Um brasileiro de 33 anos a residir em Barcelona, foi preso pelas autoridades da capital catalã, após ter tentado transferir 800 mil euros da conta da irmã do craque brasileiro para a conta de um cúmplice português.
Após ser detido, o paulista Ewerton C.R., para além do golpe falhado, confessou ainda a sua enorme paixão pela selecção brasileira, cujos jogos acompanhava por todo o mundo com o dinheiro de bilhetes vendidos no mercado negro, noticia o diário italiano "Corriere Della Sera".
O plano foi preparado ao pormenor. O hacker começou a frequentar a discoteca preferida de Ronaldinho em Barcelona, a Bikini, ganhando a confiança de amigos e colegas do craque. Terá mesmo dito à polícia que o seu sonho era ser treinador do Barcelona.
Após ter conseguido um cartão de visita com o e-mail do irmão e empresário do avançado do Barcelona, Roberto Assis, Ewerton dirigiu-se a um ciber-café, onde pôs mãos à obra. Entrou na conta de e-mail do irmão do jogador e interceptou, ao longo de quatro meses, as mensagens electrónicas trocadas pelos familiares de Ronaldinho, até que obteve os dados da conta bancária da irmã, Deise Assis.
Foi o banco onde toda a família Assis tem conta que evitou, por pouco, que ocorresse o crime, ao detectar que Deise ficou com saldo negativo após a primeira das duas tentativas de transferência de 400 mil euros para um banco em Portugal. A irmã do atleta foi avisada por um funcionário do banco e conseguiu bloquear as transferências a tempo.
Fonte: http://www.ciberia.pt/?st=7896
Comenta a segurança na utilização dos produtos financeiros através da Internet, tendo em atenção (a) o desenvolvimento da tecnologia e (b) a (in)competência das pessoas para utilizar estes serviços.
Módulo 4 - Regulamentação e funcionamento da actividade económica
Aos meus alunos do 11º M - Ana, Elisabete, João, Maria e Solange - devo um enorme pedido de desculpas. Desde o início do ano temos estado a dar o programa de Economia B do 11º ano do Ensino Secundário. Mas devíamos estar a seguir o programa de Economia B do 11º ano do Ensino Secundário Recorrente! Acrescentando esta palavrinha, o Módulo 4 deixa de ter o Circuito Económico e a Contabilidade Nacional, que foram substituídos pelos conteúdos referidos neste post. Também tive azar, porque nos Módulos 5 e 6 não precisava de mudar nada, tal como podem verificar nos programas, ou conferir mais facilmente nas imagens que fiz para o Módulo 4, Módulo 5 e Módulo 6.
Com esta mudança até ficam a ganhar, porque a parte da Contabilidade Nacional em que iríamos entrar seria mais dura de roer que o programa do Ensino Recorrente. Talvez tenha sido exactamente por essa razão que fizeram a sua substituição.
Em termos da avaliação mantém-se toda a matéria dada até à História da Contabilidade Nacional para o nosso teste, que evidentemente incluirá a matéria nova a dar ainda... Uma surpresa agradável que terão é descobrir que já sabem grande parte da dita “matéria nova”.
Para quem fizer exame do Módulo 4 apenas pode sair a matéria indicada abaixo.
Módulo 4 - Regulamentação e funcionamento da actividade económica
Moeda
- evolução da troca directa à troca indirecta
- tipos (moeda-mercadoria, moeda metálica, papel moeda e moeda escritural)
- funções (meio de pagamento, medida de valor e reserva de valor)
- evolução tecnológica – desmaterialização da moeda
Preço
- noção
- inflação e poder de compra
- medida da inflação – índice de preços no consumidor (IPC) e taxa de e inflação
- inflação em Portugal e na UE
O financiamento da actividade económica
- formas de autofinanciamento (capacidade de financiamento) e financiamento externo (necessidade de financiamento)
- financiamento externo: formas (directo e indirecto)
- crédito bancário (noção, formas e funções)
- Bancos: funções (operações bancárias activas e passivas)
- Mercado de títulos e financiamento indirecto da actividade económica
ESTADO E ACTIVIDADE ECONÓMICA
Objectivos da intervenção económica e social do Estado
- eficiência: falhas do mercado – a concorrência imperfeita, externalidades e bens públicos
- equidade: justiça social na repartição dos rendimentos (salários, juros, rendas e lucros)
- estabilidade: desequilíbrios da economia (ex.: inflação ou desemprego)
Instrumentos de intervenção do Estado
- planeamento: noção e tipos (indicativo e imperativo)
- Orçamento do Estado: noção; componentes – despesas públicas e receitas públicas (impostos directos e indirectos); saldo orçamental e sua importância
- políticas económicas e sociais
Políticas económicas e sociais do Estado
- objectivos – afectação de recursos, regulação da actividade económica e redistribuição dos rendimentos
- a redistribuição dos rendimentos e o rendimento pessoal disponível
. rendimentos primários: do trabalho – salário (nominal e real) e rendimentos da propriedade e empresa (rendas, juros e lucros)
. transferências sociais e transferências externas
. quotizações sociais
. impostos directos
Políticas económicas e sociais do Estado português
- objectivos (política orçamental, fiscal, de combate ao desemprego, de redistribuição dos rendimentos e do ambiente)
- medidas de políticas sociais, nomeadamente, as despesas com a educação com a saúde, e com a segurança social (por exemplo, o subsídio de desemprego e rendimento social de inserção)
- constrangimentos das políticas económicas e sociais decorrentes do facto de Portugal ser membro da UE
Com esta mudança até ficam a ganhar, porque a parte da Contabilidade Nacional em que iríamos entrar seria mais dura de roer que o programa do Ensino Recorrente. Talvez tenha sido exactamente por essa razão que fizeram a sua substituição.
Em termos da avaliação mantém-se toda a matéria dada até à História da Contabilidade Nacional para o nosso teste, que evidentemente incluirá a matéria nova a dar ainda... Uma surpresa agradável que terão é descobrir que já sabem grande parte da dita “matéria nova”.
Para quem fizer exame do Módulo 4 apenas pode sair a matéria indicada abaixo.
Módulo 4 - Regulamentação e funcionamento da actividade económica
Moeda
- evolução da troca directa à troca indirecta
- tipos (moeda-mercadoria, moeda metálica, papel moeda e moeda escritural)
- funções (meio de pagamento, medida de valor e reserva de valor)
- evolução tecnológica – desmaterialização da moeda
Preço
- noção
- inflação e poder de compra
- medida da inflação – índice de preços no consumidor (IPC) e taxa de e inflação
- inflação em Portugal e na UE
O financiamento da actividade económica
- formas de autofinanciamento (capacidade de financiamento) e financiamento externo (necessidade de financiamento)
- financiamento externo: formas (directo e indirecto)
- crédito bancário (noção, formas e funções)
- Bancos: funções (operações bancárias activas e passivas)
- Mercado de títulos e financiamento indirecto da actividade económica
ESTADO E ACTIVIDADE ECONÓMICA
Objectivos da intervenção económica e social do Estado
- eficiência: falhas do mercado – a concorrência imperfeita, externalidades e bens públicos
- equidade: justiça social na repartição dos rendimentos (salários, juros, rendas e lucros)
- estabilidade: desequilíbrios da economia (ex.: inflação ou desemprego)
Instrumentos de intervenção do Estado
- planeamento: noção e tipos (indicativo e imperativo)
- Orçamento do Estado: noção; componentes – despesas públicas e receitas públicas (impostos directos e indirectos); saldo orçamental e sua importância
- políticas económicas e sociais
Políticas económicas e sociais do Estado
- objectivos – afectação de recursos, regulação da actividade económica e redistribuição dos rendimentos
- a redistribuição dos rendimentos e o rendimento pessoal disponível
. rendimentos primários: do trabalho – salário (nominal e real) e rendimentos da propriedade e empresa (rendas, juros e lucros)
. transferências sociais e transferências externas
. quotizações sociais
. impostos directos
Políticas económicas e sociais do Estado português
- objectivos (política orçamental, fiscal, de combate ao desemprego, de redistribuição dos rendimentos e do ambiente)
- medidas de políticas sociais, nomeadamente, as despesas com a educação com a saúde, e com a segurança social (por exemplo, o subsídio de desemprego e rendimento social de inserção)
- constrangimentos das políticas económicas e sociais decorrentes do facto de Portugal ser membro da UE
Participação do trabalho no rendimento da nação
Calcula a participação do trabalho no rendimento da nação, a partir da tabela 5.1 da SSP. Constrói um gráfico e comenta-o.
Ajuda para esta tarefa
Ajuda para esta tarefa
A Situação Social em Portugal, 1960-1999
A Situação Social em Portugal, 1960-1999, constitui a maior base de dados que retrata estaticamente o país.
Download da base dados em ficheiro .ZIP
Instala o software no teu computador, e não necessitarás de navegar entre as tabelas acessíveis na web. Também será mais fácil trabalhar os dados no Excel.
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História da Contabilidade Nacional
Recursos
a) A Contabilidade Nacional constitui uma ciência/técnica de descrição da realidade económica.
b) A Contabilidade Nacional (não) tem como objectivo a apresentação das posições e variações patrimoniais.
c) Desde muito cedo, os “príncipes” revelaram interesse na Contabilidade Nacional para determinarem as suas possibilidades em termos de receitas fiscais/despesas sociais, no caso de entrarem em guerra com outros reinos.
d) Os primeiros estudos para a efectivação de um sistema de Contabilidade Nacional são anteriores/posteriores à II GGM.
e) A partir de 1959 os conceitos de CN começaram a alargar-se aos fluxos monetários/reais.
f) O sistema actual das Contas Nacionais portuguesas designa-se SCNP95/SEC2010.
g) O SCNP95 separa as contas financeiras das contas não financeiras, cabendo o cálculo das primeiras ao Banco de Portugal/INE e as segundas ao Banco de Portugal/INE.
h) Os valores das contas nacionais passam por várias versões, desde a preliminar à definitiva, passando pelas versões provisórias/rascunho e semi-definitivas/semi-provisórias.
i) O território económico/social das CN portuguesas incluiu o Continente, e as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
j) Os agentes económicos/as unidades institucionais características da CN são as unidades residentes, que têm centro de interesse no território nacional.
k) Entende-se por centro de interesse o facto de efectuarem operações económicas por um período superior a um ano/trimestre no território nacional.
l) A CN de um país deve ter em consideração a actividade económica dentro do território e a actividade económica que resulta do contributo das unidades (não) residentes.
m) O produto interno/nacional corresponde ao obtido dentro de um território económico.
n) O produto interno/nacional corresponde ao obtido à custa de factores de produção pertencentes às unidades residentes.
2. Identifica os sectores institucionais - que agrupam as unidades institucionais - referidos de (A) a (F) (pp. 5-6) com os agentes económicos que já conheces.
3. Explicita três aspectos importantes para garantir a transparência no processo de produção e difusão das estatísticas oficiais, referidos na Política de revisões do Sistema de Contas Nacionais Portuguesas, Base 2011. * Backup
Apresentação
https://docs.google.com/document/d/1GjOYEM4_YVoyRvfYylSeB4gREE9CuAZpoDWpsr535Os/edit?usp=sharing
- A informação estatística é um elemento essencial nas sociedades actuais, constituindo um instrumento indispensável para apoio aos mais relevantes processos de decisão, interessando a entidades decisoras públicas e privadas, a agentes políticos, a agentes económicos, a analistas e à comunidade académica, proporcionando também, a todos, uma vivência mais consciente da sua cidadania.
Política de revisões do Sistema de Contas Nacionais Portuguesas, Base 2011
- Com a necessidade de medir a ajuda americana à Europa após a II GGM - designadamente através do Plano Marshall - generalizaram-se os sistemas de Contabilidade Nacional, que foram sendo alvo de sucessivas revisões. O sistema hoje adoptado designa-se SEC 2010, Sistema Europeu de Contas Nacionais e Regionais do EuroStat que substituiu SEC/95, que substituiu o SCN/93 das Nações Unidas, que tinha substituído o SEC/79... A actualização do sistema de CN é objecto do texto abaixo.
Fonte: ANÁLISE SUMÁRIA DO SEC 1995 E IMPLICAÇÕES DA MUDANÇA DE SISTEMA DE CONTAS NACIONAIS NO DÉFICE E NA DÍVIDA DO SPA - A História da Contabilidade Nacional é longa (Backup).
a) A Contabilidade Nacional constitui uma ciência/técnica de descrição da realidade económica.
b) A Contabilidade Nacional (não) tem como objectivo a apresentação das posições e variações patrimoniais.
c) Desde muito cedo, os “príncipes” revelaram interesse na Contabilidade Nacional para determinarem as suas possibilidades em termos de receitas fiscais/despesas sociais, no caso de entrarem em guerra com outros reinos.
d) Os primeiros estudos para a efectivação de um sistema de Contabilidade Nacional são anteriores/posteriores à II GGM.
e) A partir de 1959 os conceitos de CN começaram a alargar-se aos fluxos monetários/reais.
f) O sistema actual das Contas Nacionais portuguesas designa-se SCNP95/SEC2010.
g) O SCNP95 separa as contas financeiras das contas não financeiras, cabendo o cálculo das primeiras ao Banco de Portugal/INE e as segundas ao Banco de Portugal/INE.
h) Os valores das contas nacionais passam por várias versões, desde a preliminar à definitiva, passando pelas versões provisórias/rascunho e semi-definitivas/semi-provisórias.
i) O território económico/social das CN portuguesas incluiu o Continente, e as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
j) Os agentes económicos/as unidades institucionais características da CN são as unidades residentes, que têm centro de interesse no território nacional.
k) Entende-se por centro de interesse o facto de efectuarem operações económicas por um período superior a um ano/trimestre no território nacional.
l) A CN de um país deve ter em consideração a actividade económica dentro do território e a actividade económica que resulta do contributo das unidades (não) residentes.
m) O produto interno/nacional corresponde ao obtido dentro de um território económico.
n) O produto interno/nacional corresponde ao obtido à custa de factores de produção pertencentes às unidades residentes.
2. Identifica os sectores institucionais - que agrupam as unidades institucionais - referidos de (A) a (F) (pp. 5-6) com os agentes económicos que já conheces.
3. Explicita três aspectos importantes para garantir a transparência no processo de produção e difusão das estatísticas oficiais, referidos na Política de revisões do Sistema de Contas Nacionais Portuguesas, Base 2011. * Backup
Apresentação
https://docs.google.com/document/d/1GjOYEM4_YVoyRvfYylSeB4gREE9CuAZpoDWpsr535Os/edit?usp=sharing
O Trabalho

Em Economia, é um dos factores de produção, usualmente combinado com o capital e as matérias-primas, para produzir bens ou prestar serviços. Para os economistas da escola clássica, o trabalho é considerado como o primeiro factor produtivo. Porém, a escola neo-clássica vê o trabalho simplesmente como um dos factores de produção, cujo valor é determinado pela oferta e pela procura, tal como qualquer outro bem. A quantidade de trabalho numa economia moderna é determinada pela dimensão da população e pela duração do trabalho socialmente aceite para jovens, adultos e mulheres.
Em termos sociais, o trabalho inicialmente era encarado como algo negativo, incompatível com a realização de actividades políticas. Nas antigas cidades-estado helénicas, o trabalho era concentrado na mão-de-obra escrava, não podendo ser responsabilidade de qualquer homem que se assumia como cidadão. Tal estatuto deveria ser apenas determinado pela livre consciência, e não pela imperativa satisfação de necessidades primárias.
Durante todo o período da Idade Média, a dinamização dos mercados citadinos estimulou o trabalho artesanal. Não deixando de estar integrados na ordem feudal, os artesãos eram dotados de uma maior autonomia do que os servos agrícolas, uma vez que eram proprietários dos seus próprios meios de produção (oficinas, instrumentos e matérias-primas). A associação em confrarias, guildas e corporações constitui, de certo modo, expressão deste facto.
Com a Revolução Industrial, o trabalho torna-se abstracto, deixando de existir uma relação directa e identificativa entre o trabalhador e a sua produção. Com Taylor, o trabalho é sujeito a um intenso processo de regulação científica, destinado a aproveitar e a determinar ao máximo todos os esforços humanos. No entanto, paradoxalmente, o facto do operário ser confrontado com longas jornadas de trabalho, num ambiente de comunhão colectiva com os seus colegas, levou ao desenvolvimento de uma relação social de identificação com o seu labor. O proletário é, antes de tudo, um trabalhador. O Fordismo e o Estado-Providência vieram consolidar a ligação entre o operário e a sociedade, ao dotar o trabalhador de uma série de direitos sociais, e ao fazer dele um empregado e um consumidor.
A partir da década de 1950, verificou-se o que muitos teóricos denominaram de pós-industrialização, visível na concentração dos empregos no sector terciário. O novo desempenho produtivo, determinado essencialmente pela manipulação de informação, obrigou a que o trabalho não fosse mais assente no poder do físico, mas sim no tipo de personalidade e no nível de conhecimento dos empregados.
Trabalho feminino
Outro dos fenómenos que caracterizam o processo de pós-industrialização é o aumento das mulheres trabalhadoras. Em Portugal, as mulheres portuguesas começaram a fazer parte da população activa a partir da década de 1960. Antes deste período, a população feminina não participava directamente no mercado de emprego, sendo a taxa de actividade de cerca de 15%. As razões desta mudança encontram-se associadas à necessidade de aumentar o rendimento das famílias e à migração dos maridos e dos pais para as cidades. As mulheres conquistaram o mundo do trabalho devido às circunstâncias históricas, sem as lutas feministas e de emancipação que se verificaram noutros países. A partir dos anos sessenta, os homens foram recrutados para a guerra colonial ou emigraram, deixando o mercado de trabalho sem oferta de mão-de-obra. Esta falta foi colmatada pela população feminina, que ocupou os lugares vagos nas indústrias têxteis e nos campos agrícolas. Passados mais de quarenta anos, as mulheres portuguesas apresentam uma taxa de emprego superior à média europeia. Contudo, a taxa de desemprego tende a concentrar-se mais no sector feminino, sendo a sua remuneração, em média, 15% inferior à dos homens.
A entrada no mercado de trabalho e a conquista de um novo estatuto social e jurídico deu às mulheres acesso a novas profissões, como é o caso da diplomacia e magistratura. No final do século XX, as mulheres dominavam, em número, os cursos universitários e a obtenção dos respectivos diplomas, com as maiores taxas da Europa.
Hoje, a maior parte das mulheres trabalha no ensino ou na saúde. Em determinadas situações da médica, e nos níveis mais baixos de ensino da professora, estes sectores parecem pertencer “naturalmente” à esfera feminina, porque os profissionais continuam a “cuidar” de alguém. Adquiriram tempo para ter um emprego remunerado quando a comercialização da pilula iniciou a revolução sexual dos anos 60.
Trabalho precário
Actualmente, cerca de 36,7% da população activa portuguesa encontra-se desempregada ou com um vínculo contratual não permanente (esta categoria inclui contratados a prazo, trabalhadores independentes ou de empresas de trabalho temporário), uma das mais taxas elevadas da Europa (conjuntamente com Espanha e Polónia).
A emergência de formas contratuais atípicas, caracterizadas por um menor vínculo entre empregado e empregador, poderá representar para muitos trabalhadores, nomeadamente para os mais qualificados, uma oportunidade de uma vida mais flexível. Porém, para a grande parte da população activa (mulheres, jovens até 24 anos, grupos com escolaridade intermédia e trabalhadores menos qualificados), constitui uma forma de precariedade e insegurança social que dificulta a mínima previsão de uma vida futura.
Fonte, temporariamente acessível: http://www.universal.pt/scripts/site/newsletter/trabalho.html
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