Rendimento e Condições de Vida PT-UE

Segundo dados do EuroStat, Statistics on Income and Living Conditions (EU-SILC), 27,5% da população portuguesa vive em risco de pobreza ou de exclusão social, situação que na República Checa se aplica apenas a 14,8% da população. Em ambos os países as mulheres correm um risco superior ao dos homens, tal como os jovens relativamente aos idosos, as famílias com mais filhos e as pessoas com um nível de educação mais baixo.



Define-se a população em risco de pobreza ou exclusão social como os indivíduos em risco de pobreza ou vivendo em agregados com intensidade laboral per capita muito reduzida ou em situação de privação material severa.

As famílias consideram-se em risco de pobreza quando o rendimento por adulto se encontra abaixo de 60% da mediana de rendimento por adulto do país.

A intensidade laboral per capita muito reduzida, de famílias que trabalham em média menos de 20% do tempo de trabalho possível, contribui para colocar as famílias em situação de privação material.

Define-se Taxa de privação material como a proporção da população em que se verificam pelo menos três das seguintes nove dificuldades: a) Sem capacidade para assegurar o pagamento imediato de uma despesa inesperada próxima do valor mensal da linha de pobreza (sem recorrer a empréstimo); b) Sem capacidade para pagar uma semana de férias, por ano, fora de casa, suportando a despesa de alojamento e viagem para todos os membros do agregado; c) Atraso, motivado por dificuldades económicas, em algum dos pagamentos regulares relativos a rendas, prestações de crédito ou despesas correntes da residência principal, ou outras despesas não relacionadas com a residência principal; d) Sem capacidade financeira para ter uma refeição de carne ou de peixe (ou equivalente vegetariano), pelo menos de 2 em 2 dias; e) Sem capacidade financeira para manter a casa adequadamente aquecida; f) Sem disponibilidade de máquina de lavar roupa por dificuldades económicas; g) Sem disponibilidade de televisão a cores por dificuldades económicas; h) Sem disponibilidade de telefone fixo ou telemóvel, por dificuldades económicas; i) Sem disponibilidade de automóvel (ligeiro de passageiros ou misto) por dificuldades económicas.

A Taxa de privação material severa corresponde à proporção da população em que se verificam pelo menos quatro das nove dificuldades descritas na Taxa de privação material.



1. Consultando a Infografia do EuroStat constrói no Paint uma imagem comparando Portugal com o país A.

2. Consultando o destaque do INE Rendimento e Condições de Vida (Backup), comente a taxa de risco de pobreza:
a) por grupo etário de 2003 a 2013 (pp. 2);
b) segundo a composição do agregado familiar (pp. 2);
c) referindo a importância das transferências sociais (pp. 3).

3. No mesmo documento (pp. 4) observe a tabela Indicadores de privação material. Justifique a relação entre a Taxa de privação material e a Taxa de privação material severa.

4. Utilizando a Taxa de privação material severa (no PORDATA) para 2007 e 2017, constrói no Excel e comenta e um gráfico com os 5 países indicados.

Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM)

Em Setembro de 2000, a Organização das Nações Unidas (ONU), reuniu em Nova Iorque 189 países, incluindo Portugal, que assumiram o compromisso de executar uma agenda global para promoção da paz, dos direitos humanos e do desenvolvimento. Daqui resulta a Declaração do Milénio, actualmente adoptada pelos 192 Estados-membros. Foram definidas metas para 2015 tendo em vista a concretização dos oito Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM):
1- Reduzir para metade a pobreza extrema e a fome
2- Alcançar o ensino primário universal
3- Promover a igualdade entre os sexos
4- Reduzir em dois terços a mortalidade infantil
5- Reduzir em três quartos a taxa de mortalidade materna
6- Combater o VIH/SIDA, a malária e outras doenças graves
7- Garantir a sustentabilidade ambiental
8- Criar uma parceria mundial para o desenvolvimento

Utilizando os links abaixo, constrói uma apresentação no Google Drive com a seguinte estrutura:

- O que se fez?
- O que falta fazer?
- Como posso contribuir?


Recursos

Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental

Relatório sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, 2010

Relatório sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, 2014

Questionário sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM's)

Guia ODM - o que são * Backup

Millennium Development Goals

Aplicações da Teoria dos Preços


Apresentação *** Apresentação aberta


Faz uma apresentação no Google Drive explicando o seguinte:
  1. Efeito da criação/aumento de um imposto sobre a produção, comparando dois casos (procura rígida versus procura elástica)
  2. Efeito do estabelecimento de preços mínimos, comparando dois casos (acima e abaixo do preço de equilíbrio)
  3. Efeito do estabelecimento de preços máximos, comparando dois casos (acima e abaixo do preço de equilíbrio)
  4. Efeito da abertura ao exterior do mercado nacional de um bem, quando o preço internacional é inferior ao preço interno.
  5. Definição de desemprego clássico


Sugestões de correcção

Efeito substituição e efeito rendimento

O efeito global de uma subida (descida) de preço do bem X pode ser decomposto em dois efeitos: (1) o efeito substituição que indica a redução (o aumento) na quantidade procurada de X, resultante da subida (descida) de preço de X, que torna os bens substitutos mais (menos) atrativos; e (2) o efeito rendimento que indica a redução (o aumento) da quantidade procurada de X resultante da redução (do aumento) do poder de compra causada(o) pela subida (descida) de preço do bem X.

Apresentação

Considere uma família, que apenas consome dois bens: X e Y. Dado o seu rendimento e os preços dos produtos, a recta ab define a sua restrição orçamental, isto é, o conjunto de combinações de X e Y que poderá adquirir. Tendo em consideração as suas preferências, suponha-se que a família escolhe inicialmente o ponto 1 ( Ov de Y e Os de X). Admita-se agora que o preço do bem X baixa, ceteris paribus (ie., permanecendo os restantes factores constantes). A recta de orçamento ac indica o novo conjunto de possibilidades abertas à família. Se escolher a combinação 2 (0t de Y e 0u de X), de entre todas as que se lhe apresentam, consumirá mais de X e de Y.

Imagine-se uma redução do rendimento que permitiria à família comprar o mesmo cabaz de bens que adquiria na situação 1. Isso corresponderia a uma nova restrição orçamental, passando por 1, a’c’. A família pode deslocar-se de 1 para qualquer ponto situado em a’c’, por exemplo, para o ponto 3. A variação da quantidade adquirida de X (de 0s para 0w) sw define-se como o efeito de substituição, que é o efeito apenas resultante de uma variação dos preços relativos. De modo geral, espera-se que a família compre mais do produto relativamente mais barato, X, e menos do relativamente mais caro, Y.

Graficamente, a restrição orçamental afastou-se paralelamente a si própria, até regressar à posição inicial. Neste movimento mantêm-se constantes os preços relativos dos bens, representando unicamente alterações do rendimento. Define-se como efeito de rendimento o movimento da posição intermédia, 3, para a posição final, 2; como os preços relativos se mantêm constantes e o rendimento familiar aumenta, comprando-se mais wu de X.

É claro que na prática a família desloca-se directamente do ponto 1 para o ponto 2. Contudo, a teoria afirma que a procura é função dos preços relativos e do rendimento real. A redução do preço monetário de um produto, reduz o seu preço relativo e aumenta o rendimento real. O que se fez aqui foi discriminar os efeitos de ambas as variações.

1. Relacione o efeito substituição com o declive da curva da procura.
2. Na análise gráfica acima supõe-se que os bens são normais ou inferiores? (*) Justifique.
3. Desenhe uma imagem que represente o efeito de substituição e o efeito rendimento supondo que X é um bem inferior.

3 por etapas (RESOLVIDO)

II
Faça uma apresentação no Google Drive, incluindo 6 slides com os seguintes títulos:
1. Definições: O volume da procura como quantidade desejada e como fluxo
2. Da Função procura à Curva da procura
3. Variação da procura. Definição
4. Aumento e redução da procura. Definição
5. Variação da procura e efeito substituição. O declive da Curva
6. Aumento e redução da procura e efeito rendimento. Duas Curvas paralelas

Sugestão para os 6 slides

(*) Nos bens normais a sua procura varia directamente com o rendimento. Isto é, quando o seu preço aumenta, o efeito substituição leva os consumidores a desejarem menos o produto, optando por sucedâneos, coerentemente com a lei da procura.
No caso dos bens inferiores – ou bens de Giffen - a sua procura varia inversamente com o rendimento, violando a lei da procura.
O economista vitoriano Sir Francis Giffen supõe ter observado o exemplo real mais citado. Durante a fome irlandesa de batata no século XIX, como o preço da batata aumentou, os consumidores empobrecidos tinham pouco dinheiro para alimentos mais nutritivos, mais caros, como a carne (efeito rendimento). Assim, mesmo que eles preferissem comprar mais carne e menos batatas (efeito de substituição), a falta de dinheiro levou-os a comprar mais batatas e menos carne.

DICA PARA A QUESTÃO 3

1º de Dezembro: O problema não são os feriados, mas a baixa produtividade

Quando pensamos nos feriados, não deveremos esquecer as férias pagas, porque em termos práticos se traduzem igualmente em dias de lazer ganhos, observando-se grande diversidade na sua distribuição. No entanto, quando Portugal esteve sujeito ao Programa de Assistência Económica e Financeira 2011-2014, a comparação fazia-se directamente com a Alemanha, eliminando quatro feriados.

Outro factor a considerar será o peso do horário semanal. Recorrendo às estatísticas do EuroStat facilmente concluímos que Portugal é dos países da União Europeia onde os empregados a tempo inteiro trabalham mais horas, aspecto que facilmente anulará qualquer feriado “a mais”. O problema com que Portugal se defronta, e que tem justificado o seu afastamento dos países do centro da Europa, é a sua reduzida produtividade, medida por por hora de trabalho. Estes indicadores já enviesam a questão, porque a produtividade não depende somente do trabalho, mas também do capital, da tecnologia, de factores organizacionais, culturais e institucionais.

A actual emigração de jovens quadros técnicos e científicos que optam cada vez mais por fazer carreira no estrangeiro, devido às melhores oportunidades e salários (Jornal de Notícias), indica um mercado de trabalho com escassas oportunidades em Portugal, e no qual já estamos a formar recursos humanos para proveito de outros países. Mesmo assim, o país continua entre aqueles onde menos indivíduos terminam o ensino secundário e pós-secundário, e onde os particulares menos despesa realizam em educação.

Fonte: http://www.internetworldstats.com/stats4.htm#europe
A (1) Penetração da Internet na População mede-se calculando a percentagem de utilizadores da Internet relativamente à população total. Adicionalmente definiu-se a (2) Penetração do Facebook na Internet calculando a percentagem de users do Facebook relativamente aos users da Internet. Definido como viciados no Facebook os países em que (2)>(1). Além da Grécia, Turquia e Portugal, só alguns países com reduzida dimensão se enquadram nesta categoria, que provavelmente indicará uma utilização deficiente de outras ferramentas, a sugerir-nos uma elevada taxa de desemprego a longo prazo.

Tarefa Final do Módulo 5

Constrói uma apresentação no Google Drive e partilha-a através do blogue.

Tenta apresentar todos os conceitos e objectivos definidos para o módulo, utilizando preferencialmente os recursos abaixo indicados, ou outros sites institucionais a apresentar na Webgrafia.

A apresentação deverá ter no mínimo 10 slides, mas não se indica número máximo, deixando que este varie com a aplicação dos grupos. Os slides não serão considerados se tiverem poucas palavras ou resultarem de mero copy/paste. No entanto o copy/paste de textos, gráficos ou quadros é permitido, desde que o grupo escreva umas linhas com a interpretação/justificação para a sua referência.

Recursos

Apresentações neste blogue

Orçamento de Estado - Conceitos Fundamentais

Orçamento de Estado 2015

As políticas económicas e sociais do Estado português

Sites Oficiais

Portal do Governo / Orçamento de Estado para 2015

Orçamento Cidadão, versão do OE fácil de ler, dirigida à população em geral

Direcção Geral do Orçamento / Orçamento de Estado

Conselho das Finanças Públicas analisa a proposta de OE 2015

Contas do Estado – Estatísticas no PORDATA

Jornais / Consultoras

Jornal de Negócios

Dinheiro Vivo

Expresso

Público

Consultoras / Deloitte

Consultoras / pwc

Ilustração de Conceitos referentes a Necessidades e Consumo

Construindo imagens ou utilizando o imagens disponíveis na Internet, disponibiliza uma apresentação no Google Drive que ilustre os seguintes conceitos:
  • Necessidades:
    - individuais e colectivas
    - primárias, secundárias e terciárias
  • Consumos:
    - final e intermédio
    - público e privado
    - individual e colectivo
  • Factores determinantes do Consumo:
    - Factores económicos: Lei de Engel
    - Factores extra-económicos: Moda, Publicidade, Tradição, Modos de vida, Nível etário, Género
  • A Sociedade de Consumo:
    - Consumismo: a Sociedade de Massas
    - Consumerismo: Direitos e Deveres do consumidor
NOTA: As imagens deverão ter uma pequena descrição que evidencie o domínio do conceito ilustrado.

Orçamento de Estado de 2015 – II Parte

O Orçamento de Estado de 2015 tem sido recentemente discutido pela opinião pública. Responda às questões seguintes, consultando a apresentação.

10. Indique o peso das quatro principais rubricas da Despesa Pública. Relacione-as as principais áreas em que o Governo tem efectuado cortes na despesa.

11. Verifique, utilizando os dados de dois anos á sua escolha, que:
SALDO PRIMÁRIO = SALDO GLOBAL - JUROS
Comente a evolução dos valores destas rubricas de 2010 a 2014.

12. Refira duas condições, aplicadas à Alemanha em 1953, que se fossem transpostas para Portugal em muito nos teriam libertado do sufoco da dívida.

13. Verifique, utilizando os dados de dois anos á sua escolha, que:
VARIAÇÃO DA DÍVIDA EM PERCENTAGEM DO PIB = EFEITO SALDO PRIMÁRIO + EFEITO DINÂMICO + OUTROS; e
EFEITO DINÂMICO = EFEITO JUROS + EFEITO PIB
Interprete os valores referentes a um ano à sua escolha.

14. Refira duas medidas propostas no OE2015 que possam associar-se ao calendário eleitoral.

15. Estime o novo défice orçamental de 2015, no caso de perda total do capital injectado no NovoBanco (utilize os indicados dados no último slide).

16. Comente o efeito da austeridade sobre a redistribuição do rendimento.

Orçamento de Estado de 2015 – I Parte

O Orçamento de Estado de 2015 tem sido recentemente discutido pela opinião pública. Responda às questões seguintes, consultando a apresentação.

1. Explique porque é importante a aprovação do Orçamento de Estado pela Assembleia da República?

2. Indica três organismos cujas contas estejam integradas no Orçamento de Estado.

3. Indica a rubrica que mais contribuiu para o crescimento do PIB em 2014. Justifica.

4. Indica a rubrica que contribuiu mais negativamente para o crescimento do PIB em 2014. Justifica.

5. Partindo das projecções macroeconómicas do Governo para 2015:
a) Identifica dois países a crescer mais que a economia mundial;
b) Identifica dois países a crescer menos que a economia mundial;
c) Compara o crescimento da economia portuguesa com o da UE e da Área Euro;
d) Identifica a componente do PIB que mais contribuirá para o crescimento económico.

6. Se a projecção para o crescimento do PIB for demasiado optimista, facilmente as projecções do Consumo, do Investimento e do Emprego também serão. Justifique.

7. Indique o peso das principais rubricas na Receita Pública.

8. Identifique os quatro impostos mais importantes.

9. Observe que o contributo dos cidadãos para o IRS é muito diferente, comparando o escalão abaixo de 10.000 € com o escalão acima de 250.000 €.

Recuperações e Aprofundamento do 1º PTM

Recuperações do Módulo 4


Joana Estrela
- Módulo 4 9/16   Corrigir o Módulo 4 aqui
- Módulo 3 Por iniciar

Ricardo Carvalho
- Módulo 2 CONCLUÍDO se fizer o Módulo 1 sem copy/paste
Corrigir o Módulo 1 aqui

Filipa Rocha
- Módulo 4 9/16  Corrigir o Módulo 4 aqui
- Módulo 3 Por iniciar

Mariana Lourenço
- Módulo 4 Por corrigir aqui
- Módulo 3 Por fazer aqui

Aprofundamento do Módulo 4


David Silva
APROFUNDAMENTO DO MÓDULO 4
- Conceitos básicos 30 slides

16 de Maio - 6ª-feira

O Centro de Informação Europeia Jaques Delors, não nos poderá receber dia 9 de Maio, Dia da Europa, porque irá promover actividades noutros locais. Poderemos agendar para 6ª seguinte, 16 de Maio, pelas 11:00 horas, uma apresentação genérica sobre a União Europeia e a Cidadania. O CIEJD fica na Infante Santo, perto do Hospital da CUF.
Sugestão: Comboio até Alcântra-Terra + 10 minutos a pé.

Á tarde poderemos visitar a sua Biblioteca, que constitui o maior centro de recursos sobre a UE em Portugal. Esta fica na Cidade Universitária.

Vimos a apresentação:
- Cidadania, Eleições e Integração Económica

Outras apresentações do Centro:
- Dia da Europa – 9 de Maio
- Juventude em Movimento

Outras fontes sugeridas:
- Canal da Comissão Europeia no Youtube
- Serviço Audiovisual da Comissão Europeia
- Parlamento dos Jovens
- Livraria em linha das publicações das Instituições Europeias

Percentagem (%) vs. Pontos percentuais (pp)

Este post explica a diferença entre “valores em percentagem” (%) e “pontos percentuais” (pp). Como exemplo, tomamos o destaque do INE referente às Estatísticas do Emprego, para o 4º trimestre de 2013:
  • A taxa de desemprego estimada para o 4º trimestre de 2013 foi de 15,3%. Este valor é inferior em 1,6 pontos percentuais ao estimado para o trimestre homólogo de 2012 e em 0,3 pontos percentuais ao estimado para o trimestre anterior.
    Fonte: INE.


Obviamente que as taxas de desemprego se encontram expressas em valores percentuais, que resultam da operação (Desempregados/População Activa)*100.

Comparando o 4º trimestre de 2013 (TD=15,3%) com o 4º trimestre de 2012 (TD= 16,9%) o INE observa que a taxa de desemprego desceu 1,6 pontos percentuais (ie. 16,9% - 15,3% = 1,6 pp). Comparando o 4º trimestre de 2013 (TD=15,3%) com o 3º trimestre de 2013 (TD= 15,6%), observa que a taxa de desemprego desceu 0,3 pontos percentuais (ie. 15,6% - 15,3% = 0,3 pp).

Não se poderá trocar a expressão “pp” por “%” porque 1,6 pp corresponde a uma queda de -9,5%, valor que se obteria calculando a respectiva taxa de variação:
(15,3-16,9)/16,9*100 = -9,5%. Pela mesma lógica, 0,3 pp corresponderia a -1,9%, isto é:
(15,3-15,6)/15,6*100 = -1,9%. A vantagem de utilizar estas duas nomenclaturas, consoante o contexto, é que por vezes é bastante mais simples calcular apenas diferenças entre percentagens (pp) que taxas de variação percentual (%).

Quando nos referimos a taxas de juro, utilizamos um termo frequentemente confundido com estes: pontos base (pb), explicado noutro post.

O Poder do Mercado

De acordo com Milton Friedman as pessoas prosperam quando têm liberdade para fazer as próprias escolhas, estabelecendo-se a afectação dos recursos unicamente pelo “Poder do Mercado”.

1. Explique o que é o “poder do mercado”.

2. Apresente uma vantagem do livre funcionamento do mecanismo dos preços.

3. Apresente uma desvantagem do livre funcionamento do mecanismo dos preços.

Síntese da Matéria para o 1º Teste

Para o primeiro teste vêm apenas a parte leccionada no Ponto 8. Os agentes económicos e o circuito económico e até ao cálculo do valor do PIB pela óptica da produção, do ponto 9.

Até 6 de Novembro terás tempo para corrigir as tarefas realizadas até agora e publicar uma Apresentação no Google Drive, sem limite de slides, que sintetize toda a matéria leccionada até ao momento.

A Apresentação mais completa equivalerá a quatro posts completos, e as restantes serão avaliadas em proporção, isto é, imaginando que contém somente metade da informação da tarefa melhor classificada, corresponderá apenas a metade dos posts completos.

Além da revisão teórica, é suposto que o aluno comparará Portugal com outros países da União Europeia utilizando o PIB calculado pela óptica da produção. Um recurso simples de utilizar é o Country Profiles (Economy and Finance).

Observe este Resumo da Unidade 9 (utilize o seu login)

Contributo dos setores de actividade para o PIB

A óptica da produção permite analisar o contributo de cada ramo de actividade para o PIB.



1. Analisa o contributo dos ramos 1 a 10, de 1995 a 2011, partindo Quadro C.1.2.1 deste ficheiro.

2. Analisa os mesmos dados, utilizando as categorias de Colin Clark (Sector I, II e III).

Produto Interno Bruto diminuiu 2,0% em volume no 2º trimestre de 2013

Em Agosto de 2013, o INE publicou a estimativa rápida Produto Interno Bruto diminuiu 2,0% em volume no 2º trimestre de 2013.



  • O Produto Interno Bruto (PIB) registou, em termos homólogos, uma diminuição de 2,0% em volume no 2º trimestre de 2013, face à variação de -4,1% observada no 1º trimestre, de acordo com a estimativa rápida das Contas Nacionais Trimestrais. Comparativamente com o trimestre anterior, o PIB aumentou 1,1% em volume.
    INE, Destaque de 14 de Agosto de 2013
1. Relativamente ao 2º trimestre de 2013, indique o valor e explicite os seguintes conceitos:

a) taxa de variação homóloga do PIB;

b) taxa de variação trimestral do PIB.

2. Já se conhece a taxa de variação média do PIB em 2013? Justifique.

3. Afinal o PIB cresceu ou caiu no 2º trimestre de 2013? Justifique.

4. Calcula as taxas de variação (a) trimestrais e (b) homólogas do PIB de 1995 a 2013, a partir do Quadro 1 - PIB a preços de mercado na ótica da despesa - dados encadeados em volume (ano de referência=2006) - do primeiro ficheiro de Excel. *** (Backup)

5. Representa graficamente as taxas de variação trimestrais e homólogas para o período em que dispões de dados. Comenta a relação que o gráfico te sugere. PREVIEW DO GRÁFICO

6. No período em que dispões de dados, identifica,
A - Utilizando as tv trimestrais:
a1) quando a economia cresceu mais;
a2) quando a economia cresceu menos;
a3) quando a economia caiu mais;
a4) quando a economia caiu menos.
B - Utilizando as tv homólogas:
b1) quando a economia cresceu mais;
b2) quando a economia cresceu menos;
b3) quando a economia caiu mais;
b4) quando a economia caiu menos.

Formulário de Contabilidade Nacional II

A representação gráfica é uma ferramenta frequentemente utilizada em Economia, porque a visualização da evolução das componentes da Contabilidade Nacional, facilita a interpretação da actividade económica. As taxas de variação nominal, em volume e do preço fornecem informação mais detalhada.

1. Constrói um gráficos com a informação no ficheiro de ajuda para o PIB pela óptica da produção.

2. Comente o gráfico.

3. Para os três principais ramos de actividade integre no seu comentário, o impacto da crise financeira (2008), do programa da Troika (2011) e do confinamento (2020), interpretando as taxas de variação do VAB:
- em valor

- em volume

- do preço

II Parte
RESOLVIDO1995-2021

III Parte
Consultando as Séries Longas para a Economia Portuguesa – 2020, do INE, analise a evolução do VAB, do emprego e da produtividade por sectores de actividade (I, II e III). PREVIEW

Pobreza e Direitos Humanos

Há 65 anos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos proclamou um amplo espectro de direitos, para cada ser humano, sem qualquer discriminação. Eles incluem não apenas os direitos à liberdade de expressão e garantias contra a tortura e os maus-tratos, mas também os direitos à educação, à saúde e à habitação adequada entre outros direitos económicos, sociais e culturais.

1. Dos 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (versão simplificada e ilustrada) selecciona cinco que pareçam mais importantes na perspectiva do teu grupo.

2. Justifica a escolha de três dos artigos acima indicados (se o grupo for de dois, bastará justificar dois artigos).

3. Só se toda a comunidade escolar (professores, alunos, pais, vizinhança) aprender, ensinar, praticar, respeitar, proteger e promover os Direitos Humanos, a Escola será um lugar aprazível para a realização das aprendizagens e desenvolvimento das relações interpessoais. Comenta.

4. “Posso não concordar com nenhuma das palavras que dizes, mas defenderei até a morte o direito de tens de dizê-las”. Lendo as FAQs da AI, justifica como esta afirmação sintetiza as suas actividades.

5. Relaciona a pobreza com os Direitos Humanos (sugestão).

6. A pobreza é um fenómeno social total? Justifica.

Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

17 de Outubro, Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. Lê a apresentação e o texto que se encontram no post acima.

A pobreza é uma fatalidade das sociedades ou um dos resultados da sua organização e funcionamento. Justifica.

SWAP - O CROMO REPETIDO E O ÚLTIMO CROMO DA CADERNETA

Parece um conceito complicado, mas na verdade é muito mais simples e ancestral do que se pensa. O contrato swap é, com toda a probabilidade, uma das expressões mais usadas nos últimos meses e no contexto em que actualmente o mencionamos, envolve milhões. Muitos milhões de euros que os portugueses terão de pagar.

Mas afinal o que são estes instrumentos complicados chamados swap? Na verdade são simples e todos nós já os realizamos.

I. Troca de cromos

Quase todos nós fizemos colecções de cromos. Comprávamos umas saquetas com 5 cromos que colávamos numa caderneta, no seu respectivo local assinalado pelo número do cromo. Por ser uma questão de sorte e azar, tínhamos sempre cromos repetidos e outros em falta. Aqueles cuja falta mais se sentia, na respectiva comunidade de coleccionadores, eram mesmo conhecidos como os cromos difíceis, transformando-se por vezes em verdadeiras raridades.

Vamos agora supor que a caderneta tinha 150 cromos e que os 5 cromos eram colocados nas saquetas com igual probabilidade. Se comprássemos 150 cromos (30 saquetas), em média só conseguíamos 95 cromos diferentes (e 55 repetidos). Se duplicássemos o número de cromos, em média ainda nos ficavam a faltar 20 cromos. Precisávamos comprar 160 saquetas (800 cromos) para termos uma probabilidade de 50%, de conseguir preencher toda a caderneta.

E por isso surgiu a necessidade de fazermos “swap’s” de cromos.

Acabar a caderneta era um desespero. Como na nossa escola, normalmente, vários colegas faziam a mesma colecção, era muito mais provável que alguém tivesse repetido o cromo que nos faltava e que a alguém fizesse falta o cromo que tínhamos repetido. Então, coleccionar cromos era uma forma de socializar e pela troca todos ficavam a ganhar.

Como os cromos são um problema estatístico, quanto maior fosse o conjunto de pessoas a trocar, menos cromos cada um teria que comprar para conseguir preencher a caderneta.

Quando trocávamos um cromo repetido por outro que também tínhamos repetido ou um cromo único por outro cromo de que não tínhamos nenhum, não melhorávamos mas fazíamos um favor ao nosso amigo. O que ninguém fazia era trocar um cromo único por outro de que já tinha vários exemplares porque dessa forma piorava a situação da sua colecção.

Contudo, dependendo do número de exemplares repetidos que estivessem dispostos a dar-nos poderíamos equacionar a troca por um exemplar único. Imaginemos então que alguém nos oferecia 10 cromos que tínhamos repetidos por troca de um de que tínhamos apenas um exemplar. É a especulação aplicada ao mundo dos cromos. De facto, nós não precisávamos nem queríamos aqueles cromos para a nossa colecção.

Apenas aceitávamos a troca para especular novas trocas no futuro ou noutra escola onde o eventual mix de cromos fosse diferente. Antecipávamos como provável, não só conseguir recuperar o cromo que estávamos a perder como ainda obter vários outros que actualmente não tínhamos.

Especular é ver no futuro, prever o que vai acontecer. Naturalmente que ninguém consegue prever o futuro com certeza... absoluta.

II. Dos cromos para os SWAP's Financeiros

Em finanças, um swap (em português, permuta) é uma operação em que há troca de posições quanto ao risco e rentabilidade. O contrato de troca pode ter como objecto moedas, commodities, activos financeiros, ou até cromos.

Os swap’s mais comuns são:

swap de taxa de juros: troca da taxa de juros fixos por juros variáveis ou pós-fixados;

swap cambial: troca de taxa de variação cambial (variação do preço do dólar) por taxa de juros pós-fixados.

Também conhecida como hedge cambial (cobertura de risco), o swap cambial é uma operação de câmbio em que há simultaneamente a compra e a venda de moedas. Para entender a necessidade de um contrato de swap, vejamos o exemplo:

1. A empresa A é uma exportadora, que tem receitas em dólares e dívidas em moeda local, corrigidas por juros variáveis. Esta empresa quer trocar o risco cambial (relativo à variação do dólar) pelo risco de juros, ou seja, o seu objectivo no contrato de swap é de protecção contra riscos cambiais.

2. A empresa B é retalhista nacional importadora, cujas dívidas são indexadas ao dólar e cujas receitas - em moeda local - são aplicadas no mercado e remuneradas a uma taxa de juros variável. Esta empresa quer justamente o oposto: trocar o seu risco referente à variação da taxa de juros, pelo risco cambial.

Estas duas empresas podem, então, fazer um contrato de swap, com intermediação de uma instituição financeira, para fazer a troca.

É possível também que o contrato de swap envolva apenas uma empresa e um banco. No caso da empresa exportadora, o banco assumiria o risco do dólar e, em troca, o exportador pagaria juros à taxa EONIA (1), por exemplo.

Outra operação muito comum é a de quem tem uma dívida com vencimento futuro e quer evitar o risco de uma subida dos juros. Nessa situação o devedor procura um banco, que aceita a troca da taxa variável por uma taxa fixa e assume o respectivo risco, mas, também cobrará uma taxa de juros um pouco mais alta do que a de mercado, para neutralizar o risco que assume.

SWAP’s de Obrigações por Acções

Outro swap muito recorrente é a troca de uma obrigação por uma acção de uma mesma empresa.

A obrigação tem remuneração fixa (cupão) e um pagamento final enquanto que a acção tem direitos de voto na gestão da empresa e uma quota-parte dos lucros (dividendo) variável de ano para ano, podendo existir ou não dependendo da performance financeira da empresa. Se a empresa for vendida ou liquidada, o accionista recebe uma percentagem do valor da empresa, correspondente à sua participação social. Em caso de falência, a obrigação tem prioridade no pagamento relativamente às acções.

Em suma, e como a obrigação tem menor risco, a remuneração das obrigações é, em termos médios, menor que a quota-parte dos lucros correspondente a cada acção – dividendo - havendo uma equação que torna os dois activos equivalentes:

Obrigação (- Remuneração; - Risco) <=> Acção (+ Remuneração; + Votos; + Risco)

Daí que um investidor mais tradicional tende a investir as suas poupanças em obrigações enquanto um investidor mais agressivo irá fazê-lo em acções.

Imaginemos que dois irmãos têm a receber uma herança constituída por 20.000 € distribuídos em partes iguais por acções e obrigações da mesma empresa.

Um dos herdeiros, como é muito conservador, troca os seus 5.000 € de acções pelos 5.000 € de obrigações do seu irmão que por ser muito mais agressivo, aceita esse swap. Assim o irmão conservador obtém a maior tranquilidade e grau de certeza que pretendia enquanto o irmão, mais destemido e empreendedor, conseguiu o seu objectivo de participar activamente na gestão da própria empresa e por essa via influenciar os resultados da mesma (ainda que incertos, mas nos quais participará).

Ambos os irmãos ficaram a ganhar com o swap, dadas as características diferentes de cada uma das suas personalidades.

Agora imaginemos que estes irmãos são ambos especuladores. Como nenhum dos dois quer verdadeiramente as acções, acordam entre si a troca de apenas 1.000 € de obrigações pela totalidade das acções do outro (5.000 €). Apesar deste irmão que fica com a totalidade das acções, não as pretender para nada, aceita a troca por acreditar (especular) que vai conseguir trocar os 10.000 € de acções (as suas e as do seu irmão) por 3.000 € de obrigações de um dos primos também herdeiro. No final, pensa ficar com 7.000 € de obrigações contra os 6.000 € com que o seu irmão ficou. Especulador é aquele que realiza uma troca não com o fim de ficar melhor no imediato, mas com o intuito de no futuro realizar outra troca e, finalmente, ficar melhor.

SWAP’s de moedas – Libras vs. Euros

Pensemos no exemplo de duas empresas de calçado totalmente idênticas, A e B, mas em que a empresa A tem clientes ingleses (recebe em Libras) e compra peles em França (paga em Euros) enquanto a empresa B tem clientes em França (recebe em Euros) e compra peles em Inglaterra (paga em Libras).

Enquanto a cotação se mantiver estável, a empresa A tem um lucro de 1.000 €, igual ao da empresa B. Porém, se houver uma desvalorização da Libra, a empresa A verá o seu lucro diminuir podendo até ir à falência enquanto a empresa B verá a sua margem aumentar. Num cenário inverso, de desvalorização do Euro, passar-se-á exactamente o contrário, ou seja, a empresa B poderá ir à falência enquanto a empresa A terá ganhos consideráveis.

Para diminuírem este risco que recai sobre ambas, as empresas A e B podem trocar reciprocamente, as suas receitas, em Libras e em Euros, de forma a que, qualquer que seja a cotação entre as moedas, ambas tenham sempre um lucro de 1.000€ e nenhuma vá à falência.

Esta troca parece boa! Parece e é boa porque mantém o lucro esperado (em termos médios) e reduz o risco. Se antes a situação oscilava entre muito lucro e a possível falência, com a troca, o lucro será sempre razoavelmente positivo.

Mas cuidado com as aparências!!!

O gestor que fez esta troca é competente porque reduziu um risco efetivo. Contudo, vamos supor que, decorridos uns meses, a Libra valorizou. A empresa A e a empresa B vão continuar a ter um lucro de 1.000 € mas agora surgem vozes na empresa A contra o negócio. Só agora, depois de se saber que a Libra valorizou, é que se torna fácil criticar o negócio feito:

- Era por demais evidente que a Libra ia valorizar.
- Se o dr. não tivesse feito a troca, estávamos com um lucro de 3.000 €.
- Está despedido porque o seu swap causou-nos perdas potenciais de 2.000 €.

Se a avaliação de um contrato de swap – qualquer que ele seja – for efectuado desta forma - mesmo um contrato bem feito (porque reduz drasticamente o risco do negócio ou da empresa) tem sempre probabilidade de vir a ser considerado ruinoso. No futuro. Quando este (o futuro) já é conhecido. Porque em rigor aquilo que um swap faz é trocar a incerteza (do e no futuro) pela segurança. Daí que a pertinência e o mérito de um contrato swap não possam ser julgados a posteriori mas apenas em referência ao momento em que foi feito e com a informação disponível nessa mesma altura.

SWAP’s de taxa de juro – Variável vs. Fixa

Se contraiu nos últimos anos um crédito à habitação, esse empréstimo tem provavelmente por base uma taxa de juro variável que sobe ou desce consoante a variação da EURIBOR (2).

Agora imagine que acredita que os juros vão subir muito nos próximos anos – o melhor seria fixar essa taxa e travar essa subida. É exatamente isso que um contrato de swap permite. Neste caso, a taxa de juro variável é trocada por uma taxa de juro fixa.

O pior é se, ao contrário do que pensava, as taxas de juro em vez de subirem, descerem. Então nesse caso fica a pagar o valor fixo, muito superior ao juro variável. Imagine 5%, quando no mercado o preço do dinheiro já só custa 2%.

O risco aumenta quando se fazem contratos de muito longo prazo uma vez que é muito difícil antecipar qual vai ser a taxa de juro de mercado daqui a tantos anos.

Esta é a principal razão pela qual, a oferta habitual de uma instituição de crédito, relativamente a empréstimos de longo prazo, recai sempre sobre opções de taxa variável. A taxa de juro do contrato será sempre o indexante – por exemplo a EURIBOR (2) - mais uma margem real, spread (3). Se por exemplo, esse spread for de 3 pontos percentuais, e daqui a 20 anos a EURIBOR (2) for de 1%/ano, a taxa de juro será 4%/ano mas se a EURIBOR (2) for de 10%/ano, a taxa de juro será 13%/ano.

III. Quando o devedor quer mesmo uma prestação fixa

Contudo, o devedor teme que uma taxa de juro variável, que implica uma prestação igualmente variável o possa colocar numa situação em que, algures no futuro, não tenha rendimento suficiente para a pagar.

O devedor tentará então negociar com a instituição de crédito, a fixação da taxa de juro do seu empréstimo.

E foi isto que aconteceu com centenas de empresas privadas que recorreram a este mecanismo para cobrirem os riscos de uma subida desenfreada da EURIBOR (2) bem como com as empresas públicas cujos contratos swap são agora discutidos.

Em teoria, num cenário de subida de taxas, os swap’s protegem o cliente, compensando-o do aumento dos juros enquanto num cenário de descida das taxas – aquele que se veio a verificar - o contrato protege a instituição financeira, já que é o cliente que paga a diferença entre a taxa fixada e a real. São apontados desequilíbrios entre a exposição efectiva de cada uma das partes na medida em que, as empresas ficaram literalmente expostas ao risco da descida da taxa enquanto o risco das instituições de crédito sai bastante atenuado pelo recurso a instrumentos financeiros – derivados - que lhes permitem esbater e minimizar os impactos de uma eventual subida das taxas. Por isso, o risco é potencialmente mais elevado para as empresas do que para as instituições financeiras. No caso de algumas das empresas públicas, os riscos associados a alguns dos produtos que contratualizaram são ainda maiores porque, apesar de serem swap´s, trata-se de instrumentos de especulação. Alguns destes contratos são muito complexos, estando dependentes de variáveis como a evolução da cotação do petróleo ou a variação do euro face ao dólar. Diminuir o risco não tem mal nenhum. Não devem as empresas públicas, à semelhança das privadas, poder minimizar o risco de taxa de juro através da celebração de contratos de swap? Vamos supor que existe um consenso de que as empresas públicas devem ser geridas como as empresas privadas em termos financeiros. Então, reduzir o risco trocando taxas de juro variáveis por taxas de juro fixas pode não ter mal nenhum. Pelo que não há nada de negativo em realizar swap´s que diminuem o risco das empresas. Mesmo que agora pudessem ser feitos de forma mais vantajosa, o agora não é o então.

Se existiram excessos – e sabemos agora que alguns dos contratos de swap que foram feitos por empresas públicas, foram utilizados como instrumentos de financiamento e outros com estruturas especulativas – então devemos reflectir sobre tema, aprender com os erros do passado e evitar que se repitam.

A polémica que se gerou em torno dos swap´s, acabou por se transformar num debate exclusivamente político, com argumentos a serem utilizados como arremessos partidários e não propriamente com genuíno intuito de esclarecer.

Estes resolvem-se com legislação e regulamentação clara sobre a autonomia ou os limites que à mesma se devem colocar, na esfera da gestão das empresas públicas.

O que parece um verdadeiro contra senso é que a utilização de uma ferramenta que pretende reforçar certeza à gestão empresarial, tenha desencadeado uma onda de intranquilidade política e social.

O que também não é correta é a tentativa de diabolizar o swap que é um instrumento financeiro antigo, necessário, regulamentado e tendencialmente neutro. Neste caso como em muitos outros semelhantes, o mal não está na ferramenta, mas na sua utilização. Desde o mais sofisticado contrato financeiro, à simples troca de cromos.

Notas:
(1) EÓNIA – Euro OverNight Index Average - taxa de juros média contra a qual um grupo representativo de bancos europeus contrai empréstimos mutuamente em euros, com duração de 1 dia. A Eonia é considerada como a taxa Euribor overnight europeia.
(2) EURIBOR - European Interbank Offered Rate - taxa média dos empréstimos interbancários, contratados sem garantia. O cálculo considera as taxas dos 57 principais bancos europeus e exclui os valores extremos - os 15% mais altos e os 15% mais baixos.
(3) SPREAD - Valor percentual que os bancos aplicam a uma taxa de referência e que pode ser considerado como a margem de ganho do banco.

Fonte: ActivoBank Newsletter, Setembro/2013

IDE e IDPE

O IDE, Investimento Directo Estrangeiro, reflecte a importância do investimento estrangeiro na nossa economia. O IDPE, Investimento Directo Português no Exterior, inversamente, mede o peso do investimento português realizado no exterior;
- em ambos os casos o investimento bruto menos o desinvestimento é igual ao investimento líquido;
- estes fluxos podem verificar-se entre países da União Europeia (intra UE) ou com países terceiros (extra UE).

1. Consultando dados da Posição (stock) de Investimento Direto de Portugal com o Exterior 1996-2014), (*) refere:
a) A importância crescente do IDE de 2000 a 2014;
b) Os sete principais países de origem do IDE;
c) Os sete principais países de destino do IDPE;

2. Refere dois aspectos que o Guia Investir em Portugal apresente para convencer os investidores estrangeiros a optar pelo nosso país.

3. Tendo em consideração o nível de desemprego que verifica na Europa, comente a influência deste factor na captação do IDE.

(*) O link está desactualizado. O objectivo é dar oportunidade aos alunos de pesquisar na Internet, tentando responder o melhor possível às questões colocadas. Indique as fontes utilizadas.

Recursos

Investimento direto - Princípio direcional (BdP)

Mercado de Títulos

O mercado primário é uma parte do mercado de capitais onde são transaccionados títulos numa primeira oferta pública. A emissão dos bancos portugueses e da República portuguesa são exemplos de funcionamento do mercado primário. No mercado secundário realizam-se compras e vendas de títulos lançados anteriormente no mercado primário (primeira oferta pública), dado que quem adquire os títulos no mercado primário nem sempre os conserva até à maturidade. Os fundos de investimento e as gestoras de activos são exemplos de agentes do mercado que negoceiam os títulos em função da descida dos preços (e da subida dos juros).
https://www.cgd.pt/Investor-Relations/Pages/Perguntas-frequentes.aspx

As empresas podem financiar-se pela emissão de empréstimos obrigacionistas (novas obrigações) ou pelo aumento de capital social (novas acções). A bolsa é o mercado onde as empresas se encontram com o grande público, através das sociedades corretoras ou sociedades financeiras de corretagem, que executam as ordens dos clientes na bolsa. A presença destes intermediários poderá passar despercebida porque geralmente as pessoas dão as ordens através do seu banco. A bolsa também é importante para oferecer liquidez aos investidores. Aqueles que desejem dispor do valor das obrigações antes do termo da sua maturidade, bem como os accionistas que desejem investir noutros projectos, podem vender os seus títulos na bolsa.
http://www.economia10.te.pt/pub/manual.php, Manual Digital, p. 270

A crise financeira de 2008 traduziu-se numa baixa abrupta das cotações da generalidade dos títulos em todo o Mundo. O Gráfico abaixo ilustra a evolução da bolsa de Lisboa, cujo comportamento é medido pelo PSI-20.
http://www.bolsadelisboa.com.pt/products/indices/PTING0200002-XLIS

A simples análise dos gráficos mostra que são relativamente grandes as oscilações a curto prazo, precisando os investidores de estar preparados para perder. Contudo, fazendo a análise a médio ou longo prazo, os índices das bolsas sobem mais rapidamente do que crescem as economias, mostrando-se o investimento em acções mais compensador que qualquer outro produto financeiro.

O mercado de títulos é generoso para os investidores, mas uns têm maiores possibilidades de rentabilizar os seus investimentos que outros. Dizem-se price-takers os indivíduos ou empresas que não sejam suficientemente influentes para afectar o preço (cotação) dos títulos transaccionados. A maioria dos investidores são tomadores de preços, porque suas acções individuais na compra e venda de acções não são suficientes para alterar a sua cotação.

Dizem-se price-makers os indivíduos ou empresas que possuam uma grande maioria das acções, podendo influenciar o seu preço, se derem ordem de compra ou de venda de um volume significativo dos títulos. Como estratégia, podem oferecer títulos massivamente para baixar a sua cotação, e posteriormente adquirir o capital social de uma empresa a baixo custo.

Diz-se bull market porque os touros investem de baixo para cima.A análise da bolsa (VER VÍDEO) utiliza frequentemente dois termos: Bull market significa que o mercado de acções está em alta, associando-se com o aumento da confiança dos investidores, aumentando o investimento na expectativa de futuros aumentos de preços (mais-valias). A tendência de alta no mercado de acções começa geralmente três meses a um ano antes que a economia real mostre sinais claros de recuperação.
Diz-se bear market porque os ursos investem de cima para baixo.Bear market significa que o mercado de acções está em queda geral durante um período de tempo. É uma transição de alto optimismo dos investidores para uma situação de desconfiança generalizada dos investidores e de grande pessimismo. De acordo com The Vanguard Group “enquanto não há definição consensual de um bear market, é geralmente aceite a queda das cotações em 20% ou mais ao longo de um período mínimo de dois meses”.


Reza a lenda que esfregando os chifres do touro - ao fundo da rua da Bolsa em Nova Yorque - nunca nos faltará o dinheiro...

... e felicidade...


1. Distingue mercado primário de mercado secundário.

2. Compara o empréstimo obrigacionista com o aumento de capital quanto:
a) à rentabilidade dos títulos;
b) à possibilidade de as empresas ajustarem os pagamentos à conjuntura económica.

3. Explicita o significado dos termos:
a) Tomada firme;
b) Corretoras;
c) Cotação.

4. Distingue bull market de bear market.

5. Imagina que em 22 de Janeiro de 2018 tinhas uma carteira de 10.000 € em títulos, cujo valor subiu e desceu ao ritmo do PSI-20.
Utiliza este gráfico (PSI / HISTÓRICO / 5 ANOS) para calcular o valor actual da tua carteira (em 23 de Maio de 2022).

6. Refere as diferentes possibilidades que os indivíduos têm de rentabilizar os seus investimentos distinguindo os conceitos de price-taker e price-maker.

7. A entidade que regula a actividade da Bolsa é a CMVM. Consultando o seu Guia do Investidor * (Backup):
a) Descreve três dos valores mobiliários mais conhecidos;
b) Apresenta duas razões para os Fundos de Investimento serem particularmente atractivos para os pequenos investidores;
c) Identifica as categorias de investidores criadas. (pp. 68) Interpreta a criação destas categorias após a crise financeira de 2008.

Leasing, Factoring e Capital de Risco

Lê a apresentação.



Supõe que desejas adquirir um automóvel que custa 25.000 €. Identificaste o leasing como boa opção de financiamento e desejas pagar a viatura em 5 anos. Lê-se no print screen a (a) entrada inicial, o (b) valor do aluguer mensal, o (c) valor residual e o (d) o montante total imputado ao consumidor.



1. Mostra como se calculou o montante total imputado ao consumidor no exemplo acima.

2. Recalcula o montante total imputado ao consumidor, utilizando os mesmos valores, neste simulador.

3. Caracteriza o leasing.

4. Refere as vantagens do leasing relativamente a outras alternativas de financiamento.

5. Caracteriza o factoring.

6. Refere as vantagens do factoring relativamente a outras alternativas de financiamento.

7. Compara a actividade das sociedades de capital de risco com a actividade dos bancos, sintetizando em menos de 200 palavras a generalidade dos aspectos referidos na página 9 deste Guia. (Backup)



Simuladores de Leasing

Outros recursos

Caracterização dos Produtos Financeiros

Entre os portugueses os depósitos são a aplicação financeira mais popular. O Fundo de Garantia dos Depósitos, tutelado pelo Banco de Portugal, garante o reembolso até um montante de 100 000 euros por titular em caso de falência do banco. Uma segurança que, todavia, tem um preço: os depósitos não são das aplicações com melhor remuneração.

A seguir aos depósitos, as duas aplicações mais populares são os fundos de pensões, incluindo PPR, e os Certificados de Aforro, caracterizados também por um nível de risco baixo.

As ações, cujo risco é elevado, são um produto pouco popular entre os portugueses, com apenas 15% a deterem este tipo de activos. O estudo das acções numa perspectiva de médio/longo prazo constitui a análise fundamental.

No caso das obrigações e dos fundos de investimento, o cenário é ainda mais desolador, com percentagens de detenção de apenas 8 e 9%. Daqui se conclui que, em regra, os investimentos dos portugueses são pouco diversificados, estando muito concentrados em aplicações sem risco e, por isso, com menor potencial de rendimento.
http://www.deco.proteste.pt/investe/como-investem-os-portugueses-s5011654.htm

Para gerir o património ou simplesmente rentabilizar as poupanças, qualquer investidor necessita de ter um mínimo de literacia financeira, para saber como aplicar o dinheiro da forma mais rentável possível. A regra mais frequentemente referida aconselha a diversificação: "Não deve colocar todos os ovos no mesmo cesto." No entanto, diversificar também não significa dispersar os investimentos por dezenas de ações, obrigações ou fundos, que se tornam impossíveis de gerir.
A melhor opção é gerir entre 10 e 15 acções de empresas de vários países e sectores ou, em alternativa, constituir uma carteira de fundos.
http://www.deco.proteste.pt/investe/regras-ouro-para-investir/

De acordo com a legislação aplicável (Código dos Valores Mobiliários) os instrumentos financeiros podem ser classificados de acordo com a seguinte matriz:

http://www.banif.pt/img/Riscos_Gerais_Investimento_Instrumentos_Financeiros.pdf
Cópia de segurança

Estudaremos apenas os produtos financeiros mais populares: os depósitos, os certificados de aforro, as acções, as obrigações e os fundos de investimento.

Os bancos procuram definir o perfil dos investidores, para lhes sugerirem as estratégias mais adequadas. Por exemplo, nas estratégias de Estabilidade e Rendimento, mais conservadoras, os recursos são alocados maioritariamente em obrigações, activos com menor risco. Nas estratégias Crescimento e Acções, recomendadas para um perfil mais agressivo, os recursos são alocados maioritariamente em acções, activos com mais risco.



Cria no Google Drive e publica no blogue uma apresentação com 20+ slides que explicite os seguintes aspectos:

- descrição dos produtos financeiros mais comuns;

- um quadro síntese classificando os seguintes aspectos: riscos, rendibilidade e liquidez;


- caracterização dos riscos dos produtos financeiros;

- caracterização dos perfis de investidor;

- destacar a negrito o mais importante.

Produtos Financeiros - Apresentação colaborativa - 10ºSE 2023/24

Recursos

Vídeos e apresentações
Critérios de avaliação
- Originalidade;
- Clareza do texto;
- Rigor dos conceitos;
- Profundidade e cobertura;
- Referências.

O financiamento da actividade económica: autofinanciamento e financiamento externo

Lê a apresentação.

1. Distingue capacidade de financiamento de necessidade de financiamento.

2. Distingue financiamento externo de financiamento interno ou autofinanciamento.

3. “Nenhum pai considera seguro emprestar dinheiro aos filhos!”
Explica como esta falta de confiança está na base do modelo de negócio dos bancos, distinguindo a taxa de juro das operações activas da taxa de juro das operações passivas.

4. São elementos do crédito: a confiança, o risco, o tempo e as garantias.
Explica a relação destes elementos com a taxa de juro.

5. Explicita o conceito de criação de moeda.

6. Distingue as Instituições Financeiras Monetárias das Instituições Financeiras Não Monetárias.

7. Distingue acções de obrigações, quanto:
a) Ao risco;
b) À rendibilidade;
c) À liquidez.

Módulo 8 - Trabalhos entregues

Cada aluno tem acesso apenas ao seu trabalho, com os respectivos comentários utilizando o login do Gmail.

Todos os alunos conhecerão a sugestão final sobre trabalho dos colegas.


Notem que para ler as sugestões de correcção é necessário transferir o documento e abrir o mesmo no Word.


2º PTIG
Alexandre17 ou 18
AnaIndicar só os valores ou se sobe ou desce, não revela qualquer conhecimento de Economia. 10.
Bruno10.
DanielSem comentários. 10.
EmanuelSugestão: Módulo 8 concluído com 12.
    
JorgeVolta a reincidir em erros apontados na versão anterior. Dificilmente faria melhor, portanto fica com um 12.
MárcioAguardo nova versão do trabalho, ou ficará com 13!
OnofrePelo esforço já merece 12, mas tem umas notas para corrigir. Como não corrigiu as notas, fica o 12.
Rafael L12.
Rafael RMantém erros assinalados na versão anterior, como os termos “econômicos” e “renda”. 11.
    
TiagoO trabalho apresenta muitas lacunas que poderás corrigir... Senão ficas com 12
IfeanyiNão tem 900 palavras. Não têm 4 quadros. Não justifica a escolha dos países seleccionados.
MiguelSugiro que melhore o trabalho substituindo os quadros e gráficos copiados por quadros e gráficos que você poderá construir. Senão fica com 12.


2º PTM
AndréEspero que tenha ficado a gostar da Mariana! 11. Mariana Mortágua
DavidSugestão: A fazer Trabalho indicado na 1ª opção
FilipaObrigado pelo trabalho. 11. Episódio 1 do Sharktank
Joana11. Episódio 2 do Sharktank
LilianaEpisódio 7 do Sharktank - Terminado com 11.
    
MaraA fazer Greve da TAP. Tarefa concluída. 10.
MárcioJosé Gomes Ferreira. Terminado com 11.
MarianaSugestão: A fazer Episódio 8 do Sharktank. O trabalho não tem o link do vídeo, pelo que não permite conferir as escassas indicações de tempo, que deveriam ser mais frequentes, portanto o Módulo 8 não está feito.
TiagoParabéns! Terminou o Módulo 8: Episódio 3 do Sharktank
DiogoParabéns! Terminou o Módulo 8: A Crise do BES (não utilizar Mariana Mortágua)

Login do Gmail

Alguns links deste blogue apontam para ficheiros reservados que se encontram no Google Drive, ou para links no Blogue de Apoio, exigindo ao utilizador a sua autenticação com o login do Gmail.

  • Todos os alunos têm acesso ao Blogue de Apoio e aos documentos reservados, depois de leccionada a matéria.


  • Atendendo a solicitações de vários colegas, poderão obter acesso ao conjunto dos documentos reservados, bem como ao Blogue de Apoio, com a resolução de algumas tarefas, mediante subscrição. Esta inclui ainda ficheiros de ajuda entregues aos alunos em papel, desenhados para impressão, que não se encontram no blogue.


  • As próximas publicações do blogue, bem como as actualizações das actuais, terão a parte teórica inicial sob a forma de apresentações reservadas aos subscritores, ficando apenas publicamente disponíveis as perguntas. Igualmente, os PREVIEWS das tarefas acessíveis no PICASA serão progressivamente transferidos para o Blogue de Apoio.

Poupança e Investimento

Leia a apresentação. (login do Gmail)

1. Justifique porque o conteúdo poupança foi abordado conjuntamente com o investimento.

2. Refira o efeito da facilitação do crédito nos anos 90, sobre a taxa de poupança da sociedade portuguesa.

3. Identifique uma opção de poupança perigosa e sem qualquer rendimento.

4. Identifique o destino de poupança mais comum.

5. Identifique a aplicação da poupança que contribui para o aumento da capacidade produtiva.

6. Explique porque a taxa de lucro deverá ser superior à taxa de juro.

7. “A taxa de juro é o preço de equilíbrio que se estabelece entre quem procura e quem oferece liquidez”. Comente.

8. Explicita as funções do investimento.

9. Explicita o conceito de amortizações.

10. Distingue investimento de reposição de investimento de expansão.

11. Define investimento líquido.

12. Justifica a variação de existências como componente do investimento.

13. Justifica uma elevada taxa de poupança e um elevado volume de investimento como elementos do mesmo “ciclo virtuoso”.

14. Entre os vários tipos de investimento, identifica o que mais contribui para:
a) o crescimento da economia;
b) a inovação;
c) a especulação.

Desigualdades na repartição dos rendimentos em Portugal e na UE

Leia a apresentação.



Mas há mais vida para além dos números frios do PIB e das estatísticas económicas. O Índice Better Life permite comparar o bem-estar entre os países, com base em 11 dimensões que a OCDE identificou como essenciais, nas áreas de condições materiais de vida e qualidade de vida: Habitação, Rendimento, Emprego, Comunidade, Educação, Ambiente, Participação Cívica, Saúde, Satisfação com a Vida, Segurança e Equilíbrio Trabalho-Vida.

Atribuindo ponderações diferentes às várias dimensões, Portugal poderá surgir no topo dos gráficos ou na cauda dos rankings.

Muitas discussões calorosas são inconclusivas, apenas porque partem de perspectivas diferentes...
A distribuição do poder de compra em Portugal, apresenta grandes disparidades entre as diferentes regiões. Sintra estará abaixo ou acima da média?


1. Distingue pobreza de privação material. Recorrendo à imagem no início deste post calcula quantas pessoas são afectadas pela (a) pobreza; (b) pela privação material; (c) por ambas as situações.

2. Refere o subemprego como factor explicativo da pobreza.

3. Identifica os grupos sociais que correm maior risco de pobreza e exclusão social.

4. Indica os cinco países da UE com (a) mais e (b) menos população em risco de pobreza, analisando o grupo etário mais jovem (0-17).
http://www.pordata.pt/Europa/Populacao+em+risco+de+pobreza+total+e+por+grupo+etario+(percentagem)-2331-180821

5. Indica os cinco países da UE com (a) mais e (b) menos população em risco de privação material severa, analisando o grupo etário mais jovem (0-17).
http://www.pordata.pt/Europa/Taxa+de+privacao+material+severa+total+e+por+grupo+etario-2333-181087

6. Entre o Telefone, a Televisão a cores e a Máquina de lavar roupa, verifica de qual destes bens se encontram privadas mais pessoas. Indica os cinco países com mais população privada da sua aquisição. http://www.pordata.pt/Europa/Populacao+sem+capacidade+de+aquisicao+de+alguns+equipamentos+domesticos+(percentagem)-1526-63402

7. Verifica qual o género onde o problema do subemprego atinge mais pessoas. Indica os cinco países onde esse género é mais afectado.
http://www.pordata.pt/Europa/Populacao+com+menos+de+60+anos+a+residir+em+agregados+domesticos+com+intensidade+laboral+muito+reduzida+total+e+por+sexo+(percentagem)-2334-181238

8. Indica os cinco países com maior desigualdade na repartição do rendimento, medida pelo rácio S80/S20. Interpreta o valor deste indicador para Portugal.
http://www.pordata.pt/Europa/Desigualdade+na+distribuicao+do+rendimento+(S80+S20)-1540

9. Indica os cinco países com maior desigualdade na repartição do rendimento, medida pelo Coeficiente/Índice de Gini. Comenta o valor deste indicador para Portugal.
http://www.pordata.pt/Europa/Indice+de+Gini-1541

10. Recorrendo ao Índice Better Life refere três dimensões como pontos fracos de Portugal, e outras três dimensões como pontos fortes (ou menos maus que noutros países).

11. Consultando o PORDATA, refere a evolução do poder de compra, de 1993 para 2015, em cinco concelhos à tua escolha.

II
Como exercício de revisão da matéria leccionada no Ponto 6. Rendimentos e repartição dos rendimentos‎, sugere-se uma apresentação com 10 slides. Destes:
  • 5 apresentando conceitos fundamentais
  • 5 indicadores da desigualdade na repartição de rendimentos, comparando Portugal com outros países da UE

Sugestões de conceitos e de indicadores

Estatísticas 2012/13 - 2º Período

No 10º e no 11º ano o professor é mesmo, mas os resultados são muito diferentes!

No 10º ano quase não há negativas a Economia...

... mas no 11º ano, a severidade em Economia segue-se à da Geometria e da Matemática.

Observando as turmas, o 10º SE1 é melhor que a média...

... mas o 11º tem falta de bases... A Matemática a diferença ainda é maior, passando de uma turma melhor que a média, para 10/16 de negativas!

Como foi em Sociologia?