Os Agentes Económicos


  • Aspectos fundamentais da actividade económica
    Consumo
    Produção
    Distribuição
    Repartição do rendimento
    Acumulação do capital

  • Agentes
    Micro-sujeitos
    Macro-sujeitos (agentes económicos)

  • Fluxos
    Fluxos reais
    Fluxos monetários

  • Agentes económicos
    Famílias
    Empresas (não financeiras)
    Administração Pública (ou Estado)
    Instituições Financeiras (ou IF’s)
    Resto do Mundo (ou RM)





  • Economia fechada/economia aberta

  • Equilíbrio entre Recursos e Empregos

  • Representação do Circuito Económico num Sistema de Contas

Do sonho dos economistas, resta a plataforma de pensamento

Paralelamente ao desenvolvimento da informação económica, designadamente dos sistemas de contabilidade nacional, os economistas acreditam ter descoberto a receita para controlar os ciclos económicos a curto prazo, através do modelo keynesiano, que se tornou relevante para o estabelecimento da política económica.


Em 1950-1975 registou-se um esforço para unificar o debate económico e social em torno de uma linguagem comum (plano, macroeconomia keynesiana, crescimento, contabilidade nacional, sociologia das desigualdades sociais e dos seus indicadores estatísticos, negociações colectivas apoiadas pelo Estado entre o patronato e os sindicatos, sobre os salários inscritos nas grelhas convencionais, sistema redistributivo e protecção social). Foi igualmente criada uma linguagem antes inexistente, relativamente coerente, pela via do vocabulário e das ferramentas estatísticas.

Os indicadores económicos passam a integrar-se na rede das representações comuns, e então, deste ponto de vista tornam-se realidades. De facto a realidade de um objecto depende da extensão e da robustez da rede mais larga dos objectos na qual está inscrito. Esta linguagem foi difundida através das universidades, e depois no ensino secundário.

No fim dos anos 1970, as redes de equivalência conduziram às de totalizações políticas e estatísticas demolindo-se a si mesmas parcialmente. O plano tinha menos peso em si que como um lugar de diálogo e de previsão a médio prazo das grandes decisões públicas. Os modelos econométricos simulam as evoluções das relações entre os objectos macroeconómicos e macrossocializam os objectos mais centrais do sistema de totalização sendo frequentemente julgados incapazes de prever as tensões e as crises. NINGUÉM CONSEGUIU PREVER A CRISE DE 1973... E AOS OLHOS DE TODOS FICOU EVIDENTE QUE OS MODELOS NÃO PASSAVAM DE REPRESENTAÇÕES...

A paragem do crescimento tornou mais difícil a reunião dos parceiros sociais para debaterem os efeitos da crise, que a divisão dos benefícios.
Nas economias abertas não funcionam os modelos keynesianos, válidos nas autarcias, porque o aumento da procura se reparte pelo mundo.
Hoje, a acção do Estado é menos voluntariosa e macro-económica, e mais orientada para a produção de regras facilitadoras do livre jogo do mercado e da concorrência.
As empresas são menos frequentemente geridas de modo centralizado segundo os princípios taylorianos e fordistas que, em favor da padronização das tarefas e dos produtos de grande consumo, se prestavam bem à construção de sistemas integrados de estatísticas industriais.
A plataforma de pensamento disseminado, é (talvez) ainda a única, que nos permite discutir e pensar o mundo social...

As médias criam uma forma de observar o mundo



As médias podem ser valores estáveis, à custa da sua insignificância.

O homem médio de Quetelet contém a forma adequada da sua objectivação, através da distribuição normal. Esta presta-se à constituição de escalas ordenadas unidimensionais que permitem comparações simples.



Esta ferramenta irá estruturar os próprios termos das discussões, e a língua falada no espaço de debate político-científico, mesmo se a problemática das desigualdades económicas e dos handicaps sócio-culturais familiares substituíram as diferenças biológicas a partir dos anos 1940.

Roosevelt, (eleito em1932) criou a organização estatística federal. Os métodos da estatística matemática são definitivamente adoptados pelos estatísticos e economistas, tomando os seus aspectos actuais nos Estados Unidos, entre 1935 e 1950.

Foram tomados novamente e transpostos, combinando-se com outras tradições específicas, depois de 1945, inicialmente na Europa ocidental, e depois no resto do mundo.

Nos Estados Unidos, os espaços da representação e da expressão política estendem-se e “nacionalizam-se” (notavelmente graças à radio), assim como aos mercados dos bens de consumo (graças aos caminhos de ferro e ao crescimento das grandes empresas).

São então construídos simultaneamente as instituições para tratar estas questões (conselhos de ajuda aos desempregados), os registos administrativos ligados a esta gestão (inscrição nas listas), e os métodos de medida dos novos objectos. Por exemplo, os desempregados no lugar dos pobres. Quando imaginas que terá sido calculada a primeira taxa de desemprego?

Os sistemas de estatística são máquinas complexas de registo, medição e tratamento são concebidas, discutidas e administradas segundo padrões uniformes em todos os países, levando igualmente à unicidade dos padrões de conceptualização.

Porque é que se mede a economia?

Qualquer sistema de contas nacionais consiste num conjunto coerente, consistente e integrado de contas macroeconómicas, nas folhas de balanço e nas tabelas baseadas num jogo de conceitos, de definições, de classificações e de regras internacionalmente acordadas. Fornece uma estrutura detalhada da contabilidade na qual os dados económicos podem ser compilados e apresentados num formato que seja projectado para finalidades de análise económica, exame das decisões e fundamentação da política económica. As contas fornecem um registo compreensivo e detalhado de actividades económicas complexas que ocorrem dentro de uma economia e das interacções entre os diferentes agentes económicos, e grupos dos agentes, que ocorra nos mercados ou noutro lado.


Utilizando os recursos abaixo, responde às seguintes questões:

1. - O que é que a Contabilidade Nacional mede?

2. - Porque é que se mede a economia?

3. - Porque é importante saber o que é o PIB?

4. - O que é o PIB?

5. - Como se calcula o PIB?

6. - Até que ponto é o PIB representativo da actividade económica?



Recursos

Uma resposta

Texto do FMI: Gross Domestic Product: An Economy’s All

Texto do INE: Como se Calcula o PIB

Texto de Carlos Coimbra: Como se calcula o PIB

EC - Esquema Conceptual