A Sociedade de Consumo

Recursos

  • O conceito de sociedade de consumo é um dos conceitos usados para caracterizar a época contemporânea, que é a era das massas. Os Estados Unidos da América foram o primeiro país em que se verificou a sociedade de consumo, já após a Primeira Grande Guerra (numa euforia que foi fortemente abalada pela Grande Depressão), mas sobretudo após a Segunda Guerra Mundial. Infopédia 2012

    Vídeo: A História das Coisas * RESUMO
  • Na década de 90, em particular na segunda metade, o endividamento das famílias portuguesas subiu em flecha. Vários factores de conjuntura explicam esse aumento acentuado. A adesão à zona euro e o processo de convergência real que a precedeu - com a aproximação significativa do padrão de vida das famílias portuguesas à média europeia - deram início a uma era de estabilidade de preços e de juros nominais e reais historicamente baixos. Ao mesmo tempo, uma maior facilidade no acesso ao crédito foi potenciada pela liberalização e inovação financeiras e por uma forte competição entre a oferta.
    Texto na Ordem dos Economistas
Conceitos

Revolução Industrial – Com a industrialização e a produção em série, produzir os bens ficou mais fácil que vendê-los.

Marketing - Como a oferta excede a procura, utilizam-se estratégias de marketing para escoar a produção. A moda e a publicidade são igualmente mecanismos nascidos na sociedade de consumo com a função de criar necessidades a um ritmo mais rápido.

Consumo de massas - Consumo massificado acessível à generalidade da população.

Consumismo - Consumo sem critérios, compulsivo e irresponsável.

Consumerismo - Consumo racional e controlado, respeitando os valores sociais e ambientais, compatibilizando os desejos de hoje com as necessidades das gerações futuras, consciente dos direitos e deveres.

Consumo simbólico – Consumo carregado de significação cultural: lazer, informação, educação, saúde, moda, etc. mostram bem a que grupos sociais pertencemos. Ex.: O consumo de caracóis sinaliza um grupo que não terá acesso à lagosta.

Relação de vizinhança – Destruindo os laços de familiaridade das comunidades rurais, construiu relações muitas vezes impessoais das grandes multidões.

Obsolescência tecnológica - Desclassificação tecnológica do material industrial, motivada pela aparição de um material mais moderno.

Obsolescência planeada – Produzir os produtos com características que os levem a ficar rapidamente obsoletos.

Obsolescência perceptiva – Criar a ideia de que determinados bens, apesar de ainda estarem funcionais, já não se usam.

Ciclo de vida dos produtos - A sociedade de consumo caracteriza-se pelo encurtamento do ciclo de vida dos produtos. As suas fases são:
Introdução: quando se lança um produto no mercado;
Crescimento: quando o mercado começa a conhecer o produto e a consumi-lo;
Maturidade: quando o produto já é de conhecimento amplo do mercado;
Saturação: quando o mercado já não consome o produto como anteriormente;
Declínio: quando o produto não desperta mais o interesse do mercado e as vendas caem.

Consumo sustentável ou responsável - Os consumidores têm a responsabilidade de mudar os seus hábitos de consumo, e as empresas têm a responsabilidade social e ambiental de melhorar os seus sistemas produtivos, oferecendo produtos e serviços sustentáveis.

1. Aponta quatro características da Sociedade de Consumo, partindo da imagem “produtos de ontem” e os “produtos de hoje”.

2. Comenta dois aspectos referidos no vídeo "A História das Coisas" que consideres relevantes.

3. Indica três aspectos que possas mudar, como eco-consumidor preocupado com o futuro do Planeta.

4. Menciona dois factores explicativos do endividamento das famílias portuguesas.

5. Constrói uma apresentação no Google Drive referente à Sociedade de Consumo, de 7 slides, com a seguinte estrutura:
slide: Título;
Último slide: Bibliografia;
Slides intermédios deverão referir aspectos que consideres interessantes sobre o tema.
Partilha o link para a apresentação no blogue.

Recursos:
Deverão ser utilizados sites institucionais acessíveis na Web, como o Portal do Consumidor, ou outros indicados aqui.

Evolução da estrutura do consumo em Portugal e na UE

Portugal é dos países da União Europeia onde a privação do consumo de bens se sente mais severamente.

Fonte: Figura 6.6. de Europe in figures - Eurostat yearbook 2011: Living conditions and social protection (tables and graphs), EUROSTAT. 
A taxa de privação material (severa) é um indicador que expressa a incapacidade de pagar alguns itens considerados pela maioria das pessoas como desejáveis ou mesmo necessários para levar uma vida adequada. O indicador mede a percentagem da população que não pode pagar pelo menos três (quatro) dos seguintes nove itens: 1. Amortização dos empréstimos e/ou rendas da habitação; 2. Manter a sua casa adequadamente aquecida; 3. Enfrentar despesas inesperadas; 4. Comer carne ou proteínas regularmente; 5. Ir de férias; 6. Ter um aparelho de televisão; 7. Ter uma máquina de lavar roupa; 8. Ter um carro; 9. Ter um telefone.
In Glossário do EUROSTAT.

Comparando os coeficientes orçamentais da rubrica alimentação em Portugal com os da UE27, confirma-se a Lei de Engel, quer com os dados de 2009, quer em 1995.



Fonte: Despesas de consumo final dos agregados domésticos: por tipo de bens e serviços (%), PORDATA.

Apesar de algumas diferenças que uma análise mais detalhada das duas imagens permite evidenciar, destaca-se que nos dois momentos e em ambos os espaços, as componentes mais importantes da despesa são as mesmas.

A imagem abaixo documenta a evolução da estrutura do consumo em Portugal, de 2000 a 2009:

Fonte: Despesas de consumo final no total do rendimento disponível das famílias: total e por tipo de bens e serviços (%), PORDATA.

1. Constrói imagens tuas dos gráficos acima apresentados.

2. Justifica a sobreposição gráfica das taxas de privação material e das taxas de privação severa. Comenta a posição de Portugal no contexto da União europeia.

3. “Comparando os coeficientes orçamentais da rubrica alimentação em Portugal com os da UE27, confirma-se a Lei de Engel, quer com os dados de 2009, quer em 1995”. Justifica.

4. “Nos dois momentos e em ambos os espaços, as componentes mais importantes da despesa são as mesmas”. Indica as três rubricas mais importantes.

5. Refere os valores apresentados pelas rubricas “lazer, recreação e cultura” e “restaurantes e hotéis”.

6. Refere uma rubrica que tenha ganho importância nos orçamentos familiares e outra que a tenha perdido.

7. O gráfico “Despesas de consumo final das famílias por bens e serviços” indica a estrutura do consumo em Portugal, de 2000 a 2009. Refere três aspectos que esperarias encontrar se te fosse apresentado o gráfico homólogo para a Alemanha. Justifica.

Formulário de Contabilidade Nacional



Apresentação Alguns Conceitos do Produto

Ópticas de cálculo do valor da produção:

  • Óptica do Produto permite-nos conhecer o valor do produto por sector institucional e/ou sector da actividade.
  • Óptica do Rendimento permite-nos conhecer o valor atribuído a cada um dos factores intervenientes no processo produtivo.
  • Óptica da Despesa permite-nos conhecer o valor gasto pelos diferentes sectores institucionais.

Óptica do Produto

  • Método dos valores acrescentados:

    PIB pm = Somatório dos Valores Acrescentados + impostos indirectos – subsídios à exploração


  • Método dos produtos finais:

    PIB = Somatório dos consumos finais
Produto Líquido = Produto Bruto – Consumo de capital fixo

Produto Nacional = Produto Interno + Saldo dos rendimentos do trabalho, da propriedade e da empresa com o Resto do Mundo

onde, SRRM:
Saldo dos rendimentos com o Resto do Mundo = Rendimentos recebidos do resto do mundo - Rendimentos pagos ao resto do mundo

Índice de Preços implícitos no PIB = PIB a preços correntes / PIB a preços constantes * 100
Exercício


VAB a preços de base = Somatório dos Valores Acrescentados dos ramos de actividade

PIB a preços de mercado = VAB a preços de base + Impostos líquidos de subsídios sobre os produtos



Óptica do Rendimento

Rendimento Nacional = remunerações do trabalho + excedente do bruto de exploração + impostos líquidos de subsídios sobre a produção e a importação

Rendimento Nacional = Produto Interno Bruto + Rendimentos Primários recebidos do resto do mundo – Rendimentos Primários pagos ao resto do mundo

Rendimentos Primários recebidos do (pagos ao) resto do mundo = Remunerações recebidas do (pagas ao) resto do mundo + Impostos sobre a produção e importação recebidos do (pagos ao) resto do mundo + Subsídios recebidos (pagos) ao resto do mundo + Rendimentos de propriedade recebidos do (pagos ao) resto do resto do mundo

PNB = Rendimento Nacional

PIB a preços de mercado = Remunerações + Excedente Bruto de Exploração/Rend.Misto + Impostos líquidos de subsídios


Rendimento Disponível Bruto

RDB = RDL + Consumo de capital fixo

RDB = PIBpm + Rendimentos primários recebidos do Resto do Mundo - Rendimentos primários pagos ao Resto do Mundo + Transferências correntes recebidas do Resto do Mundo - Transferências correntes pagas ao Resto do Mundo

Capacidade (+) / necessidade (-) líquida de financiamento = Poupança líquida + Transferências de capital líquidas - Formação de capital

Poupança líquida = Rendimento disponível líquido - Despesa de consumo final

Transferências de capital líquidas = Transferências de capital recebidas do Resto do Mundo - Transferências de capital pagas ao Resto do Mundo

Formação de capital = Formação bruta de capital + Aquisições líquidas de cessões de ativos não-financeiros não produzidos - Consumo de capital fixo

Rendimento disponível bruto das famílias = Remunerações dos empregados + Excedente Bruto de Exploração + Rendimentos de Propriedade + Outras Transferências Correntes - Impostos Correntes Sobre o Rendimento, Património, etc. - Contribuições Sociais + Prestações Sociais

Rendimento disponível dos particulares = Remunerações do trabalho + Transferências internas + Transferências externas + Rendimentos de empresa e propriedade - Impostos directos - Contribuições para a Segurança Social



Óptica da Despesa

Procura Interna = Consumo Privado + Consumo Público + Investimento

Investimento = Formação Bruta de Capital Fixo + Variação de Existências

Procura Externa = Exportações de bens e de serviços

Procura Global = Procura Interna + Procura Externa

PIB pm = Procura Global - Importações

PIB pm = Consumo Privado + Consumo Público + Formação Bruta de Capital Fixo + Variação de Existências + Exportações - Importações



Isto é:

Despesa de consumo final = Despesa de consumo final das famílias residentes + Despesa de consumo final das ISFLSF + Despesa de consumo final das administrações públicas

Formação bruta de capital = Formação bruta de capital fixo + Variação de existências + Aquisições líquidas de cessões de objectos de valor

Procura interna = Despesa de consumo final + Formação bruta de capital

Procura externa líquida = Exportações de bens (FOB) e serviços - Importações de bens (FOB) e serviços

PIB a preços de mercado = Procura interna + Procura externa líquida

Note ainda que:

Despesa Interna = PIBpm

Despesa Nacional = PNBpm

Outros formulários de Contabilidade Nacional


FICHEIRO: CONTAS NACIONAIS ANUAIS (BASE 2016) 2020 (final) e 2021 (provisório), 23 de Setembro de 2022 * DRIVE * INE

FICHEIRO: CONTAS NACIONAIS ANUAIS (BASE 2016) 2021 (final) e 2022 (provisório), 22 de Setembro de 2023 * DRIVE * INE

1. Consultando o ficheiro acima, (ou apenas estas 3 folhas) apresenta graficamente para 2022, os pesos das diversas componentes do PIB e as fórmulas que as relacionam:

a) PIB a preços de mercado pela óptica da produção - Quadro A.1.4.4.1.

b) PIB a preços de mercado pela óptica do rendimento - Quadro A.1.3.4.1.

c) PIB a preços de mercado pela óptica da despesa - Quadro A.1.2.5.1.

2. Indica as fórmulas da Contabilidade Nacional integradas em:
a) 1. a)
b) 1. b)
c) 1. c)

3. Construindo um Gráfico conveniente:
a) Analisa os sectores de actividade que mais contribuíram para o PIB.
b) Analisa a repartição do rendimento.
c) Analisa a importância das diversas componentes da despesa no PIB.

4. Explica a utilidade de calcular o mesmo agregado de três modos diferentes.



PREVIEW2019 * Preview2021 * Preview1995-2022 * Preview2022

Conceitos necessários à Contabilidade Nacional

Consultando a apresentação, responde às questões abaixo.

1. Define sector institucional.

2. Caracteriza os sectores institucionais do total da economia. Explica a necessidade de constituição destas categorias.

3. Explica o conceito de território económico. Refere a sua importância na definição do PIB.

4. Distingue unidade residente de unidade não residente. Refere os turistas e os migrantes.

5. Define ramos de actividade. Justifica a definição de mais ramos de actividade.

II
Completa o ficheiro de ajuda.

O consumo como acto económico e acto social

Apresentação * GDrive

A procura é muitas vezes apresentada como elemento determinante da produção, do emprego e do rendimento, observando-se o consumo como acto económico de um ciclo virtuoso:



Culpando o consumo por um ciclo vicioso, responsável pela dívida, a lógica do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF) - 2011-2014 - apresentava a confiança nos mercados como elemento central da estratégia:

Este foi o consenso que emergiu na comunicação social: a austeridade era uma estratégia que visava restaurar a confiança dos mercados; mas a ênfase na consolidação orçamental foi exagerada, levando as economias para uma recessão prolongada; em suma, a estratégia da austeridade falhou.

O consumo é um acto social com consequências em diversas dimensões:

- Económicas: A redução do consumo, provocada deliberadamente pelos aumentos de impostos e cortes salariais, faz crescer a economia paralela e reduz as receitas fiscais, agravando o défice orçamental

- Sociais: Grande parte das deslocações aos centros comerciais não tem qualquer justificação económica, destinando-se antes ao lazer e ao reencontro com os amigos

- Políticas: As políticas de austeridade têm prosseguido “Uma gigantesca redistribuição do rendimento lesa trabalhadores, pensionistas e grupos desfavorecidos”, EUGÉNIO ROSA.

- Ambientais: A política de austeridade terá tido um impacto positivo sobre o Ambiente, não programado (diz-se externalidade). Como os combustíveis estão muito caros, reduziu-se a circulação automóvel e as emissões de dióxido de carbono

  • Consumo ético” significa um consumo consciente, em que a decisão de compra de um produto ou serviço assenta não só em critérios de qualidade e preço,mas também nas condições humanas e ambientais em que foram produzidos e comercializados, assim como nas consequências humanas e ambientais dessa compra.
    CONSUMO PÚBLICO, CONSUMO ÉTICO
Consumo sustentável - Consultar Brochura no Portal do Consumidor

Como poupar numa ida às compras


Os diversos tipos de consumo, distinguem-se habitualmente quanto:

- às necessidades satisfeitas: Essencial / Supérfluo

- ao agente que consome: Privado / Público

- ao beneficiário do consumo: Individual / Colectivo

- à finalidade do consumo: Final / Intermédio



Publica no blogue o link de uma apresentação construída no Google Drive com quatro slides, orientada pelos seguintes títulos:
- O consumo como acto económico
- Consequências económicas, sociais, políticas e ambientais do consumo
- Consumo ético/sustentável
- Tipos de consumo


O consumo como um acto económico e um acto social II - Tópicos

Necessidades – noção e classificação

Dizem-se necessidades, estados de carência acompanhados do desejo de os eliminar ou atenuar e do conhecimento dos meios que o permitam.



Características das necessidades:

- Multiplicidade (as necessidades são múltiplas e infinitas)

- Saciabilidade (a intensidade das necessidades diminui com a sua satisfação)

- Hierarquizáveis (as necessidades são ordenadas por ordem de importância)

- Relatividade (as necessidades variam no tempo e no espaço)

- Substituibilidade (as necessidades podem ser satisfeitas por bens alternativos)



Classificação das necessidades:

- Quanto ao custo: necessidades económicas (implicam bens com preço maior que zero, conduzindo à escassez dos bens, colocando-se o problema económico) e necessidades não económicas (satisfeitas com bens livres, isto é, bens com preço nulo)

- Quanto à sua importância: Primárias (indispensáveis à sobrevivência), Secundárias (necessárias mas não indispensáveis à sobrevivência) e Terciárias (supérfluas, ie., inúteis, desnecessárias, apenas para ostentação)

- Quanto ao facto de vivermos em Sociedade: Individuais (seriam sempre sentidas pelo indivíduo, mesmo que vivesse isolado numa ilha, como Robinson Crusoe) e Colectivas (apenas as sentimos porque vivemos em Sociedade)



1. Escreve uma composição centrada nas necessidades que satisfazes quotidianamente utilizando dez dos termos que se encontram a negrito acima.

2. Qual das classificações acima estará mais relacionada com a Pirâmide de Maslow? Justifica.

3. Qual das classificações acima estará mais relacionada com a Economia? Justifica.

4. A alimentação é uma necessidade individual, sentida por todos. Justifica.

5. “A Revolução Digital em curso está a criar novas necessidades, mas menos empregos”. Comenta, referindo três exemplos.

Equilíbrio entre Recursos e Empregos numa economia

Os fluxos monetários podem representar-se num circuito económico (esquema gráfico), mas se forem numerosos torna-se difícil perceber a situação líquida de cada agente económico. Para este efeito é preferível representar os fluxos num sistema de contas (conjunto de tês).

Na conta de cada agente de um lado registam-se os Empregos, do outro os Recursos em fluxos monetários.

Alternativamente pode pensar-se em:
  • Empregos como COMPRAS ou SAÍDAS MONETÁRIAS ou DÉBITOS;
  • Recursos como VENDAS ou ENTRADAS MONETÁRIAS ou CRÉDITOS.


Um agente económico diz-se em equilíbrio se o total de Empregos for igual ao total de Recursos. Se o volume de Empregos for superior ao de Recursos o agente económico tem necessidade de financiamento. Se o volume de Empregos for inferior ao de Recursos o agente económico tem capacidade de financiamento.

Diz-se que o circuito económico, ou fluxo circular do rendimento, se encontra em equilíbrio porque poderá continuar sempre ao mesmo nível, verificando-se a igualdade entre recursos e empregos na economia.

Numa economia aberta, representamos a nossa economia (Famílias + Empresas + Estado + IF’s) em relação com o exterior (RM). Como os empregos (recursos) da nossa economia constituem recursos (empregos) do Resto do Mundo, a necessidade (capacidade) de financiamento da nossa economia corresponde à capacidade (necessidade) de financiamento do RM.