A produção é a actuação do Homem sobre a Natureza com vista à obtenção de bens e serviços.
O processo produtivo é a sequência de etapas através das quais os factores produtivos - designadamente o capital e o trabalho - transformam as matérias-primas em produtos finais.
A produção só é considerada actividade económica quando os bens se destinam ao mercado – não a auto-consumo, ou a familiares e/ou amigos – e quando o trabalho é remunerado. Actividades não remuneradas – como o trabalho doméstico, caça desportiva, etc. – são consideradas lazer.
Hoje, quem não participa na actividade económica sente-se excluído da sociedade por falta de rendimento para adquirir os bens. Porém, em termos sociais, o trabalho inicialmente era encarado como algo negativo.
As contas nacionais portuguesas desdobram a produção nos seguintes ramos de actividade:
1. Agricultura, silvicultura e pesca
2. Indústrias extractivas
3. Indústrias alimentares, das bebidas e do tabaco
4. Indústria têxtil, do vestuário, do couro e dos produtos de couro
5. Indústria da madeira, pasta, papel e cartão e seus artigos e impressão
6. Fabricação de coque e de produtos petrolíferos refinados
7. Fabricação de produtos químicos e de fibras sintéticas e artificiais
8. Fabricação de produtos farmacêuticos de base e de preparações farmacêuticas
9. Fabricação de artigos de borracha, de matérias plásticas e de outros produtos minerais não metálicos
10. Indústrias metalúrgicas de base e fabricação de produtos metálicos, excepto máquinas e equipamentos
11. Fabricação de equipamentos informáticos, equipamentos para comunicação, produtos electrónicos e ópticos
12. Fabricação de equipamento eléctrico
13. Fabricação de máquinas e equipamentos, n.e.
14. Fabricação de material de transporte
15. Indústrias transformadoras, n. e.; reparação, manutenção e instalação de máquinas e equipamentos
16. Produção e distribuição de electricidade, gás, vapor e ar frio
17. Captação, tratamento e distribuição de água; saneamento, gestão de resíduos e despoluição
18. Construção
19. Comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e motociclos
20. Transportes e armazenagem
21. Actividades de alojamento e restauração
22. Actividades de edição, gravação e programação de rádio e televisão
23. Telecomunicações
24. Consultoria, actividades relacionadas de programação informática e actividades dos serviços de informação
25. Actividades financeiras e de seguros
26. Actividades imobiliárias
27. Actividades jurídicas, de contabilidade, gestão, arquitectura, engenharia e actividades de ensaios e análises técnicas
28. Investigação científica e desenvolvimento
29. Outras actividades de consultoria, científicas e técnicas
30. Actividades administrativas e dos serviços de apoio
31. Administração pública e defesa; segurança social obrigatória
32. Educação
33. Actividades de saúde humana
34. Actividades de apoio social
35. Actividades artísticas, de espectáculos e recreativas
36. Outras actividades de serviços
37. Actividades das famílias empregadoras de pessoal doméstico. actividades de produção de bens e serviços pelas famílias para uso próprio
38. Actividades dos organismos internacionais e outras instituições extra-territoriais
Fonte: INE.
Na análise económica a classificação de actividades mais conhecida deve-se a Colin Clark que distinguiu três sectores:
I - Sector Primário: extracção de matérias-primas (agricultura, silvicultura, pescas, pecuária, minas)
II - Sector Secundário: construção e indústrias transformadoras (transformam as matérias-primas em produtos, a utilizar por outras indústrias ou destinados a consumo final)
III – Sector Terciário: serviços (comércio, transportes, restauração, telecomunicações, banca, seguros, educação, saúde, justiça, etc.)
No Sector II distinguem-se frequentemente as indústrias tendo em consideração a (1) proporção em que combinam os factores produtivos, ou a (2) história das tecnologias:
(1) As indústrias ligeiras (como as alimentares, de vestuário, calçado, etc.) podem começar a funcionar com um investimento relativamente reduzido, predominando o factor trabalho. Já as indústrias pesadas (indústrias metalúrgicas, construção naval, cimentos, energia, etc.) exigem um volumoso investimento inicial, predominando o factor capital. Assim podem-se designar as primeiras por indústrias trabalho-intensivas e as segundas por indústrias capital-intensivas;
(2) As indústrias tradicionais (como as alimentares, de vestuário, a metalurgia, etc.) distinguem-se das indústrias modernas (indústria farmacêutica, biotecnologia, componentes electrónicos, informática, telecomunicações, etc.) porque as primeiras utilizam tecnologia já conhecida desde a Revolução Industrial, enquanto as segundas utilizam tecnologias mais recentes, por vezes referidas como “tecnologias de ponta”.
A análise da estrutura sectorial da produção permite comparar o nível de desenvolvimento de diferentes países e/ou analisar a evolução de cada país.
Assim nos países mais desenvolvidos o contributo do Sector I (Agricultura) para o PIB é diminuto.
Fonte: Country Profiles, EUROSTAT.
A estrutura sectorial do emprego mostra que em 1974 ainda predominava o sector primário, enquanto hoje os serviços representam quase 2/3 da população empregue, sem que alguma vez o sector secundário tenha sido dominante, uma ausência de industrialização que constitui uma debilidade da economia portuguesa.
Fonte: PORDATA.
Tendo a estrutura sectorial da produção e a estrutura sectorial do emprego é fácil explicar que como as pessoas procuram actividades melhor remuneradas, se deslocam das actividades com menor produtividade (*) para as mais produtivas, visto que estas podem pagar salários mais elevados.
Observando a produtividade de Portugal no contexto da União Europeia, verifica-se que ficamos muito aquém dos países mais ricos, e estamos a ser ultrapassados por países mais pobres, que entraram após o alargamento de 2004. Em 1995 a produtividade do trabalho por hora trabalhada na Alemanha encontrava-se 23,4€ (34-10,6=23,4) acima da portuguesa, diferença que aumentou em 2020 para 32,7€ (56,5-23,8=32,7). Comparando com a República Checa, a sua produtividade em 1995 era metade da portuguesa, mas já nos ultrapassou.
(*) O conceito de produtividade será leccionado brevemente. Entretanto, neste exercício, define tu a produtividade - a calcular no ponto 3. - por analogia à seguinte situação:
Se dois estudantes, A e B, obtêm a mesma média no final do secundário - 16, foi a "produção" de ambos - mas o A estudava 1 hora/dia, enquanto o B despendia 2 horas/dia no seu "trabalho", então o A foi mais produtivo que o B.
1. Indica os ramos de actividade apresentados pelas Contas Nacionais portuguesas de acordo com a classificação de Colin Clark.
2. Aponta três ramos de actividade considerados:
a) indústrias ligeiras;
b) indústrias pesadas;
c) indústrias modernas;
d) indústrias tradicionais.
3. Calcula a produtividade dos sectores I, II e III em 1995 e em 2009. Justifica a alteração da estrutura sectorial do emprego ao longo deste período, e refere o cenário mais plausível da sua evolução após 2009.
4. Constrói um gráfico ilustrativo da questão 3. (PREVIEW) e comenta-o. (HELP)
5. Utilizando a Nominal labour productivity per person employed (ESA 2010) (no EUROSTAT) de 2012 a 2023 (Ficheiro de ajuda), constrói no GoogleSheets e comenta um gráfico com os 5 países indicados, Portugal e 4 países contrastantes (2 mais pobres e 2 mais ricos). * PREVIEW
Orçamento de Estado de 2013
Destaque
Post exemplo com 134 palavras
2. Lendo a argumentação exposta por Castro Caldas (*), explica que numa economia globalizada e interdependente, a austeridade imposta pelo Orçamento de Estado português se destina a salvar a irresponsabilidade dos bancos alemães.
3. Tendo em conta as notícias que leu e os comentários anteriores, apresente a sua perspectiva sobre o OE num texto de 200 palavras.
OBSERVAÇÃO: Na medida das suas capacidades utilize os conceitos que aprendeu em Economia correctamente, pois este aspecto é IMPORTANTE na avaliação da tarefa.
Links relacionados
Fonte: Vídeo: Um retrato do Orçamento do Estado para 2013
Pagar mais impostos por menos serviços - Que lógica é esta?
Subida de imposto sobre tabaco de enrolar "promove mercado ilegal e compromete receita"
Evitar a substituição de cigarros por tabaco de enrolar ou promover o crescimento da economia paralela?
Dossier Finanças Públicas no Jornal de Negócios: todas as notícias relacionadas com política orçamental.
O que fica do Estado, além da polícia e da justiça, para quem afirma que "o Estado só deve fazer aquilo que faz bem, e deve fazer muito melhor aquilo que não pode deixar de fazer"?
Saiba onde os ministros aplicam as suas poupanças. Exemplos a seguir? Dossier Finanças no Diário Económico: Finanças públicas e privadas na mesma secção.
Fonte: Gráficos Dinheiro Vivo.
O Estado Social em Portugal sempre assegurou menor protecção que na UE. De 2010 para 2011, as despesas com a segurança social foram cortadas em quase 2/3. Qual será o objectivo?
Dossier Fisco no Dinheiro Vivo: Notícias sobre a política fiscal.
Dossier Estado Social no Dinheiro Vivo: Notícias sobre as políticas sociais.
(*) José Castro Caldas é Doutorado em Economia pelo ISCTE.
-
O Estado não vai ter dinheiro para pagar as nossas reformas. Não vai haver dinheiro para pagar a nossa saúde. A educação dos nossos filhos deixará de ser feita em escolas públicas. Na doença ou no desemprego teremos de ser nós a garantir a nossa sobrevivência. E haverá menos crédito para tudo, para comprar um carro ou uma casa.
Helena Garrido
- PROPOSTA DE ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2013 - Governo
- Diário Digital
- Deloitte - serviços de auditoria e consultoria fiscal
- Análise da Proposta do Orçamento do Estado para 2013 - PWC - serviços de auditoria e consultoria fiscal
Post exemplo com 134 palavras
2. Lendo a argumentação exposta por Castro Caldas (*), explica que numa economia globalizada e interdependente, a austeridade imposta pelo Orçamento de Estado português se destina a salvar a irresponsabilidade dos bancos alemães.
3. Tendo em conta as notícias que leu e os comentários anteriores, apresente a sua perspectiva sobre o OE num texto de 200 palavras.
OBSERVAÇÃO: Na medida das suas capacidades utilize os conceitos que aprendeu em Economia correctamente, pois este aspecto é IMPORTANTE na avaliação da tarefa.
Links relacionados
Fonte: Vídeo: Um retrato do Orçamento do Estado para 2013
Pagar mais impostos por menos serviços - Que lógica é esta?
Subida de imposto sobre tabaco de enrolar "promove mercado ilegal e compromete receita"
Evitar a substituição de cigarros por tabaco de enrolar ou promover o crescimento da economia paralela?
Dossier Finanças Públicas no Jornal de Negócios: todas as notícias relacionadas com política orçamental.
O que fica do Estado, além da polícia e da justiça, para quem afirma que "o Estado só deve fazer aquilo que faz bem, e deve fazer muito melhor aquilo que não pode deixar de fazer"?
Saiba onde os ministros aplicam as suas poupanças. Exemplos a seguir? Dossier Finanças no Diário Económico: Finanças públicas e privadas na mesma secção.
Fonte: Gráficos Dinheiro Vivo.
O Estado Social em Portugal sempre assegurou menor protecção que na UE. De 2010 para 2011, as despesas com a segurança social foram cortadas em quase 2/3. Qual será o objectivo?
Dossier Fisco no Dinheiro Vivo: Notícias sobre a política fiscal.
Dossier Estado Social no Dinheiro Vivo: Notícias sobre as políticas sociais.
(*) José Castro Caldas é Doutorado em Economia pelo ISCTE.
Bens – noção e classificação
As necessidades são satisfeitas utilizando bens.
Quanto ao custo estes podem classificar-se em bens livres e bens económicos. Em Economia, o conjunto de bens que estão disponíveis a preço nulo (gratuitamente) dizem-se bens livres. Estes bens não são estudados, porque não colocam o problema da escassez: podes sempre beber mais água no mar, apanhar mais Sol na praia, passear pela floresta, conversar com os amigos, respirar sem sequer pagar impostos (por enquanto!)...
“Não há almoços grátis!” é uma expressão popular bem significativa que um professor de Economia escolheu para a coluna que publica regularmente no Diário de Notícias. Curiosamente, no site www.dn.pt disponível na Web – gratuitamente – podemos lê-lo sem o comprar ;) A Internet veio oferecer-nos muitos bens gratuitos, desde que tenhamos acesso a uma ligação, e isto está a mudar a configuração das sociedades.
Se tentares prosseguir a lista acima terás muita dificuldade, porque a generalidade das necessidades são satisfeitas por bens económicos, bens com preço maior que zero, que portanto obrigarão a optar entre uns e outros, colocando o problema da escassez - e dos custos de oportunidade -, porque o orçamento familiar é sempre limitado.
Quanto à forma como as necessidades são satisfeitas distinguem-se os bens materiais dos serviços. Os bens económicos podem ser bens físicos, palpáveis – como os alimentos, o vestuário, a playstation, etc. – isto é, bens materiais.
Outro tipo de bens exigem a presença de uma terceira pessoa, seja o médico no caso duma consulta, o professor numa aula, o motorista do autocarro, etc. Bens deste tipo dizem-se serviços: a saúde, a educação, a actividade comercial, os transportes, a banca, os seguros, etc.
Quanto à sua função os bens classificam-se em bens de consumo e bens de produção. Os bens que os consumidores utilizam para satisfazer as suas necessidades dizem-se bens de consumo.
Aqueles a que as empresas recorrem para produzir outros bens dizem-se bens de produção. Portanto, o computador que tu usas para te divertires é um bem de consumo, mas se o utilizares como instrumento de estudo, para desenhar um projecto de uma habitação, fazer a contabilidade de uma empresa, guardar dados de processos, etc. o mesmo computador já será um bem de produção.
Quanto à sua duração distinguem-se os bens duradouros dos bens não duradouros. Os primeiros serão utilizados múltiplas vezes, enquanto os segundos serão consumidos numa única vez. Por exemplo, quando se escovam os dentes, a escova é substituída após alguns meses, mas a pasta dentífrica ou o gel têm uma única utilização, apesar de a embalagem conter produto suficiente para várias. Igualmente apenas se come cada bife uma vez, mas os talheres podem durar muitos anos.
Quanto às suas relações recíprocas distinguem-se os bens sucedâneos – ou substituíveis – dos bens complementares. Os bens sucedâneos utilizam-se alternativamente (A ou B); os bens complementares conjuntamente (A + B). Imagine-se que se pode ficar satisfeito com uma sandes de queijo ou de fiambre. Como se pode substituir o queijo pelo fiambre (ou vice-versa) estes bens são sucedâneos. Mas para fazer a sandes também será necessário o pão! Como a sandes terá o pão e o queijo ou o fiambre ou mesmo o conjunto destes ingredientes – para uma sandes mista -, o pão é um bem complementar relativamente ao queijo e ao fiambre.
Até agora pensou-se na complementaridade entre bens de consumo, dita complementaridade horizontal. Mas também se verifica complementaridade ao nível da produção, pois para produzir um livro não basta o papel, também serão necessárias máquinas e pessoas para o imprimir e encadernar. Na produção diz-se complementaridade vertical.
1. Indica o critério de distinção entre bens materiais e serviços.
2. Apresenta dois exemplos de bens materiais e dois exemplos de serviços.
3. Indica o critério de distinção entre bens económicos e bens não económicos.
4. Apresenta dois exemplos de bens económicos e dois de bens não económicos.
5. Indica o critério de distinção entre bens de consumo e bens de produção.
6. Apresenta dois exemplos de bens de consumo e de bens de produção.
7. Indica o critério de distinção entre bens duradouros e bens não duradouros.
8. Apresenta dois exemplos de bens duradouros e de bens não duradouros.
9. Indica o critério de distinção entre bens sucedâneos e bens complementares.
10. Apresenta dois exemplos de bens sucedâneos e de bens complementares.
11. As máquinas podem substituir as pessoas no processo produtivo, mas a produção nunca ocorre sem máquinas e pessoas. Classifica os factores produtivos (capital e trabalho) quanto às suas relações recíprocas.
12. César das Neves apresenta uma série de “almoços digitais” gratuitos, mas conclui que “afinal, não há almoços grátis”. Explica como podem os sites continuar a obter lucros generosos, enquanto fornecem informação gratuita.
13. Lê o texto Don TAPSCOTT, Tempo de transformação, reflectindo sobre a mudança que se verificou no mundo da música, nos últimos 25 anos. Partindo da tua experiência, refere o impacto da Internet no mundo da educação.
Quanto ao custo estes podem classificar-se em bens livres e bens económicos. Em Economia, o conjunto de bens que estão disponíveis a preço nulo (gratuitamente) dizem-se bens livres. Estes bens não são estudados, porque não colocam o problema da escassez: podes sempre beber mais água no mar, apanhar mais Sol na praia, passear pela floresta, conversar com os amigos, respirar sem sequer pagar impostos (por enquanto!)...
“Não há almoços grátis!” é uma expressão popular bem significativa que um professor de Economia escolheu para a coluna que publica regularmente no Diário de Notícias. Curiosamente, no site www.dn.pt disponível na Web – gratuitamente – podemos lê-lo sem o comprar ;) A Internet veio oferecer-nos muitos bens gratuitos, desde que tenhamos acesso a uma ligação, e isto está a mudar a configuração das sociedades.
Se tentares prosseguir a lista acima terás muita dificuldade, porque a generalidade das necessidades são satisfeitas por bens económicos, bens com preço maior que zero, que portanto obrigarão a optar entre uns e outros, colocando o problema da escassez - e dos custos de oportunidade -, porque o orçamento familiar é sempre limitado.
Quanto à forma como as necessidades são satisfeitas distinguem-se os bens materiais dos serviços. Os bens económicos podem ser bens físicos, palpáveis – como os alimentos, o vestuário, a playstation, etc. – isto é, bens materiais.
Outro tipo de bens exigem a presença de uma terceira pessoa, seja o médico no caso duma consulta, o professor numa aula, o motorista do autocarro, etc. Bens deste tipo dizem-se serviços: a saúde, a educação, a actividade comercial, os transportes, a banca, os seguros, etc.
Quanto à sua função os bens classificam-se em bens de consumo e bens de produção. Os bens que os consumidores utilizam para satisfazer as suas necessidades dizem-se bens de consumo.
Aqueles a que as empresas recorrem para produzir outros bens dizem-se bens de produção. Portanto, o computador que tu usas para te divertires é um bem de consumo, mas se o utilizares como instrumento de estudo, para desenhar um projecto de uma habitação, fazer a contabilidade de uma empresa, guardar dados de processos, etc. o mesmo computador já será um bem de produção.
Quanto à sua duração distinguem-se os bens duradouros dos bens não duradouros. Os primeiros serão utilizados múltiplas vezes, enquanto os segundos serão consumidos numa única vez. Por exemplo, quando se escovam os dentes, a escova é substituída após alguns meses, mas a pasta dentífrica ou o gel têm uma única utilização, apesar de a embalagem conter produto suficiente para várias. Igualmente apenas se come cada bife uma vez, mas os talheres podem durar muitos anos.
Quanto às suas relações recíprocas distinguem-se os bens sucedâneos – ou substituíveis – dos bens complementares. Os bens sucedâneos utilizam-se alternativamente (A ou B); os bens complementares conjuntamente (A + B). Imagine-se que se pode ficar satisfeito com uma sandes de queijo ou de fiambre. Como se pode substituir o queijo pelo fiambre (ou vice-versa) estes bens são sucedâneos. Mas para fazer a sandes também será necessário o pão! Como a sandes terá o pão e o queijo ou o fiambre ou mesmo o conjunto destes ingredientes – para uma sandes mista -, o pão é um bem complementar relativamente ao queijo e ao fiambre.
Até agora pensou-se na complementaridade entre bens de consumo, dita complementaridade horizontal. Mas também se verifica complementaridade ao nível da produção, pois para produzir um livro não basta o papel, também serão necessárias máquinas e pessoas para o imprimir e encadernar. Na produção diz-se complementaridade vertical.
1. Indica o critério de distinção entre bens materiais e serviços.
2. Apresenta dois exemplos de bens materiais e dois exemplos de serviços.
3. Indica o critério de distinção entre bens económicos e bens não económicos.
4. Apresenta dois exemplos de bens económicos e dois de bens não económicos.
5. Indica o critério de distinção entre bens de consumo e bens de produção.
6. Apresenta dois exemplos de bens de consumo e de bens de produção.
7. Indica o critério de distinção entre bens duradouros e bens não duradouros.
8. Apresenta dois exemplos de bens duradouros e de bens não duradouros.
9. Indica o critério de distinção entre bens sucedâneos e bens complementares.
10. Apresenta dois exemplos de bens sucedâneos e de bens complementares.
11. As máquinas podem substituir as pessoas no processo produtivo, mas a produção nunca ocorre sem máquinas e pessoas. Classifica os factores produtivos (capital e trabalho) quanto às suas relações recíprocas.
12. César das Neves apresenta uma série de “almoços digitais” gratuitos, mas conclui que “afinal, não há almoços grátis”. Explica como podem os sites continuar a obter lucros generosos, enquanto fornecem informação gratuita.
13. Lê o texto Don TAPSCOTT, Tempo de transformação, reflectindo sobre a mudança que se verificou no mundo da música, nos últimos 25 anos. Partindo da tua experiência, refere o impacto da Internet no mundo da educação.
Exames de Economia A - 2011/2012
Fonte: http://besp.mercatura.pt/
Em 2011/12 a nossa Escola ficou em 2º lugar entre as escolas públicas do Concelho de Sintra.
A média obtida pelos estudantes em exame foi de 11,75 valores, tendo baixado em média 2,05 valores relativamente à classificação que o professor lhes tinha atribuído, 13,8 (CIF).
Combinando a classificação de exame com a CIF, os alunos terminaram Economia com média de 13,2 (Média CFD, isto é, Classificação Final da Disciplina), em que:
CFD=0,70*CIF + 0,30*CE
O Desvio Padrão de 2,99 representa a média dos desvios em relação à média nas Classificações de Exame. Obviamente que no exame os alunos não obtiveram todos 11,75... uns tiveram notas melhores, outros piores. A média desses desvios em relação aos 11,75 foi quase 3 valores!
É importante trabalhar para manter/melhorar estes resultados, porque nos anos anteriores a Escola se encontrava no final desta tabela.
Oniomania – Doença que atinge 1% da população
1. Refere factores que conduzam ao consumo impulsivo.
2. Caracteriza a oniomania.
3. Distingue o consumismo da doença (oniomania)?
4. “Comprar coisas de que não se precisa faz parte do estatuto de ser mulher”. Comenta.
5. “A compulsão não escolhe género, os homens apenas têm outros interesses”. Identifica as áreas de consumo compulsivo segundo o género.
6. Identifica o perfil das pessoas que correm maior risco de se endividarem.
7. Refere a Internet como facilitadora do consumismo.
8. Refere a Internet como ferramenta de uma atitude consumerista.
9. A propensão ao consumismo depende da educação? Como?
Olha! O INE dá o mesmo que o PORDATA!
A taxa de crescimento da economia – taxa de crescimento em volume do PIB – calculada pelo INE no Quadro A.1.1.8, que se encontra navegando por aqui...
... dá exactamente o mesmo (até 2010) que a tcv calculada a partir do PORDATA no exercício Preços correntes versus preços constantes:
1. Considerando o período 1996-2012, indica o ano em que:
a) A economia cresceu mais;
b) A economia cresceu menos;
c) A economia não cresceu nem caiu;
d) A economia caiu mais;
e) A economia caiu menos.
2. Justifica porque a tcp apresenta valores diferentes da Taxa de Inflação.
3. Justifica a discrepância, em 2011 e 2012, entre o valor da tcv que tu calculaste e o valor da tcv que o INE apresenta.
... dá exactamente o mesmo (até 2010) que a tcv calculada a partir do PORDATA no exercício Preços correntes versus preços constantes:
1. Considerando o período 1996-2012, indica o ano em que:
a) A economia cresceu mais;
b) A economia cresceu menos;
c) A economia não cresceu nem caiu;
d) A economia caiu mais;
e) A economia caiu menos.
2. Justifica porque a tcp apresenta valores diferentes da Taxa de Inflação.
3. Justifica a discrepância, em 2011 e 2012, entre o valor da tcv que tu calculaste e o valor da tcv que o INE apresenta.
Consumismo e consumerismo
A diferença entre o consumerismo e o consumismo é que no consumerismo as pessoas adquirem somente aquilo que caracteriza um consumo racional, controlado e responsável, que tem em conta as consequências económicas, sociais, culturais e ambientais do próprio acto de consumir.
Já no consumismo a pessoa gasta tudo aquilo que tem em produtos supérfluos, que muitas vezes não é o melhor para ela, porém é o que tem curiosidade de experimentar devido à publicidade, à moda ou por ser um produto de marca.
Muitas vezes o consumismo chega a ser uma patologia comportamental. A doença do consumismo tem nome, chama-se oniomania, ou consumo compulsivo. As pessoas compram compulsivamente coisas que não irão usar ou que não têm utilidade para elas apenas para atender à vontade de comprar.
O consumerismo é importante para levar o indivíduo a reflectir sobre as suas necessidades, aspirações e recursos, nunca se desligando das consequências dos seus actos para o ambiente, para os trabalhadores e para o mercado... Ler mais
O consumidor precisa de estar mais atento aos recursos naturais e à sua utilização, em função das suas necessidades reais. É o caso da água, das embalagens, do uso da energia, dos transportes e da gestão dos resíduos. Há uma relação directa entre o que consumimos e o desenvolvimento sustentável. Quando consumimos com critério e com cuidado pelo ambiente estamos a preservar esses recursos e o próprio Planeta. Ler mais
Outros recursos
http://decojovem.pt/ - Site da DECO para os jovens
Regresso às aulas em segurança - Brochura do Governo
https://www.consumidor.gov.pt/ - Portal do Consumidor
https://www.nestlecriancassaudaveis.pt/ - A responsabilidade social da Nestlé, expressa num site de educação alimentar para crianças (do pré-escolar ao 3º ciclo)
Segurança em Dispositivos Móveis - Um alerta recente da SeguraNet.pt/
Segurança na Internet - Brochuras Comunicar em Segurança - Fundação Altice
Ecocidadão - Um ebook para reflexão sobre mobilidade sustentável
Obesidade Infantil: testemunho de quem já teve peso a mais - Academia RTP
Texto curto: Consumismo e consumo
Direitos e Deveres do Consumidor Consumerismo
Um mundo de loucos ... - Texto que circula nas redes sociais
2. Justifica a importância de uma atitude consumerista.
3. Relaciona o consumerismo com a necessidade de preservar os recursos naturais e os equilíbrios ecológicos
SUGESTÃO: Tópicos para um resumo ou apresentação
Já no consumismo a pessoa gasta tudo aquilo que tem em produtos supérfluos, que muitas vezes não é o melhor para ela, porém é o que tem curiosidade de experimentar devido à publicidade, à moda ou por ser um produto de marca.
Muitas vezes o consumismo chega a ser uma patologia comportamental. A doença do consumismo tem nome, chama-se oniomania, ou consumo compulsivo. As pessoas compram compulsivamente coisas que não irão usar ou que não têm utilidade para elas apenas para atender à vontade de comprar.
O consumerismo é importante para levar o indivíduo a reflectir sobre as suas necessidades, aspirações e recursos, nunca se desligando das consequências dos seus actos para o ambiente, para os trabalhadores e para o mercado... Ler mais
O consumidor precisa de estar mais atento aos recursos naturais e à sua utilização, em função das suas necessidades reais. É o caso da água, das embalagens, do uso da energia, dos transportes e da gestão dos resíduos. Há uma relação directa entre o que consumimos e o desenvolvimento sustentável. Quando consumimos com critério e com cuidado pelo ambiente estamos a preservar esses recursos e o próprio Planeta. Ler mais
Outros recursos
http://decojovem.pt/ - Site da DECO para os jovens
Regresso às aulas em segurança - Brochura do Governo
https://www.consumidor.gov.pt/ - Portal do Consumidor
https://www.nestlecriancassaudaveis.pt/ - A responsabilidade social da Nestlé, expressa num site de educação alimentar para crianças (do pré-escolar ao 3º ciclo)
Segurança em Dispositivos Móveis - Um alerta recente da SeguraNet.pt/
Segurança na Internet - Brochuras Comunicar em Segurança - Fundação Altice
Ecocidadão - Um ebook para reflexão sobre mobilidade sustentável
Obesidade Infantil: testemunho de quem já teve peso a mais - Academia RTP
Texto curto: Consumismo e consumo
Direitos e Deveres do Consumidor Consumerismo
Um mundo de loucos ... - Texto que circula nas redes sociais
I Parte
1. Distingue consumismo de consumerismo.2. Justifica a importância de uma atitude consumerista.
3. Relaciona o consumerismo com a necessidade de preservar os recursos naturais e os equilíbrios ecológicos
II Parte
Fazer uma apresentação no Google Drive e partilhá-la no blogue, subordinada ao tema consumismo e consumerismo com o mínimo de 10 slides, utilizando os recursos indicados acima.
III Parte
Fazer uma apresentação no Google Drive e partilhá-la no blogue, com a matéria até agora leccionada em Economia, como preparação para o 1º Teste. SUGESTÃO: Tópicos para um resumo ou apresentação
A Sociedade de Consumo
Recursos
Revolução Industrial – Com a industrialização e a produção em série, produzir os bens ficou mais fácil que vendê-los.
Marketing - Como a oferta excede a procura, utilizam-se estratégias de marketing para escoar a produção. A moda e a publicidade são igualmente mecanismos nascidos na sociedade de consumo com a função de criar necessidades a um ritmo mais rápido.
Consumo de massas - Consumo massificado acessível à generalidade da população.
Consumismo - Consumo sem critérios, compulsivo e irresponsável.
Consumerismo - Consumo racional e controlado, respeitando os valores sociais e ambientais, compatibilizando os desejos de hoje com as necessidades das gerações futuras, consciente dos direitos e deveres.
Consumo simbólico – Consumo carregado de significação cultural: lazer, informação, educação, saúde, moda, etc. mostram bem a que grupos sociais pertencemos. Ex.: O consumo de caracóis sinaliza um grupo que não terá acesso à lagosta.
Relação de vizinhança – Destruindo os laços de familiaridade das comunidades rurais, construiu relações muitas vezes impessoais das grandes multidões.
Obsolescência tecnológica - Desclassificação tecnológica do material industrial, motivada pela aparição de um material mais moderno.
Obsolescência planeada – Produzir os produtos com características que os levem a ficar rapidamente obsoletos.
Obsolescência perceptiva – Criar a ideia de que determinados bens, apesar de ainda estarem funcionais, já não se usam.
Ciclo de vida dos produtos - A sociedade de consumo caracteriza-se pelo encurtamento do ciclo de vida dos produtos. As suas fases são: Introdução: quando se lança um produto no mercado;
Crescimento: quando o mercado começa a conhecer o produto e a consumi-lo;
Maturidade: quando o produto já é de conhecimento amplo do mercado;
Saturação: quando o mercado já não consome o produto como anteriormente;
Declínio: quando o produto não desperta mais o interesse do mercado e as vendas caem.
Consumo sustentável ou responsável - Os consumidores têm a responsabilidade de mudar os seus hábitos de consumo, e as empresas têm a responsabilidade social e ambiental de melhorar os seus sistemas produtivos, oferecendo produtos e serviços sustentáveis.
1. Aponta quatro características da Sociedade de Consumo, partindo da imagem “produtos de ontem” e os “produtos de hoje”.
2. Comenta dois aspectos referidos no vídeo "A História das Coisas" que consideres relevantes.
3. Indica três aspectos que possas mudar, como eco-consumidor preocupado com o futuro do Planeta.
4. Menciona dois factores explicativos do endividamento das famílias portuguesas.
5. Constrói uma apresentação no Google Drive referente à Sociedade de Consumo, de 7 slides, com a seguinte estrutura:
1º slide: Título;
Último slide: Bibliografia;
Slides intermédios deverão referir aspectos que consideres interessantes sobre o tema.
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Recursos:
Deverão ser utilizados sites institucionais acessíveis na Web, como o Portal do Consumidor, ou outros indicados aqui.
- O conceito de sociedade de consumo é um dos conceitos usados para caracterizar a época contemporânea, que é a era das massas. Os Estados Unidos da América foram o primeiro país em que se verificou a sociedade de consumo, já após a Primeira Grande Guerra (numa euforia que foi fortemente abalada pela Grande Depressão), mas sobretudo após a Segunda Guerra Mundial.
Infopédia 2012
Vídeo: A História das Coisas * RESUMO
- Na década de 90, em particular na segunda metade, o endividamento das famílias portuguesas subiu em flecha. Vários factores de conjuntura explicam esse aumento acentuado. A adesão à zona euro e o processo de convergência real que a precedeu - com a aproximação significativa do padrão de vida das famílias portuguesas à média europeia - deram início a uma era de estabilidade de preços e de juros nominais e reais historicamente baixos. Ao mesmo tempo, uma maior facilidade no acesso ao crédito foi potenciada pela liberalização e inovação financeiras e por uma forte competição entre a oferta.
Texto na Ordem dos Economistas
Revolução Industrial – Com a industrialização e a produção em série, produzir os bens ficou mais fácil que vendê-los.
Marketing - Como a oferta excede a procura, utilizam-se estratégias de marketing para escoar a produção. A moda e a publicidade são igualmente mecanismos nascidos na sociedade de consumo com a função de criar necessidades a um ritmo mais rápido.
Consumo de massas - Consumo massificado acessível à generalidade da população.
Consumismo - Consumo sem critérios, compulsivo e irresponsável.
Consumerismo - Consumo racional e controlado, respeitando os valores sociais e ambientais, compatibilizando os desejos de hoje com as necessidades das gerações futuras, consciente dos direitos e deveres.
Consumo simbólico – Consumo carregado de significação cultural: lazer, informação, educação, saúde, moda, etc. mostram bem a que grupos sociais pertencemos. Ex.: O consumo de caracóis sinaliza um grupo que não terá acesso à lagosta.
Relação de vizinhança – Destruindo os laços de familiaridade das comunidades rurais, construiu relações muitas vezes impessoais das grandes multidões.
Obsolescência tecnológica - Desclassificação tecnológica do material industrial, motivada pela aparição de um material mais moderno.
Obsolescência planeada – Produzir os produtos com características que os levem a ficar rapidamente obsoletos.
Obsolescência perceptiva – Criar a ideia de que determinados bens, apesar de ainda estarem funcionais, já não se usam.
Ciclo de vida dos produtos - A sociedade de consumo caracteriza-se pelo encurtamento do ciclo de vida dos produtos. As suas fases são: Introdução: quando se lança um produto no mercado;
Crescimento: quando o mercado começa a conhecer o produto e a consumi-lo;
Maturidade: quando o produto já é de conhecimento amplo do mercado;
Saturação: quando o mercado já não consome o produto como anteriormente;
Declínio: quando o produto não desperta mais o interesse do mercado e as vendas caem.
Consumo sustentável ou responsável - Os consumidores têm a responsabilidade de mudar os seus hábitos de consumo, e as empresas têm a responsabilidade social e ambiental de melhorar os seus sistemas produtivos, oferecendo produtos e serviços sustentáveis.
1. Aponta quatro características da Sociedade de Consumo, partindo da imagem “produtos de ontem” e os “produtos de hoje”.
2. Comenta dois aspectos referidos no vídeo "A História das Coisas" que consideres relevantes.
3. Indica três aspectos que possas mudar, como eco-consumidor preocupado com o futuro do Planeta.
4. Menciona dois factores explicativos do endividamento das famílias portuguesas.
5. Constrói uma apresentação no Google Drive referente à Sociedade de Consumo, de 7 slides, com a seguinte estrutura:
1º slide: Título;
Último slide: Bibliografia;
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Recursos:
Deverão ser utilizados sites institucionais acessíveis na Web, como o Portal do Consumidor, ou outros indicados aqui.
Evolução da estrutura do consumo em Portugal e na UE
Portugal é dos países da União Europeia onde a privação do consumo de bens se sente mais severamente.
Fonte: Figura 6.6. de Europe in figures - Eurostat yearbook 2011: Living conditions and social protection (tables and graphs), EUROSTAT.
A taxa de privação material (severa) é um indicador que expressa a incapacidade de pagar alguns itens considerados pela maioria das pessoas como desejáveis ou mesmo necessários para levar uma vida adequada. O indicador mede a percentagem da população que não pode pagar pelo menos três (quatro) dos seguintes nove itens: 1. Amortização dos empréstimos e/ou rendas da habitação; 2. Manter a sua casa adequadamente aquecida; 3. Enfrentar despesas inesperadas; 4. Comer carne ou proteínas regularmente; 5. Ir de férias; 6. Ter um aparelho de televisão; 7. Ter uma máquina de lavar roupa; 8. Ter um carro; 9. Ter um telefone.
In Glossário do EUROSTAT.
Comparando os coeficientes orçamentais da rubrica alimentação em Portugal com os da UE27, confirma-se a Lei de Engel, quer com os dados de 2009, quer em 1995.
Fonte: Despesas de consumo final dos agregados domésticos: por tipo de bens e serviços (%), PORDATA.
Apesar de algumas diferenças que uma análise mais detalhada das duas imagens permite evidenciar, destaca-se que nos dois momentos e em ambos os espaços, as componentes mais importantes da despesa são as mesmas.
A imagem abaixo documenta a evolução da estrutura do consumo em Portugal, de 2000 a 2009:
Fonte: Despesas de consumo final no total do rendimento disponível das famílias: total e por tipo de bens e serviços (%), PORDATA.
1. Constrói imagens tuas dos gráficos acima apresentados.
2. Justifica a sobreposição gráfica das taxas de privação material e das taxas de privação severa. Comenta a posição de Portugal no contexto da União europeia.
3. “Comparando os coeficientes orçamentais da rubrica alimentação em Portugal com os da UE27, confirma-se a Lei de Engel, quer com os dados de 2009, quer em 1995”. Justifica.
4. “Nos dois momentos e em ambos os espaços, as componentes mais importantes da despesa são as mesmas”. Indica as três rubricas mais importantes.
5. Refere os valores apresentados pelas rubricas “lazer, recreação e cultura” e “restaurantes e hotéis”.
6. Refere uma rubrica que tenha ganho importância nos orçamentos familiares e outra que a tenha perdido.
7. O gráfico “Despesas de consumo final das famílias por bens e serviços” indica a estrutura do consumo em Portugal, de 2000 a 2009. Refere três aspectos que esperarias encontrar se te fosse apresentado o gráfico homólogo para a Alemanha. Justifica.
Fonte: Figura 6.6. de Europe in figures - Eurostat yearbook 2011: Living conditions and social protection (tables and graphs), EUROSTAT.
A taxa de privação material (severa) é um indicador que expressa a incapacidade de pagar alguns itens considerados pela maioria das pessoas como desejáveis ou mesmo necessários para levar uma vida adequada. O indicador mede a percentagem da população que não pode pagar pelo menos três (quatro) dos seguintes nove itens: 1. Amortização dos empréstimos e/ou rendas da habitação; 2. Manter a sua casa adequadamente aquecida; 3. Enfrentar despesas inesperadas; 4. Comer carne ou proteínas regularmente; 5. Ir de férias; 6. Ter um aparelho de televisão; 7. Ter uma máquina de lavar roupa; 8. Ter um carro; 9. Ter um telefone.
In Glossário do EUROSTAT.
Comparando os coeficientes orçamentais da rubrica alimentação em Portugal com os da UE27, confirma-se a Lei de Engel, quer com os dados de 2009, quer em 1995.
Fonte: Despesas de consumo final dos agregados domésticos: por tipo de bens e serviços (%), PORDATA.
Apesar de algumas diferenças que uma análise mais detalhada das duas imagens permite evidenciar, destaca-se que nos dois momentos e em ambos os espaços, as componentes mais importantes da despesa são as mesmas.
A imagem abaixo documenta a evolução da estrutura do consumo em Portugal, de 2000 a 2009:
Fonte: Despesas de consumo final no total do rendimento disponível das famílias: total e por tipo de bens e serviços (%), PORDATA.
1. Constrói imagens tuas dos gráficos acima apresentados.
2. Justifica a sobreposição gráfica das taxas de privação material e das taxas de privação severa. Comenta a posição de Portugal no contexto da União europeia.
3. “Comparando os coeficientes orçamentais da rubrica alimentação em Portugal com os da UE27, confirma-se a Lei de Engel, quer com os dados de 2009, quer em 1995”. Justifica.
4. “Nos dois momentos e em ambos os espaços, as componentes mais importantes da despesa são as mesmas”. Indica as três rubricas mais importantes.
5. Refere os valores apresentados pelas rubricas “lazer, recreação e cultura” e “restaurantes e hotéis”.
6. Refere uma rubrica que tenha ganho importância nos orçamentos familiares e outra que a tenha perdido.
7. O gráfico “Despesas de consumo final das famílias por bens e serviços” indica a estrutura do consumo em Portugal, de 2000 a 2009. Refere três aspectos que esperarias encontrar se te fosse apresentado o gráfico homólogo para a Alemanha. Justifica.
Formulário de Contabilidade Nacional
Apresentação Alguns Conceitos do Produto
Ópticas de cálculo do valor da produção:
- Óptica do Produto permite-nos conhecer o valor do produto por sector institucional e/ou sector da actividade.
- Óptica do Rendimento permite-nos conhecer o valor atribuído a cada um dos factores intervenientes no processo produtivo.
- Óptica da Despesa permite-nos conhecer o valor gasto pelos diferentes sectores institucionais.
Óptica do Produto
- Método dos valores acrescentados:
PIB pm = Somatório dos Valores Acrescentados + impostos indirectos – subsídios à exploração - Método dos produtos finais:
PIB = Somatório dos consumos finais
Produto Nacional = Produto Interno + Saldo dos rendimentos do trabalho, da propriedade e da empresa com o Resto do Mundo
onde, SRRM:
Saldo dos rendimentos com o Resto do Mundo = Rendimentos recebidos do resto do mundo - Rendimentos pagos ao resto do mundo
Índice de Preços implícitos no PIB = PIB a preços correntes / PIB a preços constantes * 100
Exercício
VAB a preços de base = Somatório dos Valores Acrescentados dos ramos de actividade
PIB a preços de mercado = VAB a preços de base + Impostos líquidos de subsídios sobre os produtos
Óptica do Rendimento
Rendimento Nacional = remunerações do trabalho + excedente do bruto de exploração + impostos líquidos de subsídios sobre a produção e a importação
Rendimento Nacional = Produto Interno Bruto + Rendimentos Primários recebidos do resto do mundo – Rendimentos Primários pagos ao resto do mundo
Rendimentos Primários recebidos do (pagos ao) resto do mundo = Remunerações recebidas do (pagas ao) resto do mundo + Impostos sobre a produção e importação recebidos do (pagos ao) resto do mundo + Subsídios recebidos (pagos) ao resto do mundo + Rendimentos de propriedade recebidos do (pagos ao) resto do resto do mundo
PNB = Rendimento Nacional
PIB a preços de mercado = Remunerações + Excedente Bruto de Exploração/Rend.Misto + Impostos líquidos de subsídios
Rendimento Disponível Bruto
RDB = RDL + Consumo de capital fixo
RDB = PIBpm + Rendimentos primários recebidos do Resto do Mundo - Rendimentos primários pagos ao Resto do Mundo + Transferências correntes recebidas do Resto do Mundo - Transferências correntes pagas ao Resto do Mundo
Capacidade (+) / necessidade (-) líquida de financiamento = Poupança líquida + Transferências de capital líquidas - Formação de capital
Poupança líquida = Rendimento disponível líquido - Despesa de consumo final
Transferências de capital líquidas = Transferências de capital recebidas do Resto do Mundo - Transferências de capital pagas ao Resto do Mundo
Formação de capital = Formação bruta de capital + Aquisições líquidas de cessões de ativos não-financeiros não produzidos - Consumo de capital fixo
Rendimento disponível bruto das famílias = Remunerações dos empregados + Excedente Bruto de Exploração + Rendimentos de Propriedade + Outras Transferências Correntes - Impostos Correntes Sobre o Rendimento, Património, etc. - Contribuições Sociais + Prestações Sociais
Rendimento disponível dos particulares = Remunerações do trabalho + Transferências internas + Transferências externas + Rendimentos de empresa e propriedade - Impostos directos - Contribuições para a Segurança Social
Óptica da Despesa
Procura Interna = Consumo Privado + Consumo Público + Investimento
Investimento = Formação Bruta de Capital Fixo + Variação de Existências
Procura Externa = Exportações de bens e de serviços
Procura Global = Procura Interna + Procura Externa
PIB pm = Procura Global - Importações
PIB pm = Consumo Privado + Consumo Público + Formação Bruta de Capital Fixo + Variação de Existências + Exportações - Importações
Isto é:
Despesa de consumo final = Despesa de consumo final das famílias residentes + Despesa de consumo final das ISFLSF + Despesa de consumo final das administrações públicas
Formação bruta de capital = Formação bruta de capital fixo + Variação de existências + Aquisições líquidas de cessões de objectos de valor
Procura interna = Despesa de consumo final + Formação bruta de capital
Procura externa líquida = Exportações de bens (FOB) e serviços - Importações de bens (FOB) e serviços
PIB a preços de mercado = Procura interna + Procura externa líquida
Note ainda que:
Despesa Interna = PIBpm
Despesa Nacional = PNBpm
Outros formulários de Contabilidade Nacional
- A Medição da Actividade Económica - Universidade do Porto
- Formulário de Contabilidade Nacional - Universidade da Madeira
FICHEIRO: CONTAS NACIONAIS ANUAIS (BASE 2016) 2020 (final) e 2021 (provisório), 23 de Setembro de 2022 * DRIVE * INE
FICHEIRO: CONTAS NACIONAIS ANUAIS (BASE 2016) 2021 (final) e 2022 (provisório), 22 de Setembro de 2023 * DRIVE * INE
1. Consultando o ficheiro acima, (ou apenas estas 3 folhas) apresenta graficamente para 2022, os pesos das diversas componentes do PIB e as fórmulas que as relacionam:
a) PIB a preços de mercado pela óptica da produção - Quadro A.1.4.4.1.
b) PIB a preços de mercado pela óptica do rendimento - Quadro A.1.3.4.1.
c) PIB a preços de mercado pela óptica da despesa - Quadro A.1.2.5.1.
2. Indica as fórmulas da Contabilidade Nacional integradas em:
a) 1. a)
b) 1. b)
c) 1. c)
3. Construindo um Gráfico conveniente:
a) Analisa os sectores de actividade que mais contribuíram para o PIB.
b) Analisa a repartição do rendimento.
c) Analisa a importância das diversas componentes da despesa no PIB.
4. Explica a utilidade de calcular o mesmo agregado de três modos diferentes.
PREVIEW2019 * Preview2021 * Preview1995-2022 * Preview2022
Conceitos necessários à Contabilidade Nacional
Consultando a apresentação, responde às questões abaixo.
1. Define sector institucional.
2. Caracteriza os sectores institucionais do total da economia. Explica a necessidade de constituição destas categorias.
3. Explica o conceito de território económico. Refere a sua importância na definição do PIB.
4. Distingue unidade residente de unidade não residente. Refere os turistas e os migrantes.
5. Define ramos de actividade. Justifica a definição de mais ramos de actividade.
1. Define sector institucional.
2. Caracteriza os sectores institucionais do total da economia. Explica a necessidade de constituição destas categorias.
3. Explica o conceito de território económico. Refere a sua importância na definição do PIB.
4. Distingue unidade residente de unidade não residente. Refere os turistas e os migrantes.
5. Define ramos de actividade. Justifica a definição de mais ramos de actividade.
II
Completa o ficheiro de ajuda.
O consumo como acto económico e acto social
Apresentação * GDrive
A procura é muitas vezes apresentada como elemento determinante da produção, do emprego e do rendimento, observando-se o consumo como acto económico de um ciclo virtuoso:
Culpando o consumo por um ciclo vicioso, responsável pela dívida, a lógica do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF) - 2011-2014 - apresentava a confiança nos mercados como elemento central da estratégia:
Este foi o consenso que emergiu na comunicação social: a austeridade era uma estratégia que visava restaurar a confiança dos mercados; mas a ênfase na consolidação orçamental foi exagerada, levando as economias para uma recessão prolongada; em suma, a estratégia da austeridade falhou.
O consumo é um acto social com consequências em diversas dimensões:
- Económicas: A redução do consumo, provocada deliberadamente pelos aumentos de impostos e cortes salariais, faz crescer a economia paralela e reduz as receitas fiscais, agravando o défice orçamental
- Sociais: Grande parte das deslocações aos centros comerciais não tem qualquer justificação económica, destinando-se antes ao lazer e ao reencontro com os amigos
- Políticas: As políticas de austeridade têm prosseguido “Uma gigantesca redistribuição do rendimento lesa trabalhadores, pensionistas e grupos desfavorecidos”, EUGÉNIO ROSA.
- Ambientais: A política de austeridade terá tido um impacto positivo sobre o Ambiente, não programado (diz-se externalidade). Como os combustíveis estão muito caros, reduziu-se a circulação automóvel e as emissões de dióxido de carbono
Como poupar numa ida às compras
Os diversos tipos de consumo, distinguem-se habitualmente quanto:
- às necessidades satisfeitas: Essencial / Supérfluo
- ao agente que consome: Privado / Público
- ao beneficiário do consumo: Individual / Colectivo
- à finalidade do consumo: Final / Intermédio
Publica no blogue o link de uma apresentação construída no Google Drive com quatro slides, orientada pelos seguintes títulos:
- O consumo como acto económico
- Consequências económicas, sociais, políticas e ambientais do consumo
- Consumo ético/sustentável
- Tipos de consumo
O consumo como um acto económico e um acto social II - Tópicos
A procura é muitas vezes apresentada como elemento determinante da produção, do emprego e do rendimento, observando-se o consumo como acto económico de um ciclo virtuoso:
Culpando o consumo por um ciclo vicioso, responsável pela dívida, a lógica do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF) - 2011-2014 - apresentava a confiança nos mercados como elemento central da estratégia:
Este foi o consenso que emergiu na comunicação social: a austeridade era uma estratégia que visava restaurar a confiança dos mercados; mas a ênfase na consolidação orçamental foi exagerada, levando as economias para uma recessão prolongada; em suma, a estratégia da austeridade falhou.
O consumo é um acto social com consequências em diversas dimensões:
- Económicas: A redução do consumo, provocada deliberadamente pelos aumentos de impostos e cortes salariais, faz crescer a economia paralela e reduz as receitas fiscais, agravando o défice orçamental
- Sociais: Grande parte das deslocações aos centros comerciais não tem qualquer justificação económica, destinando-se antes ao lazer e ao reencontro com os amigos
- Políticas: As políticas de austeridade têm prosseguido “Uma gigantesca redistribuição do rendimento lesa trabalhadores, pensionistas e grupos desfavorecidos”, EUGÉNIO ROSA.
- Ambientais: A política de austeridade terá tido um impacto positivo sobre o Ambiente, não programado (diz-se externalidade). Como os combustíveis estão muito caros, reduziu-se a circulação automóvel e as emissões de dióxido de carbono
- “Consumo ético” significa um consumo consciente, em que a decisão de compra de um produto ou serviço assenta não só em critérios de qualidade e preço,mas também nas condições humanas e ambientais em que foram produzidos e comercializados, assim como nas consequências humanas e ambientais dessa compra.
CONSUMO PÚBLICO, CONSUMO ÉTICO
Como poupar numa ida às compras
Os diversos tipos de consumo, distinguem-se habitualmente quanto:
- às necessidades satisfeitas: Essencial / Supérfluo
- ao agente que consome: Privado / Público
- ao beneficiário do consumo: Individual / Colectivo
- à finalidade do consumo: Final / Intermédio
Publica no blogue o link de uma apresentação construída no Google Drive com quatro slides, orientada pelos seguintes títulos:
- O consumo como acto económico
- Consequências económicas, sociais, políticas e ambientais do consumo
- Consumo ético/sustentável
- Tipos de consumo
O consumo como um acto económico e um acto social II - Tópicos
Necessidades – noção e classificação
Dizem-se necessidades, estados de carência acompanhados do desejo de os eliminar ou atenuar e do conhecimento dos meios que o permitam.
Características das necessidades:
- Multiplicidade (as necessidades são múltiplas e infinitas)
- Saciabilidade (a intensidade das necessidades diminui com a sua satisfação)
- Hierarquizáveis (as necessidades são ordenadas por ordem de importância)
- Relatividade (as necessidades variam no tempo e no espaço)
- Substituibilidade (as necessidades podem ser satisfeitas por bens alternativos)
Classificação das necessidades:
- Quanto ao custo: necessidades económicas (implicam bens com preço maior que zero, conduzindo à escassez dos bens, colocando-se o problema económico) e necessidades não económicas (satisfeitas com bens livres, isto é, bens com preço nulo)
- Quanto à sua importância: Primárias (indispensáveis à sobrevivência), Secundárias (necessárias mas não indispensáveis à sobrevivência) e Terciárias (supérfluas, ie., inúteis, desnecessárias, apenas para ostentação)
- Quanto ao facto de vivermos em Sociedade: Individuais (seriam sempre sentidas pelo indivíduo, mesmo que vivesse isolado numa ilha, como Robinson Crusoe) e Colectivas (apenas as sentimos porque vivemos em Sociedade)
1. Escreve uma composição centrada nas necessidades que satisfazes quotidianamente utilizando dez dos termos que se encontram a negrito acima.
2. Qual das classificações acima estará mais relacionada com a Pirâmide de Maslow? Justifica.
3. Qual das classificações acima estará mais relacionada com a Economia? Justifica.
4. A alimentação é uma necessidade individual, sentida por todos. Justifica.
5. “A Revolução Digital em curso está a criar novas necessidades, mas menos empregos”. Comenta, referindo três exemplos.
Características das necessidades:
- Multiplicidade (as necessidades são múltiplas e infinitas)
- Saciabilidade (a intensidade das necessidades diminui com a sua satisfação)
- Hierarquizáveis (as necessidades são ordenadas por ordem de importância)
- Relatividade (as necessidades variam no tempo e no espaço)
- Substituibilidade (as necessidades podem ser satisfeitas por bens alternativos)
Classificação das necessidades:
- Quanto ao custo: necessidades económicas (implicam bens com preço maior que zero, conduzindo à escassez dos bens, colocando-se o problema económico) e necessidades não económicas (satisfeitas com bens livres, isto é, bens com preço nulo)
- Quanto à sua importância: Primárias (indispensáveis à sobrevivência), Secundárias (necessárias mas não indispensáveis à sobrevivência) e Terciárias (supérfluas, ie., inúteis, desnecessárias, apenas para ostentação)
- Quanto ao facto de vivermos em Sociedade: Individuais (seriam sempre sentidas pelo indivíduo, mesmo que vivesse isolado numa ilha, como Robinson Crusoe) e Colectivas (apenas as sentimos porque vivemos em Sociedade)
1. Escreve uma composição centrada nas necessidades que satisfazes quotidianamente utilizando dez dos termos que se encontram a negrito acima.
2. Qual das classificações acima estará mais relacionada com a Pirâmide de Maslow? Justifica.
3. Qual das classificações acima estará mais relacionada com a Economia? Justifica.
4. A alimentação é uma necessidade individual, sentida por todos. Justifica.
5. “A Revolução Digital em curso está a criar novas necessidades, mas menos empregos”. Comenta, referindo três exemplos.
Equilíbrio entre Recursos e Empregos numa economia
Os fluxos monetários podem representar-se num circuito económico (esquema gráfico), mas se forem numerosos torna-se difícil perceber a situação líquida de cada agente económico. Para este efeito é preferível representar os fluxos num sistema de contas (conjunto de tês).
Na conta de cada agente de um lado registam-se os Empregos, do outro os Recursos em fluxos monetários.
Alternativamente pode pensar-se em:
Um agente económico diz-se em equilíbrio se o total de Empregos for igual ao total de Recursos. Se o volume de Empregos for superior ao de Recursos o agente económico tem necessidade de financiamento. Se o volume de Empregos for inferior ao de Recursos o agente económico tem capacidade de financiamento.
Diz-se que o circuito económico, ou fluxo circular do rendimento, se encontra em equilíbrio porque poderá continuar sempre ao mesmo nível, verificando-se a igualdade entre recursos e empregos na economia.
Numa economia aberta, representamos a nossa economia (Famílias + Empresas + Estado + IF’s) em relação com o exterior (RM). Como os empregos (recursos) da nossa economia constituem recursos (empregos) do Resto do Mundo, a necessidade (capacidade) de financiamento da nossa economia corresponde à capacidade (necessidade) de financiamento do RM.
Na conta de cada agente de um lado registam-se os Empregos, do outro os Recursos em fluxos monetários.
Alternativamente pode pensar-se em:
- Empregos como COMPRAS ou SAÍDAS MONETÁRIAS ou DÉBITOS;
- Recursos como VENDAS ou ENTRADAS MONETÁRIAS ou CRÉDITOS.
Um agente económico diz-se em equilíbrio se o total de Empregos for igual ao total de Recursos. Se o volume de Empregos for superior ao de Recursos o agente económico tem necessidade de financiamento. Se o volume de Empregos for inferior ao de Recursos o agente económico tem capacidade de financiamento.
Diz-se que o circuito económico, ou fluxo circular do rendimento, se encontra em equilíbrio porque poderá continuar sempre ao mesmo nível, verificando-se a igualdade entre recursos e empregos na economia.
Numa economia aberta, representamos a nossa economia (Famílias + Empresas + Estado + IF’s) em relação com o exterior (RM). Como os empregos (recursos) da nossa economia constituem recursos (empregos) do Resto do Mundo, a necessidade (capacidade) de financiamento da nossa economia corresponde à capacidade (necessidade) de financiamento do RM.
- 1º Exercício * Resolução * Resolução por etapas
- 2º Exercício * Resolução
- 3º Exercício * Resolução por etapas
- 4º Exercício - Será necessário?
A Economia como Ciência Social
A Economia analisa a dimensão económica da realidade social, constituindo os fenómenos económicos uma abstracção dessa realidade (Manual, pp. 29).
1. Explica porque é que o estudo dos fenómenos económicos constitui uma abstracção da realidade.
2. Justifica a multiplicidade de possíveis “soluções” para o mesmo “problema económico”.
3. Distingue o objecto real do objecto científico da Economia.
4. Justifica a interdisciplinaridade (mensagem anterior) como atitude metodológica, referindo a utilidade da Economia e de três outras ciências sociais para o estudo de um dos seguintes fenómenos:
- desemprego;
- migrações;
- insucesso escolar;
- emancipação feminina;
- corrupção;
- desenvolvimento.
- Uma coisa é a economia enquanto um processo social, que compreende as relações quotidianas concretas e complexas que os homens estabelecem entre si para assegurar suas condições materiais de existência. Outra coisa é o estudo que se faz desse mesmo processo social. Apenas para fins didácticos, pode-se convencionar que o processo económico é a economia (com ―”e” minúsculo, o seu objecto real) e o estudo sistemático dele, uma ciência, é a Economia (com ―”E” maiúsculo, o seu objecto científico). Com o que lida, então, a Economia?
Qual o seu objecto?
Embora aparentemente a resposta seja simples, não é. A ponto de haver uma anedota em que se afirma que num debate envolvendo dois economistas, as respostas para uma mesma pergunta costumam ser em número superior a duas; ou seja, um economista não se entende nem consigo próprio...
Preconceitos à parte, é possível compreender que não há problema nenhum em um cientista social, como é o caso do economista, ter mais de uma resposta para um mesmo problema, pois no interior de uma mesma ciência podem haver escolas de pensamento divergentes, permitindo diferentes explicações para um mesmo fenómeno.
Assim encarado, o facto de dois economistas oferecerem diversas respostas para uma mesma pergunta revela o seu conhecimento de múltiplas abordagens de um mesmo assunto, enriquecendo-o e permitindo atacar o problema em questão a partir de diversos flancos.
Mas onde fica a objectividade?, poderão perguntar alguns. No mesmo lugar de onde nunca deveria ter saído no campo das ciências sociais, área de pesquisa em que o objecto real estudado é o ser humano em sociedade, um ser que pensa e cria, não sendo, portanto, passível de observação laboratorial como as reacções químicas ou os fenómenos físicos. Quando se diz: ―todo objecto lançado para cima retorna ao solo, estamos afirmando a inexorável lei da gravidade, que nunca falha. Quando se diz: ―mantida constante a oferta, se a procura por uma mercadoria aumentar, o preço subirá, estamos utilizando as Leis da oferta e da procura, que de facto falham em muitas circunstâncias.
Por quê? Porque o ser humano, como consumidor ou produtor (ou, em outras palavras, como agente económico), não age sempre da mesma maneira diante das situações e dilemas que a luta pela sobrevivência lhe impõe. Apesar disso, é possível traçar um perfil típico dos seres humanos no seu comportamento económico. É isso que faz a Economia: cria tipos ideais, como o consumidor racional (que paga maior preço por produtos mais escassos e vice-versa) e o produtor racional/ganancioso (que produz mais estimulado por maiores preços). A partir desses tipos, a Economia monta os seus modelos (sistemas estilizados de raciocínio que procuram representar a realidade, que constituem o seu objecto científico), que jamais poderão chegar à exactidão obtida pela Química e por outras Ciências Naturais, que explicam factos demonstráveis a partir de experiências laboratoriais capazes de captar leis que se repetem sempre que reunidas determinadas circunstâncias, enquanto frequentemente pretendemos aplicar a realidades novas e apenas parcialmente conhecidas, as Leis da Economia. Sem compreender esse facto não pode haver esperança de que os economistas sejam perdoados pelas suas divergências e falhas nas previsões.
Na medida em que se compreende qual o objecto da Economia e se adquire clareza de que ela é uma ciência social e não uma ciência exacta, como muitos pensam ser, devido à sua possibilidade de quantificação dos fenómenos com que lida (trata-se da ciência não exacta com maiores possibilidades de recorrer a técnicas quantitativas para se exprimir), torna-se mais fácil perceber os limites e possibilidades dessa que é, actualmente, fonte de um tipo de conhecimento dos mais úteis, desejáveis e, em muitos casos, perigosos.
Como, vivendo em sociedade e dependendo uns dos outros, os indivíduos conseguem gerar e dividir entre si os bens e serviços necessários ao seu bem-estar social? Esta é a pergunta a que a Economia procura responder. Como as condições objectivas nas quais os homens se envolvem para produzir e distribuir os bens e serviços são mutáveis e diferentes de região para região geográfica, é de se esperar que a Economia tenha que se manter viva e adaptável para não perder a sua pertinência. Apesar disso, ela mantém uma coerência interna quando não se desvia de seu objecto: a eterna necessidade humana de evitar que a escassez elimine a vida ou a torne demasiadamente pouco apreciável.
Texto Adaptado de PARA ENTENDER A RIQUEZA, Uma introdução à cultura económica
1. Explica porque é que o estudo dos fenómenos económicos constitui uma abstracção da realidade.
2. Justifica a multiplicidade de possíveis “soluções” para o mesmo “problema económico”.
3. Distingue o objecto real do objecto científico da Economia.
4. Justifica a interdisciplinaridade (mensagem anterior) como atitude metodológica, referindo a utilidade da Economia e de três outras ciências sociais para o estudo de um dos seguintes fenómenos:
- desemprego;
- migrações;
- insucesso escolar;
- emancipação feminina;
- corrupção;
- desenvolvimento.
Recursos sobre Economia Portuguesa
- Como mudou a economia em Portugal - Infografia do Negócios
- CUSTOS DO TRABALHO E PRODUTIVIDADE EM PORTUGAL E NOS PAÍSES DA UNIÃO EUROPEIA, O AGRAVAMENTO DAS DESIGUALDADES E DA RECESSÃO ECONÓMICA PROVOCADA PELA CEGUEIRA EM REDUZIR AINDA MAIS OS SALÁRIOS - Eugénio Rosa
- O que este povo não faria se tivesse uma estratégia certa? - João César das Neves
- Taxa de Motorização (passageiros por 1000 habitantes)
- População empregada: total e por sector de actividade económica
- Anuário Estatístico de Portugal - 2012, Ano de Edição: 2013, INE Todos os temas
- Anuário Estatístico de Portugal - 2013, Ano de Edição: 2014, INE Todos os temas
- Países como nós - Compara Portugal com outros países se dimensão semelhante, utilizando muitos indicadores actualizados, analisados por profissionais de uma empresa de consultoria financeira
- Crescimento e Competitividade em Portugal - Vítor Santos - ISEG Backup
- "Na economia portuguesa pensar em baixar salários é absurdo" (Vídeo) - Pedro Lains, 02/FEV/2010
- “Um Problema de Todos” - Tomada de posição da SEDES, 23/JAN/2010
- Economia Portuguesa desde 1910, Abel Mateus - Índice do livro
- Infografia: Alemanha e Estados Unidos puxam pelas exportações portuguesas
- Infografias do Jornal de Negócios
- Estatísticas da Economia Portuguesa por Álvaro Santos Pereira (Ministro da Economia)
- O Estado e a industrialização em Portugal, 1945-90
- Retrato de Portugal nas União Europeia em Gráficos
- Comércio Externo e Crescimento da Economia Portuguesa no Século XX
- Portugal vale a pena!
- História Económica de Portugal
O livro documenta a evolução da economia portuguesa ao longo de mais de oito séculos de História, desde a formação de Portugal à integração na UEM (1143-2010). A economia portuguesa e europeia foram muito afectadas pelo aumento da concorrência do Resto do Mundo. O império, muitas vezes erradamente utilizado como bitola do andamento da economia, revela-se na sua verdadeira faceta de extensão natural da economia, moldando-a com diferentes graus de intensidade, mas não necessariamente determinando o seu andamento a cada momento. Tal como aconteceu, mais uma vez, com as outras nações europeias que em algum momento constituíram impérios. Portugal ficou aquém dos resultados de alguns dos seus parceiros europeus e a questão de saber porque isso tem sido assim mantém-se em aberto, havendo a necessidade de explorar hipóteses explicativas que nos levam além dos factores económicos. Mas contrariamente à tese muito popular entre nós de que Portugal tem “perdido oportunidades” em cada instante, Pedro Lains demonstra de o país terá tido o melhor desempenho em função dos condicionalismos históricos e geográficos. Não terá sido por acaso que a Revolução Industrial ocorreu em Inglaterra!
Vídeo 1 (11:50 – 22:50)
Vídeo 2
Vídeo 3
Vídeo 4
Vídeo 5 - Eram as gorduras do Estado, não eram?
Deputado João Galamba (PS) critica o Ministro das Finanças com base na execução de uma política diferente da anunciada. - Portugal e os outros países - Cronologia desde 1929
VÍDEOS
IMPORTANTE: O texto baseado nos vídeos deverá mostrar que provém dos mesmos, assinalando entre parêntesis o momento das passagens. Exemplo de 260 palavras escritas a partir de um vídeo de 15 minutos.
- Carlos Paz - Professor de Economia no ISEG
- Pedro Lains (links no ARQUIVO do blogue) - Investigador no ICS
- João Galamba (Deputado do PS - Youtube)
- Mariana Mortágua - Deputada do Bloco de Esquerda, notabilizou-se pelo seu trabalho na Comissão Parlamentar de inquérito ao BES
- José Gomes Ferreira - Jornalista da SIC
- http://www.jornaldenegocios.pt/multimedia/videos.html
- http://tv.economico.sapo.pt/
- http://www.tvi24.iol.pt/videos/economia
- http://sicnoticias.sapo.pt/economia
- http://www.rtp.pt/noticias/economia
- http://sic.sapo.pt/Programas/shark-tank/videos Qualquer dos seus episódios
- Shark Tank Portugal - Episódio 7 Um só vídeo de 53 minutos
- Análise do Episódio 7 por Joana Story, professora da Nova School of Business and Economics.
- Lista de vídeos do Economiax
Programa de Economia A
10º ANO
Módulo Inicial – Actividades de diagnóstico e de integração dos alunos
I – INTRODUÇÃO
1. A actividade económica e a Ciência Económica
II – ASPECTOS FUNDAMENTAIS DA ACTIVIDADE ECONÓMICA
2. Necessidades e consumo
3. A produção de bens e de serviços
4. Comércio e moeda
5. Preços e mercados
6. Rendimentos e repartição dos rendimentos
7. Poupança e investimento
11º ANO
III – A CONTABILIZAÇÃO DA ACTIVIDADE ECONÓMICA
8. Os agentes económicos e o circuito económico
9. A Contabilidade Nacional
IV – A ORGANIZAÇÃO ECONÓMICA DAS SOCIEDADES
10. Relações económicas com o Resto do Mundo
11. A intervenção do Estado na economia
12. A economia portuguesa no contexto da União Europeia
Link para o programa de Economia A no site da DGE/MEC. ***** Backup
Módulo Inicial – Actividades de diagnóstico e de integração dos alunos
I – INTRODUÇÃO
1. A actividade económica e a Ciência Económica
II – ASPECTOS FUNDAMENTAIS DA ACTIVIDADE ECONÓMICA
2. Necessidades e consumo
3. A produção de bens e de serviços
4. Comércio e moeda
5. Preços e mercados
6. Rendimentos e repartição dos rendimentos
7. Poupança e investimento
11º ANO
III – A CONTABILIZAÇÃO DA ACTIVIDADE ECONÓMICA
8. Os agentes económicos e o circuito económico
9. A Contabilidade Nacional
IV – A ORGANIZAÇÃO ECONÓMICA DAS SOCIEDADES
10. Relações económicas com o Resto do Mundo
11. A intervenção do Estado na economia
12. A economia portuguesa no contexto da União Europeia
Link para o programa de Economia A no site da DGE/MEC. ***** Backup
Conceitos básicos
Parabéns! Se chegaste aqui já realizaste tarefas suficientes para terminar o Módulo 4!
Mas terminar o Módulo com 10 é diferente de o concluir com 14 ou 16, não é? Como já todos atingiram os objectivos mínimos, esta tarefa destina-se premiar os alunos mais interessados, em função do trabalho desenvolvido, pelo que se admite que uns realizem mais trabalho que outros.
Já ouviste dizer que dinheiro faz dinheiro, certo? Porquê poupar? Quais as alternativas de poupança? Porquê investir? Como investir?
Nesta tarefa, o professor indica-te alguns links para recursos que deverás utilizar na construção de uma Apresentação sobre produtos financeiros, com uma estrutura que tu definirás. Para atingir o 12 sugere-se a realização de 10 slides de um Glossário com 10 termos, visualizando os vídeos que se encontram em http://www.b-a-bes.com:
Para sua segurança, aconselha-se a inclusão de imagens com capturas de screen, reescrevendo posteriormente os respectivos conceitos.
Para obter uma classificação de 13+, continue a mesma Apresentação, fazendo mais de 20 slides, com os recursos indicados na tarefa Caracterização dos Produtos Financeiros.
A Apresentação deverá ser construída no Google Drive, apresentando um link para a mesma no seu blogue.
Mas terminar o Módulo com 10 é diferente de o concluir com 14 ou 16, não é? Como já todos atingiram os objectivos mínimos, esta tarefa destina-se premiar os alunos mais interessados, em função do trabalho desenvolvido, pelo que se admite que uns realizem mais trabalho que outros.
Já ouviste dizer que dinheiro faz dinheiro, certo? Porquê poupar? Quais as alternativas de poupança? Porquê investir? Como investir?
Nesta tarefa, o professor indica-te alguns links para recursos que deverás utilizar na construção de uma Apresentação sobre produtos financeiros, com uma estrutura que tu definirás. Para atingir o 12 sugere-se a realização de 10 slides de um Glossário com 10 termos, visualizando os vídeos que se encontram em http://www.b-a-bes.com:
- TAE
- TAEG
- TAER
- SPREAD
- FUNDO DE RESGATE / Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF)
- EURIBOR
- RATING
- LIQUIDEZ
- DÍVIDA PÚBLICA
- DÉFICE ORÇAMENTAL
Para sua segurança, aconselha-se a inclusão de imagens com capturas de screen, reescrevendo posteriormente os respectivos conceitos.
Para obter uma classificação de 13+, continue a mesma Apresentação, fazendo mais de 20 slides, com os recursos indicados na tarefa Caracterização dos Produtos Financeiros.
A Apresentação deverá ser construída no Google Drive, apresentando um link para a mesma no seu blogue.
INSIDE JOB - A Verdade da Crise
Resumo do documentário
'Inside Job' é o primeiro documentário a fornecer uma abrangente
análise da crise financeira global de 2008, que custou mais de 20 biliões de dólares US, obrigou milhões de pessoas a perderem os seus empregos e casas na pior recessão desde a Grande Depressão (1929), e quase resultou no colapso do sistema financeiro global.
Através de uma pesquisa exaustiva e extensas entrevistas com os principais intervenientes financeiros, políticos, jornalistas e académicos, o filme traça o surgimento de uma indústria irresponsável que tem corrompido a política, a regulamentação e a academia. As cenas foram gravadas nos Estados Unidos, Islândia, Inglaterra, França, Singapura e China.
Fonte: IMDB
Ver Filme
Objectivos
- Perspectivar a influência dos sistemas monetários e financeiros na sociedade.
Conceitos chave
Subprime – Devido ao excedente de moeda nos Estados Unidos, as instituições bancárias começaram a conceder empréstimos de alto risco, que não cobrem o prémio normal, aos chamados clientes NINJA (sem rendimentos, sem emprego e sem património), ficando como única garantia a hipoteca dos imóveis.
Derivados – Os títulos referentes às dívidas sem valor dos clientes NINJA foram reciclados no mercado financeiro pela criação de fundos de investimento com nomes pomposos, ex.: Fundo Estratégico de Investimento Estruturado Gold of America. As empresas de rating foram coniventes porque atribuíram a estes títulos as melhores classificações (AAA).
Lixo Tóxico – Quando descobriram o real valor dos derivados, todos se queriam desfazer do mesmo… eis a crise no seu esplendor.
Recursos
- Entenda DE VERDADE a crise financeira! - Vídeo que oferece uma explicação global da crise.
- Para entender a crise financeira - The Last Laugh - Subprime - Vídeo para reflectir sobre os "sinais do mercado", que explica como o "mercado subprime" deu origem a derivados tóxicos.
- Mark Blyth: A austeridade é uma ideia perigosa - Vídeo para reflectir na "austeridade" como ilusão criada pelos financeiros e pela classe política para fazer os mesmos de sempre suportarem os sustos da crise da financeira, agravando a repartição do rendimento.
- Entenda a falência do banco Lehman Brothers - Como foi à falência o quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, com mais de 150 anos de história.
- Cronologia da crise financeira de 2008 - Retrospectiva dos acontecimentos, editada pela BBC em português.
Entre outros vídeos, Alan Greenspan, presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos (FED) admite ter falhado nas suas funções por não ter regulado o mercado: “Errei ao presumir que os interesses próprios de organizações, especialmente bancos e outros eram de tal forma que eles seriam os mais capazes de proteger os seus accionistas e a sua equidade nas empresas”.
- Cronologia e explicação da crise financeira pela BBC (em inglês)
Questões
1 – Esta crise poderia ter sido evitada? Discuta, baseando-se no documentário.
NOTA: Se não assistiu ao documentário, responda a esta questão no final, baseando-se em tudo o que leu.
2 – A opção entre a regulamentação do mercado dos derivados ou não é uma escolha técnica ou política. Justifique.
3 – Discuta a legitimidade de um modelo económico que atribui os lucros aos privados, enquanto os custos são suportados pelos contribuintes.
4 - Partindo da imagem da BBC, explique como a crise aconteceu.
5 - Que ilações retira do primeiro recurso? (Vídeo "Entenda DE VERDADE a crise financeira!")
6 - Que conclui do modo como os mercados reagem e os políticos e economistas se referem a esta entidade?
7 - Comente o vídeo "A austeridade é uma ideia perigosa".
NOTA: Verifique que a austeridade anunciada para todos no Orçamento de 2011, acabou por contemplar um amplo conjunto de excepções aprovadas no final da sua discussão. Esta lista foi construída em 2011, com o Governo de Sócrates. Será que nada se evoluiu, de Sócrates para Passos?
8 - Refira outros aspectos interessantes da crise financeira que não tenham sido abordados nas questões acima.
Adenda
Novo filme sobe o mesmo tema: Demasiado grande para falhar
Índice de Preços no Consumidor (IPC)
Cálculo do Índice de Preços no Consumidor (IPC):
1. Considera-se um conjunto de bens e serviços, o mais alargado possível, de modo que seja representativo do consumo da generalidade da população;
2. Calcula-se a quantidade desses produtos que cada família consome desses produtos, por ano;
3. Determina-se quanto custa o Valor do Cabaz no ano base, VC0;
4. Determina-se quanto custa o Valor do Cabaz no ano que estamos a considerar, VCt;
5. Estabelece-se a relação entre os dois valores do cabaz acima determinados, em termos percentuais:
IPC t/0 = VCt / VC0 * 100
Imagine-se que em 2010 determinado conjunto de bens custava 5.000 euros. E que em 2011 era possível adquirir o mesmo conjunto de bens por 5.150 euros. Então o IPC de 2011, tomando 2010 como ano base é:
IPC11/10=5.150/5.000 * 100 = 103
Isto é, com 103 euros em 2011 adquirimos o mesmo conjunto de bens que em 2010 com 100 euros.
Portanto, a taxa de inflação, crescimento médio dos preços em 2011 foi de 3,0%.
TI11/10 = (IPC11 - IPC10)/IPC10*100
= (103,0 - 100)/100*100
= 3,0%
O Índice de Preços no Consumidor (IPC) é utilizado para calcular a Taxa de Inflação.
Ilustração do cálculo da inflação - BCE (EXPOSIÇÃO)
1. Considera-se um conjunto de bens e serviços, o mais alargado possível, de modo que seja representativo do consumo da generalidade da população;
2. Calcula-se a quantidade desses produtos que cada família consome desses produtos, por ano;
3. Determina-se quanto custa o Valor do Cabaz no ano base, VC0;
4. Determina-se quanto custa o Valor do Cabaz no ano que estamos a considerar, VCt;
5. Estabelece-se a relação entre os dois valores do cabaz acima determinados, em termos percentuais:
IPC t/0 = VCt / VC0 * 100
Imagine-se que em 2010 determinado conjunto de bens custava 5.000 euros. E que em 2011 era possível adquirir o mesmo conjunto de bens por 5.150 euros. Então o IPC de 2011, tomando 2010 como ano base é:
IPC11/10=5.150/5.000 * 100 = 103
Isto é, com 103 euros em 2011 adquirimos o mesmo conjunto de bens que em 2010 com 100 euros.
Portanto, a taxa de inflação, crescimento médio dos preços em 2011 foi de 3,0%.
TI11/10 = (IPC11 - IPC10)/IPC10*100
= (103,0 - 100)/100*100
= 3,0%
O Índice de Preços no Consumidor (IPC) é utilizado para calcular a Taxa de Inflação.
Ilustração do cálculo da inflação - BCE (EXPOSIÇÃO)
Conteúdos prioritários do Módulo 4
Tendo em consideração o Plano Nacional de Formação Financeira, refira fundamentadamente os conteúdos do Módulo 4 a que deverá ser dada mais atenção.
Módulo 4 - Recursos
Links com interesse para o Módulo 4:
O capitalismo popular morreu - Afirma o Editor de Empresas do Jornal de Negócios
São lendárias já as histórias das primeiras privatizações. Basta uma consulta aos jornais do início da década de 90 para perceber que os portugueses adoravam brincar ao Gordon Gekko. Portugal estava, nessa época, no sítio certo, à hora certa. O capitalismo popular estava glorificado em países desenvolvidos e a acelerada abertura da economia portuguesa era terreno fértil para emoções (e lucros) fortes. (...)
DEPOIS DE REFERIR MUITOS ATROPELOS AOS PEQUENOS INVESTIDORES
Depois desta verdadeira "carga policial" nos pequenos accionistas, o Governo terá grandes dificuldades em promover o mercado de capitais como uma solução para a poupança das famílias. Ou como uma ferramenta de desenvolvimento económico, de maior transparência na gestão, de maior democratização da produção de riqueza. Mas este Governo também não parece muito interessado nisso.
http://www.b-a-bes.com/
http://clientebancario.bportugal.pt/
http://www.cmvm.pt/CMVM/Publicacoes/Guia/Pages/indice_guia.aspx
http://www.jornaldenegocios. pt/home.php?template=INVESTIDOR_PRIVADO_V2
http://www.activobank.pt/pt/public/investir/pages/investir.aspx
http://www.netbolsa.com/index.php?option=com_glossary&Itemid=167&lang=pt
http://www.thinkfn.com/wikibolsa/P%C3%A1gina_principal
O capitalismo popular morreu - Afirma o Editor de Empresas do Jornal de Negócios
São lendárias já as histórias das primeiras privatizações. Basta uma consulta aos jornais do início da década de 90 para perceber que os portugueses adoravam brincar ao Gordon Gekko. Portugal estava, nessa época, no sítio certo, à hora certa. O capitalismo popular estava glorificado em países desenvolvidos e a acelerada abertura da economia portuguesa era terreno fértil para emoções (e lucros) fortes. (...)
DEPOIS DE REFERIR MUITOS ATROPELOS AOS PEQUENOS INVESTIDORES
Depois desta verdadeira "carga policial" nos pequenos accionistas, o Governo terá grandes dificuldades em promover o mercado de capitais como uma solução para a poupança das famílias. Ou como uma ferramenta de desenvolvimento económico, de maior transparência na gestão, de maior democratização da produção de riqueza. Mas este Governo também não parece muito interessado nisso.
http://www.b-a-bes.com/
http://clientebancario.bportugal.pt/
http://www.cmvm.pt/CMVM/Publicacoes/Guia/Pages/indice_guia.aspx
http://www.jornaldenegocios.
http://www.activobank.pt/pt/public/investir/pages/investir.aspx
http://www.netbolsa.com/index.php?option=com_glossary&Itemid=167&lang=pt
http://www.thinkfn.com/wikibolsa/P%C3%A1gina_principal
Resumo do Módulo X
Propõe-se que ao longo dos Módulos os alunos façam uma mensagem com o título RESUMO-Mx, em que x representa o número do respectivo Módulo, com o limite de 1.000 palavras. O objectvo é reduzir a distância entre o conjunto de posts dispersos pelo blogue, e o teste em papel, obrigatório no final do Módulo. Supõe-se que o esforço se síntese dos conteúdos em 1.000 palavras se traduzirá por uma sistematização das aprendizagens e pela selecção dos conteúdos com maior relevância.
Pretende-se também passar a fazer uma avaliação qualitativa dos blogues, não apenas observar a quantidade dos posts feitos. O Resumo, como post livre permitirá que os alunos revelem maior criatividade e diferenças de desempenho.
Para premiar este esforço, no momento do teste escrito, os alunos poderão dispensar-se de responder a duas questões, escrevendo somente a expressão “Ver Resumo”. Se o Resumo contiver a resposta às questões assinaladas ser-lhes-á atribuída a cotação total. Excluem-se desta possibilidade quaisquer questões que envolvam a necessidade de proceder a cálculos, bem como à interpretação dos mesmos ou de dados ou gráficos fornecidos, porque esse tipo de questões não se conseguem prever num Resumo ;) No entanto, temos em Economia muitas definições, características, variáveis explicativas, dimensões, etc. que se enunciam quase sempre da mesma maneira, e portanto com muita probabilidade ficarão no Resumo muitas respostas solicitadas no Teste do Módulo ;)
Pretende-se também passar a fazer uma avaliação qualitativa dos blogues, não apenas observar a quantidade dos posts feitos. O Resumo, como post livre permitirá que os alunos revelem maior criatividade e diferenças de desempenho.
Para premiar este esforço, no momento do teste escrito, os alunos poderão dispensar-se de responder a duas questões, escrevendo somente a expressão “Ver Resumo”. Se o Resumo contiver a resposta às questões assinaladas ser-lhes-á atribuída a cotação total. Excluem-se desta possibilidade quaisquer questões que envolvam a necessidade de proceder a cálculos, bem como à interpretação dos mesmos ou de dados ou gráficos fornecidos, porque esse tipo de questões não se conseguem prever num Resumo ;) No entanto, temos em Economia muitas definições, características, variáveis explicativas, dimensões, etc. que se enunciam quase sempre da mesma maneira, e portanto com muita probabilidade ficarão no Resumo muitas respostas solicitadas no Teste do Módulo ;)
Política, com P grande
O BE e o PCP disseram hoje aos líderes da missão da troika que o programa não está a resultar, mas os chefes da missão consideraram que o programa "está no bom caminho" e que não será renegociado.
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/be-e-pcp-programa-nao-resulta=f706068#ixzz1nXG72qZt
1. Justifica o título escolhido por Daniel Bessa para a sua crónica semanal "Política, com P grande".
2. Utiliza o texto para explicar a diferença entre as perspectivas do BE/PCP e da troika.
3. Justifica o tom optimista com que Daniel Bessa termina o artigo.
4. Indica o sector de actividade que Daniel Bessa está a privilegiar quando se refere à esperança "que Portugal possa voltar a recorrer ao mercado financeiro, criar emprego e fazer crescer a economia". Comenta a defesa do programa de ajustamento como necessidade deste sector de actividade.
5. Comenta a exequibilidade da sua "receita", que passa pelo "aumento do horário de trabalho nas empresas exportadoras, mas este não seria acompanhado de um aumento de salário".
(...)
a troika apontou como grande exemplo de sucesso as reformas estruturais, que o partido considera estarem a ilustrar precisamente o contrário: "No entendimento da troika este é o caminho a seguir. Mesmo perante a situação a que o país está a chegar, entendem estes técnicos e este Governo - também ficou clara a posição do PSD e CDS - que Portugal está no bom caminho e nós vemos diariamente o contrário".Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/be-e-pcp-programa-nao-resulta=f706068#ixzz1nXG72qZt
1. Justifica o título escolhido por Daniel Bessa para a sua crónica semanal "Política, com P grande".
2. Utiliza o texto para explicar a diferença entre as perspectivas do BE/PCP e da troika.
3. Justifica o tom optimista com que Daniel Bessa termina o artigo.
4. Indica o sector de actividade que Daniel Bessa está a privilegiar quando se refere à esperança "que Portugal possa voltar a recorrer ao mercado financeiro, criar emprego e fazer crescer a economia". Comenta a defesa do programa de ajustamento como necessidade deste sector de actividade.
5. Comenta a exequibilidade da sua "receita", que passa pelo "aumento do horário de trabalho nas empresas exportadoras, mas este não seria acompanhado de um aumento de salário".
Preços correntes versus preços constantes
Exemplo de cálculo 2020/21
2014-2021-IP-TCV-TCP
Deflator do PIB – Exemplo 2017/16
Diz-se que o PIB está calculado a preços correntes, quando a produção de cada ano está avaliada aos preços desse mesmo ano, por exemplo, a produção de 2009 a preços de 2009, a produção de 2010 a preços de 2010, etc.
Calcular a taxa de variação a partir da série do PIB nominal não tem interesse, porque nunca saberemos em que medida a variação se deve a um aumento real do PIB (crescimento em volume, isto é da quantidade de bens efectivamente ao nosso dispor) ou a um simples crescimento dos preços.
Diz-se que o PIB está calculado a preços constantes, quando a produção de cada ano é avaliada aos preços de um determinado ano, seleccionado como ano base.
2011 = 100 significa que o ano base é 2011, porque no ano base o Índice de Preços é igual a 100. Dividindo a série a preços correntes pela série a preços constantes obtêm-se a o Índice de Preços implícitos no PIB. Os índices de preços multiplicam-se por 100 para facilitar a sua interpretação. Ignorando esta multiplicação obtemos o deflator do PIB.
Calculando a taxa de variação do Índice de Preços implícitos no PIB obtém-se a tcp, taxa de crescimento dos preços implícita no PIB. Os seus valores não são iguais à taxa de inflação porque esta é calculada a partir de um cabaz de bens que reflecte as preferências do “consumidor médio”, enquanto no caso da tcp o nosso cabaz foi a produção.
Calcula-se a taxa de variação do PIB real – a partir da série do PIB a preços constantes – obtendo a tcv ou taxa de crescimento da economia.
0. Obtenha no PORDATA valores para as séries do PIB a preços correntes e a preços constantes, ou, se preferir, utilize o ficheiro de ajuda.
1. Calcule o Índice de Preços implícitos no PIB, para o período em que dispõe de dados.
2. Calcule a tcp, para o período em que dispõe de dados.
3. Calcule a tcv (taxa de crescimento da economia), para o período em que dispõe de dados.
4. Calcule o deflator do PIB. Interprete o seu valor para 2014, 2016 e 2018.
5. Interprete para 2022:
- o valor do índice de preços;
- o valor da tcp;
- o valor da tcv.
6. Represente graficamente o PIB a preços correntes e a preços constantes, para o período em que dispõe de dados. Preview 1960-2020
Comente.
7. Represente graficamente a tcp e a tcv, para o período em que dispõe de dados. Preview 1960-2020
Comente.
2014-2021-IP-TCV-TCP
Deflator do PIB – Exemplo 2017/16
Diz-se que o PIB está calculado a preços correntes, quando a produção de cada ano está avaliada aos preços desse mesmo ano, por exemplo, a produção de 2009 a preços de 2009, a produção de 2010 a preços de 2010, etc.
Calcular a taxa de variação a partir da série do PIB nominal não tem interesse, porque nunca saberemos em que medida a variação se deve a um aumento real do PIB (crescimento em volume, isto é da quantidade de bens efectivamente ao nosso dispor) ou a um simples crescimento dos preços.
Diz-se que o PIB está calculado a preços constantes, quando a produção de cada ano é avaliada aos preços de um determinado ano, seleccionado como ano base.
2011 = 100 significa que o ano base é 2011, porque no ano base o Índice de Preços é igual a 100. Dividindo a série a preços correntes pela série a preços constantes obtêm-se a o Índice de Preços implícitos no PIB. Os índices de preços multiplicam-se por 100 para facilitar a sua interpretação. Ignorando esta multiplicação obtemos o deflator do PIB.
Calculando a taxa de variação do Índice de Preços implícitos no PIB obtém-se a tcp, taxa de crescimento dos preços implícita no PIB. Os seus valores não são iguais à taxa de inflação porque esta é calculada a partir de um cabaz de bens que reflecte as preferências do “consumidor médio”, enquanto no caso da tcp o nosso cabaz foi a produção.
Calcula-se a taxa de variação do PIB real – a partir da série do PIB a preços constantes – obtendo a tcv ou taxa de crescimento da economia.
0. Obtenha no PORDATA valores para as séries do PIB a preços correntes e a preços constantes, ou, se preferir, utilize o ficheiro de ajuda.
1. Calcule o Índice de Preços implícitos no PIB, para o período em que dispõe de dados.
2. Calcule a tcp, para o período em que dispõe de dados.
3. Calcule a tcv (taxa de crescimento da economia), para o período em que dispõe de dados.
4. Calcule o deflator do PIB. Interprete o seu valor para 2014, 2016 e 2018.
5. Interprete para 2022:
- o valor do índice de preços;
- o valor da tcp;
- o valor da tcv.
6. Represente graficamente o PIB a preços correntes e a preços constantes, para o período em que dispõe de dados. Preview 1960-2020
Comente.
7. Represente graficamente a tcp e a tcv, para o período em que dispõe de dados. Preview 1960-2020
Comente.
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