Orçamento de Estado

Na página do Ministério das Finanças / Direcção Geral do Orçamento, tens acesso aos mapas do Orçamento de Estado para 2013.


1. Dá uma noção de Orçamento.

2. Indica as fontes de receitas mais importantes em 2013, utilizando o Mapa I - Receitas dos Serviços Integrados por classificação económica (Indica totais por capítulos, ou por artigos se for pertinente)

3. Indica as despesas mais significativas em 2013, utilizando Mapa II - Despesas dos Serviços Integrados por classificação orgânica, especificadas por capítulos (Indica totais por ministérios, ou por capítulos se for pertinente)

4. Constrói um quadro no Excel com as principais Receitas e Despesas previstas no Orçamento de 2013, que indicaste nos dois pontos anteriores. (NOTA: Depois fazes uma imagem do Quadro do Excel no Paint em .jpg, e deixas a imagem no blogue)

5. Elogia uma das políticas sociais apresentadas no Orçamento. (Indica a respectiva rubrica)

6. Critica uma das políticas fiscais apresentadas no Orçamento. (Indica a respectiva rubrica)

Exemplos de intervenção do Estado na economia



Refere-te a cada uma das falhas de mercado, justificando a intervenção do Estado. Ilustra a tua resposta com exemplos da realidade portuguesa.

O papel económico do Estado

Lê o texto de Paul Samuelson:

Ler no GDocs



1. Explícita as principais funções económicas do Estado.

2. Justifica porque algumas actividades socialmente úteis que os Estados desenvolvem, bem como alguns sectores que supervisionam, promovendo a eficiência na economia, constituem bens públicos.

3. Menciona limites à promoção da equidade por via fiscal, considerando a história contada por um professor de Economia * RESUMO e o escasso número de contribuintes ricos.

4. Identifica três falhas de mercado, e como o Estado deverá actuar para as minimizar, consultando a imagem aqui.



Adenda
- Externalidades. Ja se definiu este termo aqui.

- Bem público. Um factor que impede a obtenção de afectações eficientes através de mercados privados é a existência de bens públicos. Um bem puramente público tem as seguintes propriedades:
1 - Não-rivalidade, significa que o facto de uma pessoa o utilizar não diminui a quantidade disponível para os outros;
2 - Não-exclusão, significa que é impossível e proibido excluir pessoas que não paguem pela utilização desse bem.
Exemplos:
Ex1 - o sinal de emissão da televisão era um bem puramente público. O facto de sintonizarmos um canal, não o tornava menos disponível para outras pessoas, e seria impossível impedir alguém de sintonizar o canal... antes da invenção dos descodificadores e da televisão por cabo ;)
Ex2 - A defesa nacional é exemplo clássico de bem público, porque o facto de José gostar mais desse bem não reduz a sua disponibilidade para António. Além disso, será impossível o Estado proteger alguns dos seus cidadãos de um ataque estrangeiro, negando a protecção a outros.
Ex3 - Os faróis são utilizados para marcar locais específicos, de modo que os navios possam evitar águas traiçoeiras. O benefício que o farol traz aos comandantes dos navios não é excluível nem rival, de modo que cada comandante é incentivado a utilizar o farol para navegar sem pagar por esse serviço. Devido a este problema, a actividade da maioria dos faróis é, actualmente, financiada pelo Estado. (Samuelson, in Exame Nacional de 2014, 2ª Fase)
Ex4 - O sinal de GPS é transmitido gratuitamente pelas estações de satélite do sistema de posicionamento global (GPS) da NASA e do Departamento de Defesa dos EUA. Pode ser recebido e utilizado por qualquer dispositivo compatível com GPS, sem restrições ou custos adicionais.

A Mão Invisível de Adam Smith

Lê o texto de Paul Samuelson (Prémio Nobel de Economia):



Ler em PDF

1. O que entendes por “Mão Invisível”?

2. Sob certas condicionantes restritivas, uma economia concorrencial é eficiente. Explicita o que se entende por uma economia produzir eficientemente.

3. Se a “Mão Invisível” funcionar eficientemente, a intervenção do Estado na economia quase de certeza que é prejudicial. Justifica.

4. Identifica alguns aspectos que limitam o alcance da doutrina da “Mão Invisível”.

Avaliação Diagnóstica sobre temas do 10º ano

1. A Economia e o Problema Económico
1.1. Explicite o objecto de estudo da Economia, e refira-se ao interesse das restantes ciências sociais para a compreensão da realidade.
1.2. Apresente o conceito de custo de oportunidade.
1.3. Defina Economia utilizando o conceito de custo de oportunidade.

2. Agentes Económicos e Actividades Económicas
2.1. Indique as funções e os recursos dos agentes económicos famílias, empresas e Estado.
2.2. Indique o tipo de actividades económicas integradas no:
- Sector I;
- Sector II;
- Sector III.
2.3. Relacione o conceito de valor acrescentado com o conceito de PIB.
2.4. A combinação dos factores produtivos apresenta maiores restrições a curto ou a longo prazo? Justifique.
2.5. Refira-se a três factores extra-económicos que influenciam o consumo.
2.6. Distinga consumismo de consumerismo.

3. Mercados de Bens e Serviços e de Factores Produtivos
3.1. Indique a lei da procura.
3.2. Indique as variáveis explicativas da função procura.
3.3. Distinga variação da procura de deslocações da procura indicando as variáveis da função procura associadas a cada um destes termos.
3.4. Conhecer a elasticidade da procura dos seus passageiros vale milhares de milhões de euros às companhias aéreas. O ideal para estas é cobrarem um preço relativamente elevado aos passageiros de negócios e cobrarem aos passageiros em turismo um preço suficientemente baixo para ocupar todos os lugares vazios.
Qual dos grupos de clientes tem uma elasticidade mais rígida? Justifique.
3.5. Defina preço de equilíbrio.
3.6. Distinga monopólio de oligopólio.
3.7. Que efeito tem a acção dos sindicatos sobre o preço de equilíbrio do trabalho? Justifique.

4. Moeda e Financiamento da Actividade Económica
4.1. Indique as funções da moeda.
4.2. Relacione a evolução tecnológica com o processo de desmaterialização da moeda.
4.3. Defina inflação.
4.4. Refira duas causas da inflação.
4.5. Refira duas consequências da inflação.
4.6. Mostre como o mercado de títulos é um ponto de encontro entre a “poupança” e o “investimento”, indispensável ao financiamento da actividade económica.

Economias de Mercado versus Economias de Direcção Central



Esquema em PDF * Apresentação

Debate Bloco de Esquerda / Iniciativa Liberal * Mariana Mortágua / Rui Rocha * 15fev2024

Uma economia de mercado – dita economia capitalista do ponto de vista dos sistemas económicos – é um conjunto de mercados livres, na perspectiva em que a única coordenação destes é a efectuada pelo mecanismo dos preços, isto é, pela “mão invisível”. Nestas economias a afectação de recursos é determinada pelas decisões de produção, de compras e de vendas tomadas pelas empresas e pelas opções das famílias. Nestas economias a articulação existente entre os planos dos diversos agentes económicos é nula, isto é, os planos estabelecidos por cada agente económico são independentes dos planos estabelecidos pelos restantes agentes económicos. Portanto, nestas economias o planeamento tem carácter indicativo.

No extremo oposto situam-se as economias de direcção central – também designadas por economias socialistas – em que todas as decisões sobre a afectação de recursos, e naturalmente, as restantes decisões desta decorrentes, são da responsabilidade da “Autoridade Económica Central”, isto é, as unidades de produção produzem e as famílias consomem apenas como se lhes ordena. Nestas economias a articulação existente entre os planos dos diversos agentes económicos é total, portanto, os planos não são estabelecidos por cada agente económico, mas sim pela AEC para todos os agentes económicos. Portanto, estes são dependentes dos planos estabelecidos para os restantes agentes económicos. Assim, nestas economias, o planeamento tem carácter imperativo.

Na História Universal jamais existiu qualquer economia de mercado ou economia de direcção central “pura”. O estudo destes dois modelos de organização e funcionamento da sociedade e da actividade económica revela, no entanto, bastante interesse porque qualquer economia real, sendo uma economia mista, pode ser observada como o resultado de uma determinada combinação entre os dois modelos anteriores, isto é, o que varia é simplesmente o grau da “mistura”.

Em certas economias a influência das autoridades centrais é substancialmente inferior à de outras. Podemos então dizer que as primeiras são economias relativamente próximas das economias de mercado e as segundas são economias relativamente próximas das economias de direcção central. É arbitrária a linha divisória que separa estas economias, não havendo para o efeito melhor indicador que o bom senso.

Dada a importância que os regimes democráticos adquiriram, e perante a derrocada dos regimes autocráticos a partir dos anos 1990, hoje até parece que as economias de mercado são a única forma de organização e funcionamento da sociedade e da actividade económica. Iremos estudar as economias mistas próximas das economias de mercado, por ser este o modelo que melhor se coaduna com os primeiros. A liberdade de escolha – condicionada pelas possibilidades monetárias – é a oferta dos regimes democráticos. Um modelo mais justo ainda está por inventar...


1. Distinga Economias de Mercado de Economias de Direcção Central quanto:

a) à articulação entre os planos dos diferentes agentes;
b) à forma como são determinados os preços;
c) ao tipo de planeamento;
d) à propriedade dos meios de produção;
e) à equidade ao nível da repartição do rendimento.


2. As unidades de produção nas Economias de Direcção Central tinham como objectivo cumprir as metas fixadas no plano pela AEC. Nas Economias de Mercado as empresas que não forem suficientemente competitivas vão à falência.

2.1. Qual dos dois modelos de organização da actividade económica conduz a uma mais rápida adopção de novas tecnologias. Justifique.

2.2. Combinando o acelerado progresso tecnológico com a globalização dos mercados e os factores políticos, justifique o colapso das Economias de Direcção Central.


3. A Ação Social Escolar é basicamente um conjunto de medidas que foram criadas para garantir a igualdade de oportunidades, tanto no acesso como no sucesso escolar. RECURSO
3.1. Indique os tipos de apoio prestdos pela ASE e a quem se destinam.

3.2. Comente a lógica implícita na actividade da ASE, justificando a economia portuguesa como economia mista.

3.3. Procure documentação referente a actividades da ASE em sites públicos. Destaque dois aspectos que considere relevantes e indique os respectivos links.

Estado - Noção e Funções

O texto de SAMUELSON que abaixo se apresenta, refere as diferentes perspectivas de (não) intervenção do Estado nas economias, que se sintetiza na apresentação História Condensada das Economias Mistas:

O mesmo texto no Google Docs




Estado versus Nação. Portugal é um Estado-Nação

O esquema abaixo apresenta as funções do Estado. Estas podem ser entendidas em diversos graus:
=> 1. Funções mínimas, ou Estado Polícia, que apenas assegura a ordem e providencia bens públicos;
=> 2. Funções intermédias, preocupando-se com externalidades, regulamentando monopólios, assegurando a Segurança Social - pilar do chamado Estado-Providência, que atribui subsídios diversos do nascimento até à campa - e acompanhando as Instituições Financeiras e a Protecção do Consumidor.
=> 3. Funções do tipo intervencionista, quando coordena a actividade privada, dinamiza a economia promovendo políticas económicas que minimizem as fases depressivas dos ciclos económicos e redistribui o rendimento de modo equitativo.


1. Mostre que a intervenção do Estado na economia já observou diferentes graus na sua história.

2. Observe que a opção entre o Estado laisser-faire e o Estado Providência é uma escolha política e ideológica.

3. Relacione a globalização das economias com a viragem assinalada por volta dos anos 1990.

4. São elementos constitutivos do Estado a população, o território e o poder político.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado

Define-se como Nação a reunião de pessoas, com caracteres físicos semelhantes, falando o mesmo idioma e tendo os mesmos costumes, formando, assim, um povo, cujos elementos componentes trazem consigo as mesmas características étnicas e se mantêm unidos pelos hábitos, tradições, religião, língua e consciência nacional.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Na%C3%A7%C3%A3o

a) Defina Estado.
b) Explique a tendência de uma Nação pretender constituir o seu Estado.
c) Dê exemplos de Estados que não correspondem a Nações.
d) Dê exemplos de Nações que não constituíram os seus Estados.



5. Consulte a Constituição da República Portuguesa.
a) Identifique os órgãos de soberania do sistema político português.
b) Indique as competências genéricas de cada órgão.
c) Identifique o órgão com maior poder em termos de condução da política económica.
d) “O Governo é responsável perante o Presidente da República e a Assembleia da República”, Artº 190º da CRP. Explicite o significado desta expressão.

6. Observe a imagem "Funções do Estado".
6.1. Explicite os seguinte conceitos:
a) Estado Polícia (ou Estado Mínimo ou Liberal);
b) Estado-Providência (ou Estado Protector ou de Bem-estar, Welfare State);
c) Estado intervencionista (ou Estado Imperfeito);
d) Bens públicos; Definição?
e) Externalidades. Definição?

6.2. Mostre que a educação têm externalidades positivas.

7. Consulte o documento SÍNTESE: Funções e organização do Estado.
7.1. Explicite as esferas de actividade do Estado.
7.2. O Sector Público inclui o SPA e SEE. Indique as componentes destes.

Conteúdos do Módulo 5 – O Estado e Actividade Económica


  • Estado – noção e funções
    • Noção
    • Funções: legislativa, executiva e judicial
    • Esferas de intervenção: política, económica e social


  • Objectivos da intervenção económica e social do Estado
    • Eficiência: falhas do mercado – a concorrência imperfeita, externalidades e bens públicos
    • Equidade: justiça social na repartição dos rendimentos (salários, juros, rendas e lucros)
    • Estabilidade: desequilíbrios da economia (ex.: inflação ou desemprego)


  • Instrumentos de intervenção do Estado
    • Planeamento: noção e tipos (indicativo e imperativo)
    • Orçamento do Estado:
      • Noção
      • Componentes (despesas públicas e receitas públicas)
      • Saldo Orçamental (défice ou superavit)
      • Importância

    • Políticas sociais e económicas


  • Políticas sociais – redistribuição dos rendimentos e combate ao desemprego
    • Objectivos
    • Instrumentos


  • Políticas económicas – orçamental, fiscal, monetária e cambial
    • Objectivos
    • Instrumentos
    • Alterações nas políticas monetária e cambial decorrentes do facto de Portugal ser membro da União Europeia – papel do Banco Central Europeu



Objectivos

  • Apresentar a noção de Estado
  • Caracterizar as funções do Estado
  • Indicar as esferas de acção do Estado
  • Explicar os objectivos de intervenção do Estado na esfera económica e social (garantia da eficiência, da equidade e da estabilidade)
  • Referir os instrumentos de intervenção do Estado nas esferas económica e social (planeamento, orçamento e políticas económicas e sociais)
  • Distinguir planeamento indicativo de planeamento imperativo
  • Explicitar em que consiste o Orçamento do Estado
  • Referir as diversas fontes de receita do Estado (receitas públicas)
  • Distinguir impostos directos de impostos indirectos
  • Referir as diversas despesas do Estado (despesas públicas)
  • Explicar o significado do saldo orçamental
  • Justificar a importância do Orçamento de Estado como instrumento de intervenção económica e social
  • Expor objectivos e instrumentos das políticas sociais do Estado (redistribuição dos rendimentos e combate ao desemprego)
  • Apresentar objectivos e instrumentos das políticas económicas do Estado (orçamental, fiscal, monetária e cambial)
  • Referir as alterações às políticas económicas e sociais do Estado Português decorrentes do facto de Portugal ser membro da União Europeia



Apresentação

Com este módulo, pretende-se que os alunos conheçam a multiplicidade de funções desempenhadas pelo Estado nas sociedades contemporâneas. Com efeito, essas funções não se limitam à garantia da ordem, da justiça e da segurança dos cidadãos, pois o Estado também intervém nas esferas social e económica, por exemplo, redistribuindo os rendimentos, produzindo bens e serviços essenciais ou implementando políticas económicas no sentido de incentivar o investimento, bem como combater problemas como a inflação ou o desemprego.

Seguidamente, no sentido de ilustrar os instrumentos utilizados pelo Estado para intervir na vida social e económica, propõe-se a análise do caso português, evidenciando as alterações que resultam do facto de Portugal ser membro da União Europeia, na implementação desses instrumentos.

Programa de Economia dos Cursos Profissionais







Download do Programa em http://www.anqep.gov.pt/
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1º Ano
Módulo 1 - A Economia e o Problema Económico (18 horas) - 24 AULAS

Módulo 2 - Agentes Económicos e Actividade Económica (33 horas) - 44 AULAS

Módulo 3 - Mercados de Bens e Serviços e de Factores Produtivos (24 horas) - 32 AULAS

Módulo 4 - Moeda e Financiamento da Actividade Económica (24 horas) - 32 AULAS

2º Ano
Módulo 5 - O Estado e a Actividade Económica (24 horas) - 32 AULAS

Módulo 6 - A Interdependência das Economias (24 horas) - 32 AULAS

Módulo 7 - Crescimento, Desenvolvimento e Flutuações da Actividade Económica (27 horas) - 36 AULAS

Módulo 8 - A Economia Portuguesa na Actualidade (24 horas) - 32 AULAS



As Planificações dos Cursos Profissionais foram entregues aos respectivos Directores de Turma: 1º PTM e 2º PTIG. As da via ensino continuam aqui.

Portugal e a União Europeia

Escreva um post livre, subordinado ao tema Portugal e a União Europeia.
É valorizada a diversidade de fontes, e os comentários que apresentem gráficos como suporte da análise. É obrigatório indicar sempre as fontes utilizadas. Abaixo apresenta-se um exemplo do trabalho indicado.

Será a pobreza uma fatalidade?


Será o ciclo vicioso da pobreza? Os países menos desenvolvidos dispõem de menos recursos, e gastam muito menos em políticas sociais, deixando mais facilmente à margem da sociedade amplos estratos de idosos, doentes, deficientes, indiferenciados, desempregados... Menos recursos financeiros significam também menor possibilidade de qualidade de qualificação da sua mão-de-obra, que terá produtividade mais baixa. Como produzem menos tem menores possibilidades. Como se sai daqui?!

Qual a posição de Portugal relativamente às despesas em políticas sociais? No fim da tabela na Europa dos 15, a meio na Europa dos 27. Nada de novo, portanto.

Fonte: Social protection in the European Union - Issue number 46/2008

Somos o país da Europa dos 15 com o rendimento pior distribuído, como se pode conferir pelos Coeficientes de Gini.
NOTA: Interpretação dos Coeficientes de Gini


Fonte: The social situation in the European Union 2004

Somos um país de egoístas, a avaliar pelo nível de participação em actividades cívicas.

Fonte: The social situation in the European Union 2004

Os Fundos estruturais, mesmo que mal aproveitados, permitiram que se registasse convergência com a União Europeia de 1995 a 2002,
pois o PIB per capita passou de 66% da média para 71%.

Fonte: The social situation in the European Union 2004

Portugal foi o "bom aluno" da Europa durante a década cavaquista (1985/95). Apenas fez o esforço necessário para evitar a exclusão da Zona Euro, e mal essa meta ficou à vista, iniciou o processo de divergência com União Europeia em 2000, com o PIB per capita a passar para 78,2% da média da UE-27, quando correspondia a 78,5% no ano anterior. Em 2008 já vamos nos 72,2%...
O esforço não é valorizado pelos portugueses. "É preciso continuar a sacar dinheiro à Europa" (Mário Soares, Público, 18 de Maio de 1999) constitui a afirmação que melhor sintetiza o sentimento dos portugueses relativamente à UE.

Fonte: GDP per capita in Purchasing Power Standards (PPS) (EU-27 = 100)


Como as crianças abandonavam a Escola sem ter concluído o 9º ano, inventaram-se as "Novas Oportunidades", que seriam posteriormente alargadas ao ensino secundário.

Fonte: The social situation in the European Union 2004

Nota: O Lower Secondary destina-se a crianças dos 11 aos 14 anos, idade com que terminam o 9º unificado a que será equivalente.

Um ensino onde se oferecem diplomas sem reforçar as qualificações dos indivíduos, sem dúvida que coloca Portugal mais próximo da União em termos dos indicadores estatísticos referentes às habilitações, mas só pode dificultar a convergência em termos de produtividade, afastando Portugal da convergência real.

Teste de Economia

Grupo I

1. Um dos critérios de convergência nominal deixou de ser referido após a adesão ao EURO, porque deixou de fazer sentido.
1.1. Justifique qual.
1.2. Distinga convergência nominal de convergência real.

2. Com a acelerada abertura ao exterior, a capacidade competitiva do país mantém-se fraca, evidenciando défices importantes de modernização em factores como o tipo de gestão, a valorização do capital humano, a inovação tecnológica, o marketing, entre outros. A situação da economia portuguesa está a piorar relativamente à média da União Europeia porque o PIB português está a crescer a um ritmo inferior ao da UE.

Fonte: http://www.igeo.pt/atlas/Cap3/Cap3d_1.html
2.1. Justifique a expressão destacada no texto indicando os valores da tabela correspondentes à comparação de Portugal com a UE-15.
2.2. Justifique a expressão destacada no texto indicando os valores da tabela correspondentes à comparação de Portugal com a UE-25.


Fonte: http://www.igeo.pt/atlas/Cap3/Cap3d_2.html
2.3. Indique três sectores de actividade que contribuíram para o crescimento do PIB português de 1999 a 2003.
2.4. Entre os sectores de actividade que referiste na questão anterior (2.3.), qual te parece particularmente exposto a crises na economia global? Justifique.


3. Na estrutura do emprego observam-se grandes disparidades entre Portugal e a União Europeia. Observa o quadro Estrutura de emprego, 2004.

Fonte: http://www.igeo.pt/atlas/Cap3/Cap3d_2.html
3.1. A Taxa de Actividade em Portugal é superior à da União Europeia. Interprete esta diferença.
3.2. Mostre que o nível de habilitações da população empregada é desfavorável para Portugal, referindo os valores do quadro acima indicado.
3.3. Observando o mesmo quadro, compare o nível de habilitações dos 10 países que entraram recentemente para a UE com a média da UE-15.
3.4. Identifique no mesmo quadro outra fragilidade da economia portuguesa.

Grupo II

Texto 1
A China ocupa o segundo lugar na lista dos maiores exportadores do mundo, e arrecada o terceiro quando se fala em países importadores. Só em 2007, o volume de exportações da União Europeia para o gigante asiático chegou aos 48 mil milhões de euros. Em Portugal, a Associação Comercial e Industrial Luso-Chinesa assegura que há 20 mil chineses legalizados, 5 mil estabelecimentos comerciais e 400 restaurantes. Imparável, a China conquista o Mundo debaixo de um coro de protestos - pelas metrópoles por onde passou a tocha olímpica, não faltaram palavras de ordem contra os alegados crimes praticados por Pequim contra os Direitos Humanos...
http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/315577

Texto 2
Quando acordei quis saber que horas seriam. Não que tivesse alguma coisa importante marcada, mas é aquele hábito humano quase irresistível do «ter de saber as horas». Foi quando me lembrei que no dia anterior tinha banido todos os relógios do meu quarto, por serem fabricados na China. O primeiro desafio desta aventura foi, pois, saber a que horas andava - e eu já tinha posto de lado telemóvel e computador. Embora o telemóvel tenha sido fabricado na Finlândia, a bateria e respectivo carregador foram feitos na China, o que constituiu, aliás, o grande problema para o substituir por outro. O mesmo se passou em relação ao computador e respectivo rato. Liguei a televisão, estava a dar um dos noticiários das 10h, o problema de saber as horas estava resolvido. Escolher o que vestir hoje foi frustrante, pouca coisa no meu roupeiro escapou à invasão chinesa. Da minha roupa interior quase nada resta, o blusão para o frio foi banido, casacos de malha igual a zero, camisas o mesmo, algumas calças de ganga escaparam... acabei por me vestir «made in India», o que incluiu uma camisola da minha mãe. A melhor notícia do dia foi… todos os meus sapatos são de países diferentes e nenhum é chinês. A pior notícia: tenho urgentemente de ir às compras.
Fonte: Diário de uma Estudante, que resistiu aos produtos chineses durante um mês, EXPRESSO/Assinatura, 10/MAIO/2008

1. Justifique a aparente contradição entre os protestos por “crimes praticados por Pequim contra os Direitos Humanos” e a invasão da nossa vida quotidiana por produtos “Made in China”.

2. Aponte algumas linhas estratégicas que considere válidas para o futuro da indústria portuguesa.

Economia Portuguesa: Articulação difícil entre mudanças internas e as exigências externas competitivas

(…) com a progressiva internacionalização do comércio e do investimento, sobretudo quando ela, acentuando a sua profundidade, se passou a designar por globalização, os mares, onde os navios portugueses dominaram esmagadoramente, como se sabe, nos séculos XVI e XVII, com mais de dois terços dos efectivos, exprimem com dureza este processo uma vez que, nos nossos dias, bastante menos de 1% da frota comercial mundial tem origem portuguesa. Augusto Mateus

1. Define globalização.

2. Refira os seis grandes períodos históricos na evolução mais recente da economia portuguesa, apontados por Augusto Mateus.

3. Refira as quatro rupturas genéricas que Augusto Mateus identifica nos anos 70.

4. Mostre que numa fase inicial da adesão de Portugal à CE se observou ma efectiva convergência real.

5. O crescimento económico verificado durante o período de convergência pode classificar-se como “mau crescimento”, nomeadamente em três traços particulares apontados por Augusto Mateus. Refere-os.

6. Parece que os nossos parceiros europeus dos 15 dispõem de um marketing e de uma tecnologia que tornam os seus produtos mais competitivos que os portugueses. Os membros dos recentes alargamento dispõem de maior educação e formação, de salários mais baixos, e estão a registar as taxas de crescimento mais elevadas.
Aponta algumas linhas estratégicas que consideres válidas para o futuro de Portugal.

A Economia Portuguesa e o Alargamento da Economia Europeia – II Parte

Descarregue o documento A Economia Portuguesa e o Alargamento da Economia Europeia.

Os políticos definiram critérios contabilísticos de convergência financeira (dita convergência nominal), mas a convergência que efectivamente interessa às pessoas mede-se em termos do poder de compra dos rendimentos (convergência real).


1. Indique os critérios de convergência (nominal). (Consulte http://www.ecb.int/ecb/orga/escb/html/convergence-criteria.pt.html#exchange)

Link alternativo: Critérios de Convergência no site do Banco de Portugal.


2. Distinga convergência nominal de convergência real

3. Considera um grande elogio às autoridades portuguesas a seguinte afirmação? Justifique. (ver pp. 285)

“Esta evolução nominal não foi, no entanto, devidamente acompanhada, tal como seria desejável, por um processo efectivo de convergência real e/ou estrutural com as economias mais avançadas da UE, em particular”.

4. Observando o Quadro 7-1, PIB per capita (pp. 290), justifique a ausência de um processo efectivo de convergência real a que se refere a questão anterior.


5. Em comentário ao Quadro 7-1 pode ler (pp. 291):

“Em termos dinâmicos, o gap entre os candidatos e os Estados-Membros não sofreu alterações significativas. De salientar a este nível, a evolução positiva registada pelos países Bálticos (Lituânia, Letónia e Estónia), pela Hungria, Eslováquia e Eslovénia, que deram passos mais sustentados em matéria de catching-up e/ou convergência, ainda que partindo, no início do período, de níveis médios de vida claramente diferenciados, situados muito abaixo da média europeia”.

5.1. Apresente uma expressão portuguesa alternativa a:
a) gap;
b) catching-up.

5.2. Utilizando Portugal e um dos países referidos no parágrafo acima, por exemplo a Hungria, mostre que:
a) o gap da Hungria relativamente à média da UE é maior que o gap de Portugal;
b) no processo de catching-up a Hungria está a ser mais rápida que Portugal;
c) extrapolações a longo prazo desta tendência colocam Portugal na cauda na UE.

5.3. Considerando valores acumulados desde 1995, Portugal até surge na categoria “recuperação” do gráfico 7-4, que relaciona as despesas em investigação e desenvolvimento com o volume do PIB (pp. 316).

a) Defina “recuperação” fazendo recurso dos termos em itálico na questão anterior.
b) Identifique no gráfico 7-4 um factor que fragiliza a dita “recuperação”.

6. Em economia não podemos esquecer a relação entre a remuneração e a produtividade.
a) Construa no Excel uma tabela com a seguinte informação:
- produtividade aparente do trabalho em 2001, em ppc, dos cinco primeiros países da UE e de Portugal (Quadro 7.4. pp. 295)
- remunerações em 2001, em ppc, dos cinco primeiros países da UE e de Portugal (Quadro 7.5. pp. 296).
b) Estabeleça a regra que a tabela lhe sugere entre as remunerações e a produtividade. (veja ainda o Gráfico 7-1. da pp. 297)

A Economia Portuguesa e o Alargamento da Economia Europeia – I Parte

Descarregue o documento A Economia Portuguesa e o Alargamento da Economia Europeia.

1. Em 1951, o Tratado de Paris instituiu que comunidade? (pp. 27)
2. Em 1957, o Tratado de Roma instituiu que comunidade? (pp. 27)
3. A adesão dos países à União Europeia pressupõe que estes aceitem os “critérios de Conpenhaga”. Explicite-os. (pp. 27)
4. A União Europeia tem crescido quer por alargamento (a mais países) quer por aprofundamento (desenvolvimento de mais políticas comuns).
a) Compare o alargamento de 2004 com os anteriores em termos do seu contributo para o aumento da área, da população e do PIB. (pp.28)
b) Explicite três ordens de razões como principais motivações para o alargamento da União Europeia. (pp. 30-31)
c) Refira uma política emblemática que demonstra que os diferentes Estados-Membros admitem diferentes velocidades no aprofundamento.

5. O alargamento da União Europeia a 25 representou para Portugal o perigo de desvio do investimento para leste, com consequências na redução da sua competitividade.
A) Identifique os sectores produtivos mais vulneráveis da economia portuguesa. (pp. 238)
B) Averigúe a diferenciação do impacto em função dos bens produzidos: bens transaccionáveis versus bens não transaccionáveis.

6. Leia a Caixa de texto 5.2. – Vestuário e Calçado, Cadeias Internacionais de Abastecimento e Alargamento. (pp. 241-242)
Poderá concluir-se que as indústrias exclusivamente dependentes da mão-de-obra barata estão condenadas aso fracasso na economia global?

7. O alargamento da Europa a 25 oferece também novas oportunidades às empresas portuguesas.
Compare o IDE português com o espanhol na Polónia. (pp. 254)

8. Verifique que o segredo estatístico pode ser um dos obstáculos neste tipo de estudos. (pp. 254)


9. Identifique os países em que a percentagem dos não nacionais tem maior expressão. (pp. 272)
Relacione o nível de vida dos países com a sua capacidade de atracção de mão-de-obra estrangeira e com a xenofobia.

10. Apesar das desvantagens comparativas da economia portuguesa relativamente à UE15, como explica o crescimento do número de emigrantes registado desde os anos 80? (observe gráfico na pp. 277)

11. Indique por ordem decrescente as cinco principais nacionalidades presentes em Portugal. (pp. 280) Que explicação encontra para a súbita entrada de ucranianos?

12. Os emigrantes realizam geralmente tarefas que os nacionais consideram menos “nobres”, apresentando uma elevada taxa de actividade. A economia portuguesa também tem interesse no seu acolhimento. Comente. (pp. 281-282)

Portugal 2010: Acelerar o crescimento da produtividade

O objectivo deste módulo é observar as deficiências estruturais da economia portuguesa no contexto da União Europeia, discutindo algumas alternativas de política económica. Neste post vamos utilizar o estudo Portugal 2010: Acelerar o crescimento da produtividade.

1. Verifique nos aspectos metodológicos, (A) quais os sectores de actividade económica consideradas no estudo; (B) o peso destes sectores no conjunto da economia.
Considera estes aspectos de algum modo limitativos do estudo?

2. Indique as seis barreiras identificadas neste estudo como estando na origem da menor produtividade portuguesa.

3. Observe a sequência de gráfica que acompanham o estudo. O Quadro 1 mostra Portugal distante dos níveis médios da produtividade europeus. O Quadro 11 ilustra a Banca a retalho como o sector com menor diferencial de produtividade. A informalidade é das barreiras sistematicamente mais referidas no relatório. Independentemente das causas económicas, não haverá uma motivação política para a sua referência?

4. Comente cada uma das seis barreiras acima indicadas.

Teste de Economia

Não precisas de copiar o enunciado, mas tens que indicar o número de cada questão no teu post... Após a publicação do teste, deves enviar uma cópia do mesmo para o e-mail do professor.


Grupo I

1. As relações económicas de um país com exterior dão origem a (1) áreas específicas de estudos na ciência económica e a (2) registos estatísticos próprios.

1.1. Relaciona as duas situações acima destacadas com os termos “comércio externo” e “comércio internacional”.

1.2. Explica a importância teórica atribuída pelos economistas à teoria das vantagens relativas, contrastando com o seu desprezo pela teoria das vantagens absolutas.



Grupo II

2. O organismo responsável pela construção da Balança de Pagamentos no nosso país é o Banco de Portugal. Considera as últimas estatísticas produzidas por este organismo:


2.1. Indica relativamente a 2007, o saldo:
a) da Balança Comercial
b) da Balança de Serviços
c) da Balança de Rendimentos
d) das Transferências Unilaterais
e) da Balança de Transações Correntes
f) da Balança de Capital

2.2. Indica se é favorável (+), desfavorável (-) ou nulo (0) o impacto da subida do preço do petróleo sobre o saldo das balanças referidas nas várias alíneas da questão anterior (2.1.).

2.3. Calcula relativamente a 2007:
a) o saldo da Balança Básica
b) em que percentagem os Serviços permitiram financiar o défice da Balança Comercial
c) em que percentagem as Transferências Unilaterais permitiram financiar o défice da Balança Comercial

2.4. Interpreta os valores a que chegaste em:
a) 2.3. b)
b) 2.3. c)

2.5. Observa que de 2004 a 2007 a Balança de Rendimentos apresenta um saldo negativo. Explica porque é que isso se verifica.

2.6. Observa que de 2004 a 2007 a Balança Comercial apresenta um saldo negativo. Justifica esta observação, explicando porque o défice é de natureza estrutural.


Grupo III

3. Estudaste os indicadores mais comuns do comércio externo. Admite uma discussão sobre o valor da Taxa de Cobertura em 2007. O sr. Alberto argumenta que a TC é de 120%, o sr. Bruno argumenta que a TC é de 80%.

3.1. Demonstra que um dos dois srs. está necessariamente errado, relacionando a Taxa de Cobertura com o défice da Balança Comercial.

3.2. Interpreta o significado económico do valor da Taxa de Cobertura que não consideraste incorrecta.


Grupo IV

4. Admite que os custos de produção dos alimentos e do vestuário, na América e na Europa são os seguintes:

Mais. As horas de trabalho disponíveis na América são 5.500; a Europa dispõe de 11.500 horas de trabalho.
Admite ainda que após a abertura dos países ao comércio internacional, a América irá exportar 3.000 unidades de alimentos, enquanto a Europa exportará 2.000 unidades de vestuário.

Indica em cada uma das questões abaixo a alínea correcta.

4.1. A Fronteira de Possibilidades de Produção da América é determinada pelos pontos:
a) (0 vestuário; 5.500 alimentos) e (2.750 vestuário; 0 alimentos)
b) (0 vestuário; 3.833 alimentos) e (2.875 vestuário; 0 alimentos)
c) (0 vestuário; 2.750 alimentos) e (5.500 vestuário; 0 alimentos)
d) (0 vestuário; 3.833 alimentos) e (2.750 vestuário; 0 alimentos)

4.2 A Fronteira de Possibilidades de Produção da Europa é determinada pelos pontos:
a) (0 vestuário; 5.500 alimentos) e (2.750 vestuário; 0 alimentos)
b) (0 vestuário; 3.833 alimentos) e (2.875 vestuário; 0 alimentos)
c) (0 vestuário; 2.750 alimentos) e (5.500 vestuário; 0 alimentos)
d) (0 vestuário; 3.833 alimentos) e (2.750 vestuário; 0 alimentos)

4.3. O ponto de consumo da América posterior ao estabelecimento do comércio internacional é:
a) 2.500 unidades de vestuário e 2.500 unidades de alimentos
b) 2.000 unidades de vestuário e 2.000 unidades de alimentos
c) 2.000 unidades de vestuário e 2.500 unidades de alimentos
d) 3.000 unidades de vestuário e 2.000 unidades de alimentos

4.4. O ponto de consumo da Europa posterior ao estabelecimento do comércio internacional é:
a) 875 unidades de vestuário e 2.500 unidades de alimentos
b) 875 unidades de vestuário e 2.000 unidades de alimentos
c) 875 unidades de vestuário e 1.500 unidades de alimentos
d) 875 unidades de vestuário e 3.000 unidades de alimentos

Teoria das vantagens comparativas



Entre as teorias do comércio internacional assume particular relevância a teoria das vantagens comparativas. A teoria das vantagens absolutas não é explicitamente referida no texto, mas está implícita no caso mais simples, em que refere que "o homem da rua não precisará de qualquer economista". SAMUELSON não referiu esta "teoria" porque a identificou com o "bom senso".

Com o objectivo de representar graficamente a teoria das vantagens comparativas (SAMUELSON, Economia, Edição de 1981) vamos admitir adicionalmente que a América dispõe de 5.000 horas de trabalho e a Europa de 12.000.
Então se a América quiser produzir apenas alimentos (vestuário) poderá produzir 5.000 (2.500) unidades; estes dois pontos definem a fronteira de possibilidades de produção da América – FPP A.
Se a Europa quiser produzir apenas alimentos (vestuário) poderá produzir 4.000 (3.000) unidades; estes dois pontos definem a fronteira de possibilidades de produção da Europa – FPP E.
Na ausência de comércio internacional cada país pode produzir e consumir em qualquer dos pontos da respectiva FPP, que também representa a respectiva FPC (fronteira de possibilidades de consumo); qualquer ponto exterior a estas fronteiras seria preferível, mas permanece inacessível.

A abertura do comércio internacional determina a especialização da América na produção de alimentos, produzindo 5.000 unidades em PA, e a especialização da Europa na produção de vestuário, produzindo 3.000 unidades em PE.

Suponha-se que ao preço 0,(6) a América exportaria 3.000 unidades de alimentos com as quais importaria 2.000 unidades de vestuário da Europa.

O novo ponto de consumo da América seria determinado por 2.000 unidades de vestuário e 2.000 unidades de alimentos, em CA.
        
    CA, Consumo na América
- Alimentos: A América produz 5.000 unidades, mas como exporta 3.000 só consome 2.000 (diferença Produção – Exportações);
- Vestuário: Como a América não produz vestuário, o seu consumo corresponde ao valor que importa da Europa, isto é, 2.000.

Na nova situação a Europa consumiria 1.000 unidades de vestuário e 3.000 unidades de alimentos, em CE.
        
    CE, Consumo na Europa
- Alimentos: Como a Europa não produz alimentos, o seu consumo corresponde ao valor que importa da América, isto é, 3.000;
- Vestuário: A Europa produz 3.000 unidades, mas como exporta 2.000 só consome 1.000 (diferença Produção – Exportações).

O comércio internacional foi vantajoso para ambos os países porque os respectivos pontos de consumo, CA e CE, são exteriores às suas FPC iniciais. Como em ambos os países foi possível chegar a pontos de consumo que proporcionam maior bem-estar, com o mesmo custo, isto significa que os recursos ficaram empregues de uma forma mais eficiente.


I
Admita uma nova situação na qual a América exporta 2.000 unidades de alimentos, importando 2.000 de vestuário.
1. Determine os novos pontos de consumo da América e da Europa.
2. Verifique que se trata de uma solução injusta para uma das partes porque o preço dos alimentos relativamente ao vestuário se situa fora do intervalo 0,5 (isto é, ½) a 0,75 (isto é, ¾).
3. Construa o gráfico que ilustra esta situação no Paint.
4. Constrói uma nova situação na qual o comércio internacional seja favorável aos dois países, apresentando:
a) O volume de exportações de cada país;
b) Os novos pontos de consumo da América e da Europa;
c) O gráfico correspondente;
d) A interpretação da situação referindo o intervalo de preços.

II
Observa atentamente a FOLHA PREÇOS no ficheiro de ajuda.
1. Representa uma das situações indicadas para o vector p=1/2;
2. Refere o que sucederia se representasses uma das situações indicadas para o vector p=3/4;
3. Considera ainda duas situações já representadas anteriormente, uma para o vector p=2/3, outra para p=1.
4. Apresenta as conclusões a que chegaste com o estudo dos vectores preços.

III
Para aplicar a teoria das vantagens absolutas nem é preciso saber Economia!
Explicite o mérito da teoria das vantagens comparativas.


IV
Reproduz-se abaixo parte do texto acima, indicando a vermelho novos dados para os custos de produção na Europa.

Reescreve o texto acima, alterando-o o mínimo possível, considerando os novos dados.
https://picasaweb.google.com/lh/photo/QI14CyxDdJv2FrGltJIWkU86sEXeZQWdKMNfh534JZs?feat=directlink

Relatório da OMC de 2007

Uma actividade importante da OMC é a sua produção estatística que retrata o comércio externo à escala global. Considera os seguintes gráficos extraídos do International Trade Statistics 2007.


1. Comente o crescimento do produto relativamente ao das exportações.


2. A correcta interpretação das taxas de crescimento por zonas geográficas obrigaria a considerar que a "Europa Ocidental" e a "América do Norte" se encontram em patamares relativamente superiores. Justifique.


3. Apresente uma explicação para serem mais transaccionados bens manufacturados que bens agrícolas.


4. A imagem destaca dos restantes, os três principais pólos do comércio internacional: Europa, Estados Unidos e Japão/Países Asiáticos.
Compara a importância do comércio intra-regional com o comércio inter-regional comentando o papel da "distância".


5. A linha vermelha indica que ordenando os menores exportadores a nível mundial, 80% destes são responsáveis apenas por 10% das exportações.
Comente a concentração das exportações.
6. Relaciona as irregularidades da linha azul com o volume da população dos países.


7. Relaciona a estrutura das exportações com o desenvolvimento dos blocos indicados.

Organização Mundial do Comércio

A Organização Mundial do Comércio preocupa-se com as regras de comércio entre as nações a nível global, ou perto do nível global. Mas é muito mais que isto.

Consulta o Histórico e Estrutura da Organização Mundial do Comércio

1. Em que ano foi criada a OMC?
2. Qual a anterior designação da OMC?
3. Em que quadro histórico foi criada a organização que referiste em 2.? Justifica os seus objectivos.
4. Refere funções da OMC.

Proteccionismo versus comércio livre

Imaginem-se dois países, A e B, produzindo o mesmo produto. Para simplificar ignorem-se os custos de transporte e admita-se que no país A os custos unitários ficam em 50 € enquanto que no país B se elevam até 100 €. Havendo comércio livre só alguns nacionalistas ferrenhos continuarão a comprar o produto nacional, visto que custa o dobro do produto estrangeiro. Como o “nacionalismo” é insuficiente, o Governo do país B tenta evitar que as suas empresas entrem na falência e os seus trabalhadores fiquem desempregados. O proteccionismo é a política do Governo do país B que o legitima a proteger as suas empresas e os seus trabalhadores obrigando os produtos oriundos do país A, a pagar direitos aduaneiros. Se produto do país A pagar 50 € de direitos aduaneiros à entrada no país B, quando o consumidor o encontrar na prateleira do hipermercado ao lado da produção do país B, os produtos apresentarão preços semelhantes apesar da enorme diferença em termos de eficiência económica.

O comércio livre, ou liberalismo caracteriza-se pela redução e/ou eliminação dos direitos aduaneiros ou de outras barreiras à livre circulação dos produtos (por exemplo, contingentes e normas técnicas).

Além das tarifas, das normas técnicas e da contingentação, observam-se várias modalidades menos transparentes de proteccionismo que actuam por via da facilitação das exportações: subsídios às exportações, dumping e desvalorização da moeda.

O dumping consiste na possibilidade de discriminação de preços. Pode haver interesse em exportar para um país abaixo do seu custo, enquanto se cobram preços mais elevados no mercado nacional. O objectivo é esmagar os outros produtores, para posteriormente poder aumentar os preços. É necessário que os clientes dos dois mercados não possam comunicar entre si para que esta estratégia funcione.
Outra razão para vender a preços inferiores no exterior, é a frequente constatação que a procura internacional é mais elástica que a procura interna. Recorda-se da Elasticidade da Procura?
Esta prática é frequentemente proibida por acordos de comércio internacional designados anti-dumping.

A desvalorização da moeda foi utilizada como instrumento para a redução do défice comercial quando Portugal tinha o Escudo (PTE). Reduzindo artificialmente o preço das exportações, estas ficavam mais competitivas no exterior, esperando-se que aumentassem em volume e em valor, para equilibrar a balança comercial. Os cépticos da integração europeia argumentam que saindo do Euro, Portugal poderia reequilibrar as contas com o exterior utilizando a política cambial, mas esquecem convenientemente as suas limitações.

1. Defina proteccionismo.

2. Refira três modalidades de facilitação das exportações associadas ao proteccionismo, explicando porque são menos "transparentes".

3. Para que da desvalorização da moeda resulte a redução do défice da Balança Comercial é necessário que o efeito quantidade seja superior ao efeito preço. Justifique.

4. O proteccionismo pode defender-se, temporariamente, no caso das "indústrias nascentes". Justifique.

5. Defina comércio livre.

6. Como consumidor tem alguma dúvida na opção entre proteccionismo e comércio livre? Justifique.

7. Refira dois princípios da OMC (ou em inglês, ou p. 126 do Manual).

Instituições da União Europeia

A União Europeia (UE) não é uma federação como os Estados Unidos da América, nem é uma mera organização de cooperação entre governos como as Nações Unidas. Possui, de facto, um carácter único. Os países que pertencem à UE (os seus "Estados Membros") continuam a ser nações soberanas e independentes, mas congregaram as suas soberanias em algumas áreas para ganharem uma força e uma influência no mundo que não poderiam obter isoladamente.

Identifica as Instituições da União Europeia (incluindo os órgãos consultivos e financeiros) e explicita:
a) a sua composição;
b) as suas funções.

Indicadores do Comércio Externo

Os indicadores correntemente utilizados são a Taxa de Cobertura e o Peso do Comércio Externo, também designado Grau de Abertura ao Exterior.



1. Partindo do site http://devdata.worldbank.org/data-query/ preencha uma tabela como a seguinte:



2. Interpreta o valor da Taxa de Cobertura em 2005.

3. Interpreta o valor da Peso do Comércio Externo em 2005.

4. Observa que a Taxa de Cobertura apresentou sempre um valor inferior a 100. Relaciona a TC com o saldo da Balança de Bens e Serviços, explicitando as várias possibilidades teóricas.

5. Se tivesses uma série com os valores do PCE desde 1980, qual seria a evolução que esperarias observar? Justifica.

Impacto dos fenómenos económicos sobre o saldo da Balança de Pagamentos

1. Indique se o impacto dos fenómenos abaixo descritos são favoráveis (+), desfavoráveis (-) ou inexistentes (0) sobre o saldo da Balança Comercial (BC), da Balança de Serviços (BS), da Balança de Bens e Serviços (BB&S), da Balança de Rendimentos (BR), da Balança de Serviços e Rendimentos (BSR), da Balança de Transferências unilaterais(BTu), da Balança Corrente (BCor), da Balança de Capital (BK) e na Balança Básica (BB = Bcor+BK).

- Aumento do preço do vinho do Porto
- Mais seguros efectuados junto de seguradoras estrangeiras
- Maior preferência dos turistas americanos por Portugal
- Redução dos fretes efectuados pelas nossas embarcações
- Redução nas remessas recebidas dos emigrantes
- Redução nos fundos comunitários recebidos como ajuda

Sugestão: Basta completar a imagem abaixo.



Download do ficheiro de ajuda.

2. Acrescenta seis linhas à tabela anterior, referentes a:

- Aumento do número de passageiros que viajaram pela TAP
- Compra do BCP por um banco alemão
- Um banco alemão repatria para Alemanha lucros obtidos em Portugal
- A GALP expande o seu negócio a França e Itália
- A GALP repatria para Portugal lucros obtidos no exterior
- Sócrates convence a UE da necessidade da criação de um Fundo para o Desenvolvimento da Indústria Portuguesa

Balança de Pagamentos portuguesa

Observa os dados referentes à Balança de Pagamentos portuguesa no site do Banco de Portugal (ou em backup).


1. Indica qual foi em 2006:
a) o saldo da Balança Comercial
b) o saldo da Balança de Serviços
c) o saldo da Balança de Rendimentos
d) o saldo da Balança de Transferências correntes
e) o saldo da Balança de Capital
f) a soma da Balança Corrente + Balança de Capital

2. Indica a relação que se verifica entre o saldo da Balança Corrente e as suas componenntes.

3. Indica duas fontes de financiamento do défice da Balança Comercial Portuguesa. Justifica.
- Em que medida cada uma dessas fontes permitiu financiar o défice da Balança Comercial?

4. Justifica a presença da rubrica "Erros e omissões".

Balança de Pagamentos

As relações económicas de um país com o Resto do Mundo dão origem à construção da respectiva Balança de Pagamentos. Os processos de integração económica têm complicado os conceitos tanto de importação como de exportação. Utiliza-se abaixo a economia dos EUA para conhecer a estrutura básica da Balança de Pagamentos.






1. Identifica as duas grandes rubricas da Balança de Pagamentos.
2. Identifica as quatro principais rubricas da Balança de Transações Correntes.
3. A exportação de vinho do porto é registada a crédito ou a débito da Balança de Pagamentos portuguesa. Justifica utilizando a regra explicitada no texto.
4. A importação de petróleo é registada a crédito ou a débito da Balança de Pagamentos portuguesa. Justifica utilizando a regra explicitada no texto.
5. Os espanhóis que visitaram o nosso país durante o Ano Novo fizeram despesa em unidades hoteleiras portuguesas. Essa despesa é registada a crédito ou a débito da Balança de Pagamentos portuguesa. Justifica utilizando a regra explicitada no texto.
6. As empresas portuguesas instaladas no exterior terão repatriado para Portugal os seus lucros. A entrada desses lucros no país é registada a crédito ou a débito da Balança de Pagamentos portuguesa. Justifica utilizando a regra explicitada no texto.
7. Indica o saldo da Balança Comercial americana.
8. Explicita como o défice comercial americano está a ser financiado.