens que são vendidos a um preço superior ao custo de produção.
3. Bens que são vendidos a um preço inferior ao custo de produção.
4. Em determinadas situações não é possível melhorar o bem-estar de alguém sem piorar o de outrem.
5. Despesa que é necessário efectuar para adquirir um conjunto de bens pré-definido.
6. Valor do salário expresso em unidades monetárias.
7. Verifica-se se o salário nominal crescer mais rapidamente que a taxa de inflação.
8. Expressão que os economistas utilizam em referência a situações de relativa “justiça” ou “igualdade” a nível da repartição do rendimento.
9. Aspectos que embora não tenham sido concebidos para ter um efeito os sujeitos económicos, acabam por ter. Exemplo: uma esquadra na nossa rua.
10. Relação entre os valores do cabaz, a partir da qual se calcula a taxa de inflação.
11. Antes da adesão ao Euro, podia decidir-se a desvalorização do Escudo no intuito de tornar as nossas exportações mais competitivas.
12. O Banco Central Europeu entende que o fundamental é que os mercados funcionem, reservando para si a condução desta política a nível da União Europeia.
13. Política que mais directamente incide sobre a repartição do rendimento.
14. Política que define as prioridades dos governos (despesas) bem como os recursos (receitas) com que conta para as efectuar.
15. Devido ao progresso tecnológico, atingimos uma situação em que recebemos os salários por transferência bancária, e podemos efectuar os pagamentos do mesmo modo, dispensando inclusivamente a utilização de bens materiais como moeda.


Grupo II
O texto abaixo apresenta quatro parágrafos que se referem a um dos temas estudados.



1. Atribui um título ao conjunto dos quatro parágrafos.
2. Formula a pergunta a que o parágrafo 7. responde.
3. Formula a pergunta a que o parágrafo 8. responde.
4. Formula a pergunta a que o parágrafo 9. responde.
5. Formula a pergunta a que o parágrafo 10. responde.

Grupo III
Observa a tabela abaixo:



1. Interpreta o valor do IPC para 2005.
2. Interpreta a taxa de inflação para 2005..
3. Interpreta a taxa de crescimento do salário nominal em 2005.
4. Refere-te à evolução do poder de compra em 2005. Justifica.
5. Indica a função da moeda que a inflação prejudica. Justifica.

Grupo IV
“Só o Estado pode produzir bens não comercializáveis”.
1. Distingue bens comercializáveis de bens não comercializáveis.
2. Justifica a afirmação acima.

Grupo V
Após a adesão ao Euro os Governos passaram a dispor de menos instrumentos para atingir os objectivos económicos.
1. Indica duas políticas económicas de cuja utilização tiveram de prescindir.
2. Indica os três principais objectivos da política económica segundo Mendonça Pinto.
3. Como os objectivos a atingir pelo Governo hoje continuam a ser os mesmos, mas dispõe de menos políticas ao seu alcance, comenta o grau de dificuldade das suas tarefas e a falta de interesse dos cidadãos pela política.

Efeito da adesão ao Euro sobre a política económica portuguesa

“A tarefa de estabilização económica exige que a economia não se afaste demasiado para cima, ou para baixo, de um nível de emprego constante e elevado. De um modo resultaria inflação e do outro recessão. A política orçamental e monetária vigilante e flexível permitir-nos-á seguir pelo estreito meio termo", Presidente John F. Kennedy, 1962.

Com a adesão ao Euro (as notas e moedas denominadas em euros entraram em circulação a 1 de Janeiro de 2002), o país abdicou de duas políticas importantes: a cambial e a monetária. Assim, a partir desse momento, os Governos passaram a dispor de menos instrumentos para atingir os objectivos económicos.

Observa a imagem abaixo, de António Mendonça Pinto, que relaciona as medidas de política com os objectivos económicos a atingir, no período 1977-79 (*), que pode tomar-se como representativo do “modelo económico adoptado antes da adesão ao Euro”.



1. Identifica as políticas utilizadas no quadro do Programa de Estabilização Económica.
2. Indica duas medidas de política económica associadas a cada a uma das políticas acima identificadas.
3. Identifica os objectivos prosseguidos pelo Programa de Estabilização Económica.
4. Como os objectivos a atingir pelo Governo hoje continuam a ser os mesmos, mas dispõe de menos políticas ao seu alcance, comenta o grau de dificuldade das suas tarefas e a falta de interesse dos cidadãos pela política.



(*) Portugal já recorreu ao auxílio do FMI três vezes em pouco mais de três décadas: 1977, 1983 e 2011 (Jornal de Notícias).

Desequilíbrios ... e o BCE?

Cálculo da Taxa de Inflação

Considera os valores do cabaz e do salário nominal indicados na tabela abaixo, para o período 2002-07:



1. Calcula o IPC tomando 2002 como ano base.
2. Calcula as taxas de inflação.
3. Calcula a taxa de crescimento do salário nominal.
4. Interpreta a linha correspondente aos valores do cabaz.
5. Interpreta o IPC.
6. Interpreta as taxas de inflação.
7. Interpreta a taxa de crescimento do salário nominal.
8. Estabelece a regra que te permite verificar em que anos se verifica ganho ou perca do poder de compra.

Teste Modelo de Economia

Não precisas de copiar o enunciado, mas tens que indicar o número de cada questão no teu post... Após a publicação do teste, deves enviar uma cópia do mesmo para o e-mail do professor.


Grupo I
Considera a lista de conceitos, a) a o) e a lista de definições de 1. a 15.. Estabelece a correspondência entre os conceitos e as respectivas definições.

a) Micro-sujeito
b) Macro-sujeito ou Agente Económico
c) Consumo
d) Produção
e) Distribuição
f) Acumulação
g) Repartição
h) Economia fechada
i) Economia aberta
j) Fluxo monetário
k) Fluxo real
l) Inflação
m) Troca indirecta
n) Troca directa
o) Mão Invisível
p) Eficiência na afectação de recursos

1. Combinação dos factores produtivos que transforma as matérias-primas em produtos acabados.
2. A riqueza criada durante o processo produtivo será distribuída entre os intervenientes no mesmo.
3. Fluxo expresso em moeda.
4. Fluxo expresso numa unidade qualquer, mas não em moeda.
5. Utilização dos bens na satisfação das necessidades.
6. Sujeito da actividade económica considerado individualmente.
7. Conjunto de sujeitos da actividade económica que desempenham a mesma função.
8. Envolve as actividades de comércio e de transporte da produção para os locais onde será objecto de consumo.
9. Uma economia que não mantém relações económicas com o exterior.
10. Uma economia que mantém relações económicas com o exterior.
11. Subida generalizada e sustentada dos preços.
12. Troca de mercadoria por dinheiro, adquirindo com este a nova mercadoria: M1 – D – M2.
13. Troca de uma mercadoria por outra, sem intervenção do dinheiro: M1 – M2.
14. Doutrina que defende que o livre funcionamento do mecanismo dos preços, em concorrência perfeita, conduz as economias à afectação mais eficiente dos recursos.
15. Quando já não é possível aumentar o bem-estar económico de alguém sem prejudicar outra pessoa.
16. Se o nível de investimento for superior à degradação do stock de capital, isso contribui para o aumento deste.

Grupo II
O texto abaixo apresenta três parágrafos que se referem a um dos temas estudados.


1. Atribui um título ao conjunto dos três parágrafos.
2. Formula a pergunta a que o parágrafo 1. responde.
3. Formula a pergunta a que o parágrafo 2. responde.
4. Formula a pergunta a que o parágrafo 3. responde.

Grupo III
A moeda – incluindo numerário e depósitos à ordem – é o meio de troca aceite universalmente. É usado para pagar tudo desde pão a vestidos de pele.
1. Identifica a função da moeda implícita no texto.
2. Explica uma outra das funções da moeda.
3. Distingue moeda de papel de papel-moeda.

Grupo IV
“Só o Estado pode produzir bens não comercializáveis”.
1. Distingue bens comercializáveis de bens não comercializáveis.
2. Justifica a afirmação acima.

Grupo V
Embora em graus muito variáveis, nenhum Estado confia a sua economia à “Mão Invisível”.
1. Indica três razões que justifiquem a intervenção do Estado na economia.
2. Explica uma dessas razões.

Contas bancárias de Ronaldinho Gaúcho atacadas por hacker

Um brasileiro de 33 anos a residir em Barcelona, foi preso pelas autoridades da capital catalã, após ter tentado transferir 800 mil euros da conta da irmã do craque brasileiro para a conta de um cúmplice português.

Após ser detido, o paulista Ewerton C.R., para além do golpe falhado, confessou ainda a sua enorme paixão pela selecção brasileira, cujos jogos acompanhava por todo o mundo com o dinheiro de bilhetes vendidos no mercado negro, noticia o diário italiano "Corriere Della Sera".

O plano foi preparado ao pormenor. O hacker começou a frequentar a discoteca preferida de Ronaldinho em Barcelona, a Bikini, ganhando a confiança de amigos e colegas do craque. Terá mesmo dito à polícia que o seu sonho era ser treinador do Barcelona.

Após ter conseguido um cartão de visita com o e-mail do irmão e empresário do avançado do Barcelona, Roberto Assis, Ewerton dirigiu-se a um ciber-café, onde pôs mãos à obra. Entrou na conta de e-mail do irmão do jogador e interceptou, ao longo de quatro meses, as mensagens electrónicas trocadas pelos familiares de Ronaldinho, até que obteve os dados da conta bancária da irmã, Deise Assis.

Foi o banco onde toda a família Assis tem conta que evitou, por pouco, que ocorresse o crime, ao detectar que Deise ficou com saldo negativo após a primeira das duas tentativas de transferência de 400 mil euros para um banco em Portugal. A irmã do atleta foi avisada por um funcionário do banco e conseguiu bloquear as transferências a tempo.

Fonte: http://www.ciberia.pt/?st=7896

Comenta a segurança na utilização dos produtos financeiros através da Internet, tendo em atenção (a) o desenvolvimento da tecnologia e (b) a (in)competência das pessoas para utilizar estes serviços.

Módulo 4 - Regulamentação e funcionamento da actividade económica

Aos meus alunos do 11º M - Ana, Elisabete, João, Maria e Solange - devo um enorme pedido de desculpas. Desde o início do ano temos estado a dar o programa de Economia B do 11º ano do Ensino Secundário. Mas devíamos estar a seguir o programa de Economia B do 11º ano do Ensino Secundário Recorrente! Acrescentando esta palavrinha, o Módulo 4 deixa de ter o Circuito Económico e a Contabilidade Nacional, que foram substituídos pelos conteúdos referidos neste post. Também tive azar, porque nos Módulos 5 e 6 não precisava de mudar nada, tal como podem verificar nos programas, ou conferir mais facilmente nas imagens que fiz para o Módulo 4, Módulo 5 e Módulo 6.

Com esta mudança até ficam a ganhar, porque a parte da Contabilidade Nacional em que iríamos entrar seria mais dura de roer que o programa do Ensino Recorrente. Talvez tenha sido exactamente por essa razão que fizeram a sua substituição.

Em termos da avaliação mantém-se toda a matéria dada até à História da Contabilidade Nacional para o nosso teste, que evidentemente incluirá a matéria nova a dar ainda... Uma surpresa agradável que terão é descobrir que já sabem grande parte da dita “matéria nova”.

Para quem fizer exame do Módulo 4 apenas pode sair a matéria indicada abaixo.


Módulo 4 - Regulamentação e funcionamento da actividade económica


Moeda
- evolução da troca directa à troca indirecta
- tipos (moeda-mercadoria, moeda metálica, papel moeda e moeda escritural)
- funções (meio de pagamento, medida de valor e reserva de valor)
- evolução tecnológica – desmaterialização da moeda

Preço
- noção
- inflação e poder de compra
- medida da inflação – índice de preços no consumidor (IPC) e taxa de e inflação
- inflação em Portugal e na UE

O financiamento da actividade económica

- formas de autofinanciamento (capacidade de financiamento) e financiamento externo (necessidade de financiamento)
- financiamento externo: formas (directo e indirecto)
- crédito bancário (noção, formas e funções)
- Bancos: funções (operações bancárias activas e passivas)
- Mercado de títulos e financiamento indirecto da actividade económica


ESTADO E ACTIVIDADE ECONÓMICA


Objectivos da intervenção económica e social do Estado

- eficiência: falhas do mercado – a concorrência imperfeita, externalidades e bens públicos
- equidade: justiça social na repartição dos rendimentos (salários, juros, rendas e lucros)
- estabilidade: desequilíbrios da economia (ex.: inflação ou desemprego)

Instrumentos de intervenção do Estado
- planeamento: noção e tipos (indicativo e imperativo)
- Orçamento do Estado: noção; componentes – despesas públicas e receitas públicas (impostos directos e indirectos); saldo orçamental e sua importância
- políticas económicas e sociais

Políticas económicas e sociais do Estado

- objectivos – afectação de recursos, regulação da actividade económica e redistribuição dos rendimentos
- a redistribuição dos rendimentos e o rendimento pessoal disponível
. rendimentos primários: do trabalho – salário (nominal e real) e rendimentos da propriedade e empresa (rendas, juros e lucros)
. transferências sociais e transferências externas
. quotizações sociais
. impostos directos

Políticas económicas e sociais do Estado português
- objectivos (política orçamental, fiscal, de combate ao desemprego, de redistribuição dos rendimentos e do ambiente)
- medidas de políticas sociais, nomeadamente, as despesas com a educação com a saúde, e com a segurança social (por exemplo, o subsídio de desemprego e rendimento social de inserção)
- constrangimentos das políticas económicas e sociais decorrentes do facto de Portugal ser membro da UE

A Situação Social em Portugal, 1960-1999

A Situação Social em Portugal, 1960-1999, constitui a maior base de dados que retrata estaticamente o país.

Download da base dados em ficheiro .ZIP


Instala o software no teu computador, e não necessitarás de navegar entre as tabelas acessíveis na web. Também será mais fácil trabalhar os dados no Excel.

História da Contabilidade Nacional

Recursos

  • A informação estatística é um elemento essencial nas sociedades actuais, constituindo um instrumento indispensável para apoio aos mais relevantes processos de decisão, interessando a entidades decisoras públicas e privadas, a agentes políticos, a agentes económicos, a analistas e à comunidade académica, proporcionando também, a todos, uma vivência mais consciente da sua cidadania.
    Política de revisões do Sistema de Contas Nacionais Portuguesas, Base 2011
1. Selecciona os termos adequados, de forma a obter afirmações verdadeiras:

a) A Contabilidade Nacional constitui uma ciência/técnica de descrição da realidade económica.

b) A Contabilidade Nacional (não) tem como objectivo a apresentação das posições e variações patrimoniais.

c) Desde muito cedo, os “príncipes” revelaram interesse na Contabilidade Nacional para determinarem as suas possibilidades em termos de receitas fiscais/despesas sociais, no caso de entrarem em guerra com outros reinos.

d) Os primeiros estudos para a efectivação de um sistema de Contabilidade Nacional são anteriores/posteriores à II GGM.

e) A partir de 1959 os conceitos de CN começaram a alargar-se aos fluxos monetários/reais.

f) O sistema actual das Contas Nacionais portuguesas designa-se SCNP95/SEC2010.

g) O SCNP95 separa as contas financeiras das contas não financeiras, cabendo o cálculo das primeiras ao Banco de Portugal/INE e as segundas ao Banco de Portugal/INE.

h) Os valores das contas nacionais passam por várias versões, desde a preliminar à definitiva, passando pelas versões provisórias/rascunho e semi-definitivas/semi-provisórias.

i) O território económico/social das CN portuguesas incluiu o Continente, e as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

j) Os agentes económicos/as unidades institucionais características da CN são as unidades residentes, que têm centro de interesse no território nacional.

k) Entende-se por centro de interesse o facto de efectuarem operações económicas por um período superior a um ano/trimestre no território nacional.

l) A CN de um país deve ter em consideração a actividade económica dentro do território e a actividade económica que resulta do contributo das unidades (não) residentes.

m) O produto interno/nacional corresponde ao obtido dentro de um território económico.

n) O produto interno/nacional corresponde ao obtido à custa de factores de produção pertencentes às unidades residentes.



2. Identifica os sectores institucionais - que agrupam as unidades institucionais - referidos de (A) a (F) (pp. 5-6) com os agentes económicos que já conheces.

3. Explicita três aspectos importantes para garantir a transparência no processo de produção e difusão das estatísticas oficiais, referidos na Política de revisões do Sistema de Contas Nacionais Portuguesas, Base 2011. * Backup

Apresentação

https://docs.google.com/document/d/1GjOYEM4_YVoyRvfYylSeB4gREE9CuAZpoDWpsr535Os/edit?usp=sharing

O Trabalho


Em Economia, é um dos factores de produção, usualmente combinado com o capital e as matérias-primas, para produzir bens ou prestar serviços. Para os economistas da escola clássica, o trabalho é considerado como o primeiro factor produtivo. Porém, a escola neo-clássica vê o trabalho simplesmente como um dos factores de produção, cujo valor é determinado pela oferta e pela procura, tal como qualquer outro bem. A quantidade de trabalho numa economia moderna é determinada pela dimensão da população e pela duração do trabalho socialmente aceite para jovens, adultos e mulheres.

Em termos sociais, o trabalho inicialmente era encarado como algo negativo, incompatível com a realização de actividades políticas. Nas antigas cidades-estado helénicas, o trabalho era concentrado na mão-de-obra escrava, não podendo ser responsabilidade de qualquer homem que se assumia como cidadão. Tal estatuto deveria ser apenas determinado pela livre consciência, e não pela imperativa satisfação de necessidades primárias.

Durante todo o período da Idade Média, a dinamização dos mercados citadinos estimulou o trabalho artesanal. Não deixando de estar integrados na ordem feudal, os artesãos eram dotados de uma maior autonomia do que os servos agrícolas, uma vez que eram proprietários dos seus próprios meios de produção (oficinas, instrumentos e matérias-primas). A associação em confrarias, guildas e corporações constitui, de certo modo, expressão deste facto.

Com a Revolução Industrial, o trabalho torna-se abstracto, deixando de existir uma relação directa e identificativa entre o trabalhador e a sua produção. Com Taylor, o trabalho é sujeito a um intenso processo de regulação científica, destinado a aproveitar e a determinar ao máximo todos os esforços humanos. No entanto, paradoxalmente, o facto do operário ser confrontado com longas jornadas de trabalho, num ambiente de comunhão colectiva com os seus colegas, levou ao desenvolvimento de uma relação social de identificação com o seu labor. O proletário é, antes de tudo, um trabalhador. O Fordismo e o Estado-Providência vieram consolidar a ligação entre o operário e a sociedade, ao dotar o trabalhador de uma série de direitos sociais, e ao fazer dele um empregado e um consumidor.

A partir da década de 1950, verificou-se o que muitos teóricos denominaram de pós-industrialização, visível na concentração dos empregos no sector terciário. O novo desempenho produtivo, determinado essencialmente pela manipulação de informação, obrigou a que o trabalho não fosse mais assente no poder do físico, mas sim no tipo de personalidade e no nível de conhecimento dos empregados.

Trabalho feminino

Outro dos fenómenos que caracterizam o processo de pós-industrialização é o aumento das mulheres trabalhadoras. Em Portugal, as mulheres portuguesas começaram a fazer parte da população activa a partir da década de 1960. Antes deste período, a população feminina não participava directamente no mercado de emprego, sendo a taxa de actividade de cerca de 15%. As razões desta mudança encontram-se associadas à necessidade de aumentar o rendimento das famílias e à migração dos maridos e dos pais para as cidades. As mulheres conquistaram o mundo do trabalho devido às circunstâncias históricas, sem as lutas feministas e de emancipação que se verificaram noutros países. A partir dos anos sessenta, os homens foram recrutados para a guerra colonial ou emigraram, deixando o mercado de trabalho sem oferta de mão-de-obra. Esta falta foi colmatada pela população feminina, que ocupou os lugares vagos nas indústrias têxteis e nos campos agrícolas. Passados mais de quarenta anos, as mulheres portuguesas apresentam uma taxa de emprego superior à média europeia. Contudo, a taxa de desemprego tende a concentrar-se mais no sector feminino, sendo a sua remuneração, em média, 15% inferior à dos homens.

A entrada no mercado de trabalho e a conquista de um novo estatuto social e jurídico deu às mulheres acesso a novas profissões, como é o caso da diplomacia e magistratura. No final do século XX, as mulheres dominavam, em número, os cursos universitários e a obtenção dos respectivos diplomas, com as maiores taxas da Europa.

Hoje, a maior parte das mulheres trabalha no ensino ou na saúde. Em determinadas situações da médica, e nos níveis mais baixos de ensino da professora, estes sectores parecem pertencer “naturalmente” à esfera feminina, porque os profissionais continuam a “cuidar” de alguém. Adquiriram tempo para ter um emprego remunerado quando a comercialização da pilula iniciou a revolução sexual dos anos 60.

Trabalho precário

Actualmente, cerca de 36,7% da população activa portuguesa encontra-se desempregada ou com um vínculo contratual não permanente (esta categoria inclui contratados a prazo, trabalhadores independentes ou de empresas de trabalho temporário), uma das mais taxas elevadas da Europa (conjuntamente com Espanha e Polónia).

A emergência de formas contratuais atípicas, caracterizadas por um menor vínculo entre empregado e empregador, poderá representar para muitos trabalhadores, nomeadamente para os mais qualificados, uma oportunidade de uma vida mais flexível. Porém, para a grande parte da população activa (mulheres, jovens até 24 anos, grupos com escolaridade intermédia e trabalhadores menos qualificados), constitui uma forma de precariedade e insegurança social que dificulta a mínima previsão de uma vida futura.

Fonte, temporariamente acessível: http://www.universal.pt/scripts/site/newsletter/trabalho.html

Os Agentes Económicos


  • Aspectos fundamentais da actividade económica
    Consumo
    Produção
    Distribuição
    Repartição do rendimento
    Acumulação do capital

  • Agentes
    Micro-sujeitos
    Macro-sujeitos (agentes económicos)

  • Fluxos
    Fluxos reais
    Fluxos monetários

  • Agentes económicos
    Famílias
    Empresas (não financeiras)
    Administração Pública (ou Estado)
    Instituições Financeiras (ou IF’s)
    Resto do Mundo (ou RM)





  • Economia fechada/economia aberta

  • Equilíbrio entre Recursos e Empregos

  • Representação do Circuito Económico num Sistema de Contas

Do sonho dos economistas, resta a plataforma de pensamento

Paralelamente ao desenvolvimento da informação económica, designadamente dos sistemas de contabilidade nacional, os economistas acreditam ter descoberto a receita para controlar os ciclos económicos a curto prazo, através do modelo keynesiano, que se tornou relevante para o estabelecimento da política económica.


Em 1950-1975 registou-se um esforço para unificar o debate económico e social em torno de uma linguagem comum (plano, macroeconomia keynesiana, crescimento, contabilidade nacional, sociologia das desigualdades sociais e dos seus indicadores estatísticos, negociações colectivas apoiadas pelo Estado entre o patronato e os sindicatos, sobre os salários inscritos nas grelhas convencionais, sistema redistributivo e protecção social). Foi igualmente criada uma linguagem antes inexistente, relativamente coerente, pela via do vocabulário e das ferramentas estatísticas.

Os indicadores económicos passam a integrar-se na rede das representações comuns, e então, deste ponto de vista tornam-se realidades. De facto a realidade de um objecto depende da extensão e da robustez da rede mais larga dos objectos na qual está inscrito. Esta linguagem foi difundida através das universidades, e depois no ensino secundário.

No fim dos anos 1970, as redes de equivalência conduziram às de totalizações políticas e estatísticas demolindo-se a si mesmas parcialmente. O plano tinha menos peso em si que como um lugar de diálogo e de previsão a médio prazo das grandes decisões públicas. Os modelos econométricos simulam as evoluções das relações entre os objectos macroeconómicos e macrossocializam os objectos mais centrais do sistema de totalização sendo frequentemente julgados incapazes de prever as tensões e as crises. NINGUÉM CONSEGUIU PREVER A CRISE DE 1973... E AOS OLHOS DE TODOS FICOU EVIDENTE QUE OS MODELOS NÃO PASSAVAM DE REPRESENTAÇÕES...

A paragem do crescimento tornou mais difícil a reunião dos parceiros sociais para debaterem os efeitos da crise, que a divisão dos benefícios.
Nas economias abertas não funcionam os modelos keynesianos, válidos nas autarcias, porque o aumento da procura se reparte pelo mundo.
Hoje, a acção do Estado é menos voluntariosa e macro-económica, e mais orientada para a produção de regras facilitadoras do livre jogo do mercado e da concorrência.
As empresas são menos frequentemente geridas de modo centralizado segundo os princípios taylorianos e fordistas que, em favor da padronização das tarefas e dos produtos de grande consumo, se prestavam bem à construção de sistemas integrados de estatísticas industriais.
A plataforma de pensamento disseminado, é (talvez) ainda a única, que nos permite discutir e pensar o mundo social...

As médias criam uma forma de observar o mundo



As médias podem ser valores estáveis, à custa da sua insignificância.

O homem médio de Quetelet contém a forma adequada da sua objectivação, através da distribuição normal. Esta presta-se à constituição de escalas ordenadas unidimensionais que permitem comparações simples.



Esta ferramenta irá estruturar os próprios termos das discussões, e a língua falada no espaço de debate político-científico, mesmo se a problemática das desigualdades económicas e dos handicaps sócio-culturais familiares substituíram as diferenças biológicas a partir dos anos 1940.

Roosevelt, (eleito em1932) criou a organização estatística federal. Os métodos da estatística matemática são definitivamente adoptados pelos estatísticos e economistas, tomando os seus aspectos actuais nos Estados Unidos, entre 1935 e 1950.

Foram tomados novamente e transpostos, combinando-se com outras tradições específicas, depois de 1945, inicialmente na Europa ocidental, e depois no resto do mundo.

Nos Estados Unidos, os espaços da representação e da expressão política estendem-se e “nacionalizam-se” (notavelmente graças à radio), assim como aos mercados dos bens de consumo (graças aos caminhos de ferro e ao crescimento das grandes empresas).

São então construídos simultaneamente as instituições para tratar estas questões (conselhos de ajuda aos desempregados), os registos administrativos ligados a esta gestão (inscrição nas listas), e os métodos de medida dos novos objectos. Por exemplo, os desempregados no lugar dos pobres. Quando imaginas que terá sido calculada a primeira taxa de desemprego?

Os sistemas de estatística são máquinas complexas de registo, medição e tratamento são concebidas, discutidas e administradas segundo padrões uniformes em todos os países, levando igualmente à unicidade dos padrões de conceptualização.

Porque é que se mede a economia?

Qualquer sistema de contas nacionais consiste num conjunto coerente, consistente e integrado de contas macroeconómicas, nas folhas de balanço e nas tabelas baseadas num jogo de conceitos, de definições, de classificações e de regras internacionalmente acordadas. Fornece uma estrutura detalhada da contabilidade na qual os dados económicos podem ser compilados e apresentados num formato que seja projectado para finalidades de análise económica, exame das decisões e fundamentação da política económica. As contas fornecem um registo compreensivo e detalhado de actividades económicas complexas que ocorrem dentro de uma economia e das interacções entre os diferentes agentes económicos, e grupos dos agentes, que ocorra nos mercados ou noutro lado.


Utilizando os recursos abaixo, responde às seguintes questões:

1. - O que é que a Contabilidade Nacional mede?

2. - Porque é que se mede a economia?

3. - Porque é importante saber o que é o PIB?

4. - O que é o PIB?

5. - Como se calcula o PIB?

6. - Até que ponto é o PIB representativo da actividade económica?



Recursos

Uma resposta

Texto do FMI: Gross Domestic Product: An Economy’s All

Texto do INE: Como se Calcula o PIB

Texto de Carlos Coimbra: Como se calcula o PIB

EC - Esquema Conceptual