Evolução da estrutura do consumo em Portugal e na UE

Portugal é dos países da União Europeia onde a privação do consumo de bens se sente mais severamente.

Fonte: Figura 6.6. de Europe in figures - Eurostat yearbook 2011: Living conditions and social protection (tables and graphs), EUROSTAT. 
A taxa de privação material (severa) é um indicador que expressa a incapacidade de pagar alguns itens considerados pela maioria das pessoas como desejáveis ou mesmo necessários para levar uma vida adequada. O indicador mede a percentagem da população que não pode pagar pelo menos três (quatro) dos seguintes nove itens: 1. Amortização dos empréstimos e/ou rendas da habitação; 2. Manter a sua casa adequadamente aquecida; 3. Enfrentar despesas inesperadas; 4. Comer carne ou proteínas regularmente; 5. Ir de férias; 6. Ter um aparelho de televisão; 7. Ter uma máquina de lavar roupa; 8. Ter um carro; 9. Ter um telefone.
In Glossário do EUROSTAT.

Comparando os coeficientes orçamentais da rubrica alimentação em Portugal com os da UE27, confirma-se a Lei de Engel, quer com os dados de 2009, quer em 1995.



Fonte: Despesas de consumo final dos agregados domésticos: por tipo de bens e serviços (%), PORDATA.

Apesar de algumas diferenças que uma análise mais detalhada das duas imagens permite evidenciar, destaca-se que nos dois momentos e em ambos os espaços, as componentes mais importantes da despesa são as mesmas.

A imagem abaixo documenta a evolução da estrutura do consumo em Portugal, de 2000 a 2009:

Fonte: Despesas de consumo final no total do rendimento disponível das famílias: total e por tipo de bens e serviços (%), PORDATA.

1. Constrói imagens tuas dos gráficos acima apresentados.

2. Justifica a sobreposição gráfica das taxas de privação material e das taxas de privação severa. Comenta a posição de Portugal no contexto da União europeia.

3. “Comparando os coeficientes orçamentais da rubrica alimentação em Portugal com os da UE27, confirma-se a Lei de Engel, quer com os dados de 2009, quer em 1995”. Justifica.

4. “Nos dois momentos e em ambos os espaços, as componentes mais importantes da despesa são as mesmas”. Indica as três rubricas mais importantes.

5. Refere os valores apresentados pelas rubricas “lazer, recreação e cultura” e “restaurantes e hotéis”.

6. Refere uma rubrica que tenha ganho importância nos orçamentos familiares e outra que a tenha perdido.

7. O gráfico “Despesas de consumo final das famílias por bens e serviços” indica a estrutura do consumo em Portugal, de 2000 a 2009. Refere três aspectos que esperarias encontrar se te fosse apresentado o gráfico homólogo para a Alemanha. Justifica.

Formulário de Contabilidade Nacional



Apresentação Alguns Conceitos do Produto

Ópticas de cálculo do valor da produção:

  • Óptica do Produto permite-nos conhecer o valor do produto por sector institucional e/ou sector da actividade.
  • Óptica do Rendimento permite-nos conhecer o valor atribuído a cada um dos factores intervenientes no processo produtivo.
  • Óptica da Despesa permite-nos conhecer o valor gasto pelos diferentes sectores institucionais.

Óptica do Produto

  • Método dos valores acrescentados:

    PIB pm = Somatório dos Valores Acrescentados + impostos indirectos – subsídios à exploração


  • Método dos produtos finais:

    PIB = Somatório dos consumos finais
Produto Líquido = Produto Bruto – Consumo de capital fixo

Produto Nacional = Produto Interno + Saldo dos rendimentos do trabalho, da propriedade e da empresa com o Resto do Mundo

onde, SRRM:
Saldo dos rendimentos com o Resto do Mundo = Rendimentos recebidos do resto do mundo - Rendimentos pagos ao resto do mundo

Índice de Preços implícitos no PIB = PIB a preços correntes / PIB a preços constantes * 100
Exercício


VAB a preços de base = Somatório dos Valores Acrescentados dos ramos de actividade

PIB a preços de mercado = VAB a preços de base + Impostos líquidos de subsídios sobre os produtos



Óptica do Rendimento

Rendimento Nacional = remunerações do trabalho + excedente do bruto de exploração + impostos líquidos de subsídios sobre a produção e a importação

Rendimento Nacional = Produto Interno Bruto + Rendimentos Primários recebidos do resto do mundo – Rendimentos Primários pagos ao resto do mundo

Rendimentos Primários recebidos do (pagos ao) resto do mundo = Remunerações recebidas do (pagas ao) resto do mundo + Impostos sobre a produção e importação recebidos do (pagos ao) resto do mundo + Subsídios recebidos (pagos) ao resto do mundo + Rendimentos de propriedade recebidos do (pagos ao) resto do resto do mundo

PNB = Rendimento Nacional

PIB a preços de mercado = Remunerações + Excedente Bruto de Exploração/Rend.Misto + Impostos líquidos de subsídios


Rendimento Disponível Bruto

RDB = RDL + Consumo de capital fixo

RDB = PIBpm + Rendimentos primários recebidos do Resto do Mundo - Rendimentos primários pagos ao Resto do Mundo + Transferências correntes recebidas do Resto do Mundo - Transferências correntes pagas ao Resto do Mundo

Capacidade (+) / necessidade (-) líquida de financiamento = Poupança líquida + Transferências de capital líquidas - Formação de capital

Poupança líquida = Rendimento disponível líquido - Despesa de consumo final

Transferências de capital líquidas = Transferências de capital recebidas do Resto do Mundo - Transferências de capital pagas ao Resto do Mundo

Formação de capital = Formação bruta de capital + Aquisições líquidas de cessões de ativos não-financeiros não produzidos - Consumo de capital fixo

Rendimento disponível bruto das famílias = Remunerações dos empregados + Excedente Bruto de Exploração + Rendimentos de Propriedade + Outras Transferências Correntes - Impostos Correntes Sobre o Rendimento, Património, etc. - Contribuições Sociais + Prestações Sociais

Rendimento disponível dos particulares = Remunerações do trabalho + Transferências internas + Transferências externas + Rendimentos de empresa e propriedade - Impostos directos - Contribuições para a Segurança Social



Óptica da Despesa

Procura Interna = Consumo Privado + Consumo Público + Investimento

Investimento = Formação Bruta de Capital Fixo + Variação de Existências

Procura Externa = Exportações de bens e de serviços

Procura Global = Procura Interna + Procura Externa

PIB pm = Procura Global - Importações

PIB pm = Consumo Privado + Consumo Público + Formação Bruta de Capital Fixo + Variação de Existências + Exportações - Importações



Isto é:

Despesa de consumo final = Despesa de consumo final das famílias residentes + Despesa de consumo final das ISFLSF + Despesa de consumo final das administrações públicas

Formação bruta de capital = Formação bruta de capital fixo + Variação de existências + Aquisições líquidas de cessões de objectos de valor

Procura interna = Despesa de consumo final + Formação bruta de capital

Procura externa líquida = Exportações de bens (FOB) e serviços - Importações de bens (FOB) e serviços

PIB a preços de mercado = Procura interna + Procura externa líquida

Note ainda que:

Despesa Interna = PIBpm

Despesa Nacional = PNBpm

Outros formulários de Contabilidade Nacional


FICHEIRO: CONTAS NACIONAIS ANUAIS (BASE 2016) 2020 (final) e 2021 (provisório), 23 de Setembro de 2022 * DRIVE * INE

FICHEIRO: CONTAS NACIONAIS ANUAIS (BASE 2016) 2021 (final) e 2022 (provisório), 22 de Setembro de 2023 * DRIVE * INE

1. Consultando o ficheiro acima, (ou apenas estas 3 folhas) apresenta graficamente para 2022, os pesos das diversas componentes do PIB e as fórmulas que as relacionam:

a) PIB a preços de mercado pela óptica da produção - Quadro A.1.4.4.1.

b) PIB a preços de mercado pela óptica do rendimento - Quadro A.1.3.4.1.

c) PIB a preços de mercado pela óptica da despesa - Quadro A.1.2.5.1.

2. Indica as fórmulas da Contabilidade Nacional integradas em:
a) 1. a)
b) 1. b)
c) 1. c)

3. Construindo um Gráfico conveniente:
a) Analisa os sectores de actividade que mais contribuíram para o PIB.
b) Analisa a repartição do rendimento.
c) Analisa a importância das diversas componentes da despesa no PIB.

4. Explica a utilidade de calcular o mesmo agregado de três modos diferentes.



PREVIEW2019 * Preview2021 * Preview1995-2022 * Preview2022

Conceitos necessários à Contabilidade Nacional

Consultando a apresentação, responde às questões abaixo.

1. Define sector institucional.

2. Caracteriza os sectores institucionais do total da economia. Explica a necessidade de constituição destas categorias.

3. Explica o conceito de território económico. Refere a sua importância na definição do PIB.

4. Distingue unidade residente de unidade não residente. Refere os turistas e os migrantes.

5. Define ramos de actividade. Justifica a definição de mais ramos de actividade.

II
Completa o ficheiro de ajuda.

O consumo como acto económico e acto social

Apresentação * GDrive

A procura é muitas vezes apresentada como elemento determinante da produção, do emprego e do rendimento, observando-se o consumo como acto económico de um ciclo virtuoso:



Culpando o consumo por um ciclo vicioso, responsável pela dívida, a lógica do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF) - 2011-2014 - apresentava a confiança nos mercados como elemento central da estratégia:

Este foi o consenso que emergiu na comunicação social: a austeridade era uma estratégia que visava restaurar a confiança dos mercados; mas a ênfase na consolidação orçamental foi exagerada, levando as economias para uma recessão prolongada; em suma, a estratégia da austeridade falhou.

O consumo é um acto social com consequências em diversas dimensões:

- Económicas: A redução do consumo, provocada deliberadamente pelos aumentos de impostos e cortes salariais, faz crescer a economia paralela e reduz as receitas fiscais, agravando o défice orçamental

- Sociais: Grande parte das deslocações aos centros comerciais não tem qualquer justificação económica, destinando-se antes ao lazer e ao reencontro com os amigos

- Políticas: As políticas de austeridade têm prosseguido “Uma gigantesca redistribuição do rendimento lesa trabalhadores, pensionistas e grupos desfavorecidos”, EUGÉNIO ROSA.

- Ambientais: A política de austeridade terá tido um impacto positivo sobre o Ambiente, não programado (diz-se externalidade). Como os combustíveis estão muito caros, reduziu-se a circulação automóvel e as emissões de dióxido de carbono

  • Consumo ético” significa um consumo consciente, em que a decisão de compra de um produto ou serviço assenta não só em critérios de qualidade e preço,mas também nas condições humanas e ambientais em que foram produzidos e comercializados, assim como nas consequências humanas e ambientais dessa compra.
    CONSUMO PÚBLICO, CONSUMO ÉTICO
Consumo sustentável - Consultar Brochura no Portal do Consumidor

Como poupar numa ida às compras


Os diversos tipos de consumo, distinguem-se habitualmente quanto:

- às necessidades satisfeitas: Essencial / Supérfluo

- ao agente que consome: Privado / Público

- ao beneficiário do consumo: Individual / Colectivo

- à finalidade do consumo: Final / Intermédio



Publica no blogue o link de uma apresentação construída no Google Drive com quatro slides, orientada pelos seguintes títulos:
- O consumo como acto económico
- Consequências económicas, sociais, políticas e ambientais do consumo
- Consumo ético/sustentável
- Tipos de consumo


O consumo como um acto económico e um acto social II - Tópicos

Necessidades – noção e classificação

Dizem-se necessidades, estados de carência acompanhados do desejo de os eliminar ou atenuar e do conhecimento dos meios que o permitam.



Características das necessidades:

- Multiplicidade (as necessidades são múltiplas e infinitas)

- Saciabilidade (a intensidade das necessidades diminui com a sua satisfação)

- Hierarquizáveis (as necessidades são ordenadas por ordem de importância)

- Relatividade (as necessidades variam no tempo e no espaço)

- Substituibilidade (as necessidades podem ser satisfeitas por bens alternativos)



Classificação das necessidades:

- Quanto ao custo: necessidades económicas (implicam bens com preço maior que zero, conduzindo à escassez dos bens, colocando-se o problema económico) e necessidades não económicas (satisfeitas com bens livres, isto é, bens com preço nulo)

- Quanto à sua importância: Primárias (indispensáveis à sobrevivência), Secundárias (necessárias mas não indispensáveis à sobrevivência) e Terciárias (supérfluas, ie., inúteis, desnecessárias, apenas para ostentação)

- Quanto ao facto de vivermos em Sociedade: Individuais (seriam sempre sentidas pelo indivíduo, mesmo que vivesse isolado numa ilha, como Robinson Crusoe) e Colectivas (apenas as sentimos porque vivemos em Sociedade)



1. Escreve uma composição centrada nas necessidades que satisfazes quotidianamente utilizando dez dos termos que se encontram a negrito acima.

2. Qual das classificações acima estará mais relacionada com a Pirâmide de Maslow? Justifica.

3. Qual das classificações acima estará mais relacionada com a Economia? Justifica.

4. A alimentação é uma necessidade individual, sentida por todos. Justifica.

5. “A Revolução Digital em curso está a criar novas necessidades, mas menos empregos”. Comenta, referindo três exemplos.

Equilíbrio entre Recursos e Empregos numa economia

Os fluxos monetários podem representar-se num circuito económico (esquema gráfico), mas se forem numerosos torna-se difícil perceber a situação líquida de cada agente económico. Para este efeito é preferível representar os fluxos num sistema de contas (conjunto de tês).

Na conta de cada agente de um lado registam-se os Empregos, do outro os Recursos em fluxos monetários.

Alternativamente pode pensar-se em:
  • Empregos como COMPRAS ou SAÍDAS MONETÁRIAS ou DÉBITOS;
  • Recursos como VENDAS ou ENTRADAS MONETÁRIAS ou CRÉDITOS.


Um agente económico diz-se em equilíbrio se o total de Empregos for igual ao total de Recursos. Se o volume de Empregos for superior ao de Recursos o agente económico tem necessidade de financiamento. Se o volume de Empregos for inferior ao de Recursos o agente económico tem capacidade de financiamento.

Diz-se que o circuito económico, ou fluxo circular do rendimento, se encontra em equilíbrio porque poderá continuar sempre ao mesmo nível, verificando-se a igualdade entre recursos e empregos na economia.

Numa economia aberta, representamos a nossa economia (Famílias + Empresas + Estado + IF’s) em relação com o exterior (RM). Como os empregos (recursos) da nossa economia constituem recursos (empregos) do Resto do Mundo, a necessidade (capacidade) de financiamento da nossa economia corresponde à capacidade (necessidade) de financiamento do RM.

A Economia como Ciência Social

A Economia analisa a dimensão económica da realidade social, constituindo os fenómenos económicos uma abstracção dessa realidade (Manual, pp. 29).

  • Uma coisa é a economia enquanto um processo social, que compreende as relações quotidianas concretas e complexas que os homens estabelecem entre si para assegurar suas condições materiais de existência. Outra coisa é o estudo que se faz desse mesmo processo social. Apenas para fins didácticos, pode-se convencionar que o processo económico é a economia (com ―”e” minúsculo, o seu objecto real) e o estudo sistemático dele, uma ciência, é a Economia (com ―”E” maiúsculo, o seu objecto científico). Com o que lida, então, a Economia?

    Qual o seu objecto?

    Embora aparentemente a resposta seja simples, não é. A ponto de haver uma anedota em que se afirma que num debate envolvendo dois economistas, as respostas para uma mesma pergunta costumam ser em número superior a duas; ou seja, um economista não se entende nem consigo próprio...

    Preconceitos à parte, é possível compreender que não há problema nenhum em um cientista social, como é o caso do economista, ter mais de uma resposta para um mesmo problema, pois no interior de uma mesma ciência podem haver escolas de pensamento divergentes, permitindo diferentes explicações para um mesmo fenómeno.

    Assim encarado, o facto de dois economistas oferecerem diversas respostas para uma mesma pergunta revela o seu conhecimento de múltiplas abordagens de um mesmo assunto, enriquecendo-o e permitindo atacar o problema em questão a partir de diversos flancos.

    Mas onde fica a objectividade?, poderão perguntar alguns. No mesmo lugar de onde nunca deveria ter saído no campo das ciências sociais, área de pesquisa em que o objecto real estudado é o ser humano em sociedade, um ser que pensa e cria, não sendo, portanto, passível de observação laboratorial como as reacções químicas ou os fenómenos físicos. Quando se diz: ―todo objecto lançado para cima retorna ao solo, estamos afirmando a inexorável lei da gravidade, que nunca falha. Quando se diz: ―mantida constante a oferta, se a procura por uma mercadoria aumentar, o preço subirá, estamos utilizando as Leis da oferta e da procura, que de facto falham em muitas circunstâncias.

    Por quê? Porque o ser humano, como consumidor ou produtor (ou, em outras palavras, como agente económico), não age sempre da mesma maneira diante das situações e dilemas que a luta pela sobrevivência lhe impõe. Apesar disso, é possível traçar um perfil típico dos seres humanos no seu comportamento económico. É isso que faz a Economia: cria tipos ideais, como o consumidor racional (que paga maior preço por produtos mais escassos e vice-versa) e o produtor racional/ganancioso (que produz mais estimulado por maiores preços). A partir desses tipos, a Economia monta os seus modelos (sistemas estilizados de raciocínio que procuram representar a realidade, que constituem o seu objecto científico), que jamais poderão chegar à exactidão obtida pela Química e por outras Ciências Naturais, que explicam factos demonstráveis a partir de experiências laboratoriais capazes de captar leis que se repetem sempre que reunidas determinadas circunstâncias, enquanto frequentemente pretendemos aplicar a realidades novas e apenas parcialmente conhecidas, as Leis da Economia. Sem compreender esse facto não pode haver esperança de que os economistas sejam perdoados pelas suas divergências e falhas nas previsões.

    Na medida em que se compreende qual o objecto da Economia e se adquire clareza de que ela é uma ciência social e não uma ciência exacta, como muitos pensam ser, devido à sua possibilidade de quantificação dos fenómenos com que lida (trata-se da ciência não exacta com maiores possibilidades de recorrer a técnicas quantitativas para se exprimir), torna-se mais fácil perceber os limites e possibilidades dessa que é, actualmente, fonte de um tipo de conhecimento dos mais úteis, desejáveis e, em muitos casos, perigosos.

    Como, vivendo em sociedade e dependendo uns dos outros, os indivíduos conseguem gerar e dividir entre si os bens e serviços necessários ao seu bem-estar social? Esta é a pergunta a que a Economia procura responder. Como as condições objectivas nas quais os homens se envolvem para produzir e distribuir os bens e serviços são mutáveis e diferentes de região para região geográfica, é de se esperar que a Economia tenha que se manter viva e adaptável para não perder a sua pertinência. Apesar disso, ela mantém uma coerência interna quando não se desvia de seu objecto: a eterna necessidade humana de evitar que a escassez elimine a vida ou a torne demasiadamente pouco apreciável.

    Texto Adaptado de PARA ENTENDER A RIQUEZA, Uma introdução à cultura económica


1. Explica porque é que o estudo dos fenómenos económicos constitui uma abstracção da realidade.

2. Justifica a multiplicidade de possíveis “soluções” para o mesmo “problema económico”.

3. Distingue o objecto real do objecto científico da Economia.

4. Justifica a interdisciplinaridade (mensagem anterior) como atitude metodológica, referindo a utilidade da Economia e de três outras ciências sociais para o estudo de um dos seguintes fenómenos:
- desemprego;
- migrações;
- insucesso escolar;
- emancipação feminina;
- corrupção;
- desenvolvimento.