Análise Económica

Projecções do FMI (Outubro de 2012) apontaram para um abrandamento do crescimento da economia mundial em 2012 (caiu a tcv de 3,8 para 3,3) e para uma recuperação gradual a partir de 2013 (tcv de 3,6). Contudo os vários países/áreas apresentam crescimentos muito diferentes. Prevê-se que a Área Euro registe recessão em 2012 (tcv de -0,4) e um crescimento quase nulo em 2013 (tcv de 0,2), a um ritmo muito inferior ao dos BRIC’s. No seio da área prevê-se que PIGS continuem em recessão em 2012 e 2013.



Para Portugal prevê-se que o PIB que já caiu em 2011 (tcv=-1,7) acelere o ritmo a que o país se afunda na recessão em 2012, prevendo-se tcv’s de -2,3 e -3,3, respectivamente, no 1º e 2º trimestres relativamente aos períodos homólogos do ano anterior. O quadro abaixo discrimina as taxas de crescimento homólogo real (isto é, em volume) de várias componentes da despesa nacional.



A estratégia proposta pelo XIX Governo (Pedro Passos Coelho) para o país se tornar mais competitivo radica na redução dos custos unitários do trabalho (CTUP), recorrendo mesmo à aceleração da redução dos salários nominais, no intuito de obter escassos ganhos de produtividade.



1. Observando o Quadro I.1.1. indica o peso dos membros da tríade dominante na economia mundial: Estados Unidos, EU-27 e Japão.

2. Indica os cinco países mais importantes na economia mundial.

3. Comenta as perspectivas de crescimento dos cinco países mais importantes em 2011-2013.

4. Comenta a capacidade de influência na economia mundial pela Alemanha em dois cenários: I - integrada na EU-27: e II – sozinha.

5. Observando o Quadro I.1.2. interpreta as taxas de crescimento homólogo real apresentadas para o 2º trimestre de 2012 pelo: (a) Consumo Privado; (b) Consumo público; e (c) PIB.

6. “Portugal é um avião a jacto com 4 motores, mas só um está a funcionar”. Justifica esta metáfora do Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, comentando a evolução das componentes da Procura Global indicadas no Quadro I.1.2.

(*)7. Observando o Quadro I.1.5. critica a estratégia definida pelo XIX Governo no OE2013 referindo o importante papel a desempenhar pelo Estado para fomentar a mudança do padrão de especialização, (HC Drive) defendida pela generalidade dos economistas.
Resumo do texto

8. Consultando o programa do XXI Governo, verifica a sua preocupação com a alteração do padrão de especialização da economia.

NOTAS:
BRIC’s -Os “tijolos” da economia mundial são: Brasil, Rússia, Índia e China.
PIGS - Portugal, Itália, Grécia e Spain. A variante PIIGS inclui a Irlanda; PIIGGS inclui o Reino Unido (Great Britain). Como o clube da bancarrota não pára de crescer, STUPID inclui Spain, Turkey, the UK, Portugal, Italy, and Dubai (Financial Times).
(*) A questão 7. é de desenvolvimento.

Componentes da Despesa

O cálculo do PIB pela óptica da despesa será certamente o mais popular no jornalismo e na análise económica. Já conheces a generalidade das componentes da Despesa:
  • Consumo Privado (C): dos particulares
    Consumo Privado = Despesa de consumo final das famílias residentes + Despesa de consumo final das ISFLSF

  • Consumo Público (G): do Estado
    Consumo Público = Despesa de consumo final das administrações públicas
  • Despesa de Consumo Final: DCF = C + G
    A despesa de consumo final consiste na despesa efectuada pelas unidades institucionais residentes com os bens ou serviços utilizados para a satisfação directa de necessidades ou carências individuais, ou das necessidades colectivas de membros da colectividade. A despesa de consumo final pode ser efectuada no território nacional ou no estrangeiro (INE, Metainformação)
  • Investimento Bruto/Formação Bruta de Capital (I): I = FBCF + VE
  • Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF): Valor que integra os bens duradouros novos de montante superior a 500 Euros destinados a fins não militares e produzidos/adquiridos pelas unidades produtoras residentes, para utilização por um período superior a um ano no seu processo produtivo (incluindo os que são adquiridos por recurso a contratos de leasing financeiro), e os serviços incorporados nos bens de capital fixo.
    http://smi.ine.pt/Conceito/Detalhes?id=6779&lang=PT
  • Variação de Existências (VE): A variação de existências é medida pelo valor da diferença entre, por um lado, as entradas de existências, e, por outro lado, as saídas e as perdas correntes de bens constantes das existências (INE, Metainformação)
  • Exportações, (X): As exportações de bens e serviços consistem nas transacções de bens e serviços (vendas, trocas directas, ofertas ou doações) de residentes para não residentes (INE, Metainformação)
  • Importações, (M): As importações de bens e serviços consistem nas transações de bens e serviços (aquisições, trocas diretas, ofertas ou doações) de não residentes para residentes (INE, Metainformação)
  • Despesa:
    Despesa Interna = PIBpm
    isto é, PIBpm = C + G + I + X – M
    ou Despesa Interna = Procura global – Importações
  • Despesa Nacional = PNBpm
    isto é, Despesa Nacional = PNBpm = PIBpm + Saldo dos rendimentos do trabalho, da propriedade e da empresa com o Resto do Mundo (SRRM)
    ou Despesa Nacional = Despesa Interna + SRRM
  • Procura:
    Procura Interna: Soma da Despesa de Consumo Final e de Formação Bruta de Capital efetuada por residentes (INE, Metainformação),
    isto é, Procura Interna = Consumo Privado + Consumo Público + Investimento
    ou Procura Interna = C + G + I
    Investimento = Formação Bruta de Capital Fixo + Variação de Existências (Formulário)
    Procura Global: Procura Global = Procura Interna + Procura Externa
    Procura Externa = Exportações de bens e de serviços (Formulário)


AQUISIÇÕES LÍQUIDAS DE OBJETOS DE VALOR
Definição: Os objetos de valor são bens não financeiros que não são principalmente utilizados na produção ou consumo, que não se deterioram (fisicamente) com o tempo, em condições normais, e que são sobretudo adquiridos e conservados como reservas de valor.
NOTAS: Os objetos de valor compreendem os seguintes tipos de bens: a) pedras e metais preciosos, como diamantes, ouro não monetário, platina, prata, etc.; b) antiguidades e outros objetos de valor, como pinturas, esculturas, etc.; c) outros objetos de valor, como joalharia trabalhada com pedras e metais preciosos, bem como objetos de coleção. Ver também § 3.116 e 3.117 do SEC/95.
http://metaweb.ine.pt/sim/CONCEITOS/Detalhe.aspx?cnc_cod=2674&cnc_ini=24-05-1994


I
Partindo do Quadro A.1.1.2.1 - PIB a preços de mercado na ótica da despesa (preços correntes; anual), ou no GDRIVE representa graficamente as expressões abaixo, com os valores de 1995 a 2023:

1. Despesa de consumo final = Despesa de consumo final das famílias residentes + Despesa de consumo final das ISFLSF + Despesa de consumo final das administrações públicas
Isto é, DCF = C + G

2. Formação bruta de capital = Formação bruta de capital fixo + Variação de existências + Aquisições líquidas de cessões de objectos de valor
isto é, I = FBCF + VE + AQLIQCOV (*)
(*) O valor das Aquisições líquidas de cessões de objectos de valor é frequentemente omitido porque tem geralmente pouca importância nas economias.

3. Procura interna = Despesa de consumo final + Formação bruta de capital
isto é, Procura interna = C + G + I

4. Procura externa líquida = Exportações de bens (FOB) e serviços - Importações de bens (FOB) e serviços
isto é, Procura externa líquida = X – M

5. Procura Global = Procura Interna + Procura Externa
isto é, Procura Global = C + I + G + X

NOTE QUE: C = Consumo Privado = Despesa de consumo final das famílias residentes + Despesa de consumo final das ISFLS

6. PIB a preços de mercado = Procura interna + Procura externa líquida
ou PIBpm = C + G + I + X – M
II
Constrói um gráfico que ilustre a evolução das componentes do PIBpm, em valores percentuais. Comenta-o.


III
Observando os Indicadores macroeconómicos da despesa (Base 2016), na folha III_01_02, do Anuário Estatístico de Portugal - 2021 (INE), verifica a relação entre estes indicadores e os pesos das componentes da despesa que calculaste acima.


Sugestões *** PREVIEW 1995/2021 *** 1995/2022 – help *** 1995/2023 - Ajuda e Preview

Causas e tipos de desemprego

Uma primeira causa do desemprego encontra-se no desenvolvimento tecnológico:

  • Com a entrada da China e da Índia em força no comércio mundial, não faz sentido que Portugal continue a apostar no têxtil, vestuário e calçado como no
    passado. É uma guerra perdida. Eles fazem muito mais barato. Portanto – como se diz em Economia – é preciso mudar o perfil de especialização da economia. Traduzindo, abandonar aquelas actividades e passar a estar noutras com mais valor acrescentado, mais tecnológicas. As que fazem a diferença na economia global. E isto está a acontecer. Devagar, mas está. É um motivo de optimismo para quem olha para a economia portuguesa.
    No entanto, todas as mudanças têm custo. Fazem vítimas. E os desempregados são as baixas desta guerra. Quem fica sem emprego nos sectores tradicionais não é desejado nas novas actividades. É muito velho e não tem qualificações. Desta forma, surgiu uma camada da população acima dos 45 anos que está no desemprego e que ninguém sabe o que lhe fazer, nem o que lhe vai acontecer. Perante isto, a taxa de desemprego vai continuar lá em cima.
    https://www.ordemeconomistas.pt/xportalv3/publicacoes/dossier.xvw?desemprego&p=83739
A automação ou automatização dos processos produtivos consiste na substituição do trabalho humano por aparelhos que executam as tarefas. O processo de automatização transforma as actividades, qualificando umas e desqualificando outras. São facilmente automatizáveis as tarefas mecânicas, processo que decorre desde a Revolução Industrial, mas com o desenvolvimento dos computadores, a vaga de informatização posterior aos anos 1980 estendeu-se às actividades administrativas e científicas.

Conjuntamente com estes processos, outra causa de desemprego consiste na transferência do trabalho para o consumidor, que em resultado da reconfiguração das tarefas passa a desenvolver as mesmas em regime self-service. Um exemplo paradigmático é o caso da rede multibanco que reconfigurou o sistema bancário e a relação dos clientes com a banca:

  • A rede Caixa Automático MULTIBANCO (CA-MB), o primeiro projecto da SIBS, foi
    lançada em 1985. O seu funcionamento teve início com a instalação de 9 CA-MB nas cidades de Lisboa e Porto, as quais permitiam fazer levantamentos; consultas (saldos e movimentos) e alteração de PIN.
    Dez anos depois, a rede era constituída por 3.745 equipamentos.
    http://www.multibanco.pt/export/sites/sibs_multibanco/pt/documentos/AniversarioMB/2010_DOSSIER_25_ANOS_MULTIBANCO.pdf

    Ao longo dos anos a marca MULTIBANCO reforçou a abrangência da sua oferta de serviços proporcionando atualmente aos seus utilizadores o acesso a mais 90 de operações, que têm origem nos mais diversos canais, incluindo as redes de Caixas Automáticos (CA), de Terminais de Pagamento Automático (TPA), a internet e o telemóvel com a comodidade e segurança de sempre
    https://www.multibanco.pt/operacoes/
Um problema estrutural da economia portuguesa decorre de nunca se ter verificado uma fase de predomínio do sector industrial – como se observou nas restantes economias – desenvolvendo-se assim a terciarização numa economia frágil, porque esta não acrescenta valor significativo aos produtos. Em 2008, o peso da indústria na economia nacional foi ultrapassado pelo sector financeiro.

  • Segundo o INE, os "desempregados" incluem todas as pessoas acima de uma determinada idade que, durante o período de referência, estavam: a) "sem trabalho", isto é, não estavam num emprego remunerado ou num emprego por conta própria; b) "atualmente disponíveis para trabalhar", isto é, estavam disponíveis para um emprego remunerado ou por conta própria durante o período de referência; c) "à procura de trabalho", isto é tinham dado passos específicos num período recente especificado no sentido de procurarem emprego remunerado ou por conta própria. Os que não tenham feito diligências para encontrar trabalho por considerar não ter idade apropriada, não tenham instrução suficiente, não saibam como procurar, achem que não vale a pena procurar ou achem que não há empregos disponíveis, dizem-se inactivos desencorajados. (INE, Metainformação)
Quando os economistas referem que uma economia se encontra em pleno emprego, isso não significa que o número de desempregados seja nulo, mas sim que verifica uma taxa de desemprego reduzida, em que é compatível o crescimento da produção com a ausência de inflação. O desemprego natural corresponde ao nível aceite na situação de pleno emprego.

Designa-se por desemprego tecnológico aquele que é provocado pelo desenvolvimento das tecnologias.

Geralmente não se encontra emprego no dia seguinte àquele em que se terminou o curso ou abandonou outro emprego, contribuindo essa fase de passagem para o desemprego friccional.

Define-se a taxa de desemprego de longa duração como o peso da população desempregada à procura de emprego há 12 ou mais meses sobre o total da população ativa.
http://smi.ine.pt/Conceito/Detalhes?id=5082&lang=PT

  • Ao longo dos últimos anos tem-se vindo a verificar um aumento considerável na parcela que o sector terciário representa no mercado de emprego global. A tal não é certamente alheio o facto de o número de empregos intimamente relacionados com a informação (e o seu tratamento) ter crescido consideravelmente.
    A Sociedade da Informação exige uma contínua consolidação e actualização dos conhecimentos dos cidadãos. O conceito de educação ao longo da vida deve ser encarado como uma construção contínua da pessoa humana, dos seus saberes, aptidões e da sua capacidade de discernir e agir. A escola desempenha um papel fundamental em todo o processo de formação de cidadãos aptos para a sociedade da informação e deverá ser um dos principais focos de intervenção para se garantir um caminho seguro e sólido para o futuro.
    Livro Verde para a Sociedade da Informação


1. Constrói a partir da população desempregada à procura de novo emprego: total e por profissão anterior (PORDATA) um gráfico que evidencie como a percentagem de desempregados à procura de novo emprego varia com a profissão anterior, para:

a) Homens; PREVIEW

b) Mulheres. PREVIEW

2. Conjugando os dois gráficos anteriores, compara o desemprego masculino com o feminino. HELP

3. Constrói e comenta um gráfico representando a evolução das taxas de desemprego em Portugal, de 1983 até hoje, segundo o género.

4. Relaciona a mudança do perfil de especialização exigido pela economia portuguesa com a globalização das economias.

5. Explica um dos conceitos de desemprego apresentados acima, referindo porque este afecta particularmente os jovens.

6. Calcula e interpreta a taxa de desemprego, utilizando dados referentes ao 3º Trimestre de 2012.


7. Consultando o Livro Verde para a Sociedade da Informação, indica os pilares do conhecimento.

8. Refere a contribuição dos seguintes aspectos para o nível de desemprego:
- banalização da compra de produtos chineses;
- actividades em self-service;
- automação/automatização;
- informatização;
- globalização e integração económica.

Economias de Mercado vs Economias de Direcção Central - ESPAÇOS

Um tema importante do Módulo 5 é a distinção entre Economias de Mercado e Economias de Direcção Central. Testa os teus conhecimentos preenchendo os espaços aqui.

Como prova da realização da tarefa, publica no teu blogue uma imagem personalizada que mostre a pontuação obtida no final do exercício.

Os recursos naturais

Dizem-se recursos não renováveis os que, uma vez consumidos, não podem ser substituídos, pelo menos num espaço de tempo razoável. São produtos resultantes de processos extremamente lentos da litosfera, e não são auto-renováveis no esquema humano das coisas. De maneira geral, os recursos minerais consideram-se pertencentes a estes recursos sujeitos a desaparecerem.
http://www.infopedia.pt/$recursos-nao-renovaveis

A actividade humana foi apontada, em 2007, por cientistas especializados nesta área e reunidos sob o Painel Intergovernamental de Alterações Climáticas, como sendo a principal causa destas mudanças do clima. É, por isso, imprescindível reduzir as emissões de gases. Como? Eliminando, progressivamente, o uso massivo dos combustíveis fósseis, substituindo-os pelas energias renováveis, fomentando a poupança de energia e eficiência energética.
http://www.wwf.pt/o_nosso_planeta/alteracoes_climaticas/

Diferentemente da perspectiva do crescimento económico, que vê o bem-estar de uma sociedade apenas pelos recursos ou pelo rendimento que ela pode gerar, a abordagem de desenvolvimento humano procura olhar directamente para as pessoas, suas oportunidades e capacidades. O rendimento é importante, mas como um dos meios do desenvolvimento e não como seu fim. É uma mudança de perspectiva: com o desenvolvimento humano, o foco é transferido do crescimento económico, ou do rendimento, para o ser humano.
http://www.pnud.org.br/IDH/DesenvolvimentoHumano.aspx?indiceAccordion=0&li=li_DH

A utilização de energia per capita apresenta grandes disparidades entre diferentes regiões do Planeta.


Os principais responsáveis pela poluição são exactamente os que menos utilizam combustíveis renováveis e resíduos (em percentagem da energia total).


Em Portugal, a produção de energia eléctrica a partir de fontes renováveis subiu de 28,6 % em 1995 para 48,7% em 2015 (aqui). A Biomassa destaca-se das restantes alternativas, com a Hídrica, a Eólica e os Biocombustíveis a disputarem as posições seguintes.

Tarefa

Consultando os recursos indicados, constrói uma apresentação no Google Drive, com o mínimo de 10 slides (incluindo um gráfico do PORDATA), tendo em consideração os seguintes objectivos:

  • Classificar os recursos naturais
  • Reconhecer o problema da escassez de recursos face a necessidades ilimitadas
  • Referir exemplos de tecnologias alternativas na produção de energia
  • Quantificar o crescimento que estas tecnologias alternativas têm tido recentemente
  • Apresentar alguns produtos/soluções disponíveis no mercado
Recursos

Produção e processo produtivo

A produção é a actuação do Homem sobre a Natureza com vista à obtenção de bens e serviços.

O processo produtivo é a sequência de etapas através das quais os factores produtivos - designadamente o capital e o trabalho - transformam as matérias-primas em produtos finais.

A produção só é considerada actividade económica quando os bens se destinam ao mercado – não a auto-consumo, ou a familiares e/ou amigos – e quando o trabalho é remunerado. Actividades não remuneradas – como o trabalho doméstico, caça desportiva, etc. – são consideradas lazer.

Hoje, quem não participa na actividade económica sente-se excluído da sociedade por falta de rendimento para adquirir os bens. Porém, em termos sociais, o trabalho inicialmente era encarado como algo negativo.

As contas nacionais portuguesas desdobram a produção nos seguintes ramos de actividade:
1. Agricultura, silvicultura e pesca
2. Indústrias extractivas
3. Indústrias alimentares, das bebidas e do tabaco
4. Indústria têxtil, do vestuário, do couro e dos produtos de couro
5. Indústria da madeira, pasta, papel e cartão e seus artigos e impressão
6. Fabricação de coque e de produtos petrolíferos refinados
7. Fabricação de produtos químicos e de fibras sintéticas e artificiais
8. Fabricação de produtos farmacêuticos de base e de preparações farmacêuticas
9. Fabricação de artigos de borracha, de matérias plásticas e de outros produtos minerais não metálicos
10. Indústrias metalúrgicas de base e fabricação de produtos metálicos, excepto máquinas e equipamentos
11. Fabricação de equipamentos informáticos, equipamentos para comunicação, produtos electrónicos e ópticos
12. Fabricação de equipamento eléctrico
13. Fabricação de máquinas e equipamentos, n.e.
14. Fabricação de material de transporte
15. Indústrias transformadoras, n. e.; reparação, manutenção e instalação de máquinas e equipamentos
16. Produção e distribuição de electricidade, gás, vapor e ar frio
17. Captação, tratamento e distribuição de água; saneamento, gestão de resíduos e despoluição
18. Construção
19. Comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e motociclos
20. Transportes e armazenagem
21. Actividades de alojamento e restauração
22. Actividades de edição, gravação e programação de rádio e televisão
23. Telecomunicações
24. Consultoria, actividades relacionadas de programação informática e actividades dos serviços de informação
25. Actividades financeiras e de seguros
26. Actividades imobiliárias
27. Actividades jurídicas, de contabilidade, gestão, arquitectura, engenharia e actividades de ensaios e análises técnicas
28. Investigação científica e desenvolvimento
29. Outras actividades de consultoria, científicas e técnicas
30. Actividades administrativas e dos serviços de apoio
31. Administração pública e defesa; segurança social obrigatória
32. Educação
33. Actividades de saúde humana
34. Actividades de apoio social
35. Actividades artísticas, de espectáculos e recreativas
36. Outras actividades de serviços
37. Actividades das famílias empregadoras de pessoal doméstico. actividades de produção de bens e serviços pelas famílias para uso próprio
38. Actividades dos organismos internacionais e outras instituições extra-territoriais
Fonte: INE.

Na análise económica a classificação de actividades mais conhecida deve-se a Colin Clark que distinguiu três sectores:

I - Sector Primário: extracção de matérias-primas (agricultura, silvicultura, pescas, pecuária, minas)

II - Sector Secundário: construção e indústrias transformadoras (transformam as matérias-primas em produtos, a utilizar por outras indústrias ou destinados a consumo final)

III – Sector Terciário: serviços (comércio, transportes, restauração, telecomunicações, banca, seguros, educação, saúde, justiça, etc.)

No Sector II distinguem-se frequentemente as indústrias tendo em consideração a (1) proporção em que combinam os factores produtivos, ou a (2) história das tecnologias:

(1) As indústrias ligeiras (como as alimentares, de vestuário, calçado, etc.) podem começar a funcionar com um investimento relativamente reduzido, predominando o factor trabalho. Já as indústrias pesadas (indústrias metalúrgicas, construção naval, cimentos, energia, etc.) exigem um volumoso investimento inicial, predominando o factor capital. Assim podem-se designar as primeiras por indústrias trabalho-intensivas e as segundas por indústrias capital-intensivas;

(2) As indústrias tradicionais (como as alimentares, de vestuário, a metalurgia, etc.) distinguem-se das indústrias modernas (indústria farmacêutica, biotecnologia, componentes electrónicos, informática, telecomunicações, etc.) porque as primeiras utilizam tecnologia já conhecida desde a Revolução Industrial, enquanto as segundas utilizam tecnologias mais recentes, por vezes referidas como “tecnologias de ponta”.

A análise da estrutura sectorial da produção permite comparar o nível de desenvolvimento de diferentes países e/ou analisar a evolução de cada país. Assim nos países mais desenvolvidos o contributo do Sector I (Agricultura) para o PIB é diminuto.
Fonte: Country Profiles, EUROSTAT.

A estrutura sectorial do emprego mostra que em 1974 ainda predominava o sector primário, enquanto hoje os serviços representam quase 2/3 da população empregue, sem que alguma vez o sector secundário tenha sido dominante, uma ausência de industrialização que constitui uma debilidade da economia portuguesa.

Fonte: PORDATA.

Tendo a estrutura sectorial da produção e a estrutura sectorial do emprego é fácil explicar que como as pessoas procuram actividades melhor remuneradas, se deslocam das actividades com menor produtividade (*) para as mais produtivas, visto que estas podem pagar salários mais elevados.


Observando a produtividade de Portugal no contexto da União Europeia, verifica-se que ficamos muito aquém dos países mais ricos, e estamos a ser ultrapassados por países mais pobres, que entraram após o alargamento de 2004. Em 1995 a produtividade do trabalho por hora trabalhada na Alemanha encontrava-se 23,4€ (34-10,6=23,4) acima da portuguesa, diferença que aumentou em 2020 para 32,7€ (56,5-23,8=32,7). Comparando com a República Checa, a sua produtividade em 1995 era metade da portuguesa, mas já nos ultrapassou.


(*) O conceito de produtividade será leccionado brevemente. Entretanto, neste exercício, define tu a produtividade - a calcular no ponto 3. - por analogia à seguinte situação:
Se dois estudantes, A e B, obtêm a mesma média no final do secundário - 16, foi a "produção" de ambos - mas o A estudava 1 hora/dia, enquanto o B despendia 2 horas/dia no seu "trabalho", então o A foi mais produtivo que o B.



1. Indica os ramos de actividade apresentados pelas Contas Nacionais portuguesas de acordo com a classificação de Colin Clark.

2. Aponta três ramos de actividade considerados:
a) indústrias ligeiras;
b) indústrias pesadas;
c) indústrias modernas;
d) indústrias tradicionais.

3. Calcula a produtividade dos sectores I, II e III em 1995 e em 2009. Justifica a alteração da estrutura sectorial do emprego ao longo deste período, e refere o cenário mais plausível da sua evolução após 2009.

4. Constrói um gráfico ilustrativo da questão 3. (PREVIEW) e comenta-o. (HELP)

5. Utilizando a Nominal labour productivity per person employed (ESA 2010) (no EUROSTAT) de 2012 a 2023 (Ficheiro de ajuda), constrói no GoogleSheets e comenta um gráfico com os 5 países indicados, Portugal e 4 países contrastantes (2 mais pobres e 2 mais ricos). * PREVIEW

Orçamento de Estado de 2013

Destaque
  • O Estado não vai ter dinheiro para pagar as nossas reformas. Não vai haver dinheiro para pagar a nossa saúde. A educação dos nossos filhos deixará de ser feita em escolas públicas. Na doença ou no desemprego teremos de ser nós a garantir a nossa sobrevivência. E haverá menos crédito para tudo, para comprar um carro ou uma casa.
    Helena Garrido
Jornais especializados em Economia: Dossiers Orçamento 2013 noutros sites: 1. Utilizando os sites acima faça link para seis notícias sobre o Orçamento de Estado de 2013 e comente cada uma delas com um texto de aproximadamente 100 palavras.
Post exemplo com 134 palavras

2. Lendo a argumentação exposta por Castro Caldas (*), explica que numa economia globalizada e interdependente, a austeridade imposta pelo Orçamento de Estado português se destina a salvar a irresponsabilidade dos bancos alemães.

3. Tendo em conta as notícias que leu e os comentários anteriores, apresente a sua perspectiva sobre o OE num texto de 200 palavras.

OBSERVAÇÃO: Na medida das suas capacidades utilize os conceitos que aprendeu em Economia correctamente, pois este aspecto é IMPORTANTE na avaliação da tarefa.

Links relacionados

Fonte: Vídeo: Um retrato do Orçamento do Estado para 2013
Pagar mais impostos por menos serviços - Que lógica é esta?

Subida de imposto sobre tabaco de enrolar "promove mercado ilegal e compromete receita"
Evitar a substituição de cigarros por tabaco de enrolar ou promover o crescimento da economia paralela?

Dossier Finanças Públicas no Jornal de Negócios: todas as notícias relacionadas com política orçamental.

O que fica do Estado, além da polícia e da justiça, para quem afirma que "o Estado só deve fazer aquilo que faz bem, e deve fazer muito melhor aquilo que não pode deixar de fazer"?

Saiba onde os ministros aplicam as suas poupanças. Exemplos a seguir? Dossier Finanças no Diário Económico: Finanças públicas e privadas na mesma secção.

Fonte: Gráficos Dinheiro Vivo.
O Estado Social em Portugal sempre assegurou menor protecção que na UE. De 2010 para 2011, as despesas com a segurança social foram cortadas em quase 2/3. Qual será o objectivo?

Dossier Fisco no Dinheiro Vivo: Notícias sobre a política fiscal.

Dossier Estado Social no Dinheiro Vivo: Notícias sobre as políticas sociais.
(*) José Castro Caldas é Doutorado em Economia pelo ISCTE.