Comércio – noção e tipos

A indústria refere-se ao conjunto de tarefas através das quais se processa a transformação das matérias-primas em produtos acabados, envolvendo as ciências da engenharia e dos materiais, economia dos recursos humanos, energéticos, financeiros, etc. produzindo bens para repor os stocks em armazém.

As missões “pouco nobres” de contactar possíveis compradores cabiam aos comerciantes: lojistas do retalho, caixeiros-viajantes, vendedores ambulantes, feirantes e outros.

Entretanto hoje reconhece-se a importância específica da actividade comercial e do transporte dos produtos, agrupadas sob o conceito de distribuição, que estabelece a ligação entre os produtores e os consumidores. O seu estudo engloba a distinção de diversos circuitos de distribuição e de tipos de comércio.

Em resultado da intensificação da globalização o comércio tem crescido a um ritmo superior ao da produção. As impressoras 3D ainda se encontram numa fase em que nos parecem ficção científica, mas o seu desenvolvimento redesenhará as redes de distribuição e as sociedades (Vídeo do cenário 3 do estudo Delivering Tomorrow, da DHL - Site Delivering Tomorrow).

Recursos

http://www.infopedia.pt/$canal-de-distribuicao

Manual de Vendas e Distribuição (pp. 13-28), Fundação Calouste Gulbenkian, Millennium BCP (BACKUP)

Canais de Distribuição no Sector Têxtil

Apresentação desta matéria no slideshare

Apresentação no Google Drive (só os primeiros 10 slides são sobre este tema)

Apresentação O Comportamento do Consumidor - Condicionantes do processo de compra

Franchising

Manual, pp. 140-150.

Distribuição - Aspectos do contexto local

Comércio – noção e tipos (2020)

Poderá encontrar muitas teses de Mestrado utilizando as palavras-chave adequadas (sugestões: canais de distribuição, cadeia logística) no Repositório Científico de Acesso Aberto ou Livros no Google.

IMPORTANTE: A apresentação deve corresponder aos objectivos deste tema e listar no final todos os recursos utilizados.

Constrói um PowerPoint de 20 slides no Google Drive e partilha o respectivo link no teu blogue, utilizando os recursos indicados.

Sugestão: Para uma apresentação mais profissional insira um diapositivo com o índice, e links internos, como se exemplifica no recurso Franchising.

Análise Económica da Conjuntura II

A partir do site Conhecer a Crise.
1. Comente a evolução de cada um dos seguintes indicadores (e suas componentes, quando apresentadas):
- PIB
- Valor Acrescentado Bruto
- Utilização da Capacidade da Indústria Transformadora
- Financiamento da Economia
- Taxa de Desemprego
- Despesas das Famílias
- Finanças Públicas (Défice e Dívida)
- Outros dois indicadores à sua escolha

2. Faça um comentário global à conjuntura económica.

Help

Análise Económica da Conjuntura

Extraiu-se dos INDICADORES DE CONJUNTURA, 11/2012, publicados pelo BdP o seguinte quadro:



1. O PIB em 2011, relativamente a 2010 cresceu 1,5%, mas o ritmo foi caindo, porque no III trimestre de 2011 (relativamente ao III trimestre de 2010) cresceu apenas 1,3%, e no IV trimestre de 2011 ainda cresceu a um ritmo inferior, 0,6%. Em 2012 continuou a agravar-se a recessão, começando o I trimestre com crescimento nulo, que passou a -0,4% no II e -0,6% no III.
Analisa a evolução das diferentes componentes da procura global.

2. O Índice de Produção Industrial até registou no III trimestre de 2011 (3,6%) um crescimento superior ao anual (3,4%), mas no IV trimestre de 2011 a produção industrial começou a cair (-0,2%) a um ritmo que tem continuado a agravar-se: -1,6% no I trimestre de 2012, -2,3% no II e -2,6 no III. Considerando os valores acumulados de 2012 até Setembro, este indicador caiu -2,1% relativamente a 2010.
Analisa as diversas componentes dos indicadores de actividade.

3. Analisa os indicadores de confiança.

Exames Nacionais de 2012 e 2013 - A produção de bens e de serviços

Nesta tarefa apresentam-se algumas questões referentes ao capítulo "A produção de bens e de serviços" que saíram nas provas do Exame de Economia em 2012 e em 2013. Encontram-se outras provas de exame em www.gave.pt

Edita as imagens no Paint, resolve as questões e publica-as mostrando os cálculos e as justificações.



Sugestões

Exames Nacionais de 2012 – CN

Nesta tarefa apresentam-se as questões de Contabilidade Nacional que saíram nas 3 provas do Exame de Economia em 2012. Numa primeira fase propõe-se a justificação apenas das 11 questões (10 imagens) de escolha múltipla.



Sugestões

Combinação dos factores de produção

A longo prazo todos os factores da função de produção – Y=f(A,K,L) – são variáveis. Como as empresas procuram minimizar os custos, será escolhida a combinação de factores que permita obter a mesma produção com o menor custo.

A imagem abaixo é uma isoquanta, onde se representaram quatro combinações de factores – A, B, C e D – que permitem produzir a mesma quantidade do produto.



w e r representam respectivamente, o custo do trabalho (w de wages) e custo do capital. Se os salários forem de 2 um e o custo do capital for de 3 um, C representa a melhor combinação de factores. Se o custo do capital baixar para 1 será preferível uma combinação de factores mais intensiva em capital, B. Se os salários forem de 5 um e o custo do capital e 5,5 um... fica como exercício.



Definem-se como custos fixos a parcela monetária que é suportada mesmo que não haja qualquer produção; dentro de determinados limites, os custos fixos não são afectados por qualquer variação na quantidade produzida, como por exemplo, o ordenado dos administradores, a renda do edifício ou o custo de uma campanha publicitária.

Os custos variáveis representam a despesa que varia com o nível de produção, como as matérias-primas, salários e combustíveis.

Por definição os custos totais resultam da soma:

CT = CF + CV

O custo fixo médio obtém-se dividindo os custos fixos pela quantidade produzida, ie, CFM=CF/Q. Como CF é constante, o CVM apresentará uma curva decrescente com o nível de produção. Naturalmente, à medida que a empresa vende uma maior quantidade do produto, pode distribuir os custos fixos por mais unidades, reduzindo o CFM.

O custo variável médio é igual aos custos variáveis a dividir pela produção, ie, CVM=CV/Q. O CVM primeiro diminui e depois aumenta.

O custo marginal define-se como o custo adicional decorrente da produção de 1 unidade adicional. O CMg desce na fase inicial, atinge um ponto mínimo e depois sobe. Importa observar que o CMg cruza com o CVM e o CTM quando estes atingem o seu ponto mínimo.



Os estudantes conhecem bem uma aplicação prática deste mecanismo. Quando obtêm classificações inferiores à sua média, a média desce. Quando obtém classificações superiores à sua média, esta sobe.

A representação dos custos totais, fixos e variáveis, reflectindo as observações acima, apresenta a seguinte configuração.



Diz-se que uma empresa apresenta rendimentos crescentes à escala, também designados economias de escala, quando um aumento dos factores produtivos provoca um aumento mais do que proporcional no nível de produção.

Diz-se que uma empresa apresenta rendimentos decrescentes à escala, também designados deseconomias de escala, quando um aumento dos factores produtivos provoca um aumento menos do que proporcional no nível de produção.

Diz-se que uma empresa apresenta rendimentos constantes à escala, quando um aumento dos factores produtivos provoca um aumento proporcional no nível de produção.

A longo prazo, o nível de produção óptimo corresponde ao mínimo do custo unitário (a partir do qual haverá deseconomias de escala).

O mais comum é verificarem-se economias de escala, uma redução dos custos com o nível de produção que explica a concentração da actividade económica num número reduzido de empresas. Quando o volume de produção aumenta, podem existir economias em edifícios,
equipamentos, administração, vendas, publicidade, etc. Uma vez que os custos fixos passaram a ser distribuídos por maior volume de produção, os custos unitários baixaram. No limite, para volumes elevados da produção, quando os custos fixos unitários (CF/Q) tendem para zero, o custo unitário aproxima-se do custo variável unitário (CV/Q). Por outras palavras, o custo unitário aproxima-se do valor dos inputs necessários à sua produção: matérias-primas, mão-de-obra directa, energia, etc.

As empresas de menor dimensão têm maior flexibilidade para se adaptarem mais rapidamente a novas exigências dos mercados, adoptando mais facilmente novas tecnologias e empoderando as pessoas. Assim, fornecem produtos e serviços com preço competitivo e a qualidade desejada por determinados nichos de mercado, personalizando a sua oferta mais eficientemente que as grandes empresas, porque são mais ágeis para ultrapassar a burocracia e são valorizadas pela sua flexibilidade e iniciativa. As deseconomias de escala ilustram o paradigma Small Is Beautiful.



1. Completa a tabela e interpreta a linha correspondente a Q=4.

2. Representa graficamente CT=CF+CV. Justifica a configuração das curvas.

3. Representa graficamente a relação entre o Custo Marginal e os Custos Médios (CFM, CVM e CTM). Justifica a configuração das curvas.

4. Indica a combinação óptima de factores correspondente aos salários de 5 e ao custo da capital de 5,5 completando a segunda imagem deste post.

5. Relaciona as economias de escala com a concentração que se verifica em muitos ramos da actividade económica: banca, automóvel, distribuição de combustíveis, distribuição a retalho, etc.

6. Demonstra que a concentração das empresas ocorre nos sectores com mais elevados custos fixos, recorrendo à lei das economias de escala.

7. Relaciona as (des)economias de escala com a curva do custo médio.

II

Partindo de uma leitura de Alfred Marshall, (Backup) apresenta três argumentos que justifiquem a concentração empresarial partindo das economias de escala.
SUGESTÕES DE LEITURA: Economias de escala e tendência para a fusão, Larga escala e rentabilização de maquinaria, Larga escala e economia de competências, Larga escala e atracção de trabalhadores excepcionais, Larga escala e homens de confiança.


Trabalho de casa pelo ChatGPT

Portugal é uma pequena economia aberta ao exterior, particularmente dependente da Área Euro

O peso de Portugal na União Europeia é reduzido, mas o clima que se vive na UE determina em larga medida o que sucederá na nossa economia. Geralmente quando a Europa cresce, Portugal também tem oportunidades de crescimento. Portugal cresceu a uma velocidade superior à da área Euro até 2000, aspecto que a Espanha manteve até 2008. A Zona Euro desacelerou em 2000, vivendo Portugal e Alemanha um período de depressão após a criação do Euro (2002), mas a Alemanha recuperou rapidamente a partir de 2005, desempenhando o papel de locomotiva da Zona Euro, que Portugal não acompanharia com a mesma velocidade.

Fonte: PORDATA

A crise financeira de 2007/08 arrasou toda a Europa, e Portugal só não terá registado uma queda tão profunda quanto os restantes países porque a bolha de crescimento do sector financeiro e imobiliário terá tido menor expressão entre nós. A partir de 2010, quando a Europa parece iniciar um novo ciclo, as vulnerabilidades estruturais de Portugal e de Espanha eternizam a recessão na península ibérica, que apenas registam tcv's positivas a partir de em 2014. 2020 evidencia dramaticamente a dependência relativamente ao exterior, com uma queda mais expressiva dos países periféricos.

  • Os indicadores de confiança do consumidor, de confiança na indústria e de confiança na construção resultam da resposta a inquéritos aos agregados familiares, aos empresários da indústria transformadora e aos empresários da construção e obras públicas.
    O valor do índice resulta da diferença entre a % de "respostas positivas" (aumentou, melhorou, bom, etc) e a % de "respostas negativas" (diminuiu, piorou, mau", etc). Não se consideram neste cálculo a % de "respostas neutras" (talvez, manteve, etc) e as respostas "não sabe".
    O valor deste indicador varia entre -100 e 100, sendo que quanto mais negativo fôr, maior o peso das "respostas negativas".
    Conhecer a Crise
A confiança do consumidor (ou sentimento do consumidor) é frequentemente retratada como uma força motora fundamental da economia. Quando os consumidores estão confiantes, a economia é estimulada e quando estão inseguros, a economia é contraída, sendo que os consumidores tendem a ser mais confiantes sobre o futuro quando estão confiantes com o presente. Com base em inquéritos mensais o INE vai publicando indicadores de confiança que permitem interpretar melhor a dependência de Portugal relativamente à área Euro.

Os nossos consumidores são mais pessimistas.

A indústria só teve expectativas mais elevadas que a área Euro antes da unificação alemã.

O comércio a retalho manteve expectativas de crescimento acima da área Euro até à criação do Euro.

A construção e obras públicas só mantiveram expectativas acima da área Euro antes da unificação alemã, afastando-se destas após 2002.

O indicador de confiança nos serviços apresenta valores inferiores aos da área Euro, apenas tendo registado valores positivos antes da criação do Euro, durante o Euro-2004 (futebol) e com a política despesista de José Sócrates.



1. Constrói e interpreta um gráfico com as tcv´s do PIB de Portugal, Área Euro a 19, dois países fundadores da UE e dois países resgatados. Fonte: PORDATA

2. Compara Portugal com Área Euro construindo e interpretando os gráficos abaixo propostos. Utilize os dados do INE Indicadores de confiança dos Consumidores e de clima económico aumentam - Agosto de 2021 * GDRIVE
a) indicador de confiança dos consumidores; Folha Cons-1.
b) indicador de confiança da indústria transformadora; Folha ICIT - 1.
c) indicador de confiança do comércio a retalho; Folha ICC - 1.
d) indicador de confiança da construção e obras públicas; Folha ICCOP - 1.
e) indicador de confiança dos serviços. Folha ICS - 1.

PREVIEW2021

3. Comenta a evolução da economia portuguesa, comparando com as tcv's do PIB de quatro potências mundiais, EUA , Japão e outras duas.
NOTA: Deverá utilizar GDP per capita growth (annual %) no Banco Mundial