Que material pode ser utilizado durante a realização dos exames?
Nos exames finais nacionais de Economia A (712), os alunos
deverão ser portadores de calculadoras não alfanuméricas, não programáveis, não
sendo permitido o uso de calculadoras gráficas.
Nota: As calculadoras não alfanuméricas e não programáveis caracterizam-se por não terem visivel no teclado todo o abecedário inscrito, possuindo apenas teclas com algumas letras que permitem ter acesso a memórias numéricas para funcionarem como constantes.
Fonte: Nota interna.
Nota: As calculadoras não alfanuméricas e não programáveis caracterizam-se por não terem visivel no teclado todo o abecedário inscrito, possuindo apenas teclas com algumas letras que permitem ter acesso a memórias numéricas para funcionarem como constantes.
Fonte: Nota interna.
A Grande Farra de dívida (1986-2007)
Durante a euforia da Grande Farra de dívida (da segunda metade dos anos 80 até à crise financeira) as guerras pelo controlo dos bancos, permitiram que muitos empresários, na expectativa de transformar a dívida em capital, comprassem bancos sem ter dinheiro. Os Bancos chegaram a aceitar como garantias dos empréstimos, as acções que eram adquiridas, negócio que só começou a correr mal quando a Bolsa começou a cair. Então a desvalorização das acções não permitirá pagar o empréstimo e o banco ficará uma perda, ou registará uma imparidade, como ilustra o esquema seguinte:
Helena Garrido refere que na fase da Grande Farra também a população em geral se envolveu, comprando casa, carro, férias pagas com crédito, e até alguns caíram na tentação de usar financiamento para o aplicar em acções, na era do “capitalismo popular”, que nasceu na segunda metade dos anos 80.
Mesmo após a queda do Lehman Brothers em 2007, por cá o crédito continua em boom, com Ricardo Salgado a apoiar a estratégia desenvolvimentista de José Sócrates, segundo a qual seria possível combater a crise financeira com investimento, que em 2009 e 2010 será alavancado pelo Estado com novas auto-estradas, parcerias público-privadas, e identificação do TGV e do novo aeroporto de Lisboa. Assim, a explosão do crédito levou os activos bancários a registarem um valor quase 3 vezes superior ao PIB (!), processo que iniciou a sua normalização com a Troika, em 2011.
O dinheiro que alimentou a continuação da subida do crédito depois de 2007, veio do BCE por troca com títulos da dívida pública que disparou de 68,4% do PIB em 2007 para 96,2% em 2010, entrando num processo cujo controlo tem justificado as políticas de austeridade.
Note-se que o endividamento público pós 2007, ocorreu quando as fontes de financiamento externo se tinham fechado, mas os bancos prosseguem a expansão do crédito, indo buscar dinheiro ao BCE, por troca de títulos da dívida pública, mecanismo cuja importância passou de 1% do total dos activos dos bancos em 2007 para 9% em 2010 (HG, p. 71).
É oportuno recordar que:
As responsabilidades financeiras assumidas pelo Estado nos três casos de morte bancária somam 14 mil milhões de euros, quase tanto quanto o Estado recebeu de IVA em 2015, 7,8% do PIB (14.000/179.539,9*100).
A moralidade da austeridade apresenta-a como uma ressaca virtuosa após uma festa imoral. O problema é que a política da dívida desviou a culpa dos bancos para o Estado, obrigando todos os cidadãos, como contribuintes, a pagar a festa da elite “esperta” que se apropriou da riqueza. Um vídeo recente do Banco de Portugal, identifica claramente os beneficiários da explosão do crédito:
Para a direita, a Grande Farra da explosão do crédito foi um momento de recuperação do capital, mas “esgotada a capacidade de endividamento dos grupos portugueses, os candidatos são agora estrangeiros” (Eduardo Catroga, ex-ministro das Finanças, 2013).
Para a esquerda, além do fim do sonho de uma sociedade socialista, a privatização da propriedade dos meios de produção em muitos sectores de actividade, alguns dos quais pelas suas características constituem monopólios naturais, com rendas garantidas pela impossibilidade de concorrência, é vista como uma forma de pirataria na repartição do rendimento, agravada com a dependência de centros de decisão estrangeiros.
Helena Garrido refere que na fase da Grande Farra também a população em geral se envolveu, comprando casa, carro, férias pagas com crédito, e até alguns caíram na tentação de usar financiamento para o aplicar em acções, na era do “capitalismo popular”, que nasceu na segunda metade dos anos 80.
Mesmo após a queda do Lehman Brothers em 2007, por cá o crédito continua em boom, com Ricardo Salgado a apoiar a estratégia desenvolvimentista de José Sócrates, segundo a qual seria possível combater a crise financeira com investimento, que em 2009 e 2010 será alavancado pelo Estado com novas auto-estradas, parcerias público-privadas, e identificação do TGV e do novo aeroporto de Lisboa. Assim, a explosão do crédito levou os activos bancários a registarem um valor quase 3 vezes superior ao PIB (!), processo que iniciou a sua normalização com a Troika, em 2011.
O dinheiro que alimentou a continuação da subida do crédito depois de 2007, veio do BCE por troca com títulos da dívida pública que disparou de 68,4% do PIB em 2007 para 96,2% em 2010, entrando num processo cujo controlo tem justificado as políticas de austeridade.
Note-se que o endividamento público pós 2007, ocorreu quando as fontes de financiamento externo se tinham fechado, mas os bancos prosseguem a expansão do crédito, indo buscar dinheiro ao BCE, por troca de títulos da dívida pública, mecanismo cuja importância passou de 1% do total dos activos dos bancos em 2007 para 9% em 2010 (HG, p. 71).
É oportuno recordar que:
- ...não é a dívida pública que gera dívida externa. É precisamente o contrário: uma vez que este o endividamento externo tem constituído o motor fundamental do crescimento português desde 1997/99, quando esta fonte financiamento cessou com a crise de 2008, a diminuição súbita das receitas fiscais (impostos) e o aumento das despesas "automáticas" (subsídio de desemprego, despesas sociais,...) é que fez disparar a divida pública.
A máquina de criar dívida - Alexandre Abreu
As responsabilidades financeiras assumidas pelo Estado nos três casos de morte bancária somam 14 mil milhões de euros, quase tanto quanto o Estado recebeu de IVA em 2015, 7,8% do PIB (14.000/179.539,9*100).
A moralidade da austeridade apresenta-a como uma ressaca virtuosa após uma festa imoral. O problema é que a política da dívida desviou a culpa dos bancos para o Estado, obrigando todos os cidadãos, como contribuintes, a pagar a festa da elite “esperta” que se apropriou da riqueza. Um vídeo recente do Banco de Portugal, identifica claramente os beneficiários da explosão do crédito:
- Do stock de crédito concedido pelo sector financeiro, até Dezembro/2016, 80% encontra-se concentrado em 5% do número total de empresas. Destas, o sector que registou maior rácio de incumprimento foi a Construção. Nas famílias, 80% do stock de crédito concedido destinou-se à habitação.
Para a direita, a Grande Farra da explosão do crédito foi um momento de recuperação do capital, mas “esgotada a capacidade de endividamento dos grupos portugueses, os candidatos são agora estrangeiros” (Eduardo Catroga, ex-ministro das Finanças, 2013).
Para a esquerda, além do fim do sonho de uma sociedade socialista, a privatização da propriedade dos meios de produção em muitos sectores de actividade, alguns dos quais pelas suas características constituem monopólios naturais, com rendas garantidas pela impossibilidade de concorrência, é vista como uma forma de pirataria na repartição do rendimento, agravada com a dependência de centros de decisão estrangeiros.
- A economia portuguesa foi diminuída pelas privatizações. Sob o “desígnio” dos critérios europeus e do pagamento da dívida, eliminou-se todo um campo de possibilidades para a iniciativa pública e para uma real autodeterminação económica. Recursos estratégicos foram transformados em fonte de renda privada.
A privataria é parte do regime social de transferência da riqueza, de baixo para cima, na sociedade, e de dentro para fora do país. A força deste regime é interna, vinda da nossa história contemporânea, do atraso gerado pelo domínio de uma elite protegida pela ditadura e reciclada depois, pela mão do Bloco Central, no acesso às rendas do Estado. Mas é também uma força externa, expressa na transformação de Portugal pela acentuação da dependência e pela chegada do crédito fácil sob a “convergência” da UEM. (Mariana Mortágua, PRIVATARIA)
Relações com RM – Questões de Exame, 2013 a 2016
Taxa de Inflação e Índices de Preços, Questões de Exame – 2015 e 2014
Republica as imagens após edição no Paint, indicando os cálculos quando necessários, ou uma breve justificação na escolha múltipla.
Ajuda na 1ª questão
Correcção
Ajuda na 1ª questão
Correcção
Taxa de Inflação e Índices de Preços, Questões de Exame - 2016
Republica as imagens após edição no Paint, indicando os cálculos quando necessários, ou uma breve justificação na escolha múltipla.
Correcção
Correcção
A inflação em Portugal e na UE
O objectivo do BCE é uma taxa de inflação próxima de 2%. Nos países da Zona Euro tem-se observado uma taxa de inflação muito próxima da UE28, desde 2002.
Actualmente, a Alemanha, bem como a ZE19 e a UE28 encontram-se perto de “uma zona perigosa”, o que terá levado o BCE a promover uma política de Quantitative Easing (QE), “alívio quantitativo” que se traduziu na compra de mais títulos dos Estado-Membros. Com mais moeda em circulação, o dinheiro ficou mais barato (ie. As taxas de juro mais baixas), o que terá ajudado Portugal a sair da recessão.
A Alemanha inspirou a disciplina do BCE, alargando-a à ZE19 e à UE28. A Grécia é o país onde a taxa de inflação mais variou. Portugal apresentou deflação em 2009 e 2014. Desde 2013 todas as economias apresentam o indicador abaixo do valor de referência do BCE.
Observando o Índice de Preços no Consumidor, conclui-se que os bens que se compravam em 1996 com 100 euros, já em 2016 custariam 132€ na Alemanha, 150€ em Portugal e 163€ na Grécia.
1. Constrói e interpreta dois gráficos semelhantes aos anteriores (*), partindo da Taxa de Inflação (Taxa de Variação do Índice de Preços no Consumidor), no PORDATA.
2. Utilizando os dados do EUROSTAT, indique e interprete, para Portugal e para a AE19, em Novembro de 2020:
a) O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor com 2015=100;
b) A taxa de inflação mensal;
c) A taxa de inflação homóloga;
d) A taxa de inflação média.
(*) Os "países" a utilizar no ponto 1 são:
- UE28
- AE19
- Portugal
- 2 países do grupo dos fundadores da CEE (1957)
- 2 países do 5º alargamento da UE (2004) Se necessário, ver aqui
Actualmente, a Alemanha, bem como a ZE19 e a UE28 encontram-se perto de “uma zona perigosa”, o que terá levado o BCE a promover uma política de Quantitative Easing (QE), “alívio quantitativo” que se traduziu na compra de mais títulos dos Estado-Membros. Com mais moeda em circulação, o dinheiro ficou mais barato (ie. As taxas de juro mais baixas), o que terá ajudado Portugal a sair da recessão.
A Alemanha inspirou a disciplina do BCE, alargando-a à ZE19 e à UE28. A Grécia é o país onde a taxa de inflação mais variou. Portugal apresentou deflação em 2009 e 2014. Desde 2013 todas as economias apresentam o indicador abaixo do valor de referência do BCE.
Observando o Índice de Preços no Consumidor, conclui-se que os bens que se compravam em 1996 com 100 euros, já em 2016 custariam 132€ na Alemanha, 150€ em Portugal e 163€ na Grécia.
1. Constrói e interpreta dois gráficos semelhantes aos anteriores (*), partindo da Taxa de Inflação (Taxa de Variação do Índice de Preços no Consumidor), no PORDATA.
2. Utilizando os dados do EUROSTAT, indique e interprete, para Portugal e para a AE19, em Novembro de 2020:
a) O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor com 2015=100;
b) A taxa de inflação mensal;
c) A taxa de inflação homóloga;
d) A taxa de inflação média.
II
Constrói uma apresentação para responder às Questões de Exame – 2015 e 2014, assinalando a opção correcta e mostrando por que razão as restantes são falsas.
III
Em que ano o salário real foi maior?
Preenche a tua parte do ficheiro.(*) Os "países" a utilizar no ponto 1 são:
- UE28
- AE19
- Portugal
- 2 países do grupo dos fundadores da CEE (1957)
- 2 países do 5º alargamento da UE (2004) Se necessário, ver aqui
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