Portugal e a União Europeia

Escreva um post livre, subordinado ao tema Portugal e a União Europeia.
É valorizada a diversidade de fontes, e os comentários que apresentem gráficos como suporte da análise. É obrigatório indicar sempre as fontes utilizadas. Abaixo apresenta-se um exemplo do trabalho indicado.

Será a pobreza uma fatalidade?


Será o ciclo vicioso da pobreza? Os países menos desenvolvidos dispõem de menos recursos, e gastam muito menos em políticas sociais, deixando mais facilmente à margem da sociedade amplos estratos de idosos, doentes, deficientes, indiferenciados, desempregados... Menos recursos financeiros significam também menor possibilidade de qualidade de qualificação da sua mão-de-obra, que terá produtividade mais baixa. Como produzem menos tem menores possibilidades. Como se sai daqui?!

Qual a posição de Portugal relativamente às despesas em políticas sociais? No fim da tabela na Europa dos 15, a meio na Europa dos 27. Nada de novo, portanto.

Fonte: Social protection in the European Union - Issue number 46/2008

Somos o país da Europa dos 15 com o rendimento pior distribuído, como se pode conferir pelos Coeficientes de Gini.
NOTA: Interpretação dos Coeficientes de Gini


Fonte: The social situation in the European Union 2004

Somos um país de egoístas, a avaliar pelo nível de participação em actividades cívicas.

Fonte: The social situation in the European Union 2004

Os Fundos estruturais, mesmo que mal aproveitados, permitiram que se registasse convergência com a União Europeia de 1995 a 2002,
pois o PIB per capita passou de 66% da média para 71%.

Fonte: The social situation in the European Union 2004

Portugal foi o "bom aluno" da Europa durante a década cavaquista (1985/95). Apenas fez o esforço necessário para evitar a exclusão da Zona Euro, e mal essa meta ficou à vista, iniciou o processo de divergência com União Europeia em 2000, com o PIB per capita a passar para 78,2% da média da UE-27, quando correspondia a 78,5% no ano anterior. Em 2008 já vamos nos 72,2%...
O esforço não é valorizado pelos portugueses. "É preciso continuar a sacar dinheiro à Europa" (Mário Soares, Público, 18 de Maio de 1999) constitui a afirmação que melhor sintetiza o sentimento dos portugueses relativamente à UE.

Fonte: GDP per capita in Purchasing Power Standards (PPS) (EU-27 = 100)


Como as crianças abandonavam a Escola sem ter concluído o 9º ano, inventaram-se as "Novas Oportunidades", que seriam posteriormente alargadas ao ensino secundário.

Fonte: The social situation in the European Union 2004

Nota: O Lower Secondary destina-se a crianças dos 11 aos 14 anos, idade com que terminam o 9º unificado a que será equivalente.

Um ensino onde se oferecem diplomas sem reforçar as qualificações dos indivíduos, sem dúvida que coloca Portugal mais próximo da União em termos dos indicadores estatísticos referentes às habilitações, mas só pode dificultar a convergência em termos de produtividade, afastando Portugal da convergência real.

Teste de Economia

Grupo I

1. Um dos critérios de convergência nominal deixou de ser referido após a adesão ao EURO, porque deixou de fazer sentido.
1.1. Justifique qual.
1.2. Distinga convergência nominal de convergência real.

2. Com a acelerada abertura ao exterior, a capacidade competitiva do país mantém-se fraca, evidenciando défices importantes de modernização em factores como o tipo de gestão, a valorização do capital humano, a inovação tecnológica, o marketing, entre outros. A situação da economia portuguesa está a piorar relativamente à média da União Europeia porque o PIB português está a crescer a um ritmo inferior ao da UE.

Fonte: http://www.igeo.pt/atlas/Cap3/Cap3d_1.html
2.1. Justifique a expressão destacada no texto indicando os valores da tabela correspondentes à comparação de Portugal com a UE-15.
2.2. Justifique a expressão destacada no texto indicando os valores da tabela correspondentes à comparação de Portugal com a UE-25.


Fonte: http://www.igeo.pt/atlas/Cap3/Cap3d_2.html
2.3. Indique três sectores de actividade que contribuíram para o crescimento do PIB português de 1999 a 2003.
2.4. Entre os sectores de actividade que referiste na questão anterior (2.3.), qual te parece particularmente exposto a crises na economia global? Justifique.


3. Na estrutura do emprego observam-se grandes disparidades entre Portugal e a União Europeia. Observa o quadro Estrutura de emprego, 2004.

Fonte: http://www.igeo.pt/atlas/Cap3/Cap3d_2.html
3.1. A Taxa de Actividade em Portugal é superior à da União Europeia. Interprete esta diferença.
3.2. Mostre que o nível de habilitações da população empregada é desfavorável para Portugal, referindo os valores do quadro acima indicado.
3.3. Observando o mesmo quadro, compare o nível de habilitações dos 10 países que entraram recentemente para a UE com a média da UE-15.
3.4. Identifique no mesmo quadro outra fragilidade da economia portuguesa.

Grupo II

Texto 1
A China ocupa o segundo lugar na lista dos maiores exportadores do mundo, e arrecada o terceiro quando se fala em países importadores. Só em 2007, o volume de exportações da União Europeia para o gigante asiático chegou aos 48 mil milhões de euros. Em Portugal, a Associação Comercial e Industrial Luso-Chinesa assegura que há 20 mil chineses legalizados, 5 mil estabelecimentos comerciais e 400 restaurantes. Imparável, a China conquista o Mundo debaixo de um coro de protestos - pelas metrópoles por onde passou a tocha olímpica, não faltaram palavras de ordem contra os alegados crimes praticados por Pequim contra os Direitos Humanos...
http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/315577

Texto 2
Quando acordei quis saber que horas seriam. Não que tivesse alguma coisa importante marcada, mas é aquele hábito humano quase irresistível do «ter de saber as horas». Foi quando me lembrei que no dia anterior tinha banido todos os relógios do meu quarto, por serem fabricados na China. O primeiro desafio desta aventura foi, pois, saber a que horas andava - e eu já tinha posto de lado telemóvel e computador. Embora o telemóvel tenha sido fabricado na Finlândia, a bateria e respectivo carregador foram feitos na China, o que constituiu, aliás, o grande problema para o substituir por outro. O mesmo se passou em relação ao computador e respectivo rato. Liguei a televisão, estava a dar um dos noticiários das 10h, o problema de saber as horas estava resolvido. Escolher o que vestir hoje foi frustrante, pouca coisa no meu roupeiro escapou à invasão chinesa. Da minha roupa interior quase nada resta, o blusão para o frio foi banido, casacos de malha igual a zero, camisas o mesmo, algumas calças de ganga escaparam... acabei por me vestir «made in India», o que incluiu uma camisola da minha mãe. A melhor notícia do dia foi… todos os meus sapatos são de países diferentes e nenhum é chinês. A pior notícia: tenho urgentemente de ir às compras.
Fonte: Diário de uma Estudante, que resistiu aos produtos chineses durante um mês, EXPRESSO/Assinatura, 10/MAIO/2008

1. Justifique a aparente contradição entre os protestos por “crimes praticados por Pequim contra os Direitos Humanos” e a invasão da nossa vida quotidiana por produtos “Made in China”.

2. Aponte algumas linhas estratégicas que considere válidas para o futuro da indústria portuguesa.

Economia Portuguesa: Articulação difícil entre mudanças internas e as exigências externas competitivas

(…) com a progressiva internacionalização do comércio e do investimento, sobretudo quando ela, acentuando a sua profundidade, se passou a designar por globalização, os mares, onde os navios portugueses dominaram esmagadoramente, como se sabe, nos séculos XVI e XVII, com mais de dois terços dos efectivos, exprimem com dureza este processo uma vez que, nos nossos dias, bastante menos de 1% da frota comercial mundial tem origem portuguesa. Augusto Mateus

1. Define globalização.

2. Refira os seis grandes períodos históricos na evolução mais recente da economia portuguesa, apontados por Augusto Mateus.

3. Refira as quatro rupturas genéricas que Augusto Mateus identifica nos anos 70.

4. Mostre que numa fase inicial da adesão de Portugal à CE se observou ma efectiva convergência real.

5. O crescimento económico verificado durante o período de convergência pode classificar-se como “mau crescimento”, nomeadamente em três traços particulares apontados por Augusto Mateus. Refere-os.

6. Parece que os nossos parceiros europeus dos 15 dispõem de um marketing e de uma tecnologia que tornam os seus produtos mais competitivos que os portugueses. Os membros dos recentes alargamento dispõem de maior educação e formação, de salários mais baixos, e estão a registar as taxas de crescimento mais elevadas.
Aponta algumas linhas estratégicas que consideres válidas para o futuro de Portugal.

A Economia Portuguesa e o Alargamento da Economia Europeia – II Parte

Descarregue o documento A Economia Portuguesa e o Alargamento da Economia Europeia.

Os políticos definiram critérios contabilísticos de convergência financeira (dita convergência nominal), mas a convergência que efectivamente interessa às pessoas mede-se em termos do poder de compra dos rendimentos (convergência real).


1. Indique os critérios de convergência (nominal). (Consulte http://www.ecb.int/ecb/orga/escb/html/convergence-criteria.pt.html#exchange)

Link alternativo: Critérios de Convergência no site do Banco de Portugal.


2. Distinga convergência nominal de convergência real

3. Considera um grande elogio às autoridades portuguesas a seguinte afirmação? Justifique. (ver pp. 285)

“Esta evolução nominal não foi, no entanto, devidamente acompanhada, tal como seria desejável, por um processo efectivo de convergência real e/ou estrutural com as economias mais avançadas da UE, em particular”.

4. Observando o Quadro 7-1, PIB per capita (pp. 290), justifique a ausência de um processo efectivo de convergência real a que se refere a questão anterior.


5. Em comentário ao Quadro 7-1 pode ler (pp. 291):

“Em termos dinâmicos, o gap entre os candidatos e os Estados-Membros não sofreu alterações significativas. De salientar a este nível, a evolução positiva registada pelos países Bálticos (Lituânia, Letónia e Estónia), pela Hungria, Eslováquia e Eslovénia, que deram passos mais sustentados em matéria de catching-up e/ou convergência, ainda que partindo, no início do período, de níveis médios de vida claramente diferenciados, situados muito abaixo da média europeia”.

5.1. Apresente uma expressão portuguesa alternativa a:
a) gap;
b) catching-up.

5.2. Utilizando Portugal e um dos países referidos no parágrafo acima, por exemplo a Hungria, mostre que:
a) o gap da Hungria relativamente à média da UE é maior que o gap de Portugal;
b) no processo de catching-up a Hungria está a ser mais rápida que Portugal;
c) extrapolações a longo prazo desta tendência colocam Portugal na cauda na UE.

5.3. Considerando valores acumulados desde 1995, Portugal até surge na categoria “recuperação” do gráfico 7-4, que relaciona as despesas em investigação e desenvolvimento com o volume do PIB (pp. 316).

a) Defina “recuperação” fazendo recurso dos termos em itálico na questão anterior.
b) Identifique no gráfico 7-4 um factor que fragiliza a dita “recuperação”.

6. Em economia não podemos esquecer a relação entre a remuneração e a produtividade.
a) Construa no Excel uma tabela com a seguinte informação:
- produtividade aparente do trabalho em 2001, em ppc, dos cinco primeiros países da UE e de Portugal (Quadro 7.4. pp. 295)
- remunerações em 2001, em ppc, dos cinco primeiros países da UE e de Portugal (Quadro 7.5. pp. 296).
b) Estabeleça a regra que a tabela lhe sugere entre as remunerações e a produtividade. (veja ainda o Gráfico 7-1. da pp. 297)

A Economia Portuguesa e o Alargamento da Economia Europeia – I Parte

Descarregue o documento A Economia Portuguesa e o Alargamento da Economia Europeia.

1. Em 1951, o Tratado de Paris instituiu que comunidade? (pp. 27)
2. Em 1957, o Tratado de Roma instituiu que comunidade? (pp. 27)
3. A adesão dos países à União Europeia pressupõe que estes aceitem os “critérios de Conpenhaga”. Explicite-os. (pp. 27)
4. A União Europeia tem crescido quer por alargamento (a mais países) quer por aprofundamento (desenvolvimento de mais políticas comuns).
a) Compare o alargamento de 2004 com os anteriores em termos do seu contributo para o aumento da área, da população e do PIB. (pp.28)
b) Explicite três ordens de razões como principais motivações para o alargamento da União Europeia. (pp. 30-31)
c) Refira uma política emblemática que demonstra que os diferentes Estados-Membros admitem diferentes velocidades no aprofundamento.

5. O alargamento da União Europeia a 25 representou para Portugal o perigo de desvio do investimento para leste, com consequências na redução da sua competitividade.
A) Identifique os sectores produtivos mais vulneráveis da economia portuguesa. (pp. 238)
B) Averigúe a diferenciação do impacto em função dos bens produzidos: bens transaccionáveis versus bens não transaccionáveis.

6. Leia a Caixa de texto 5.2. – Vestuário e Calçado, Cadeias Internacionais de Abastecimento e Alargamento. (pp. 241-242)
Poderá concluir-se que as indústrias exclusivamente dependentes da mão-de-obra barata estão condenadas aso fracasso na economia global?

7. O alargamento da Europa a 25 oferece também novas oportunidades às empresas portuguesas.
Compare o IDE português com o espanhol na Polónia. (pp. 254)

8. Verifique que o segredo estatístico pode ser um dos obstáculos neste tipo de estudos. (pp. 254)


9. Identifique os países em que a percentagem dos não nacionais tem maior expressão. (pp. 272)
Relacione o nível de vida dos países com a sua capacidade de atracção de mão-de-obra estrangeira e com a xenofobia.

10. Apesar das desvantagens comparativas da economia portuguesa relativamente à UE15, como explica o crescimento do número de emigrantes registado desde os anos 80? (observe gráfico na pp. 277)

11. Indique por ordem decrescente as cinco principais nacionalidades presentes em Portugal. (pp. 280) Que explicação encontra para a súbita entrada de ucranianos?

12. Os emigrantes realizam geralmente tarefas que os nacionais consideram menos “nobres”, apresentando uma elevada taxa de actividade. A economia portuguesa também tem interesse no seu acolhimento. Comente. (pp. 281-282)

Portugal 2010: Acelerar o crescimento da produtividade

O objectivo deste módulo é observar as deficiências estruturais da economia portuguesa no contexto da União Europeia, discutindo algumas alternativas de política económica. Neste post vamos utilizar o estudo Portugal 2010: Acelerar o crescimento da produtividade.

1. Verifique nos aspectos metodológicos, (A) quais os sectores de actividade económica consideradas no estudo; (B) o peso destes sectores no conjunto da economia.
Considera estes aspectos de algum modo limitativos do estudo?

2. Indique as seis barreiras identificadas neste estudo como estando na origem da menor produtividade portuguesa.

3. Observe a sequência de gráfica que acompanham o estudo. O Quadro 1 mostra Portugal distante dos níveis médios da produtividade europeus. O Quadro 11 ilustra a Banca a retalho como o sector com menor diferencial de produtividade. A informalidade é das barreiras sistematicamente mais referidas no relatório. Independentemente das causas económicas, não haverá uma motivação política para a sua referência?

4. Comente cada uma das seis barreiras acima indicadas.