Portugal é uma pequena economia aberta ao exterior, particularmente dependente da Área Euro

O Grupo dos Sete (G7) é constituído pelos países mais industrializados do mundo (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) mais a UE, representando 53,7% do PIB mundial, em 2018 (EUROSTAT).

As taxas de crescimento real do PIB (%) no G7 ilustram a interdependência e sincronia que se verifica no crescimento das economias.

O peso de Portugal na União Europeia é reduzido, mas o clima que se vive na UE determina em larga medida o que sucederá na nossa economia. Geralmente quando a Europa cresce, Portugal também tem oportunidades de crescimento. Portugal cresceu a uma velocidade superior à da área Euro até 2000, aspecto que a Espanha manteve até 2008. A Zona Euro desacelerou em 2000, vivendo Portugal e Alemanha um período de depressão após a criação do Euro (2002), mas a Alemanha recuperou rapidamente a partir de 2005, desempenhando o papel de locomotiva da Zona Euro, que Portugal não acompanharia com a mesma velocidade.

Fonte: PORDATA

A crise financeira de 2007/08 arrasou toda a Europa, e Portugal só não terá registado uma queda tão profunda quanto os restantes países porque a bolha de crescimento do sector financeiro e imobiliário terá tido menor expressão entre nós. A partir de 2010, quando a Europa parece iniciar um novo ciclo, as vulnerabilidades estruturais de Portugal e de Espanha eternizam a recessão na península ibérica, que apenas registam tcv's positivas a partir de em 2014. 2020 evidencia dramaticamente a dependência relativamente ao exterior, com uma queda mais expressiva dos países periféricos.

  • Os indicadores de confiança do consumidor, de confiança na indústria e de confiança na construção resultam da resposta a inquéritos aos agregados familiares, aos empresários da indústria transformadora e aos empresários da construção e obras públicas.
    O valor do índice resulta da diferença entre a % de "respostas positivas" (aumentou, melhorou, bom, etc) e a % de "respostas negativas" (diminuiu, piorou, mau", etc). Não se consideram neste cálculo a % de "respostas neutras" (talvez, manteve, etc) e as respostas "não sabe".
    O valor deste indicador varia entre -100 e 100, sendo que quanto mais negativo fôr, maior o peso das "respostas negativas".
    Conhecer a Crise
A confiança do consumidor (ou sentimento do consumidor) é frequentemente retratada como uma força motora fundamental da economia. Quando os consumidores estão confiantes, a economia é estimulada e quando estão inseguros, a economia é contraída, sendo que os consumidores tendem a ser mais confiantes sobre o futuro quando estão confiantes com o presente. Com base em inquéritos mensais o INE vai publicando indicadores de confiança que permitem interpretar melhor a dependência de Portugal relativamente à área Euro.

Os nossos consumidores são mais pessimistas.

A indústria só teve expectativas mais elevadas que a área Euro antes da unificação alemã.

O comércio a retalho manteve expectativas de crescimento acima da área Euro até à circulação do Euro.

A construção e obras públicas só mantiveram expectativas acima da área Euro até à circulação do Euro.

O indicador de confiança nos serviços apresentou valores superiores aos da área Euro, pouco antes e durante a implemmentação do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF, 2011-2014).



1. Constrói e interpreta um gráfico com as tcv´s do PIB de Portugal, Área Euro a 19, dois países fundadores da UE e dois países resgatados. Fonte: PORDATA

2. Compara Portugal com Área Euro construindo e interpretando os gráficos abaixo propostos. Utilize os dados do INE Indicadores de confiança dos Consumidores e de clima económico aumentam - Agosto de 2021 * GDRIVE
a) indicador de confiança dos consumidores; Folha Cons-1.
b) indicador de confiança da indústria transformadora; Folha ICIT - 1.
c) indicador de confiança do comércio a retalho; Folha ICC - 1.
d) indicador de confiança da construção e obras públicas; Folha ICCOP - 1.
e) indicador de confiança dos serviços. Folha ICS - 1.

PREVIEW2021

3. Constrói um gráfico, utilizando o GDP growth (annual %) no Banco Mundial. Comenta a evolução da economia portuguesa, comparando com as tcv's do PIB com as de quatro potências mundiais do G7.

Exames Nacionais de 2014 a 2016 - A produção de bens e de serviços (8-14)

Nesta tarefa apresentam-se algumas questões referentes ao capítulo "A produção de bens e de serviços" que saíram nas provas do Exame de Economia de 2014 a 2016. Encontram-se outras provas de exame em www.iave.pt

Edita as imagens no Paint, resolve as questões e publica-as mostrando os cálculos e as justificações.





Sugestões

Lei dos Rendimentos Decrescentes

A produção (Y) resulta da combinação dos factores produtivos capital (K) e trabalho (L, da expressão inglesa Labour) utilizando uma dada tecnologia A (a letra t é utilizada em Economia para representar o tempo. Awareness is the application of knowledge to real-world situations). Portanto, a expressão abaixo representa a função de produção, que já terás observado no blogue:

Y = f(A,K,L)
A longo prazo, todos os factores podem ser ajustados, incluindo o trabalho, as matérias-primas, o capital e a tecnologia. Isto é, dentro de determinados limites os factores são substituíveis. Estudaremos esta situação em próximos posts. Outra característica dos factores é a complementaridade, visto que ambos os factores são necessários para o desenvolvimento do processo produtivo.

O curto prazo é o período de tempo suficiente para o ajustamento dos factores produtivos variáveis, tais como as matérias-primas e o trabalho, mas demasiado curto para permitir que se alterem os factores fixos como o capital – edifícios e equipamentos – e a tecnologia.
Por exemplo, no curto prazo uma companhia aérea pode começar a fazer mais rotas, contratando mais pilotos, ou pedindo horas extras aos que já se encontram ao serviço. Igualmente, facilmente adquirirá mais gasolina ou contratará mais hospedeiras para os novos vôos, mas a aquisição de mais aviões, ou a sua substituição por aparelhos mais modernos só será possível a longo prazo.
No curto prazo, geralmente consideramos uma dada tecnologia, tomamos o capital como um custo fixo, e o trabalho como um custo variável. Isto nem sempre é verdade, por exemplo é relativamente difícil despedir funcionários públicos, mas o trabalho pode, em geral, ser mais facilmente ajustado do que o capital.

Segundo a lei dos rendimentos decrescentes, obtemos cada vez menor produção adicional à medida que acrescentarmos doses adicionais de um factor, mantendo fixos os restantes. Ou seja, mantendo constantes os restantes factores produtivos, o produto marginal de cada unidade do factor de produção reduzir-se-á com o aumento da quantidade utilizada desse factor.

Um exemplo anedótico, é o caso de empregarem mais secretárias nos escritórios sem cuidar de instalar novos equipamentos.

Imagine que na produção do bem X são utilizadas 5 unidades de Capital, variando o Trabalho de 0 a 8 unidades. A tabela abaixo mostra a Produção Total, O Produto Marginal e o Produto Médio.

O Produto Marginal - ou produtividade marginal - de um factor de produção é o produto adicional gerado por 1 unidade adicional desse factor, mantendo os restantes factores constantes.

O Produto Médio - ou produtividade média - é igual à produção total dividida pela totalidade de unidades do factor de produção.

A curto prazo, o nível de produção óptimo corresponde ao máximo da produtividade marginal, a partir da qual haverá rendimentos decrescentes porque um dos factores produtivos é fixo.

Segue-se a imagem que ilustra a tabela acima. (Ficheiro)

Em casos extremos o produto marginal pode ser negativo. Voltando ao exemplo das secretárias, seria o caso de a funcionária não ter material para trabalhar, e começar a perturbar uma amiga!

1. Explica os seguintes conceitos:
- combinação dos factores produtivos
- função de produção
- factores de produção
- complementaridade dos factores
- substituibilidade dos factores
- o número óptimo de trabalhadores

2. Distingue o curto prazo do longo prazo tendo em vista a produção.

3. Enuncia a lei dos rendimentos decrescentes.

4. Define:
- Produto Marginal/Produtividade Marginal
- Produto Médio/Produtividade Média

5. Preenche a tabela que se encontra aqui, e constrói um gráfico que ilustre a relação entre a Produção Total, o Produto Marginal e o Produto Médio. Publica o link do ficheiro.

6. Observando a tabela construída no ponto anterior.
a) Interpreta a linha correspondente ao trabalho = 3;
b) "Quando o produto marginal é decrescente, o produto médio também decresce". Justifica.
c) Identifica a coluna que expressa a lei dos rendimentos decrescentes.

Análise Económica II (2016-2020)

Nas Contas Nacionais, o Quadro A.0.1 - Principais indicadores económicos (anual) (help) sintetiza a evolução da economia portuguesa no período 2016/20.

1. Indica o ano em que o PIB:
- cresceu mais rapidamente
- cresceu mais lentamente
- caiu mais lentamente
- caiu mais rapidamente

2. Recordando a estrutura da despesa em 2015-20, completa os pesos e os contributos no ficheiro help.

3. Recordando a estrutura da despesa em 2015-20, indica como se calcularam os contributos, em pontos percentuais, (a) do Consumo Privado, (b) do Consumo Público, e (c) do Investimento em 2019.

4. Em 2019, interpreta o contributo para a variação do PIB, em pontos percentuais, das seguintes rubricas:
- Consumo privado
- Consumo público
- Formação bruta de capital
- Exportações
- Importações

5. Que relação se verifica entre os contributos para a variação do PIB e a tcv do PIB.

6. O valor Capacidade (+) /necessidade (-) líquida de financiamento do Resto do Mundo é o simétrico do apresentado para o Total da economia. Justifica.

7. Identifica as duas rubricas que mais contribuem para o crescimento do PIB no período de 2016 a 2019. Justifica.

8. Constrói e interpreta um gráfico que apresente as taxas de variação real do Consumo Privado e do Rendimento disponível bruto das famílias e ISFLSF.

9. Constrói e interpreta um gráfico que apresente as taxas de variação nominal das Remunerações e dos CTUP, Custos do trabalho por unidade produzida (CTUP nominal).

10. Constrói e interpreta um gráfico que apresente as taxas de variação real do PIB e das componentes da Procura Global.

11. Constrói um gráfico para estudar a relação entre a variação das remunerações e da produtividade do trabalho. A que conclusão se chega?

II
Estudo da relação entre Valores nominais, Taxas de variação, Pesos, Contributos e Pontos percentuais tomando como exemplo as exportações de bens.
Para a rubrica Máquinas, em 2006, interpreta:
a) Valor nominal;
b) Taxa de variação:
c) Peso;
d) Contributo;
e) Pontos percentuais.

PREVIEW * PREVIEW 2010-2020

A taxa de desemprego situou-se em 6,4% e a taxa de subutilização em 12,0% - Setembro de 2021

  • • A população ativa (5 149,2 mil) diminuiu 0,2% em relação ao mês anterior e 0,1% relativamente a três meses antes, tendo aumentado 1,9% em relação ao mês homólogo de 2020.
    • A população empregada (4 817,8 mil) diminuiu 0,3% em relação a agosto e aumentou 0,3% relativamente a junho e 3,7% relativamente a setembro de 2020.
    • A população desempregada (331,3 mil) aumentou 1,9% em relação ao mês precedente e diminuiu 6,0% relativamente a três meses antes e 18,2% em relação ao mês homólogo.
    • A taxa de desemprego situou-se em 6,4%, mais 0,1 p.p. do que no mês precedente, menos 0,4 p.p. do que três meses antes e menos 1,6 p.p. do que um ano antes.

    Nas estimativas divulgadas neste Destaque, é considerada a população dos 15 aos 74 anos e os valores são ajustados de sazonalidade.
    Estatísticas do Emprego, Destaque do INE, Novembro de 2021
A Taxa de Desemprego é a percentagem de desempregados entre a População Activa.



A Taxa de Actividade é a percentagem da População Activa relativamente à População Total (menor que residente).
A População Activa inclui os maiores de 15 anos que, no período de referência, constituem a mão-de-obra disponível para a produção de bens e serviços que entram no circuito económico, quer os que estejam empregados, quer os que estejam desempregados à procura de emprego.


O Gráfico abaixo apresenta os valores destas variáveis para Agosto de 2021.


As estatísticas do emprego vão-se redefinindo, para representarem da melhor forma a realidade. A última novidade foi a criação do indicador Taxa de subutilização do trabalho, que se define pela relação entre a subutilização do trabalho e a população ativa alargada, dando visibilidade ao subemprego de trabalhadores a tempo parcial e a inativos à procura de emprego: T.S. (%) = (Subutilização do trabalho / População ativa alargada) x 100.
Estimativas Mensais Emprego e Desemprego - Alguns conceitos.


1. Com base na imagem acima, calcula a Taxa de Actividade, indicando as operações.

2. Com base na imagem acima, calcula a Taxa de Desemprego, indicando as operações.

3. Interpreta a Taxa de Actividade calculada em 1..

4. Interpreta a Taxa de Desemprego calculada em 2..

5. Utilizando as taxas de desemprego, referentes a Setembro de 2021, nos Quadros da p. 10 do destaque acima referido, justifica:
- o género mais penalizado pelo desemprego;
- o grupo etário mais penalizado pelo desemprego.

6. Constrói um gráfico a partir dos dados no PORDATA, que evidencie as diferenças na Taxa de Actividade entre os géneros (F/M) e entre Portugal e a União Europeia. Publica-o no blogue e interpreta-o. Preview

7. Constrói um gráfico a partir dos dados no PORDATA, que evidencie que a Taxa de Desemprego afecta de forma diferenciada os diversos grupos etários. Publica-o no blogue e interpreta-o. Preview

8. Constrói um gráfico a partir dos dados no PORDATA, que evidencie que a Taxa de Desemprego afecta de forma diferenciada em função do nível de escolaridade concluída. Publica-o no blogue e interpreta-o. Preview

9. Constrói a partir da população desempregada à procura de novo emprego: total e por profissão anterior (PORDATA) um gráfico que evidencie como a percentagem de desempregados à procura de novo emprego varia com a profissão anterior. Publica-o no blogue e interpreta-o. Preview