SWAP - O CROMO REPETIDO E O ÚLTIMO CROMO DA CADERNETA

Parece um conceito complicado, mas na verdade é muito mais simples e ancestral do que se pensa. O contrato swap é, com toda a probabilidade, uma das expressões mais usadas nos últimos meses e no contexto em que actualmente o mencionamos, envolve milhões. Muitos milhões de euros que os portugueses terão de pagar.

Mas afinal o que são estes instrumentos complicados chamados swap? Na verdade são simples e todos nós já os realizamos.

I. Troca de cromos

Quase todos nós fizemos colecções de cromos. Comprávamos umas saquetas com 5 cromos que colávamos numa caderneta, no seu respectivo local assinalado pelo número do cromo. Por ser uma questão de sorte e azar, tínhamos sempre cromos repetidos e outros em falta. Aqueles cuja falta mais se sentia, na respectiva comunidade de coleccionadores, eram mesmo conhecidos como os cromos difíceis, transformando-se por vezes em verdadeiras raridades.

Vamos agora supor que a caderneta tinha 150 cromos e que os 5 cromos eram colocados nas saquetas com igual probabilidade. Se comprássemos 150 cromos (30 saquetas), em média só conseguíamos 95 cromos diferentes (e 55 repetidos). Se duplicássemos o número de cromos, em média ainda nos ficavam a faltar 20 cromos. Precisávamos comprar 160 saquetas (800 cromos) para termos uma probabilidade de 50%, de conseguir preencher toda a caderneta.

E por isso surgiu a necessidade de fazermos “swap’s” de cromos.

Acabar a caderneta era um desespero. Como na nossa escola, normalmente, vários colegas faziam a mesma colecção, era muito mais provável que alguém tivesse repetido o cromo que nos faltava e que a alguém fizesse falta o cromo que tínhamos repetido. Então, coleccionar cromos era uma forma de socializar e pela troca todos ficavam a ganhar.

Como os cromos são um problema estatístico, quanto maior fosse o conjunto de pessoas a trocar, menos cromos cada um teria que comprar para conseguir preencher a caderneta.

Quando trocávamos um cromo repetido por outro que também tínhamos repetido ou um cromo único por outro cromo de que não tínhamos nenhum, não melhorávamos mas fazíamos um favor ao nosso amigo. O que ninguém fazia era trocar um cromo único por outro de que já tinha vários exemplares porque dessa forma piorava a situação da sua colecção.

Contudo, dependendo do número de exemplares repetidos que estivessem dispostos a dar-nos poderíamos equacionar a troca por um exemplar único. Imaginemos então que alguém nos oferecia 10 cromos que tínhamos repetidos por troca de um de que tínhamos apenas um exemplar. É a especulação aplicada ao mundo dos cromos. De facto, nós não precisávamos nem queríamos aqueles cromos para a nossa colecção.

Apenas aceitávamos a troca para especular novas trocas no futuro ou noutra escola onde o eventual mix de cromos fosse diferente. Antecipávamos como provável, não só conseguir recuperar o cromo que estávamos a perder como ainda obter vários outros que actualmente não tínhamos.

Especular é ver no futuro, prever o que vai acontecer. Naturalmente que ninguém consegue prever o futuro com certeza... absoluta.

II. Dos cromos para os SWAP's Financeiros

Em finanças, um swap (em português, permuta) é uma operação em que há troca de posições quanto ao risco e rentabilidade. O contrato de troca pode ter como objecto moedas, commodities, activos financeiros, ou até cromos.

Os swap’s mais comuns são:

swap de taxa de juros: troca da taxa de juros fixos por juros variáveis ou pós-fixados;

swap cambial: troca de taxa de variação cambial (variação do preço do dólar) por taxa de juros pós-fixados.

Também conhecida como hedge cambial (cobertura de risco), o swap cambial é uma operação de câmbio em que há simultaneamente a compra e a venda de moedas. Para entender a necessidade de um contrato de swap, vejamos o exemplo:

1. A empresa A é uma exportadora, que tem receitas em dólares e dívidas em moeda local, corrigidas por juros variáveis. Esta empresa quer trocar o risco cambial (relativo à variação do dólar) pelo risco de juros, ou seja, o seu objectivo no contrato de swap é de protecção contra riscos cambiais.

2. A empresa B é retalhista nacional importadora, cujas dívidas são indexadas ao dólar e cujas receitas - em moeda local - são aplicadas no mercado e remuneradas a uma taxa de juros variável. Esta empresa quer justamente o oposto: trocar o seu risco referente à variação da taxa de juros, pelo risco cambial.

Estas duas empresas podem, então, fazer um contrato de swap, com intermediação de uma instituição financeira, para fazer a troca.

É possível também que o contrato de swap envolva apenas uma empresa e um banco. No caso da empresa exportadora, o banco assumiria o risco do dólar e, em troca, o exportador pagaria juros à taxa EONIA (1), por exemplo.

Outra operação muito comum é a de quem tem uma dívida com vencimento futuro e quer evitar o risco de uma subida dos juros. Nessa situação o devedor procura um banco, que aceita a troca da taxa variável por uma taxa fixa e assume o respectivo risco, mas, também cobrará uma taxa de juros um pouco mais alta do que a de mercado, para neutralizar o risco que assume.

SWAP’s de Obrigações por Acções

Outro swap muito recorrente é a troca de uma obrigação por uma acção de uma mesma empresa.

A obrigação tem remuneração fixa (cupão) e um pagamento final enquanto que a acção tem direitos de voto na gestão da empresa e uma quota-parte dos lucros (dividendo) variável de ano para ano, podendo existir ou não dependendo da performance financeira da empresa. Se a empresa for vendida ou liquidada, o accionista recebe uma percentagem do valor da empresa, correspondente à sua participação social. Em caso de falência, a obrigação tem prioridade no pagamento relativamente às acções.

Em suma, e como a obrigação tem menor risco, a remuneração das obrigações é, em termos médios, menor que a quota-parte dos lucros correspondente a cada acção – dividendo - havendo uma equação que torna os dois activos equivalentes:

Obrigação (- Remuneração; - Risco) <=> Acção (+ Remuneração; + Votos; + Risco)

Daí que um investidor mais tradicional tende a investir as suas poupanças em obrigações enquanto um investidor mais agressivo irá fazê-lo em acções.

Imaginemos que dois irmãos têm a receber uma herança constituída por 20.000 € distribuídos em partes iguais por acções e obrigações da mesma empresa.

Um dos herdeiros, como é muito conservador, troca os seus 5.000 € de acções pelos 5.000 € de obrigações do seu irmão que por ser muito mais agressivo, aceita esse swap. Assim o irmão conservador obtém a maior tranquilidade e grau de certeza que pretendia enquanto o irmão, mais destemido e empreendedor, conseguiu o seu objectivo de participar activamente na gestão da própria empresa e por essa via influenciar os resultados da mesma (ainda que incertos, mas nos quais participará).

Ambos os irmãos ficaram a ganhar com o swap, dadas as características diferentes de cada uma das suas personalidades.

Agora imaginemos que estes irmãos são ambos especuladores. Como nenhum dos dois quer verdadeiramente as acções, acordam entre si a troca de apenas 1.000 € de obrigações pela totalidade das acções do outro (5.000 €). Apesar deste irmão que fica com a totalidade das acções, não as pretender para nada, aceita a troca por acreditar (especular) que vai conseguir trocar os 10.000 € de acções (as suas e as do seu irmão) por 3.000 € de obrigações de um dos primos também herdeiro. No final, pensa ficar com 7.000 € de obrigações contra os 6.000 € com que o seu irmão ficou. Especulador é aquele que realiza uma troca não com o fim de ficar melhor no imediato, mas com o intuito de no futuro realizar outra troca e, finalmente, ficar melhor.

SWAP’s de moedas – Libras vs. Euros

Pensemos no exemplo de duas empresas de calçado totalmente idênticas, A e B, mas em que a empresa A tem clientes ingleses (recebe em Libras) e compra peles em França (paga em Euros) enquanto a empresa B tem clientes em França (recebe em Euros) e compra peles em Inglaterra (paga em Libras).

Enquanto a cotação se mantiver estável, a empresa A tem um lucro de 1.000 €, igual ao da empresa B. Porém, se houver uma desvalorização da Libra, a empresa A verá o seu lucro diminuir podendo até ir à falência enquanto a empresa B verá a sua margem aumentar. Num cenário inverso, de desvalorização do Euro, passar-se-á exactamente o contrário, ou seja, a empresa B poderá ir à falência enquanto a empresa A terá ganhos consideráveis.

Para diminuírem este risco que recai sobre ambas, as empresas A e B podem trocar reciprocamente, as suas receitas, em Libras e em Euros, de forma a que, qualquer que seja a cotação entre as moedas, ambas tenham sempre um lucro de 1.000€ e nenhuma vá à falência.

Esta troca parece boa! Parece e é boa porque mantém o lucro esperado (em termos médios) e reduz o risco. Se antes a situação oscilava entre muito lucro e a possível falência, com a troca, o lucro será sempre razoavelmente positivo.

Mas cuidado com as aparências!!!

O gestor que fez esta troca é competente porque reduziu um risco efetivo. Contudo, vamos supor que, decorridos uns meses, a Libra valorizou. A empresa A e a empresa B vão continuar a ter um lucro de 1.000 € mas agora surgem vozes na empresa A contra o negócio. Só agora, depois de se saber que a Libra valorizou, é que se torna fácil criticar o negócio feito:

- Era por demais evidente que a Libra ia valorizar.
- Se o dr. não tivesse feito a troca, estávamos com um lucro de 3.000 €.
- Está despedido porque o seu swap causou-nos perdas potenciais de 2.000 €.

Se a avaliação de um contrato de swap – qualquer que ele seja – for efectuado desta forma - mesmo um contrato bem feito (porque reduz drasticamente o risco do negócio ou da empresa) tem sempre probabilidade de vir a ser considerado ruinoso. No futuro. Quando este (o futuro) já é conhecido. Porque em rigor aquilo que um swap faz é trocar a incerteza (do e no futuro) pela segurança. Daí que a pertinência e o mérito de um contrato swap não possam ser julgados a posteriori mas apenas em referência ao momento em que foi feito e com a informação disponível nessa mesma altura.

SWAP’s de taxa de juro – Variável vs. Fixa

Se contraiu nos últimos anos um crédito à habitação, esse empréstimo tem provavelmente por base uma taxa de juro variável que sobe ou desce consoante a variação da EURIBOR (2).

Agora imagine que acredita que os juros vão subir muito nos próximos anos – o melhor seria fixar essa taxa e travar essa subida. É exatamente isso que um contrato de swap permite. Neste caso, a taxa de juro variável é trocada por uma taxa de juro fixa.

O pior é se, ao contrário do que pensava, as taxas de juro em vez de subirem, descerem. Então nesse caso fica a pagar o valor fixo, muito superior ao juro variável. Imagine 5%, quando no mercado o preço do dinheiro já só custa 2%.

O risco aumenta quando se fazem contratos de muito longo prazo uma vez que é muito difícil antecipar qual vai ser a taxa de juro de mercado daqui a tantos anos.

Esta é a principal razão pela qual, a oferta habitual de uma instituição de crédito, relativamente a empréstimos de longo prazo, recai sempre sobre opções de taxa variável. A taxa de juro do contrato será sempre o indexante – por exemplo a EURIBOR (2) - mais uma margem real, spread (3). Se por exemplo, esse spread for de 3 pontos percentuais, e daqui a 20 anos a EURIBOR (2) for de 1%/ano, a taxa de juro será 4%/ano mas se a EURIBOR (2) for de 10%/ano, a taxa de juro será 13%/ano.

III. Quando o devedor quer mesmo uma prestação fixa

Contudo, o devedor teme que uma taxa de juro variável, que implica uma prestação igualmente variável o possa colocar numa situação em que, algures no futuro, não tenha rendimento suficiente para a pagar.

O devedor tentará então negociar com a instituição de crédito, a fixação da taxa de juro do seu empréstimo.

E foi isto que aconteceu com centenas de empresas privadas que recorreram a este mecanismo para cobrirem os riscos de uma subida desenfreada da EURIBOR (2) bem como com as empresas públicas cujos contratos swap são agora discutidos.

Em teoria, num cenário de subida de taxas, os swap’s protegem o cliente, compensando-o do aumento dos juros enquanto num cenário de descida das taxas – aquele que se veio a verificar - o contrato protege a instituição financeira, já que é o cliente que paga a diferença entre a taxa fixada e a real. São apontados desequilíbrios entre a exposição efectiva de cada uma das partes na medida em que, as empresas ficaram literalmente expostas ao risco da descida da taxa enquanto o risco das instituições de crédito sai bastante atenuado pelo recurso a instrumentos financeiros – derivados - que lhes permitem esbater e minimizar os impactos de uma eventual subida das taxas. Por isso, o risco é potencialmente mais elevado para as empresas do que para as instituições financeiras. No caso de algumas das empresas públicas, os riscos associados a alguns dos produtos que contratualizaram são ainda maiores porque, apesar de serem swap´s, trata-se de instrumentos de especulação. Alguns destes contratos são muito complexos, estando dependentes de variáveis como a evolução da cotação do petróleo ou a variação do euro face ao dólar. Diminuir o risco não tem mal nenhum. Não devem as empresas públicas, à semelhança das privadas, poder minimizar o risco de taxa de juro através da celebração de contratos de swap? Vamos supor que existe um consenso de que as empresas públicas devem ser geridas como as empresas privadas em termos financeiros. Então, reduzir o risco trocando taxas de juro variáveis por taxas de juro fixas pode não ter mal nenhum. Pelo que não há nada de negativo em realizar swap´s que diminuem o risco das empresas. Mesmo que agora pudessem ser feitos de forma mais vantajosa, o agora não é o então.

Se existiram excessos – e sabemos agora que alguns dos contratos de swap que foram feitos por empresas públicas, foram utilizados como instrumentos de financiamento e outros com estruturas especulativas – então devemos reflectir sobre tema, aprender com os erros do passado e evitar que se repitam.

A polémica que se gerou em torno dos swap´s, acabou por se transformar num debate exclusivamente político, com argumentos a serem utilizados como arremessos partidários e não propriamente com genuíno intuito de esclarecer.

Estes resolvem-se com legislação e regulamentação clara sobre a autonomia ou os limites que à mesma se devem colocar, na esfera da gestão das empresas públicas.

O que parece um verdadeiro contra senso é que a utilização de uma ferramenta que pretende reforçar certeza à gestão empresarial, tenha desencadeado uma onda de intranquilidade política e social.

O que também não é correta é a tentativa de diabolizar o swap que é um instrumento financeiro antigo, necessário, regulamentado e tendencialmente neutro. Neste caso como em muitos outros semelhantes, o mal não está na ferramenta, mas na sua utilização. Desde o mais sofisticado contrato financeiro, à simples troca de cromos.

Notas:
(1) EÓNIA – Euro OverNight Index Average - taxa de juros média contra a qual um grupo representativo de bancos europeus contrai empréstimos mutuamente em euros, com duração de 1 dia. A Eonia é considerada como a taxa Euribor overnight europeia.
(2) EURIBOR - European Interbank Offered Rate - taxa média dos empréstimos interbancários, contratados sem garantia. O cálculo considera as taxas dos 57 principais bancos europeus e exclui os valores extremos - os 15% mais altos e os 15% mais baixos.
(3) SPREAD - Valor percentual que os bancos aplicam a uma taxa de referência e que pode ser considerado como a margem de ganho do banco.

Fonte: ActivoBank Newsletter, Setembro/2013

IDE e IDPE

O IDE, Investimento Directo Estrangeiro, reflecte a importância do investimento estrangeiro na nossa economia. O IDPE, Investimento Directo Português no Exterior, inversamente, mede o peso do investimento português realizado no exterior;
- em ambos os casos o investimento bruto menos o desinvestimento é igual ao investimento líquido;
- estes fluxos podem verificar-se entre países da União Europeia (intra UE) ou com países terceiros (extra UE).

1. Consultando dados da Posição (stock) de Investimento Direto de Portugal com o Exterior 1996-2014), (*) refere:
a) A importância crescente do IDE de 2000 a 2014;
b) Os sete principais países de origem do IDE;
c) Os sete principais países de destino do IDPE;

2. Refere dois aspectos que o Guia Investir em Portugal apresente para convencer os investidores estrangeiros a optar pelo nosso país.

3. Tendo em consideração o nível de desemprego que verifica na Europa, comente a influência deste factor na captação do IDE.

(*) O link está desactualizado. O objectivo é dar oportunidade aos alunos de pesquisar na Internet, tentando responder o melhor possível às questões colocadas. Indique as fontes utilizadas.

Recursos

Investimento direto - Princípio direcional (BdP)

Mercado de Títulos

O mercado primário é uma parte do mercado de capitais onde são transaccionados títulos numa primeira oferta pública. A emissão dos bancos portugueses e da República portuguesa são exemplos de funcionamento do mercado primário. No mercado secundário realizam-se compras e vendas de títulos lançados anteriormente no mercado primário (primeira oferta pública), dado que quem adquire os títulos no mercado primário nem sempre os conserva até à maturidade. Os fundos de investimento e as gestoras de activos são exemplos de agentes do mercado que negoceiam os títulos em função da descida dos preços (e da subida dos juros).
https://www.cgd.pt/Investor-Relations/Pages/Perguntas-frequentes.aspx

As empresas podem financiar-se pela emissão de empréstimos obrigacionistas (novas obrigações) ou pelo aumento de capital social (novas acções). A bolsa é o mercado onde as empresas se encontram com o grande público, através das sociedades corretoras ou sociedades financeiras de corretagem, que executam as ordens dos clientes na bolsa. A presença destes intermediários poderá passar despercebida porque geralmente as pessoas dão as ordens através do seu banco. A bolsa também é importante para oferecer liquidez aos investidores. Aqueles que desejem dispor do valor das obrigações antes do termo da sua maturidade, bem como os accionistas que desejem investir noutros projectos, podem vender os seus títulos na bolsa.
http://www.economia10.te.pt/pub/manual.php, Manual Digital, p. 270

A crise financeira de 2008 traduziu-se numa baixa abrupta das cotações da generalidade dos títulos em todo o Mundo. O Gráfico abaixo ilustra a evolução da bolsa de Lisboa, cujo comportamento é medido pelo PSI-20.
http://www.bolsadelisboa.com.pt/products/indices/PTING0200002-XLIS

A simples análise dos gráficos mostra que são relativamente grandes as oscilações a curto prazo, precisando os investidores de estar preparados para perder. Contudo, fazendo a análise a médio ou longo prazo, os índices das bolsas sobem mais rapidamente do que crescem as economias, mostrando-se o investimento em acções mais compensador que qualquer outro produto financeiro.

O mercado de títulos é generoso para os investidores, mas uns têm maiores possibilidades de rentabilizar os seus investimentos que outros. Dizem-se price-takers os indivíduos ou empresas que não sejam suficientemente influentes para afectar o preço (cotação) dos títulos transaccionados. A maioria dos investidores são tomadores de preços, porque suas acções individuais na compra e venda de acções não são suficientes para alterar a sua cotação.

Dizem-se price-makers os indivíduos ou empresas que possuam uma grande maioria das acções, podendo influenciar o seu preço, se derem ordem de compra ou de venda de um volume significativo dos títulos. Como estratégia, podem oferecer títulos massivamente para baixar a sua cotação, e posteriormente adquirir o capital social de uma empresa a baixo custo.

Diz-se bull market porque os touros investem de baixo para cima.A análise da bolsa (VER VÍDEO) utiliza frequentemente dois termos: Bull market significa que o mercado de acções está em alta, associando-se com o aumento da confiança dos investidores, aumentando o investimento na expectativa de futuros aumentos de preços (mais-valias). A tendência de alta no mercado de acções começa geralmente três meses a um ano antes que a economia real mostre sinais claros de recuperação.
Diz-se bear market porque os ursos investem de cima para baixo.Bear market significa que o mercado de acções está em queda geral durante um período de tempo. É uma transição de alto optimismo dos investidores para uma situação de desconfiança generalizada dos investidores e de grande pessimismo. De acordo com The Vanguard Group “enquanto não há definição consensual de um bear market, é geralmente aceite a queda das cotações em 20% ou mais ao longo de um período mínimo de dois meses”.


Reza a lenda que esfregando os chifres do touro - ao fundo da rua da Bolsa em Nova Yorque - nunca nos faltará o dinheiro...

... e felicidade...


1. Distingue mercado primário de mercado secundário.

2. Compara o empréstimo obrigacionista com o aumento de capital quanto:
a) à rentabilidade dos títulos;
b) à possibilidade de as empresas ajustarem os pagamentos à conjuntura económica.

3. Explicita o significado dos termos:
a) Tomada firme;
b) Corretoras;
c) Cotação.

4. Distingue bull market de bear market.

5. Imagina que em 22 de Janeiro de 2018 tinhas uma carteira de 10.000 € em títulos, cujo valor subiu e desceu ao ritmo do PSI-20.
Utiliza este gráfico (PSI / HISTÓRICO / 5 ANOS) para calcular o valor actual da tua carteira (em 23 de Maio de 2022).

6. Refere as diferentes possibilidades que os indivíduos têm de rentabilizar os seus investimentos distinguindo os conceitos de price-taker e price-maker.

7. A entidade que regula a actividade da Bolsa é a CMVM. Consultando o seu Guia do Investidor * (Backup):
a) Descreve três dos valores mobiliários mais conhecidos;
b) Apresenta duas razões para os Fundos de Investimento serem particularmente atractivos para os pequenos investidores;
c) Identifica as categorias de investidores criadas. (pp. 68) Interpreta a criação destas categorias após a crise financeira de 2008.

Leasing, Factoring e Capital de Risco

Lê a apresentação.



Supõe que desejas adquirir um automóvel que custa 25.000 €. Identificaste o leasing como boa opção de financiamento e desejas pagar a viatura em 5 anos. Lê-se no print screen a (a) entrada inicial, o (b) valor do aluguer mensal, o (c) valor residual e o (d) o montante total imputado ao consumidor.



1. Mostra como se calculou o montante total imputado ao consumidor no exemplo acima.

2. Recalcula o montante total imputado ao consumidor, utilizando os mesmos valores, neste simulador.

3. Caracteriza o leasing.

4. Refere as vantagens do leasing relativamente a outras alternativas de financiamento.

5. Caracteriza o factoring.

6. Refere as vantagens do factoring relativamente a outras alternativas de financiamento.

7. Compara a actividade das sociedades de capital de risco com a actividade dos bancos, sintetizando em menos de 200 palavras a generalidade dos aspectos referidos na página 9 deste Guia. (Backup)



Simuladores de Leasing

Outros recursos

Caracterização dos Produtos Financeiros

Entre os portugueses os depósitos são a aplicação financeira mais popular. O Fundo de Garantia dos Depósitos, tutelado pelo Banco de Portugal, garante o reembolso até um montante de 100 000 euros por titular em caso de falência do banco. Uma segurança que, todavia, tem um preço: os depósitos não são das aplicações com melhor remuneração.

A seguir aos depósitos, as duas aplicações mais populares são os fundos de pensões, incluindo PPR, e os Certificados de Aforro, caracterizados também por um nível de risco baixo.

As ações, cujo risco é elevado, são um produto pouco popular entre os portugueses, com apenas 15% a deterem este tipo de activos. O estudo das acções numa perspectiva de médio/longo prazo constitui a análise fundamental.

No caso das obrigações e dos fundos de investimento, o cenário é ainda mais desolador, com percentagens de detenção de apenas 8 e 9%. Daqui se conclui que, em regra, os investimentos dos portugueses são pouco diversificados, estando muito concentrados em aplicações sem risco e, por isso, com menor potencial de rendimento.
http://www.deco.proteste.pt/investe/como-investem-os-portugueses-s5011654.htm

Para gerir o património ou simplesmente rentabilizar as poupanças, qualquer investidor necessita de ter um mínimo de literacia financeira, para saber como aplicar o dinheiro da forma mais rentável possível. A regra mais frequentemente referida aconselha a diversificação: "Não deve colocar todos os ovos no mesmo cesto." No entanto, diversificar também não significa dispersar os investimentos por dezenas de ações, obrigações ou fundos, que se tornam impossíveis de gerir.
A melhor opção é gerir entre 10 e 15 acções de empresas de vários países e sectores ou, em alternativa, constituir uma carteira de fundos.
http://www.deco.proteste.pt/investe/regras-ouro-para-investir/

De acordo com a legislação aplicável (Código dos Valores Mobiliários) os instrumentos financeiros podem ser classificados de acordo com a seguinte matriz:

http://www.banif.pt/img/Riscos_Gerais_Investimento_Instrumentos_Financeiros.pdf
Cópia de segurança

Estudaremos apenas os produtos financeiros mais populares: os depósitos, os certificados de aforro, as acções, as obrigações e os fundos de investimento.

Os bancos procuram definir o perfil dos investidores, para lhes sugerirem as estratégias mais adequadas. Por exemplo, nas estratégias de Estabilidade e Rendimento, mais conservadoras, os recursos são alocados maioritariamente em obrigações, activos com menor risco. Nas estratégias Crescimento e Acções, recomendadas para um perfil mais agressivo, os recursos são alocados maioritariamente em acções, activos com mais risco.



Cria no Google Drive e publica no blogue uma apresentação com 20+ slides que explicite os seguintes aspectos:

- descrição dos produtos financeiros mais comuns;

- um quadro síntese classificando os seguintes aspectos: riscos, rendibilidade e liquidez;


- caracterização dos riscos dos produtos financeiros;

- caracterização dos perfis de investidor;

- destacar a negrito o mais importante.

Produtos Financeiros - Apresentação colaborativa - 10ºSE 2023/24

Recursos

Vídeos e apresentações
Critérios de avaliação
- Originalidade;
- Clareza do texto;
- Rigor dos conceitos;
- Profundidade e cobertura;
- Referências.

O financiamento da actividade económica: autofinanciamento e financiamento externo

Lê a apresentação.

1. Distingue capacidade de financiamento de necessidade de financiamento.

2. Distingue financiamento externo de financiamento interno ou autofinanciamento.

3. “Nenhum pai considera seguro emprestar dinheiro aos filhos!”
Explica como esta falta de confiança está na base do modelo de negócio dos bancos, distinguindo a taxa de juro das operações activas da taxa de juro das operações passivas.

4. São elementos do crédito: a confiança, o risco, o tempo e as garantias.
Explica a relação destes elementos com a taxa de juro.

5. Explicita o conceito de criação de moeda.

6. Distingue as Instituições Financeiras Monetárias das Instituições Financeiras Não Monetárias.

7. Distingue acções de obrigações, quanto:
a) Ao risco;
b) À rendibilidade;
c) À liquidez.

Módulo 8 - Trabalhos entregues

Cada aluno tem acesso apenas ao seu trabalho, com os respectivos comentários utilizando o login do Gmail.

Todos os alunos conhecerão a sugestão final sobre trabalho dos colegas.


Notem que para ler as sugestões de correcção é necessário transferir o documento e abrir o mesmo no Word.


2º PTIG
Alexandre17 ou 18
AnaIndicar só os valores ou se sobe ou desce, não revela qualquer conhecimento de Economia. 10.
Bruno10.
DanielSem comentários. 10.
EmanuelSugestão: Módulo 8 concluído com 12.
    
JorgeVolta a reincidir em erros apontados na versão anterior. Dificilmente faria melhor, portanto fica com um 12.
MárcioAguardo nova versão do trabalho, ou ficará com 13!
OnofrePelo esforço já merece 12, mas tem umas notas para corrigir. Como não corrigiu as notas, fica o 12.
Rafael L12.
Rafael RMantém erros assinalados na versão anterior, como os termos “econômicos” e “renda”. 11.
    
TiagoO trabalho apresenta muitas lacunas que poderás corrigir... Senão ficas com 12
IfeanyiNão tem 900 palavras. Não têm 4 quadros. Não justifica a escolha dos países seleccionados.
MiguelSugiro que melhore o trabalho substituindo os quadros e gráficos copiados por quadros e gráficos que você poderá construir. Senão fica com 12.


2º PTM
AndréEspero que tenha ficado a gostar da Mariana! 11. Mariana Mortágua
DavidSugestão: A fazer Trabalho indicado na 1ª opção
FilipaObrigado pelo trabalho. 11. Episódio 1 do Sharktank
Joana11. Episódio 2 do Sharktank
LilianaEpisódio 7 do Sharktank - Terminado com 11.
    
MaraA fazer Greve da TAP. Tarefa concluída. 10.
MárcioJosé Gomes Ferreira. Terminado com 11.
MarianaSugestão: A fazer Episódio 8 do Sharktank. O trabalho não tem o link do vídeo, pelo que não permite conferir as escassas indicações de tempo, que deveriam ser mais frequentes, portanto o Módulo 8 não está feito.
TiagoParabéns! Terminou o Módulo 8: Episódio 3 do Sharktank
DiogoParabéns! Terminou o Módulo 8: A Crise do BES (não utilizar Mariana Mortágua)

Login do Gmail

Alguns links deste blogue apontam para ficheiros reservados que se encontram no Google Drive, ou para links no Blogue de Apoio, exigindo ao utilizador a sua autenticação com o login do Gmail.

  • Todos os alunos têm acesso ao Blogue de Apoio e aos documentos reservados, depois de leccionada a matéria.


  • Atendendo a solicitações de vários colegas, poderão obter acesso ao conjunto dos documentos reservados, bem como ao Blogue de Apoio, com a resolução de algumas tarefas, mediante subscrição. Esta inclui ainda ficheiros de ajuda entregues aos alunos em papel, desenhados para impressão, que não se encontram no blogue.


  • As próximas publicações do blogue, bem como as actualizações das actuais, terão a parte teórica inicial sob a forma de apresentações reservadas aos subscritores, ficando apenas publicamente disponíveis as perguntas. Igualmente, os PREVIEWS das tarefas acessíveis no PICASA serão progressivamente transferidos para o Blogue de Apoio.

Poupança e Investimento

Leia a apresentação. (login do Gmail)

1. Justifique porque o conteúdo poupança foi abordado conjuntamente com o investimento.

2. Refira o efeito da facilitação do crédito nos anos 90, sobre a taxa de poupança da sociedade portuguesa.

3. Identifique uma opção de poupança perigosa e sem qualquer rendimento.

4. Identifique o destino de poupança mais comum.

5. Identifique a aplicação da poupança que contribui para o aumento da capacidade produtiva.

6. Explique porque a taxa de lucro deverá ser superior à taxa de juro.

7. “A taxa de juro é o preço de equilíbrio que se estabelece entre quem procura e quem oferece liquidez”. Comente.

8. Explicita as funções do investimento.

9. Explicita o conceito de amortizações.

10. Distingue investimento de reposição de investimento de expansão.

11. Define investimento líquido.

12. Justifica a variação de existências como componente do investimento.

13. Justifica uma elevada taxa de poupança e um elevado volume de investimento como elementos do mesmo “ciclo virtuoso”.

14. Entre os vários tipos de investimento, identifica o que mais contribui para:
a) o crescimento da economia;
b) a inovação;
c) a especulação.

Desigualdades na repartição dos rendimentos em Portugal e na UE

Leia a apresentação.



Mas há mais vida para além dos números frios do PIB e das estatísticas económicas. O Índice Better Life permite comparar o bem-estar entre os países, com base em 11 dimensões que a OCDE identificou como essenciais, nas áreas de condições materiais de vida e qualidade de vida: Habitação, Rendimento, Emprego, Comunidade, Educação, Ambiente, Participação Cívica, Saúde, Satisfação com a Vida, Segurança e Equilíbrio Trabalho-Vida.

Atribuindo ponderações diferentes às várias dimensões, Portugal poderá surgir no topo dos gráficos ou na cauda dos rankings.

Muitas discussões calorosas são inconclusivas, apenas porque partem de perspectivas diferentes...
A distribuição do poder de compra em Portugal, apresenta grandes disparidades entre as diferentes regiões. Sintra estará abaixo ou acima da média?


1. Distingue pobreza de privação material. Recorrendo à imagem no início deste post calcula quantas pessoas são afectadas pela (a) pobreza; (b) pela privação material; (c) por ambas as situações.

2. Refere o subemprego como factor explicativo da pobreza.

3. Identifica os grupos sociais que correm maior risco de pobreza e exclusão social.

4. Indica os cinco países da UE com (a) mais e (b) menos população em risco de pobreza, analisando o grupo etário mais jovem (0-17).
http://www.pordata.pt/Europa/Populacao+em+risco+de+pobreza+total+e+por+grupo+etario+(percentagem)-2331-180821

5. Indica os cinco países da UE com (a) mais e (b) menos população em risco de privação material severa, analisando o grupo etário mais jovem (0-17).
http://www.pordata.pt/Europa/Taxa+de+privacao+material+severa+total+e+por+grupo+etario-2333-181087

6. Entre o Telefone, a Televisão a cores e a Máquina de lavar roupa, verifica de qual destes bens se encontram privadas mais pessoas. Indica os cinco países com mais população privada da sua aquisição. http://www.pordata.pt/Europa/Populacao+sem+capacidade+de+aquisicao+de+alguns+equipamentos+domesticos+(percentagem)-1526-63402

7. Verifica qual o género onde o problema do subemprego atinge mais pessoas. Indica os cinco países onde esse género é mais afectado.
http://www.pordata.pt/Europa/Populacao+com+menos+de+60+anos+a+residir+em+agregados+domesticos+com+intensidade+laboral+muito+reduzida+total+e+por+sexo+(percentagem)-2334-181238

8. Indica os cinco países com maior desigualdade na repartição do rendimento, medida pelo rácio S80/S20. Interpreta o valor deste indicador para Portugal.
http://www.pordata.pt/Europa/Desigualdade+na+distribuicao+do+rendimento+(S80+S20)-1540

9. Indica os cinco países com maior desigualdade na repartição do rendimento, medida pelo Coeficiente/Índice de Gini. Comenta o valor deste indicador para Portugal.
http://www.pordata.pt/Europa/Indice+de+Gini-1541

10. Recorrendo ao Índice Better Life refere três dimensões como pontos fracos de Portugal, e outras três dimensões como pontos fortes (ou menos maus que noutros países).

11. Consultando o PORDATA, refere a evolução do poder de compra, de 1993 para 2015, em cinco concelhos à tua escolha.

II
Como exercício de revisão da matéria leccionada no Ponto 6. Rendimentos e repartição dos rendimentos‎, sugere-se uma apresentação com 10 slides. Destes:
  • 5 apresentando conceitos fundamentais
  • 5 indicadores da desigualdade na repartição de rendimentos, comparando Portugal com outros países da UE

Sugestões de conceitos e de indicadores

Estatísticas 2012/13 - 2º Período

No 10º e no 11º ano o professor é mesmo, mas os resultados são muito diferentes!

No 10º ano quase não há negativas a Economia...

... mas no 11º ano, a severidade em Economia segue-se à da Geometria e da Matemática.

Observando as turmas, o 10º SE1 é melhor que a média...

... mas o 11º tem falta de bases... A Matemática a diferença ainda é maior, passando de uma turma melhor que a média, para 10/16 de negativas!

Como foi em Sociologia?

A redistribuição dos rendimentos

Da actividade do Estado decorre uma nova distribuição do rendimento que se pretende mais justa que a repartição primária, denominada política de redistribuição dos rendimentos.

O Orçamento da Estado prevê as receitas e as despesas públicas para cada ano. O Estado pode realizar receitas desprovido do poder de soberania. Agindo como os particulares, também pode pedir dinheiro emprestado ou vender bens. As receitas creditícias resultam da contracção de empréstimos. As contas correntes não devem depender destas, porque aumentam o valor da dívida pública.

Quando o Estado vende bens ou património, essas operações não são impostas, mas antes negociadas com os particulares, designando-se receitas patrimoniais ou voluntárias.

O Estado é o único agente com poder para cobrar impostos, pois os restantes reconhecem-lhe o direito de lhes subtrair recursos para que realize os objectivos com os quais se comprometeu. As políticas fiscais fixam na lei os critérios de cobrança das receitas coactivas.



O IRS, o IRC e o IVA constituem cerca de 80% das receitas fiscais. A taxa do IVA pode variar com os produtos, mas é igual para todos os contribuintes. Reconhece-se ao IRS maior eficácia na promoção da equidade na distribuição do rendimento, porque é possível estabelecer para os indivíduos com maiores rendimentos, taxas de IRS mais elevadas, por isso ditas taxas progressivas. Outras variáveis, como o estado civil, o número de filhos, as despesas com a habitação, a educação e a saúde, entre outras, permitirão contextualizar melhor a situação dos contribuintes, permitindo distribuir a carga fiscal com maior justiça.

A retenção na fonte aos trabalhadores dependentes para pagamento do IRS, varia em função do rendimento, do estado civil, do número de dependentes e da deficiência, contextualizando o imposto a pagar em função da capacidade contributiva dos agregados familiares (TABELAS DE RETENÇÃO NA FONTE PARA O CONTINENTE – 2021, AT).
Realmente basta que a taxa de imposto seja progressiva para que a política fiscal promova a equidade, como se ilustra abaixo:

As receitas públicas visam a realização de despesas que procuram atenuar a inequidade na distribuição do rendimento. As políticas sociais definem como o Estado realiza as despesas, afectando recursos maioritariamente às rubricas Segurança e acção sociais, Saúde e Educação.


A Protecção social engloba um conjunto de despesas que não se encontram dependentes dos impostos, porque se realizam com o orçamento da Segurança Social. Patrões e trabalhadores efectuam contribuições sociais para este sistema, precisamente com objectivo de receberem prestações sociais quando mais necessitarem. Exactamente por este motivo, as contribuições sociais são uma espécie de seguro obrigatório, pagas em função das capacidades (ie., do rendimento) e recebidas em situações de maior carência, como em caso de doença, maternidade, desemprego ou velhice.



1. Entre as receitas públicas, identifica e justifica:
a) A que agrava o volume da dívida;
b) A que pode significar redução da actividade do Estado na economia;
c) A que deverá ser utilizada para financiar despesas correntes.

2. Distingue políticas fiscais de políticas sociais.

3. Explica em que consiste a redistribuição dos rendimentos.

4. Indica o montante das cinco principais rubricas da Despesa prevista para 2021 (classificação económica). Identifica, entre estas, a categoria que ganhou mais peso relativamente ao ano anterior. (Dados da DGO)

5. Indica o montante das cinco categorias com maior peso nas Receitas em 2021 (classificação económica, dados da DGO, no link anterior). Identifica, entre estas, a categoria que ganhou mais peso relativamente ao ano anterior.

6. Refere como o valor dos impostos varia com:
a) o nível de rendimento;
b) o estado civil;
c) o número de filhos.

7. Justifica a independência da afectação das despesas às receitas. (Regra da não-consignação orçamental)

PT-UE

Lê a apresentação. (login do Gmail)

by Gemini

I
1. Apresente o conceito de Integração Económica.

2. Refira duas desvantagens de Integração Económica.

3. Refira quatro vantagens económicas da integração.

4. Distingue integração formal de integração informal.

5. Distingue as diferentes formas de integração e refere exemplos históricos.

6. Indica dois exemplos de blocos económicos regionais na (a) América, (b) Ásia e (c) África.

7. Considerando o processo de integração europeu, aponte um aspecto que evidencie a sua ancoragem ao sistema das economias de mercado.

8. Justifique o início da integração europeia pelo controlo do carvão, do aço e da energia nuclear.

9. Observe que desde cedo – pelo menos 1960 - alguns países manifestaram o desejo de maior aprofundamento das políticas económicas e sociais comuns, enquanto outros manifestaram a preferência por formas de integração mais limitadas.

10. Identifique os actuais membros da EFTA.

II
11. Identifique os países que aderiram à UE nos alargamentos de:

http://europa.eu/about-eu/countries/index_pt.htm

a) 1973;
b) 1981;
c) 1986;
d) 1995;
e) 2004;
f) 2007; e
g) 2013.
12. Identifique as quatro liberdades associadas ao Mercado Único.

13. Situe temporalmente o Plano Werner como percursor da UEM.

14. Refira o Euro como um “aperfeiçoamento”/aprofundamento do Mercado Único.

15. Refira três vantagens da moeda única.

16. Explicite o conceito de convergência nominal.

17. Explicite os critérios de convergência nominal estabelecidos para a adesão ao Euro.
http://economiax.blogspot.pt/2012/12/2012-10-aniversario-do-euro.html

18. Indique três funções do Banco Central Europeu.

19. Indique as funções dos seguintes órgãos da União Europeia.
a) Conselho Europeu;
b) Comissão Europeia;
c) Parlamento Europeu;
d) Tribunal de Justiça;
e) Tribunal de Contas;
f) BCE;
g) BEI.

20. No processo comunitário de tomada de decisões, indica os órgãos que: a) poderão ser consultados; b) elaboram as propostas; c) promulgam as propostas.

III
21. Distingue os regulamentos das directivas quanto ao momento de entrada em vigor da ordem normativa interna dos Estados-Membros.

22. Os pareceres e as recomendações da Comissão e do Conselho não têm carácter vinculativo.
Explica o que isto significa.

23. Os sucessivos alargamentos têm implicado revisões ao Tratado de Roma para agilizar o processo de tomada de decisões.
Indica três alterações decorrentes do Tratado de Nice.

24. Indica a política comunitária e seus objectivos associados aos seguintes fundos estruturais:
a) FEDER;
b) FSE;
c) FC;
d) FEADER;
e) FEAMP.

25. Identifique os principais países beneficiados pelos fundos de coesão antes e depois de 2004.

26. Princípio da subsidiariedade: a União só deve actuar quando a sua acção seja mais eficaz do que uma acção desenvolvida a nível nacional, regional ou local, excepto quando se trate de domínios da sua competência exclusiva. Este princípio está intimamente relacionado com o princípio da proporcionalidade, que supõe que a acção da União não deve exceder aquilo que seja necessário para alcançar os objectivos dos Tratados.
http://europa.eu/legislation_summaries/glossary/subsidiarity_pt.htm
Ilustração dos princípios da subsidiariedade e proporcionalidade (rios)
Relacione os princípios acima referidos com o respeito pela soberania dos Estados-Membros.

27. Indique as cinco fontes de receita comunitárias.

28. O grande desafio está em conseguir alcançar a convergência real dos países mais desfavorecidos sem prejudicar o desenvolvimento e o bem-estar dos mais ricos. Ver PIB per capita
Relacione este desafio com a manutenção da paz na Europa.

29. O alargamento da União, o aprofundamento das políticas comuns, o novo contexto político posterior à queda do muro de Berlim e os novos problemas ambientais, colocam novos às principais políticas europeias.
Refira os novos desafios da:
a) PAC;
b) PCP;
c) Política Regional;
d) PEFP:
e) PESC.

30. A cidadania europeia foi institucionalizada pelo Tratado de Maastricht.
Indica os direitos decorrentes desta cidadania.

31. O período de crescimento económico que Portugal viveu com a adesão à CEE foi interrompido após a adesão ao Euro, verificando-se desde então a divergência real de Portugal relativamente à UE. Na lógica popular o Euro é por essa razão frequentemente apontado como causa da crise na economia portuguesa, esquecendo os nossos problemas estruturais.
Refere três problemas estruturais da economia portuguesa.

32. Qualquer país que apresente a sua candidatura para aderir à União Europeia (UE) deve respeitar os critérios de Copenhaga.
http://europa.eu/legislation_summaries/glossary/accession_criteria_copenhague_pt.htm
Explicite-os.

A União Europeia em diapositivos e estatísticas

Esta apresentação reúne os slides que se encontram no site oficial 2022.

Entre os indicadores mais importantes do EUROSTAT encontra-se o Anuário das Contas Nacionais 2013.

Anuário das Contas Nacionais 2017

Comenta 5 slides da Apresentação e 10 Gráficos do Anuário 2017.


Comenta 5 slides da Apresentação e 10 sheets do Anuário.

Pistas para exploração da informação estatística:

1. Justifique a União Europeia como membro da tríade mundial, comparando-a com os restantes membros, utilizando o PIB (Figura 1).

2. Comente a convergência/divergência real da economia portuguesa, utilizando a Tabela 1/Figura 2.

3. Comenta o dinamismo económica dos membros da tríade (Figura 3) e a posição de Portugal no contexto europeu (Tabela 2).

4. Justifica uma debilidade da economia portuguesa, partindo da Tabela 3.

5. Observa os sectores de actividade que maior importância adquiriram na UE (Figuras 4a e 4b).

6. Relaciona os valores observados na alínea anterior com a produtividade do trabalho (Figura 5 e Tabela 4).

7. Comenta a evolução das componentes da despesa no PIB da UE (Figuras 6, 7 e 8).

8. Relaciona o crescimento das economias com o investimento (Tabela 5 e Figura 9).

Rendimento disponível dos particulares

O rendimento pessoal engloba o total das receitas, ou dinheiro, recebido por um indivíduo, ou família, durante um dado período de tempo (normalmente um ano). As principais componentes do rendimento são receitas provenientes do trabalho (salários), da propriedade (rendas, juros e dividendos), as transferências internas (subsídios atribuídos pelo Estado) e as transferências do exterior (como as remessas de emigrantes).

Os impostos directos são aqueles que atingem imediatamente o sujeito com capacidade contributiva, pressupondo a existência de uma pessoa, de um património ou de um rendimento (IRC; IRS; IMI). Os impostos indirectos tributam a despesa (como o IVA e o ISP).

As quotizações sociais ou contribuições sociais distinguem-se dos impostos porque têm uma finalidade específica, não sendo por isso incluídas no Orçamento de Estado, mas geridas pela Segurança Social, "um sistema que pretende assegurar direitos básicos dos cidadãos e a igualdade de oportunidades, bem como, promover o bem-estar e a coesão social para todos os cidadãos portugueses ou estrangeiros que exerçam actividade profissional ou residam no território".

Os Estados cobram impostos e atribuem subsídios (abonos de família, subsídio de desemprego, rendimento social de reinserção, pensões, reformas) em situações específicas que ocasionam particular carência de recursos. O objectivo desta redistribuição do rendimento é atingir uma repartição de rendimentos mais justa que a repartição primária.

Se ao rendimento pessoal tirarmos os impostos directos e as contribuições sociais, ficamos com o rendimento pessoal disponível, que é o que as famílias têm para gastar. É este conceito de rendimento que é importante para as decisões económicas dos consumidores, determinando o montante que podem consumir ou poupar. A taxa de poupança indica a percentagem do rendimento disponível que não foi canalizada para o consumo.

Observa-se uma maior estabilidade do consumo em bens não duradouros, que correspondem a cerca de 90% do consumo privado. Os bens de consumo duradouros são aqueles cuja despesa é mais facilmente adiada em momentos de crise.

1. Distingue rendimento pessoal de rendimento pessoal disponível.

2. Distingue impostos directos de impostos indirectos.

3. Distingue as contribuições para a segurança social dos impostos.

4. Explica porque motivo a despesa em bens não duradouros é a parcela mais estável do consumo.

5. Utilizando o ficheiro de ajuda, calcula:
a) O Rendimento disponível dos particulares;
b) O Consumo privado;
c) A Poupança;
d) A Taxa de Poupança;
e) As Taxas de crescimento das diversas rúbricas.

6. Interpreta os cálculos acima efectuados:
a) Em que ano o rendimento disponível dos particulares (RDP) caiu mais;
b) Nesse ano, qual a rubrica cuja queda mais contribuiu para a redução do RDP;
c) Nesse ano, qual a rubrica cujo aumento mais contribuiu para a redução do RDP;
d) Nesse ano, comenta a variação verificada no consumo de bens duradouros;
e) Paradoxalmente, apesar dos efeitos que referiste nas alíneas anteriores, a taxa de poupança mantem-se sensivelmente ao mesmo nível. Como se explica isto?

7. Constrói um gráfico que ilustre que: RDP = Consumo de duradouros + Consumo de não-duradouros + Poupança (PREVIEW)
Comenta.

Revisão de conceitos, Exame de 2012, Época Especial - I

Com base nas questões de escolha múltipla do Exame de 2012, Época Especial, (Backup) faz-se uma primeira revisão de conceitos fundamentais, recorrendo ao blogue, sempre que possível. O número de cada grupo corresponde à pergunta de escolha múltipla inspiradora.

I

1. Como, vivendo em sociedade e dependendo uns dos outros, os indivíduos conseguem gerar e dividir entre si os bens e serviços necessários ao seu bem-estar social?
http://economiax.blogspot.pt/2012/09/a-economia-como-ciencia-social.html
1.1. Distinga o objecto científico do objecto real em Economia.
1.2. Explicite o papel da escassez da definição do objecto da Economia.

2. Muitas vezes o consumismo chega a ser uma patologia comportamental. A doença do consumismo tem nome, chama-se oniomania, ou consumo compulsivo. As pessoas compram compulsivamente coisas que não irão usar ou que não têm utilidade para elas apenas para atender à vontade de comprar.
http://economiax.blogspot.pt/2012/10/consumismo-e-consumerismo.html
http://economiax.blogspot.pt/2012/10/oniomania-doenca-que-atinge-1-da.html
2.1. Distingue consumismo de consumerismo.
2.2. Refira consequências do consumismo.

3. O volume da oferta varia em função do preço do respectivo bem, dos preços de todos os outros produtos, do preço dos factores de produção, da tecnologia e dos objectivos/estratégias dos produtores.
http://economiax.blogspot.pt/2009/02/teoria-elementar-da-oferta.html
3.1. Explicita o impacto do progresso tecnológico sobre o volume da oferta, referindo o seu efeito sobre os custos de produção.
3.2. Enuncia a lei da oferta.

4. As Taxas de Desemprego e as Taxas de Actividade são dois indicadores comuns.
http://economiax.blogspot.pt/2012/01/taxa-de-desemprego-foi-de-121-no-2.html
4.1. Calcula a Taxa de Desemprego e a Taxa de Actividade com os valores do 4º trimestre de 2010.
4.2. Interpreta a Taxa de Desemprego e a Taxa de Actividade.

5. Diz-se que uma empresa apresenta rendimentos crescentes à escala, também designados economias de escala, quando um aumento dos factores produtivos provoca um aumento mais do que proporcional no nível de produção.
Diz-se que uma empresa apresenta rendimentos decrescentes à escala, também designados deseconomias de escala, quando um aumento dos factores produtivos provoca um aumento menos do que proporcional no nível de produção.
http://economiax.blogspot.pt/2012/12/combinacao-dos-factores-de-producao.html
5.1. Indica a combinação óptima de factores correspondente aos salários w=5 e ao custo da capital r=5,5 na tabela que ficou incompleta, na segunda imagem do referido post.
5.2. Relaciona as economias de escala com a concentração que se verifica em muitos ramos da actividade económica: banca, automóvel, distribuição de combustíveis, distribuição a retalho, etc.

6. “Não há nada de mais útil que a água, mas ela não pode quase nada comprar; dificilmente teria bens com os quais trocá-la. Um diamante, pelo contrário, quase não tem nenhum valor quanto ao seu uso, mas se encontrará frequentemente uma grande quantidade de outros bens com o qual trocá-lo.” (Wikipédia)
http://economiax.blogspot.pt/2012/12/preco-de-um-bem-nocao-e-componentes.html
6.1. Explica o paradoxo da água e do diamante utilizando os conceitos de utilidade total e utilidade marginal.
6.2. Refere três factores que influenciam a formação dos preços.

7. O volume da procura varia em função do preço do respectivo bem, do rendimento familiar, dos preços dos outros bens e dos gostos dos consumidores.
http://economiax.blogspot.pt/2009/02/teoria-elementar-da-procura.html
7.1. Indica as variáveis de que depende o volume da procura, explicitadas por Lipsey na função da procura.
7.2. Explica por que razão o volume da procura varia inversamente com o preço do bem.

8. Os economistas tendem a observar o salário real médio que representa o poder de compra de uma hora de trabalho, ou os salários monetários divididos pelo índice de preços que representa a evolução do custo de vida.
http://economiax.blogspot.pt/2013/04/salario-nominal-vs-salario-real.html
http://economiax.blogspot.pt/2009/03/fundamentos-da-determinacao-dos.html
8.1. Distingue salário nominal de salário real.
8.2. Explicita três factores determinantes do valor dos salários.

9. O cálculo do PIB pela óptica da despesa será certamente o mais popular no jornalismo e na análise económica.
http://economiax.blogspot.pt/2012/11/componentes-da-despesa.html
9.1. Indica como se calcula o PIB pela óptica da despesa.
9.2. Indica as componentes do investimento Bruto.

10. Quando os particulares emprestam o dinheiro aos bancos, através dos depósitos, a operação diz-se passiva, porque nem precisam de pensar se devem receber o dinheiro ou não. Já quando os particulares contraem um empréstimo junto de um banco, este terá de analisar o perfil do devedor... portanto esta é uma operação activa, dependendo o valor do spread de vários factores, designadamente do risco de crédito do cliente, da finalidade do crédito, das características do empréstimo, das garantias dadas pelo cliente e da eventual aquisição de outros produtos e/ou serviços pelo cliente.
http://clientebancario.bportugal.pt/pt-PT/TaxasdeJuro/Perguntasfrequentes/Paginas/default.aspx
10.1. Relaciona a taxa de juro das operações activas com a taxa de juro das operações passivas.
10.2. Os mais necessitados beneficiarão de um spread mais baixo? Justifica.

11. Constituem recursos dos agentes os fluxos de monetários correspondentes a entradas, que quando empregues representam saídas.
http://economiax.blogspot.pt/2011/10/os-agentes-economicos-e-o-circuito.html
11.1. Identifica os empregos e recursos das Famílias indicados no circuito económico.
11.2. Distingue fluxos monetários de fluxos reais.

12. Somar o valor da produção de todas as empresas do território levaria a um PIB sobreavaliado (demasiado alto), porque como a produção de umas empresas entra como input no processo produtivo de outras, os designados consumos intermédios estariam a ser contabilizados várias vezes. Nisto consiste o problema da múltipla contagem, que poderá ser evitado adoptando um de dois métodos:
- Método dos produtos finais
- Método dos valores acrescentados.
http://economiax.blogspot.pt/2011/11/calculo-do-valor-da-producao-pib.html
http://economiax.blogspot.pt/2012/10/formulario-de-contabilidade-nacional.html
12.1. Distingue os dois métodos de cálculo do PIB.
12.2. Identifica a óptica de cálculo do PIB pressuposta quando se utilizam aos métodos acima referidos.

13. O sistema central não presta muita atenção aos stocks e fluxos que não são facilmente observáveis em termos monetários (ou sem contrapartida monetária explícita). (...)
Na actividade produtiva, o SEC inclui alguns casos limite, como:
a) Produção de serviços individuais e colectivos pelas administrações públicas;
b) Produção por conta própria de serviços de habitação ocupada pelo proprietário;
c) Produção de bens para consumo final próprio, por exemplo, produtos agrícolas;
d) Construção por conta própria, incluindo a das famílias;
e) A produção de serviços por empregados domésticos remunerados;
f) Piscicultura;
g) Produção ilegal, por exemplo, proxenetismo e produção de drogas;
h) Produção cujos rendimentos não são declarados na totalidade às autoridades fiscais, por exemplo, produção clandestina de têxteis.
Ficam fora dos limites da actividade produtiva:
a) Os serviços domésticos e pessoais produzidos e consumidos na mesma família, por exemplo, a limpeza, a preparação de refeições ou a assistência a pessoas doentes ou idosas;
b) As actividades voluntárias que não levam à produção de bens, como a vigilância e a limpeza não remuneradas;
c) O crescimento natural de peixes no alto mar.
SEC, Sistema Europeu de Contas Nacionais, 1995.
13.1. A despesa de construção para habitação por parte das famílias corresponde a um fluxo ou a um stock? Justifique.
13.2. Quando se calcula o PIB, pela óptica da despesa, em que componente se integra a rubrica indicada na questão anterior?

14. Os indicadores do comércio externo apresentaram-se no post Recordando a estrutura da Balança de Pagamentos.
http://economiax.blogspot.pt/2013/01/recordando-estrutura-da-balanca-de.html
14.1. Defina Taxa de Cobertura e Peso do Comércio Externo.
14.2. Relacione a Taxa de Cobertura com o saldo da Balança Comercial.

15. Com taxas de câmbio flexíveis, a ausência de intervenção implica uma balança de pagamentos equilibrada.
http://economiax.blogspot.pt/2013/01/taxa-de-cambio.html
15.1. Explique como a desvalorização da moeda contribui para o equilíbrio da Balança de Pagamentos.
15.2. Refira se em que medida a saída do Euro contribuiria para resolver os problemas da economia portuguesa.

16. O corte de florestas insubstituíveis, a degradação ambiental, a poluição, as chuvas ácidas ou o aquecimento global, constituem exemplos de externalidades.
http://economiax.blogspot.pt/2012/11/limites-da-contabilidade-nacional-ii.html
16.1. Defina externalidades.
16.2. Distinga externalidades positivas de externalidades negativas.

17. Referimos o planeamento indicativo e o planeamento imperativo, no contexto das Economias de Mercado vs. Economias de Direcção Central.
http://economiax.blogspot.pt/2008/09/economias-de-mercado-versus-economias.html
17.1. Distinga planeamento indicativo de planeamento imperativo atendendo à propriedade dos meios de produção.
17.2. Na economia portuguesa o planeamento imperativo apenas poderá ser aplicado no sector público. Justifique.

18. Para adoptarem o Euro, os Estados-Membros tiveram de alcançar um nível elevado de convergência económica sustentável, o qual foi avaliado com base no cumprimento dos critérios de convergência nominal.
http://economiax.blogspot.pt/2012/12/2012-10-aniversario-do-euro.html
18.1. Indique os critérios de convergência (nominal).
18.2. Distinga convergência nominal de convergência real



II

Num post novo, com o título Revisão de conceitos, Exame de 2012, Época Especial – II, responde à prova inspiradora. (Backup)

Critérios de Correcção

Curva de Lorenz e Coeficiente de Gini

Na análise da repartição do rendimento é frequente a repartição da população em quintis, isto é, ordenamos a polução dos mais pobres para os mais ricos, e repartimos a população em cinco partes iguais, cada uma com 20% da população. Cada um destes grupos é um quintil. No primeiro Quintil, Q1/5, ficam os 20% mais pobres,... no quinto Quintil, Q5/5, ficam os 20% mais ricos.
O indicador S80/S20 que já vimos, corresponde à relação entre a proporção do rendimento total recebido pelo Q5/5 (20% mais ricos) e o auferido pelo Q1/5 (20% mais pobres).

No Quadro abaixo analisa-se a repartição do rendimento pela população de dois países, A e B. A coluna (1) apenas apresenta a designação das 5 classes, evidenciando que cada uma corresponde a 20% dos indivíduos.
A coluna (2) evidencia que o total de indivíduos acumulados até ao Q2/5 corresponde a 40% (Q1/5 + Q2/5), até ao Q3/5 corresponde a 60%... e finalmente no último quintil, Q5/5, em termos acumulados obteremos necessariamente toda a população, 100%.
Num mundo perfeito, a igualdade absoluta na repartição do rendimento traduzia-se na distribuição indicada na coluna (3), isto é, a x% da população corresponderia x% do rendimento.
Nos países A e B, o primeiro quintil, Q1/5, dispõe de uma parcela de rendimento muito inferior a 20%. Em compensação o quinto quintil, Q5/5, dispõe de uma parcela de rendimento muito superior a 20%, como se observa nas colunas (4) e (5).
  • Com a os valores de Q1/5 e Q5/5, nas colunas (4) e (5), podemos calcular o rácio S80/S20 em ambos o países. Como em B a parcela do rendimento que cabe aos 20% mais ricos é 41 vezes maior que a parte atribuída aos 20% mais pobres, enquanto no país A esta razão é de 14, o rendimento encontra-se melhor distribuído no país A.
Finalmente, os valores acumulados de (4) e (5), encontram-se nas colunas (6) e (7). Estas colunas representam-se no gráfico abaixo, constituindo as curvas de Lorenz dos países A e B. Mostram que o rendimento se encontra pior distribuído no país B, porque a respectiva curva se encontra mais afastada da curva da igualdade absoluta (ou recta do 45 graus).
Não é frequente encontrar estatísticas da repartição do rendimento sob a forma de curvas de Lorenz, mas é comum a utilização do coeficiente de Gini (ou Índice de Gini), que mede a desigualdade na repartição do rendimento partindo das curvas de Lorenz.

  • O Coeficiente de Gini corresponde a 35,87 no país A e a 44,00 no país B. Explica-se abaixo como estes valores se interpretam, e no Ficheiro de ajuda como se calculam.

Observa a Figura 19-1. onde se representa o país A.

0, seria o valor do coeficiente de Gini no caso de uma distribuição do rendimento equitativa. Quanto mais os valores do coeficiente de Gini de afastam de 0, maior será a desigualdade. Frequentemente multiplica-se este rácio por 100, variando então o seu valor entre 0 e 100. Observe-se este indicador na União Europeia:

Fonte: EuroStat.


O Relatório Portugal, Balanço Social 2021 - Um retrato do país e de um ano de pandemia, NOVASBE, (Backup) mostra que em 2019, face a 2018, a parcela dos 25% mais ricos aumentou 4,0 pp. Ficheiro
1. Observando as curvas de Lorenz acima, indica a evolução da repartição do rendimento em Portugal no período 2018/19, referindo a percentagem atribuída ao quarto quartil (Q4/4).

2. Considerando a distribuição de rendimentos nos países C e D:
Ficheiro de ajuda
a) Calcula o rácio S80/S20;

b) Constrói o Gráfico com as Curvas de Lorenz;

c) Calcula os Coeficientes de Gini.

3. Interpreta os valores obtidos nas alíneas do ponto anterior.

4. Constrói um gráfico com os Coeficientes de Gini para 5 países, Portugal e 4 contrastantes (2 dos + ricos e 2 dos + pobres) da UE, considerando os dados de 2005-2021. Comenta a posição de Portugal relativamente aos restantes países que seleccionaste.

Repartição pessoal dos rendimentos: Leque salarial e Rendimento per capita

  • (...) os presidentes executivos (CEO) das empresas cotadas no índice PSI (antigo PSI20) viram as suas remunerações aumentar 47%.o vencimento médio bruto anual dos trabalhadores recuou 0,7% no mesmo período. Contas feitas, entre 2012 e 2022 o fosso salarial (pay gap) entre as remunerações dos CEO das empresas cotadas e o vencimento médio bruto anual dos funcionários que empregam acentuou-se. Se em 2012 os líderes destas empresas ganhavam, em média, 20 vezes mais do que os seus trabalhadores, no ano passado auferiram 36 vezes mais. E há mesmo casos em que o salário de 186 trabalhadores não chega para pagar o do seu CEO.
    EXPRESSO (Assinantes), 14 de Abril de 2023.
  • Mesmo quando seja maravilhosamente eficiente, a Mão Invisível pode, originar uma repartição bastante desigual do rendimento. Sob o laissez-faire, as pessoas acabam por ficar ricas ou pobres, dependendo do sítio onde nasceram, da riqueza que herdaram, dos seus talentos e esforços, da sorte na pesquisa de petróleo, do seu género ou da cor da sua pele. Para algumas pessoas, a repartição do rendimento resultante da concorrência não regulada parece tão arbitrária como e repartição darwiniana de alimentos e de pilhagem na selva.
    Samuelson
O rendimento pessoal engloba o total das receitas, ou dinheiro, recebido por um indivíduo, ou família, durante um dado período de tempo (normalmente um ano). As principais componentes do rendimento são receitas provenientes do trabalho (salários), da propriedade (rendas, juros e dividendos), as transferências do Estado (subsídios) e as transferências do exterior (como as remessas de emigrantes). Se ao rendimento pessoal tirarmos os impostos e contribuições pagos pelas famílias, ficamos com o rendimento pessoal disponível, que é o que as famílias têm para gastar. É este conceito de rendimento que é importante para as decisões económicas dos consumidores, determinando o montante que podem consumir ou poupar.

Para simplificar, suponha apenas a seguinte distribuição dos rendimentos primários em 3 países, com 4 famílias cada. Onde se encontra o rendimento melhor distribuído?
Uma aproximação à resposta poderá ser dada pela repartição funcional do rendimento, isto é, calculando a percentagem do rendimento que cabe ao trabalho em cada país.
Concluir-se-ia que em princípio o rendimento se encontra melhor distribuído no país 3, onde 70,9% do rendimento nacional é atribuído aos salários, - o rendimento mais comum - um valor muito acima de 34,9% e 55,8%, nos países 1 e 2.

O indicador mais comum da desigualdade salarial é o leque salarial que se define como:
Para comparar a repartição dos salários nos 3 países iremos utilizar o salário médio de cada família, que se calcula dividindo o montante de salários pelo número de indivíduos. Então, verificando qual é o salário máximo e o salário mínimo em cada país, podemos calcular o respectivo leque salarial.
A distribuição mais assimétrica dos salários verifica-se no país 2, onde um salário máximo corresponde a 2,3 salários mínimos. Nos países 1 e 3 um salário máximo corresponde apenas a 1,6 salários mínimos.

Fazendo a mesma operação para o conjunto dos rendimentos (s+r+j+l) é fácil concluir que a maior diferença de rendimentos se verifica no país 1, correspondendo o rendimento médio da Família D a 4,5 vezes o da Família A. No país 2 o rendimento médio máximo corresponde a 2,96 mínimos, e no país 3 corresponde a apenas 2,69. Portanto os rendimentos estão melhor distribuídos no país 3.

Que motivos poderiam justificar as desigualdades na repartição pessoal dos rendimentos? Já respondemos a esta pergunta no post A actividade produtiva e a formação dos rendimentos.

Um indicador frequentemente utilizado para comparar o rendimento em diferentes países é o Rendimento per capita:
No caso dos 3 países acima o Rendimento per capita é igual: 430/20 = 21,5. Por ser uma média, a sua maior limitação resulta de ignorar a distribuição do rendimento pela população. Supondo dois países A e B com um PIB per capita idêntico, se em A 80% da riqueza produzida se encontrar concentrada em 20% (ou menos) da população (como acontece nalguns países do Terceiro mundo), obviamente que o nível de vida médio em A será seguramente inferior ao de B.

Outro problema resulta da Economia Não-Registada, que em Portugal já ultrapassa os 25% desde 2011. O que neste post se diz para o PIB, transpõe-se facilmente para o Rendimento.

Finalmente, o PIB per capita enquanto medida de nível de vida também ignora as diferenças de preços entre os países que estão a ser comparados. Se uma família portuguesa tiver um rendimento igual ao de uma família que viva em Espanha, vai ter um nível de vida inferior, porque os preços praticados em Portugal geralmente são superiores aos praticados no país vizinho.

Também se pode referir que o indicador ignora a riqueza em termos sociais, culturais, ambientais, políticos,... mas isso seria pedir demais a um indicador económico.

O EuroStat calcula o Rendimento pessoal disponível per capita real ajustado (às diferenças de preços).


1. Aponte algumas razões que podem conduzir a uma repartição do rendimento injusta, mesmo num mercado eficiente.

2. Distinga o rendimento pessoal do rendimento pessoal disponível.

3. Considerando uma nova distribuição do rendimento, calcula nos 3 países:


a) A percentagem do Rendimento Nacional que cabe ao trabalho (Repartição Funcional do Rendimento);
b) Quantas vezes o salário máximo é maior que o salário mínimo (Leque salarial);
c) Em que país o rendimento se encontra melhor distribuído? (considerando todos os rendimentos, ie., a Repartição Pessoal do Rendimento);
d) O Rendimento per capita.

e) Comente os resultados obtidos nas alíneas acima.

4. Refira três limitações do Rendimento per capita.

5. O EuroStat, calculando o Rendimento pessoal disponível per capita real ajustado, já pretende responder a uma das limitações do Rendimento per capita. Qual? Justifique.

6. Publica um gráfico com os valores do Rendimento pessoal disponível per capita real ajustado (PORDATA) para 11 países, Portugal e 10 contrastantes (5 dos + ricos e 5 dos + pobres). Comenta o gráfico. PREVIEW