Lei dos Rendimentos Decrescentes

A produção (Y) resulta da combinação dos factores produtivos capital (K) e trabalho (L, da expressão inglesa Labour) utilizando uma dada tecnologia A (a letra t e utilizada em Economia para representar o tempo). Portanto, a expressão abaixo representa a função de produção, que já terás observado no blogue:

Y = f(A,K,L)
A longo prazo, todos os factores podem ser ajustados, incluindo o trabalho, as matérias-primas, o capital e a tecnologia. Isto é, dentro de determinados limites os factores são substituíveis. Estudaremos esta situação em próximos posts. Outra característica dos factores é a complementaridade, visto que ambos os factores são necessários para o desenvolvimento do processo produtivo.

O curto prazo é o período de tempo suficiente para o ajustamento dos factores produtivos variáveis, tais como as matérias-primas e o trabalho, mas demasiado curto para permitir que se alterem os factores fixos como o capital – edifícios e equipamentos – e a tecnologia.
Por exemplo, no curto prazo uma companhia aérea pode começar a fazer mais rotas, contratando mais pilotos, ou pedindo horas extras aos que já se encontram ao serviço. Igualmente, facilmente adquirirá mais gasolina ou contratará mais hospedeiras para os novos vôos, mas a aquisição de mais aviões, ou a sua substituição por aparelhos mais modernos só será possível a longo prazo.
No curto prazo, geralmente consideramos uma dada tecnologia, tomamos o capital como um custo fixo, e o trabalho como um custo variável. Isto nem sempre é verdade, por exemplo é relativamente difícil despedir funcionários públicos, mas o trabalho pode, em geral, ser mais facilmente ajustado do que o capital.

Segundo a lei dos rendimentos decrescentes, obtemos cada vez menor produção adicional à medida que acrescentarmos doses adicionais de um factor, mantendo fixos os restantes. Ou seja, mantendo constantes os restantes factores produtivos, o produto marginal de cada unidade do factor de produção reduzir-se-á com o aumento da quantidade utilizada desse factor.

Um exemplo anedótico, é o caso de empregarem mais secretárias nos escritórios sem cuidar de instalar novos equipamentos.

Imagine que na produção do bem X são utilizadas 10 unidades de Capital, variando o Trabalho de 1 a 5 unidades. A tabela abaixo mostra a Produção Total, O Produto Marginal e o Produto Médio.

O Produto Marginal - ou produtividade marginal - de um factor de produção é o produto adicional gerado por 1 unidade adicional desse factor, mantendo os restantes factores constantes.

O Produto Médio - ou produtividade média - é igual à produção total dividida pela totalidade de unidades do factor de produção.

Segue-se a imagem que ilustra a tabela acima.

Em casos extremos o produto marginal pode ser negativo. Voltando ao exemplo das secretárias, seria o caso de a funcionária não ter material para trabalhar, e começar a perturbar uma amiga!

1. Explica os seguintes conceitos:
- combinação dos factores produtivos
- função de produção
- factores de produção
- complementaridade dos factores
- substituibilidade dos factores
- o número óptimo de trabalhadores

2. Distingue o curto prazo do longo prazo tendo em vista a produção.

3. Enuncia a lei dos rendimentos decrescentes.

4. Define:
- Produto Marginal/Produtividade Marginal
- Produto Médio/Produtividade Média

5. Preenche a tabela que se encontra aqui, e constrói um gráfico que ilustre a relação entre a Produção Total, o Produto Marginal e o Produto Médio. Publica imagens da tabela e do gráfico.

6. Observando a tabela construída no ponto anterior.
a) Interpreta a linha correspondente ao trabalho = 3;
b) "Quando o produto marginal é decrescente, o produto médio também decresce". Justifica.
c) Identifica a coluna que expressa a lei dos rendimentos decrescentes.

Análise Económica II

Nas Contas Nacionais, o Quadro A.0.1 - Principais indicadores económicos (anual) sintetiza a evolução da economia portuguesa no período 2011/15.

1. Indica o ano em que o PIB:
- cresceu mais rapidamente
- cresceu mais lentamente
- caiu mais lentamente
- caiu mais rapidamente

2. Recordando a estrutura da despesa em 2010, indica como se calcularam os contributos, em pontos percentuais, do Consumo Privado e do Consumo Público em 2011.

3. Em 2011, interpreta o contributo para a variação do PIB, em pontos percentuais, das seguintes rubricas:
- Consumo privado
- Consumo público
- Formação bruta de capital
- Exportações
- Importações

4. Que relação se verifica entre os contributos para a variação do PIB e a tcv do PIB.

5. O valor Capacidade (+) /necessidade (-) líquida de financiamento do Resto do Mundo é o simétrico do apresentado para o Total da economia. Justifica.

6. Identifica as duas rubricas que mais contribuem para o crescimento do PIB em 2014 e em 2015. Justifica.

7. Constrói e interpreta um gráfico que apresente as taxas de variação real do Consumo Privado e do Rendimento disponível bruto das famílias e ISFLSF.

8. Constrói e interpreta um gráfico que apresente as taxas de variação nominal das Remunerações e dos CTUP, Custos do trabalho por unidade produzida (CTUP nominal).

9. Constrói e interpreta um gráfico que apresente as taxas de variação real do PIB e das componentes da Procura Global.

Gráficos

Limitações da Contabilidade Nacional II

O PIB inclui muitas variáveis questionáveis e omite muitas actividades económicas com valor. Por exemplo, o PIB inclui a produção de bombas e mísseis, bem como os salários pagos aos guardas das prisões. O aumento das actividades criminosas faz disparar as vendas de alarmes e sistemas de segurança, que se somam ao PIB. Por outro lado, o corte de florestas insubstituíveis, a degradação ambiental, a poluição, as chuvas ácidas ou o aquecimento global, constituem externalidades (*) que não têm qualquer impacto sobre o valor da produção.

A Contabilidade Nacional tem sido muito criticada pelas actividades extra-mercado que omite, procedendo-se então ao cálculo da importância da Economia Não-Registada - ENR, vulgo economia paralela - relativamente ao PIB. “Sendo clandestina e incluindo muitos procedimentos ilegais discute-se frequentemente a questão da sua medida. Aos que tendem a desvalorizar medições efectuadas há que recordar que o próprio produto interno bruto oficial é obtido por estimativas unanimemente aceites” (Índice de 2011, A Economia Não Observada em Portugal, OBEGEF, 2012).

A ENR inclui (1) a economia subterrânea, (2) a ilegal, a (3) economia informal e o auto-consumo e (4) produto não contabilizado por deficiências da estatística.



Os valores calculados para a economia portuguesa desde 1970 apresentam valores sempre crescentes, que em 2011 já terão ultrapassado 25% do PIB.
Fonte: Índice de 2011, A Economia Não Observada em Portugal, OBEGEF, 2012. * Backup

(*) Externalidades (ou efeitos sobre o exterior) ocorrem quando empresas ou indivíduos impõem custos ou benefícios a outros que estão fora do mercado. Se os sujeitos económicos ignoram os custos/benefícios das externalidades, obviamente que estas enviesarão a afectação óptima de recursos.
A poluição é obviamente uma externalidade negativa. As descobertas científicas, de cujo conhecimento poderá beneficiar a generalidade da população dizem-se externalidades positivas.

Continuando a utilizar o documento acima indicado:

1. Explicite o significado das diversas componentes da ENR: (1) a economia subterrânea, (2) a economia ilegal, (3) a economia informal e o auto-consumo e (4) discrepâncias estatísticas.

2. "Segundo alguns economistas, sobretudo em tempos de crise, a ENR funciona como uma almofada social e evita maior sofrimento à população. Será, por isso, desejável. Outros economistas dizem que representa um retrocesso civilizacional". Justifique estas duas perspectivas antagónicas, referindo algumas componentes da ENR.

3. Por que motivos aumentou a importância da ENR no PIB, de 1970 a 2011.

4. Comente a distribuição sectorial da ENR (Tabela 5, na p. 9).

5. Justifique a sobrevivência das populações em países com produto interno bruto oficial per capita abaixo do limiar de subsistência.

6. Problematize o conceito de "externalidades" no âmbito da ENR.

7. Indica uma estimativa mais actualizada da ENR, procurando no site https://www.obegef.pt/. Comenta a evolução observada desde 2011 indica o link que utilizaste.

8. Esta actividade é complementada com o TPC indicado aqui.



Sugestões * Respostas do Gemini

Apresentação Offshores * Qual a sua função económica?

A partir do momento em que os Offshores passaram a ser comentados pela opinião pública, os indicadores da ENR deixaram de ser actualizados, porque esta “falha” é muito maior. Neste vídeo, Pedro Santos Guerreiro explica como participam na lavagem de dinheiro.

Limitações da Contabilidade Nacional - I

Tarefa proposta como TPC



A maior limitação da Contabilidade Nacional decorre do desenvolvimento da economia paralela - economia não registada -, que já representa 1/4 do PIB. Se não fosse este flagelo, as contas públicas não apresentariam défice.

I
Visualiza a parte inicial do vídeo (novo link) (08:30-28:00) - primeiras intervenções, após as notícias - e responde às seguintes questões:

1. Explicita o conceito de Economia Paralela e suas componentes, expostas por Nuno Gonçalves.

2. Porque é que a população acha melhor não pagar os impostos?
Refere a argumentação de Sofia Santos.

3. Identifica a elite corrupta indicada por João Pedro Martins.

4. Como explica Helena Garrido o regresso da pergunta “com ou sem factura?”

5. Refere como a teoria da felicidade explica a fuga ao fisco? (Helena Garrido)


(Correcção)

II

Procura na Web/Youtube um ou mais vídeos referentes a Economia paralela, indica os links e faz um comentário com o mínimo de 200 palavras.

Capital

Ricos têm 300 vezes o património dos pobres: como reduzir as desigualdades em Portugal? - EXPRESSO, 2024

Numa altura em que subiu o número de pessoas em situação de pobreza, o grupo dos mais ricos também engrossou. Os 1% mais ricos em Portugal concentram 20% da riqueza. Metade mais pobre só tem 6,5%.
Mesmo apesar da pandemia, e dos seus efeitos na economia nacional e no rendimento das famílias, Portugal ganhou milionários(*) ao longo do ano passado. Segundo The Global Wealth Report, referente a 2020 — ano maioritariamente marcado pela Covid-19 —, Portugal tem 136.430 milionários, mais 19.430 do que no relatório de 2019.
(*) Dizem-se milionários pessoas com fortunas avaliadas acima de um milhão de dólares (cerca de 840 mil euros). (Observador)
Em Portugal, os milionários detêm cerca de 20% da riqueza total do país, segundo dados do Global Wealth Report 2023, do banco suíço UBS. Esta percentagem é inferior à média europeia, que é de 22%. O 1% mais rico da população portuguesa detém cerca de 40% da riqueza total do país. Esta percentagem é superior à média europeia, que é de 36%. O aumento do número de milionários em Portugal nos últimos anos tem contribuído para o aumento da desigualdade de riqueza no país.

A nível global a disparidade na distribuição da riqueza é maior, pois aos 1,1% mais ricos cabe 45,8% da riqueza, enquanto mais de metade da população mundial (os 55% mais pobres) dispõe apenas de 1,3% da riqueza.
Fonte: The Global wealth report 2021.

Em 2022, face a 2020, observa-se a perda de peso na dstribuição da riqueza de 0,1pp nas duas categorias inferiores. (Ficheiro)
Adam Smith, frequentemente referido como pai da Economia, no seu livro A Riqueza das Nações, explicitou o conceito de riqueza:

  • Cada homem é rico ou pobre consoante o grau em que lhe é dado fruir dos bens necessários à vida e ao conforto e das diversões próprias dos seres humanos. Mas, após a divisão do trabalho se ter estabelecido completamente, o trabalho de cada homem só poderá provê-lo de uma pequeníssima parte desses bens. A grande maioria deles terá de ser suprida pelo trabalho de outros homens e, assim, ele será rico ou pobre consoante a quantidade desse trabalho sobre que ele pode adquirir domínio, ou que lhe é possível comprar. Portanto, o valor de qualquer mercadoria, para a pessoa que a possui e não tenciona usá-la ou consumi-la, mas sim trocá-la por outras mercadorias, é igual à quantidade de trabalho que ela lhe permite comprar ou dominar. O trabalho constitui, pois, a verdadeira medida do valor de troca de todos os bens.
    O verdadeiro preço de todas as coisas, aquilo que elas, na realidade, custam ao homem que deseja adquiri-las é o esforço e a fadiga em que é necessário incorrer para as obter.
    Adam Smith (1723-1790)
Na época em que Adam Smith viveu a riqueza era em grande parte definida pela propriedade da terra e pelos títulos da nobreza, base de uma estrutura quase imutável.
Hoje o dinamismo económico e financeiro não tem qualquer comparação, e alguns indivíduos enriqueceram rapidamente nos anos 1990/2000, com as bolhas das dot.com, do imobiliário, dos novos espaços da distribuição, ou dos produtos financeiros, dizendo-se novos-ricos. A este ciclo de prosperidade artificial, desligada do resto da economia, sucedeu a crise financeira (2007/08) e na sua sequência estão a ser seguidas na Europa políticas de austeridade que forçam franjas da classe média a empobrecer. Aqueles que trabalham para ir pagando os empréstimos da casa, do carro, as despesas familiares, no caso de ficarem desempregados, facilmente serão novos-pobres. No entanto continua a ser praticamente impossível um rico tornar-se pobre.

A riqueza é muito difícil de medir, visto que nela se inclui todo o património acumulado pelos particulares, não apenas dinheiro, mas todos os activos financeiros ou não financeiros. Riqueza não é rendimento, mas obviamente que um rendimento mensal elevado contribui para acumular riqueza. A riqueza apenas se multiplica se for aplicada...

A riqueza que é mobilizada para o processo produtivo, com o objectivo de a reproduzir designa-se capital. Há muitos conceitos de capital, mas em termos práticos podemos defini-lo como o conjunto de todos os factores produtivos que são necessários para o desenvolvimento do processo produtivo, exceptuando o trabalho.

Entre os conceitos de capital, a Infopédia define capital financeiro, capital técnico, capital circulante, capital fixo, capital social e capitais próprios.



Observa que no capital financeiro, recursos monetários e títulos ao dispor de uma sociedade, distinguem-se:
  • Capitais Próprios, e
  • Capital Alheio
No capital técnico, conjunto de bens indispensáveis ao processo produtivo, distinguem-se:
  • Objectos de Trabalho: Matérias-primas, etc. que são integradas no produto final, participando num só ciclo produtivo, constituem o capital circulante
  • Meios de Trabalho: Instrumentos de trabalho, máquinas ou ferramentas, edifícios e terrenos participam em múltiplos ciclos produtivos, designando-se capital fixo
1. Apresenta um conceito de “riqueza”.

2. Distingue os novos-ricos dos novos pobres, relacionando-os com os conceitos de mobilidade social e desigualdade na repartição do rendimento.

3. A revista Forbes publica anualmente listas das pessoas mais ricas do Mundo. Partindo destas, a Wikipédia indica os 10 mais ricos do Mundo desde 2000. Analisando os rankings de 2022 e 2023, refere:
a) se se verificaram muitas mudanças nos primeiros 5 lugares;
b) o país dominante nas listas;
c) o interesse da indicação dos sectores de actividade.

4. Distingue riqueza de capital.

5. Define os seguintes conceitos de capital: capital financeiro, capital técnico, capital circulante, capital fixo, capital social, capitais próprios, capital alheio, capital natural e capital humano.

6. Utilizando as definições do ponto 5. classifica os seguintes itens:
a) recursos que um empresário mobilizou para a actividade produtiva
b) valores financeiros dos proprietários da empresa, afectados à produção
c) um empréstimo bancário que a empresa contraiu
d) maquinaria, edifícios, matérias-primas e matérias-subsidiárias empregues no processo produtivo
e) maquinaria, edifícios, etc. que são utilizados em vários ciclos produtivos (durante vários anos)
f) matérias-primas, que são incorporadas no produto acabado, participando num único ciclo produtivo
g) montante de recursos financeiros colocados à disposição de uma empresa pelos seus sócios
h) recursos naturais
i) factor produtivo trabalho

7. “De acordo com as nossas estimativas, o número global de milionários ultrapassará os 85 milhões em 2027”. (pp. 41 do The Global wealth report 2023).
Consultando a Tabela 1 deste relatório (pp. 42) identifica os cinco países que ganharão mais milionários em 2027, face a 2022.

Análise Económica

Projecções do FMI (Outubro de 2012) apontaram para um abrandamento do crescimento da economia mundial em 2012 (caiu a tcv de 3,8 para 3,3) e para uma recuperação gradual a partir de 2013 (tcv de 3,6). Contudo os vários países/áreas apresentam crescimentos muito diferentes. Prevê-se que a Área Euro registe recessão em 2012 (tcv de -0,4) e um crescimento quase nulo em 2013 (tcv de 0,2), a um ritmo muito inferior ao dos BRIC’s. No seio da área prevê-se que PIGS continuem em recessão em 2012 e 2013.



Para Portugal prevê-se que o PIB que já caiu em 2011 (tcv=-1,7) acelere o ritmo a que o país se afunda na recessão em 2012, prevendo-se tcv’s de -2,3 e -3,3, respectivamente, no 1º e 2º trimestres relativamente aos períodos homólogos do ano anterior. O quadro abaixo discrimina as taxas de crescimento homólogo real (isto é, em volume) de várias componentes da despesa nacional.



A estratégia proposta pelo XIX Governo (Pedro Passos Coelho) para o país se tornar mais competitivo radica na redução dos custos unitários do trabalho (CTUP), recorrendo mesmo à aceleração da redução dos salários nominais, no intuito de obter escassos ganhos de produtividade.



1. Observando o Quadro I.1.1. indica o peso dos membros da tríade dominante na economia mundial: Estados Unidos, EU-27 e Japão.

2. Indica os cinco países mais importantes na economia mundial.

3. Comenta as perspectivas de crescimento dos cinco países mais importantes em 2011-2013.

4. Comenta a capacidade de influência na economia mundial pela Alemanha em dois cenários: I - integrada na EU-27: e II – sozinha.

5. Observando o Quadro I.1.2. interpreta as taxas de crescimento homólogo real apresentadas para o 2º trimestre de 2012 pelo: (a) Consumo Privado; (b) Consumo público; e (c) PIB.

6. “Portugal é um avião a jacto com 4 motores, mas só um está a funcionar”. Justifica esta metáfora do Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, comentando a evolução das componentes da Procura Global indicadas no Quadro I.1.2.

(*)7. Observando o Quadro I.1.5. critica a estratégia definida pelo XIX Governo no OE2013 referindo o importante papel a desempenhar pelo Estado para fomentar a mudança do padrão de especialização, (HC Drive) defendida pela generalidade dos economistas.
Resumo do texto

8. Consultando o programa do XXI Governo, verifica a sua preocupação com a alteração do padrão de especialização da economia.

NOTAS:
BRIC’s -Os “tijolos” da economia mundial são: Brasil, Rússia, Índia e China.
PIGS - Portugal, Itália, Grécia e Spain. A variante PIIGS inclui a Irlanda; PIIGGS inclui o Reino Unido (Great Britain). Como o clube da bancarrota não pára de crescer, STUPID inclui Spain, Turkey, the UK, Portugal, Italy, and Dubai (Financial Times).
(*) A questão 7. é de desenvolvimento.

Componentes da Despesa

O cálculo do PIB pela óptica da despesa será certamente o mais popular no jornalismo e na análise económica. Já conheces a generalidade das componentes da Despesa:
  • Consumo Privado (C): dos particulares
    Consumo Privado = Despesa de consumo final das famílias residentes + Despesa de consumo final das ISFLSF

  • Consumo Público (G): do Estado
    Consumo Público = Despesa de consumo final das administrações públicas
  • Despesa de Consumo Final: DCF = C + G
    A despesa de consumo final consiste na despesa efectuada pelas unidades institucionais residentes com os bens ou serviços utilizados para a satisfação directa de necessidades ou carências individuais, ou das necessidades colectivas de membros da colectividade. A despesa de consumo final pode ser efectuada no território nacional ou no estrangeiro (INE, Metainformação)
  • Investimento Bruto/Formação Bruta de Capital (I): I = FBCF + VE
  • Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF): Valor que integra os bens duradouros novos de montante superior a 500 Euros destinados a fins não militares e produzidos/adquiridos pelas unidades produtoras residentes, para utilização por um período superior a um ano no seu processo produtivo (incluindo os que são adquiridos por recurso a contratos de leasing financeiro), e os serviços incorporados nos bens de capital fixo.
    http://smi.ine.pt/Conceito/Detalhes?id=6779&lang=PT
  • Variação de Existências (VE): A variação de existências é medida pelo valor da diferença entre, por um lado, as entradas de existências, e, por outro lado, as saídas e as perdas correntes de bens constantes das existências (INE, Metainformação)
  • Exportações, (X): As exportações de bens e serviços consistem nas transacções de bens e serviços (vendas, trocas directas, ofertas ou doações) de residentes para não residentes (INE, Metainformação)
  • Importações, (M): As importações de bens e serviços consistem nas transações de bens e serviços (aquisições, trocas diretas, ofertas ou doações) de não residentes para residentes (INE, Metainformação)
  • Despesa:
    Despesa Interna = PIBpm
    isto é, PIBpm = C + G + I + X – M
    ou Despesa Interna = Procura global – Importações
  • Despesa Nacional = PNBpm
    isto é, Despesa Nacional = PNBpm = PIBpm + Saldo dos rendimentos do trabalho, da propriedade e da empresa com o Resto do Mundo (SRRM)
    ou Despesa Nacional = Despesa Interna + SRRM
  • Procura:
    Procura Interna: Soma da Despesa de Consumo Final e de Formação Bruta de Capital efetuada por residentes (INE, Metainformação),
    isto é, Procura Interna = Consumo Privado + Consumo Público + Investimento
    ou Procura Interna = C + G + I
    Investimento = Formação Bruta de Capital Fixo + Variação de Existências (Formulário)
    Procura Global: Procura Global = Procura Interna + Procura Externa
    Procura Externa = Exportações de bens e de serviços (Formulário)


AQUISIÇÕES LÍQUIDAS DE OBJETOS DE VALOR
Definição: Os objetos de valor são bens não financeiros que não são principalmente utilizados na produção ou consumo, que não se deterioram (fisicamente) com o tempo, em condições normais, e que são sobretudo adquiridos e conservados como reservas de valor.
NOTAS: Os objetos de valor compreendem os seguintes tipos de bens: a) pedras e metais preciosos, como diamantes, ouro não monetário, platina, prata, etc.; b) antiguidades e outros objetos de valor, como pinturas, esculturas, etc.; c) outros objetos de valor, como joalharia trabalhada com pedras e metais preciosos, bem como objetos de coleção. Ver também § 3.116 e 3.117 do SEC/95.
http://metaweb.ine.pt/sim/CONCEITOS/Detalhe.aspx?cnc_cod=2674&cnc_ini=24-05-1994


I
Partindo do Quadro A.1.1.2.1 - PIB a preços de mercado na ótica da despesa (preços correntes; anual), ou no GDRIVE representa graficamente as expressões abaixo, com os valores de 1995 a 2023:

1. Despesa de consumo final = Despesa de consumo final das famílias residentes + Despesa de consumo final das ISFLSF + Despesa de consumo final das administrações públicas
Isto é, DCF = C + G

2. Formação bruta de capital = Formação bruta de capital fixo + Variação de existências + Aquisições líquidas de cessões de objectos de valor
isto é, I = FBCF + VE + AQLIQCOV (*)
(*) O valor das Aquisições líquidas de cessões de objectos de valor é frequentemente omitido porque tem geralmente pouca importância nas economias.

3. Procura interna = Despesa de consumo final + Formação bruta de capital
isto é, Procura interna = C + G + I

4. Procura externa líquida = Exportações de bens (FOB) e serviços - Importações de bens (FOB) e serviços
isto é, Procura externa líquida = X – M

5. Procura Global = Procura Interna + Procura Externa
isto é, Procura Global = C + I + G + X

NOTE QUE: C = Consumo Privado = Despesa de consumo final das famílias residentes + Despesa de consumo final das ISFLS

6. PIB a preços de mercado = Procura interna + Procura externa líquida
ou PIBpm = C + G + I + X – M
II
Constrói um gráfico que ilustre a evolução das componentes do PIBpm, em valores percentuais. Comenta-o.


III
Observando os Indicadores macroeconómicos da despesa (Base 2016), na folha III_01_02, do Anuário Estatístico de Portugal - 2021 (INE), verifica a relação entre estes indicadores e os pesos das componentes da despesa que calculaste acima.


Sugestões *** PREVIEW 1995/2021 *** 1995/2022 – help *** 1995/2023 - Ajuda e Preview

Causas e tipos de desemprego

Uma primeira causa do desemprego encontra-se no desenvolvimento tecnológico:

  • Com a entrada da China e da Índia em força no comércio mundial, não faz sentido que Portugal continue a apostar no têxtil, vestuário e calçado como no
    passado. É uma guerra perdida. Eles fazem muito mais barato. Portanto – como se diz em Economia – é preciso mudar o perfil de especialização da economia. Traduzindo, abandonar aquelas actividades e passar a estar noutras com mais valor acrescentado, mais tecnológicas. As que fazem a diferença na economia global. E isto está a acontecer. Devagar, mas está. É um motivo de optimismo para quem olha para a economia portuguesa.
    No entanto, todas as mudanças têm custo. Fazem vítimas. E os desempregados são as baixas desta guerra. Quem fica sem emprego nos sectores tradicionais não é desejado nas novas actividades. É muito velho e não tem qualificações. Desta forma, surgiu uma camada da população acima dos 45 anos que está no desemprego e que ninguém sabe o que lhe fazer, nem o que lhe vai acontecer. Perante isto, a taxa de desemprego vai continuar lá em cima.
    https://www.ordemeconomistas.pt/xportalv3/publicacoes/dossier.xvw?desemprego&p=83739
A automação ou automatização dos processos produtivos consiste na substituição do trabalho humano por aparelhos que executam as tarefas. O processo de automatização transforma as actividades, qualificando umas e desqualificando outras. São facilmente automatizáveis as tarefas mecânicas, processo que decorre desde a Revolução Industrial, mas com o desenvolvimento dos computadores, a vaga de informatização posterior aos anos 1980 estendeu-se às actividades administrativas e científicas.

Conjuntamente com estes processos, outra causa de desemprego consiste na transferência do trabalho para o consumidor, que em resultado da reconfiguração das tarefas passa a desenvolver as mesmas em regime self-service. Um exemplo paradigmático é o caso da rede multibanco que reconfigurou o sistema bancário e a relação dos clientes com a banca:

  • A rede Caixa Automático MULTIBANCO (CA-MB), o primeiro projecto da SIBS, foi
    lançada em 1985. O seu funcionamento teve início com a instalação de 9 CA-MB nas cidades de Lisboa e Porto, as quais permitiam fazer levantamentos; consultas (saldos e movimentos) e alteração de PIN.
    Dez anos depois, a rede era constituída por 3.745 equipamentos.
    http://www.multibanco.pt/export/sites/sibs_multibanco/pt/documentos/AniversarioMB/2010_DOSSIER_25_ANOS_MULTIBANCO.pdf

    Ao longo dos anos a marca MULTIBANCO reforçou a abrangência da sua oferta de serviços proporcionando atualmente aos seus utilizadores o acesso a mais 90 de operações, que têm origem nos mais diversos canais, incluindo as redes de Caixas Automáticos (CA), de Terminais de Pagamento Automático (TPA), a internet e o telemóvel com a comodidade e segurança de sempre
    https://www.multibanco.pt/operacoes/
Um problema estrutural da economia portuguesa decorre de nunca se ter verificado uma fase de predomínio do sector industrial – como se observou nas restantes economias – desenvolvendo-se assim a terciarização numa economia frágil, porque esta não acrescenta valor significativo aos produtos. Em 2008, o peso da indústria na economia nacional foi ultrapassado pelo sector financeiro.

  • Segundo o INE, os "desempregados" incluem todas as pessoas acima de uma determinada idade que, durante o período de referência, estavam: a) "sem trabalho", isto é, não estavam num emprego remunerado ou num emprego por conta própria; b) "atualmente disponíveis para trabalhar", isto é, estavam disponíveis para um emprego remunerado ou por conta própria durante o período de referência; c) "à procura de trabalho", isto é tinham dado passos específicos num período recente especificado no sentido de procurarem emprego remunerado ou por conta própria. Os que não tenham feito diligências para encontrar trabalho por considerar não ter idade apropriada, não tenham instrução suficiente, não saibam como procurar, achem que não vale a pena procurar ou achem que não há empregos disponíveis, dizem-se inactivos desencorajados. (INE, Metainformação)
Quando os economistas referem que uma economia se encontra em pleno emprego, isso não significa que o número de desempregados seja nulo, mas sim que verifica uma taxa de desemprego reduzida, em que é compatível o crescimento da produção com a ausência de inflação. O desemprego natural corresponde ao nível aceite na situação de pleno emprego.

Designa-se por desemprego tecnológico aquele que é provocado pelo desenvolvimento das tecnologias.

Geralmente não se encontra emprego no dia seguinte àquele em que se terminou o curso ou abandonou outro emprego, contribuindo essa fase de passagem para o desemprego friccional.

Define-se a taxa de desemprego de longa duração como o peso da população desempregada à procura de emprego há 12 ou mais meses sobre o total da população ativa.
http://smi.ine.pt/Conceito/Detalhes?id=5082&lang=PT

  • Ao longo dos últimos anos tem-se vindo a verificar um aumento considerável na parcela que o sector terciário representa no mercado de emprego global. A tal não é certamente alheio o facto de o número de empregos intimamente relacionados com a informação (e o seu tratamento) ter crescido consideravelmente.
    A Sociedade da Informação exige uma contínua consolidação e actualização dos conhecimentos dos cidadãos. O conceito de educação ao longo da vida deve ser encarado como uma construção contínua da pessoa humana, dos seus saberes, aptidões e da sua capacidade de discernir e agir. A escola desempenha um papel fundamental em todo o processo de formação de cidadãos aptos para a sociedade da informação e deverá ser um dos principais focos de intervenção para se garantir um caminho seguro e sólido para o futuro.
    Livro Verde para a Sociedade da Informação


1. Constrói a partir da população desempregada à procura de novo emprego: total e por profissão anterior (PORDATA) um gráfico que evidencie como a percentagem de desempregados à procura de novo emprego varia com a profissão anterior, para:

a) Homens; PREVIEW

b) Mulheres. PREVIEW

2. Conjugando os dois gráficos anteriores, compara o desemprego masculino com o feminino. HELP

3. Constrói e comenta um gráfico representando a evolução das taxas de desemprego em Portugal, de 1983 até hoje, segundo o género.

4. Relaciona a mudança do perfil de especialização exigido pela economia portuguesa com a globalização das economias.

5. Explica um dos conceitos de desemprego apresentados acima, referindo porque este afecta particularmente os jovens.

6. Calcula e interpreta a taxa de desemprego, utilizando dados referentes ao 3º Trimestre de 2012.


7. Consultando o Livro Verde para a Sociedade da Informação, indica os pilares do conhecimento.

8. Refere a contribuição dos seguintes aspectos para o nível de desemprego:
- banalização da compra de produtos chineses;
- actividades em self-service;
- automação/automatização;
- informatização;
- globalização e integração económica.

Economias de Mercado vs Economias de Direcção Central - ESPAÇOS

Um tema importante do Módulo 5 é a distinção entre Economias de Mercado e Economias de Direcção Central. Testa os teus conhecimentos preenchendo os espaços aqui.

Como prova da realização da tarefa, publica no teu blogue uma imagem personalizada que mostre a pontuação obtida no final do exercício.

Os recursos naturais

Dizem-se recursos não renováveis os que, uma vez consumidos, não podem ser substituídos, pelo menos num espaço de tempo razoável. São produtos resultantes de processos extremamente lentos da litosfera, e não são auto-renováveis no esquema humano das coisas. De maneira geral, os recursos minerais consideram-se pertencentes a estes recursos sujeitos a desaparecerem.
http://www.infopedia.pt/$recursos-nao-renovaveis

A actividade humana foi apontada, em 2007, por cientistas especializados nesta área e reunidos sob o Painel Intergovernamental de Alterações Climáticas, como sendo a principal causa destas mudanças do clima. É, por isso, imprescindível reduzir as emissões de gases. Como? Eliminando, progressivamente, o uso massivo dos combustíveis fósseis, substituindo-os pelas energias renováveis, fomentando a poupança de energia e eficiência energética.
http://www.wwf.pt/o_nosso_planeta/alteracoes_climaticas/

Diferentemente da perspectiva do crescimento económico, que vê o bem-estar de uma sociedade apenas pelos recursos ou pelo rendimento que ela pode gerar, a abordagem de desenvolvimento humano procura olhar directamente para as pessoas, suas oportunidades e capacidades. O rendimento é importante, mas como um dos meios do desenvolvimento e não como seu fim. É uma mudança de perspectiva: com o desenvolvimento humano, o foco é transferido do crescimento económico, ou do rendimento, para o ser humano.
http://www.pnud.org.br/IDH/DesenvolvimentoHumano.aspx?indiceAccordion=0&li=li_DH

A utilização de energia per capita apresenta grandes disparidades entre diferentes regiões do Planeta.


Os principais responsáveis pela poluição são exactamente os que menos utilizam combustíveis renováveis e resíduos (em percentagem da energia total).


Em Portugal, a produção de energia eléctrica a partir de fontes renováveis subiu de 28,6 % em 1995 para 48,7% em 2015 (aqui). A Biomassa destaca-se das restantes alternativas, com a Hídrica, a Eólica e os Biocombustíveis a disputarem as posições seguintes.

Tarefa

Consultando os recursos indicados, constrói uma apresentação no Google Drive, com o mínimo de 10 slides (incluindo um gráfico do PORDATA), tendo em consideração os seguintes objectivos:

  • Classificar os recursos naturais
  • Reconhecer o problema da escassez de recursos face a necessidades ilimitadas
  • Referir exemplos de tecnologias alternativas na produção de energia
  • Quantificar o crescimento que estas tecnologias alternativas têm tido recentemente
  • Apresentar alguns produtos/soluções disponíveis no mercado
Recursos

Produção e processo produtivo

A produção é a actuação do Homem sobre a Natureza com vista à obtenção de bens e serviços.

O processo produtivo é a sequência de etapas através das quais os factores produtivos - designadamente o capital e o trabalho - transformam as matérias-primas em produtos finais.

A produção só é considerada actividade económica quando os bens se destinam ao mercado – não a auto-consumo, ou a familiares e/ou amigos – e quando o trabalho é remunerado. Actividades não remuneradas – como o trabalho doméstico, caça desportiva, etc. – são consideradas lazer.

Hoje, quem não participa na actividade económica sente-se excluído da sociedade por falta de rendimento para adquirir os bens. Porém, em termos sociais, o trabalho inicialmente era encarado como algo negativo.

As contas nacionais portuguesas desdobram a produção nos seguintes ramos de actividade:
1. Agricultura, silvicultura e pesca
2. Indústrias extractivas
3. Indústrias alimentares, das bebidas e do tabaco
4. Indústria têxtil, do vestuário, do couro e dos produtos de couro
5. Indústria da madeira, pasta, papel e cartão e seus artigos e impressão
6. Fabricação de coque e de produtos petrolíferos refinados
7. Fabricação de produtos químicos e de fibras sintéticas e artificiais
8. Fabricação de produtos farmacêuticos de base e de preparações farmacêuticas
9. Fabricação de artigos de borracha, de matérias plásticas e de outros produtos minerais não metálicos
10. Indústrias metalúrgicas de base e fabricação de produtos metálicos, excepto máquinas e equipamentos
11. Fabricação de equipamentos informáticos, equipamentos para comunicação, produtos electrónicos e ópticos
12. Fabricação de equipamento eléctrico
13. Fabricação de máquinas e equipamentos, n.e.
14. Fabricação de material de transporte
15. Indústrias transformadoras, n. e.; reparação, manutenção e instalação de máquinas e equipamentos
16. Produção e distribuição de electricidade, gás, vapor e ar frio
17. Captação, tratamento e distribuição de água; saneamento, gestão de resíduos e despoluição
18. Construção
19. Comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e motociclos
20. Transportes e armazenagem
21. Actividades de alojamento e restauração
22. Actividades de edição, gravação e programação de rádio e televisão
23. Telecomunicações
24. Consultoria, actividades relacionadas de programação informática e actividades dos serviços de informação
25. Actividades financeiras e de seguros
26. Actividades imobiliárias
27. Actividades jurídicas, de contabilidade, gestão, arquitectura, engenharia e actividades de ensaios e análises técnicas
28. Investigação científica e desenvolvimento
29. Outras actividades de consultoria, científicas e técnicas
30. Actividades administrativas e dos serviços de apoio
31. Administração pública e defesa; segurança social obrigatória
32. Educação
33. Actividades de saúde humana
34. Actividades de apoio social
35. Actividades artísticas, de espectáculos e recreativas
36. Outras actividades de serviços
37. Actividades das famílias empregadoras de pessoal doméstico. actividades de produção de bens e serviços pelas famílias para uso próprio
38. Actividades dos organismos internacionais e outras instituições extra-territoriais
Fonte: INE.

Na análise económica a classificação de actividades mais conhecida deve-se a Colin Clark que distinguiu três sectores:

I - Sector Primário: extracção de matérias-primas (agricultura, silvicultura, pescas, pecuária, minas)

II - Sector Secundário: construção e indústrias transformadoras (transformam as matérias-primas em produtos, a utilizar por outras indústrias ou destinados a consumo final)

III – Sector Terciário: serviços (comércio, transportes, restauração, telecomunicações, banca, seguros, educação, saúde, justiça, etc.)

No Sector II distinguem-se frequentemente as indústrias tendo em consideração a (1) proporção em que combinam os factores produtivos, ou a (2) história das tecnologias:

(1) As indústrias ligeiras (como as alimentares, de vestuário, calçado, etc.) podem começar a funcionar com um investimento relativamente reduzido, predominando o factor trabalho. Já as indústrias pesadas (indústrias metalúrgicas, construção naval, cimentos, energia, etc.) exigem um volumoso investimento inicial, predominando o factor capital. Assim podem-se designar as primeiras por indústrias trabalho-intensivas e as segundas por indústrias capital-intensivas;

(2) As indústrias tradicionais (como as alimentares, de vestuário, a metalurgia, etc.) distinguem-se das indústrias modernas (indústria farmacêutica, biotecnologia, componentes electrónicos, informática, telecomunicações, etc.) porque as primeiras utilizam tecnologia já conhecida desde a Revolução Industrial, enquanto as segundas utilizam tecnologias mais recentes, por vezes referidas como “tecnologias de ponta”.

A análise da estrutura sectorial da produção permite comparar o nível de desenvolvimento de diferentes países e/ou analisar a evolução de cada país. Assim nos países mais desenvolvidos o contributo do Sector I (Agricultura) para o PIB é diminuto.
Fonte: Country Profiles, EUROSTAT.

A estrutura sectorial do emprego mostra que em 1974 ainda predominava o sector primário, enquanto hoje os serviços representam quase 2/3 da população empregue, sem que alguma vez o sector secundário tenha sido dominante, uma ausência de industrialização que constitui uma debilidade da economia portuguesa.

Fonte: PORDATA.

Tendo a estrutura sectorial da produção e a estrutura sectorial do emprego é fácil explicar que como as pessoas procuram actividades melhor remuneradas, se deslocam das actividades com menor produtividade (*) para as mais produtivas, visto que estas podem pagar salários mais elevados.


Observando a produtividade de Portugal no contexto da União Europeia, verifica-se que ficamos muito aquém dos países mais ricos, e estamos a ser ultrapassados por países mais pobres, que entraram após o alargamento de 2004. Em 1995 a produtividade do trabalho por hora trabalhada na Alemanha encontrava-se 23,4€ (34-10,6=23,4) acima da portuguesa, diferença que aumentou em 2020 para 32,7€ (56,5-23,8=32,7). Comparando com a República Checa, a sua produtividade em 1995 era metade da portuguesa, mas já nos ultrapassou.


(*) O conceito de produtividade será leccionado brevemente. Entretanto, neste exercício, define tu a produtividade - a calcular no ponto 3. - por analogia à seguinte situação:
Se dois estudantes, A e B, obtêm a mesma média no final do secundário - 16, foi a "produção" de ambos - mas o A estudava 1 hora/dia, enquanto o B despendia 2 horas/dia no seu "trabalho", então o A foi mais produtivo que o B.



1. Indica os ramos de actividade apresentados pelas Contas Nacionais portuguesas de acordo com a classificação de Colin Clark.

2. Aponta três ramos de actividade considerados:
a) indústrias ligeiras;
b) indústrias pesadas;
c) indústrias modernas;
d) indústrias tradicionais.

3. Calcula a produtividade dos sectores I, II e III em 1995 e em 2009. Justifica a alteração da estrutura sectorial do emprego ao longo deste período, e refere o cenário mais plausível da sua evolução após 2009.

4. Constrói um gráfico ilustrativo da questão 3. (PREVIEW) e comenta-o. (HELP)

5. Utilizando a Nominal labour productivity per person employed (ESA 2010) (no EUROSTAT) de 2012 a 2023 (Ficheiro de ajuda), constrói no GoogleSheets e comenta um gráfico com os 5 países indicados, Portugal e 4 países contrastantes (2 mais pobres e 2 mais ricos). * PREVIEW

Orçamento de Estado de 2013

Destaque
  • O Estado não vai ter dinheiro para pagar as nossas reformas. Não vai haver dinheiro para pagar a nossa saúde. A educação dos nossos filhos deixará de ser feita em escolas públicas. Na doença ou no desemprego teremos de ser nós a garantir a nossa sobrevivência. E haverá menos crédito para tudo, para comprar um carro ou uma casa.
    Helena Garrido
Jornais especializados em Economia: Dossiers Orçamento 2013 noutros sites: 1. Utilizando os sites acima faça link para seis notícias sobre o Orçamento de Estado de 2013 e comente cada uma delas com um texto de aproximadamente 100 palavras.
Post exemplo com 134 palavras

2. Lendo a argumentação exposta por Castro Caldas (*), explica que numa economia globalizada e interdependente, a austeridade imposta pelo Orçamento de Estado português se destina a salvar a irresponsabilidade dos bancos alemães.

3. Tendo em conta as notícias que leu e os comentários anteriores, apresente a sua perspectiva sobre o OE num texto de 200 palavras.

OBSERVAÇÃO: Na medida das suas capacidades utilize os conceitos que aprendeu em Economia correctamente, pois este aspecto é IMPORTANTE na avaliação da tarefa.

Links relacionados

Fonte: Vídeo: Um retrato do Orçamento do Estado para 2013
Pagar mais impostos por menos serviços - Que lógica é esta?

Subida de imposto sobre tabaco de enrolar "promove mercado ilegal e compromete receita"
Evitar a substituição de cigarros por tabaco de enrolar ou promover o crescimento da economia paralela?

Dossier Finanças Públicas no Jornal de Negócios: todas as notícias relacionadas com política orçamental.

O que fica do Estado, além da polícia e da justiça, para quem afirma que "o Estado só deve fazer aquilo que faz bem, e deve fazer muito melhor aquilo que não pode deixar de fazer"?

Saiba onde os ministros aplicam as suas poupanças. Exemplos a seguir? Dossier Finanças no Diário Económico: Finanças públicas e privadas na mesma secção.

Fonte: Gráficos Dinheiro Vivo.
O Estado Social em Portugal sempre assegurou menor protecção que na UE. De 2010 para 2011, as despesas com a segurança social foram cortadas em quase 2/3. Qual será o objectivo?

Dossier Fisco no Dinheiro Vivo: Notícias sobre a política fiscal.

Dossier Estado Social no Dinheiro Vivo: Notícias sobre as políticas sociais.
(*) José Castro Caldas é Doutorado em Economia pelo ISCTE.

Bens – noção e classificação

As necessidades são satisfeitas utilizando bens.

Quanto ao custo estes podem classificar-se em bens livres e bens económicos. Em Economia, o conjunto de bens que estão disponíveis a preço nulo (gratuitamente) dizem-se bens livres. Estes bens não são estudados, porque não colocam o problema da escassez: podes sempre beber mais água no mar, apanhar mais Sol na praia, passear pela floresta, conversar com os amigos, respirar sem sequer pagar impostos (por enquanto!)...

“Não há almoços grátis!” é uma expressão popular bem significativa que um professor de Economia escolheu para a coluna que publica regularmente no Diário de Notícias. Curiosamente, no site www.dn.pt disponível na Web – gratuitamente – podemos lê-lo sem o comprar ;) A Internet veio oferecer-nos muitos bens gratuitos, desde que tenhamos acesso a uma ligação, e isto está a mudar a configuração das sociedades.

Se tentares prosseguir a lista acima terás muita dificuldade, porque a generalidade das necessidades são satisfeitas por bens económicos, bens com preço maior que zero, que portanto obrigarão a optar entre uns e outros, colocando o problema da escassez - e dos custos de oportunidade -, porque o orçamento familiar é sempre limitado.

Quanto à forma como as necessidades são satisfeitas distinguem-se os bens materiais dos serviços. Os bens económicos podem ser bens físicos, palpáveis – como os alimentos, o vestuário, a playstation, etc. – isto é, bens materiais.

Outro tipo de bens exigem a presença de uma terceira pessoa, seja o médico no caso duma consulta, o professor numa aula, o motorista do autocarro, etc. Bens deste tipo dizem-se serviços: a saúde, a educação, a actividade comercial, os transportes, a banca, os seguros, etc.

Quanto à sua função os bens classificam-se em bens de consumo e bens de produção. Os bens que os consumidores utilizam para satisfazer as suas necessidades dizem-se bens de consumo.

Aqueles a que as empresas recorrem para produzir outros bens dizem-se bens de produção. Portanto, o computador que tu usas para te divertires é um bem de consumo, mas se o utilizares como instrumento de estudo, para desenhar um projecto de uma habitação, fazer a contabilidade de uma empresa, guardar dados de processos, etc. o mesmo computador já será um bem de produção.

Quanto à sua duração distinguem-se os bens duradouros dos bens não duradouros. Os primeiros serão utilizados múltiplas vezes, enquanto os segundos serão consumidos numa única vez. Por exemplo, quando se escovam os dentes, a escova é substituída após alguns meses, mas a pasta dentífrica ou o gel têm uma única utilização, apesar de a embalagem conter produto suficiente para várias. Igualmente apenas se come cada bife uma vez, mas os talheres podem durar muitos anos.

Quanto às suas relações recíprocas distinguem-se os bens sucedâneos – ou substituíveis – dos bens complementares. Os bens sucedâneos utilizam-se alternativamente (A ou B); os bens complementares conjuntamente (A + B). Imagine-se que se pode ficar satisfeito com uma sandes de queijo ou de fiambre. Como se pode substituir o queijo pelo fiambre (ou vice-versa) estes bens são sucedâneos. Mas para fazer a sandes também será necessário o pão! Como a sandes terá o pão e o queijo ou o fiambre ou mesmo o conjunto destes ingredientes – para uma sandes mista -, o pão é um bem complementar relativamente ao queijo e ao fiambre.

Até agora pensou-se na complementaridade entre bens de consumo, dita complementaridade horizontal. Mas também se verifica complementaridade ao nível da produção, pois para produzir um livro não basta o papel, também serão necessárias máquinas e pessoas para o imprimir e encadernar. Na produção diz-se complementaridade vertical.



1. Indica o critério de distinção entre bens materiais e serviços.

2. Apresenta dois exemplos de bens materiais e dois exemplos de serviços.

3. Indica o critério de distinção entre bens económicos e bens não económicos.

4. Apresenta dois exemplos de bens económicos e dois de bens não económicos.

5. Indica o critério de distinção entre bens de consumo e bens de produção.

6. Apresenta dois exemplos de bens de consumo e de bens de produção.

7. Indica o critério de distinção entre bens duradouros e bens não duradouros.

8. Apresenta dois exemplos de bens duradouros e de bens não duradouros.

9. Indica o critério de distinção entre bens sucedâneos e bens complementares.

10. Apresenta dois exemplos de bens sucedâneos e de bens complementares.

11. As máquinas podem substituir as pessoas no processo produtivo, mas a produção nunca ocorre sem máquinas e pessoas. Classifica os factores produtivos (capital e trabalho) quanto às suas relações recíprocas.

12. César das Neves apresenta uma série de “almoços digitais” gratuitos, mas conclui que “afinal, não há almoços grátis”. Explica como podem os sites continuar a obter lucros generosos, enquanto fornecem informação gratuita.

13. Lê o texto Don TAPSCOTT, Tempo de transformação, reflectindo sobre a mudança que se verificou no mundo da música, nos últimos 25 anos. Partindo da tua experiência, refere o impacto da Internet no mundo da educação.

Exames de Economia A - 2011/2012


Fonte: http://besp.mercatura.pt/

Em 2011/12 a nossa Escola ficou em 2º lugar entre as escolas públicas do Concelho de Sintra.

A média obtida pelos estudantes em exame foi de 11,75 valores, tendo baixado em média 2,05 valores relativamente à classificação que o professor lhes tinha atribuído, 13,8 (CIF).

Combinando a classificação de exame com a CIF, os alunos terminaram Economia com média de 13,2 (Média CFD, isto é, Classificação Final da Disciplina), em que:
CFD=0,70*CIF + 0,30*CE

O Desvio Padrão de 2,99 representa a média dos desvios em relação à média nas Classificações de Exame. Obviamente que no exame os alunos não obtiveram todos 11,75... uns tiveram notas melhores, outros piores. A média desses desvios em relação aos 11,75 foi quase 3 valores!

É importante trabalhar para manter/melhorar estes resultados, porque nos anos anteriores a Escola se encontrava no final desta tabela.

Oniomania – Doença que atinge 1% da população





1. Refere factores que conduzam ao consumo impulsivo.

2. Caracteriza a oniomania.

3. Distingue o consumismo da doença (oniomania)?

4. “Comprar coisas de que não se precisa faz parte do estatuto de ser mulher”. Comenta.

5. “A compulsão não escolhe género, os homens apenas têm outros interesses”. Identifica as áreas de consumo compulsivo segundo o género.

6. Identifica o perfil das pessoas que correm maior risco de se endividarem.

7. Refere a Internet como facilitadora do consumismo.

8. Refere a Internet como ferramenta de uma atitude consumerista.

9. A propensão ao consumismo depende da educação? Como?

Olha! O INE dá o mesmo que o PORDATA!

A taxa de crescimento da economia – taxa de crescimento em volume do PIB – calculada pelo INE no Quadro A.1.1.8, que se encontra navegando por aqui...



... dá exactamente o mesmo (até 2010) que a tcv calculada a partir do PORDATA no exercício Preços correntes versus preços constantes:



1. Considerando o período 1996-2012, indica o ano em que:
a) A economia cresceu mais;
b) A economia cresceu menos;
c) A economia não cresceu nem caiu;
d) A economia caiu mais;
e) A economia caiu menos.

2. Justifica porque a tcp apresenta valores diferentes da Taxa de Inflação.

3. Justifica a discrepância, em 2011 e 2012, entre o valor da tcv que tu calculaste e o valor da tcv que o INE apresenta.

Consumismo e consumerismo

A diferença entre o consumerismo e o consumismo é que no consumerismo as pessoas adquirem somente aquilo que caracteriza um consumo racional, controlado e responsável, que tem em conta as consequências económicas, sociais, culturais e ambientais do próprio acto de consumir.

Já no consumismo a pessoa gasta tudo aquilo que tem em produtos supérfluos, que muitas vezes não é o melhor para ela, porém é o que tem curiosidade de experimentar devido à publicidade, à moda ou por ser um produto de marca.

Muitas vezes o consumismo chega a ser uma patologia comportamental. A doença do consumismo tem nome, chama-se oniomania, ou consumo compulsivo. As pessoas compram compulsivamente coisas que não irão usar ou que não têm utilidade para elas apenas para atender à vontade de comprar.

O consumerismo é importante para levar o indivíduo a reflectir sobre as suas necessidades, aspirações e recursos, nunca se desligando das consequências dos seus actos para o ambiente, para os trabalhadores e para o mercado... Ler mais

O consumidor precisa de estar mais atento aos recursos naturais e à sua utilização, em função das suas necessidades reais. É o caso da água, das embalagens, do uso da energia, dos transportes e da gestão dos resíduos. Há uma relação directa entre o que consumimos e o desenvolvimento sustentável. Quando consumimos com critério e com cuidado pelo ambiente estamos a preservar esses recursos e o próprio Planeta. Ler mais

Outros recursos

http://decojovem.pt/ - Site da DECO para os jovens

Regresso às aulas em segurança - Brochura do Governo

https://www.consumidor.gov.pt/ - Portal do Consumidor

https://www.nestlecriancassaudaveis.pt/ - A responsabilidade social da Nestlé, expressa num site de educação alimentar para crianças (do pré-escolar ao 3º ciclo)

Segurança em Dispositivos Móveis - Um alerta recente da SeguraNet.pt/

Segurança na Internet - Brochuras Comunicar em Segurança - Fundação Altice

Ecocidadão - Um ebook para reflexão sobre mobilidade sustentável

Obesidade Infantil: testemunho de quem já teve peso a mais - Academia RTP

Texto curto: Consumismo e consumo

Direitos e Deveres do Consumidor Consumerismo

Um mundo de loucos ... - Texto que circula nas redes sociais

I Parte
1. Distingue consumismo de consumerismo.

2. Justifica a importância de uma atitude consumerista.

3. Relaciona o consumerismo com a necessidade de preservar os recursos naturais e os equilíbrios ecológicos

II Parte
Fazer uma apresentação no Google Drive e partilhá-la no blogue, subordinada ao tema consumismo e consumerismo com o mínimo de 10 slides, utilizando os recursos indicados acima.

III Parte
Fazer uma apresentação no Google Drive e partilhá-la no blogue, com a matéria até agora leccionada em Economia, como preparação para o 1º Teste.

SUGESTÃO: Tópicos para um resumo ou apresentação

A Sociedade de Consumo

Recursos

  • O conceito de sociedade de consumo é um dos conceitos usados para caracterizar a época contemporânea, que é a era das massas. Os Estados Unidos da América foram o primeiro país em que se verificou a sociedade de consumo, já após a Primeira Grande Guerra (numa euforia que foi fortemente abalada pela Grande Depressão), mas sobretudo após a Segunda Guerra Mundial. Infopédia 2012

    Vídeo: A História das Coisas * RESUMO
  • Na década de 90, em particular na segunda metade, o endividamento das famílias portuguesas subiu em flecha. Vários factores de conjuntura explicam esse aumento acentuado. A adesão à zona euro e o processo de convergência real que a precedeu - com a aproximação significativa do padrão de vida das famílias portuguesas à média europeia - deram início a uma era de estabilidade de preços e de juros nominais e reais historicamente baixos. Ao mesmo tempo, uma maior facilidade no acesso ao crédito foi potenciada pela liberalização e inovação financeiras e por uma forte competição entre a oferta.
    Texto na Ordem dos Economistas
Conceitos

Revolução Industrial – Com a industrialização e a produção em série, produzir os bens ficou mais fácil que vendê-los.

Marketing - Como a oferta excede a procura, utilizam-se estratégias de marketing para escoar a produção. A moda e a publicidade são igualmente mecanismos nascidos na sociedade de consumo com a função de criar necessidades a um ritmo mais rápido.

Consumo de massas - Consumo massificado acessível à generalidade da população.

Consumismo - Consumo sem critérios, compulsivo e irresponsável.

Consumerismo - Consumo racional e controlado, respeitando os valores sociais e ambientais, compatibilizando os desejos de hoje com as necessidades das gerações futuras, consciente dos direitos e deveres.

Consumo simbólico – Consumo carregado de significação cultural: lazer, informação, educação, saúde, moda, etc. mostram bem a que grupos sociais pertencemos. Ex.: O consumo de caracóis sinaliza um grupo que não terá acesso à lagosta.

Relação de vizinhança – Destruindo os laços de familiaridade das comunidades rurais, construiu relações muitas vezes impessoais das grandes multidões.

Obsolescência tecnológica - Desclassificação tecnológica do material industrial, motivada pela aparição de um material mais moderno.

Obsolescência planeada – Produzir os produtos com características que os levem a ficar rapidamente obsoletos.

Obsolescência perceptiva – Criar a ideia de que determinados bens, apesar de ainda estarem funcionais, já não se usam.

Ciclo de vida dos produtos - A sociedade de consumo caracteriza-se pelo encurtamento do ciclo de vida dos produtos. As suas fases são:
Introdução: quando se lança um produto no mercado;
Crescimento: quando o mercado começa a conhecer o produto e a consumi-lo;
Maturidade: quando o produto já é de conhecimento amplo do mercado;
Saturação: quando o mercado já não consome o produto como anteriormente;
Declínio: quando o produto não desperta mais o interesse do mercado e as vendas caem.

Consumo sustentável ou responsável - Os consumidores têm a responsabilidade de mudar os seus hábitos de consumo, e as empresas têm a responsabilidade social e ambiental de melhorar os seus sistemas produtivos, oferecendo produtos e serviços sustentáveis.

1. Aponta quatro características da Sociedade de Consumo, partindo da imagem “produtos de ontem” e os “produtos de hoje”.

2. Comenta dois aspectos referidos no vídeo "A História das Coisas" que consideres relevantes.

3. Indica três aspectos que possas mudar, como eco-consumidor preocupado com o futuro do Planeta.

4. Menciona dois factores explicativos do endividamento das famílias portuguesas.

5. Constrói uma apresentação no Google Drive referente à Sociedade de Consumo, de 7 slides, com a seguinte estrutura:
slide: Título;
Último slide: Bibliografia;
Slides intermédios deverão referir aspectos que consideres interessantes sobre o tema.
Partilha o link para a apresentação no blogue.

Recursos:
Deverão ser utilizados sites institucionais acessíveis na Web, como o Portal do Consumidor, ou outros indicados aqui.