A Economia Portuguesa e o Alargamento da Economia Europeia – II Parte

Descarregue o documento A Economia Portuguesa e o Alargamento da Economia Europeia.

Os políticos definiram critérios contabilísticos de convergência financeira (dita convergência nominal), mas a convergência que efectivamente interessa às pessoas mede-se em termos do poder de compra dos rendimentos (convergência real).


1. Indique os critérios de convergência (nominal). (Consulte http://www.ecb.int/ecb/orga/escb/html/convergence-criteria.pt.html#exchange)

Link alternativo: Critérios de Convergência no site do Banco de Portugal.


2. Distinga convergência nominal de convergência real

3. Considera um grande elogio às autoridades portuguesas a seguinte afirmação? Justifique. (ver pp. 285)

“Esta evolução nominal não foi, no entanto, devidamente acompanhada, tal como seria desejável, por um processo efectivo de convergência real e/ou estrutural com as economias mais avançadas da UE, em particular”.

4. Observando o Quadro 7-1, PIB per capita (pp. 290), justifique a ausência de um processo efectivo de convergência real a que se refere a questão anterior.


5. Em comentário ao Quadro 7-1 pode ler (pp. 291):

“Em termos dinâmicos, o gap entre os candidatos e os Estados-Membros não sofreu alterações significativas. De salientar a este nível, a evolução positiva registada pelos países Bálticos (Lituânia, Letónia e Estónia), pela Hungria, Eslováquia e Eslovénia, que deram passos mais sustentados em matéria de catching-up e/ou convergência, ainda que partindo, no início do período, de níveis médios de vida claramente diferenciados, situados muito abaixo da média europeia”.

5.1. Apresente uma expressão portuguesa alternativa a:
a) gap;
b) catching-up.

5.2. Utilizando Portugal e um dos países referidos no parágrafo acima, por exemplo a Hungria, mostre que:
a) o gap da Hungria relativamente à média da UE é maior que o gap de Portugal;
b) no processo de catching-up a Hungria está a ser mais rápida que Portugal;
c) extrapolações a longo prazo desta tendência colocam Portugal na cauda na UE.

5.3. Considerando valores acumulados desde 1995, Portugal até surge na categoria “recuperação” do gráfico 7-4, que relaciona as despesas em investigação e desenvolvimento com o volume do PIB (pp. 316).

a) Defina “recuperação” fazendo recurso dos termos em itálico na questão anterior.
b) Identifique no gráfico 7-4 um factor que fragiliza a dita “recuperação”.

6. Em economia não podemos esquecer a relação entre a remuneração e a produtividade.
a) Construa no Excel uma tabela com a seguinte informação:
- produtividade aparente do trabalho em 2001, em ppc, dos cinco primeiros países da UE e de Portugal (Quadro 7.4. pp. 295)
- remunerações em 2001, em ppc, dos cinco primeiros países da UE e de Portugal (Quadro 7.5. pp. 296).
b) Estabeleça a regra que a tabela lhe sugere entre as remunerações e a produtividade. (veja ainda o Gráfico 7-1. da pp. 297)

A Economia Portuguesa e o Alargamento da Economia Europeia – I Parte

Descarregue o documento A Economia Portuguesa e o Alargamento da Economia Europeia.

1. Em 1951, o Tratado de Paris instituiu que comunidade? (pp. 27)
2. Em 1957, o Tratado de Roma instituiu que comunidade? (pp. 27)
3. A adesão dos países à União Europeia pressupõe que estes aceitem os “critérios de Conpenhaga”. Explicite-os. (pp. 27)
4. A União Europeia tem crescido quer por alargamento (a mais países) quer por aprofundamento (desenvolvimento de mais políticas comuns).
a) Compare o alargamento de 2004 com os anteriores em termos do seu contributo para o aumento da área, da população e do PIB. (pp.28)
b) Explicite três ordens de razões como principais motivações para o alargamento da União Europeia. (pp. 30-31)
c) Refira uma política emblemática que demonstra que os diferentes Estados-Membros admitem diferentes velocidades no aprofundamento.

5. O alargamento da União Europeia a 25 representou para Portugal o perigo de desvio do investimento para leste, com consequências na redução da sua competitividade.
A) Identifique os sectores produtivos mais vulneráveis da economia portuguesa. (pp. 238)
B) Averigúe a diferenciação do impacto em função dos bens produzidos: bens transaccionáveis versus bens não transaccionáveis.

6. Leia a Caixa de texto 5.2. – Vestuário e Calçado, Cadeias Internacionais de Abastecimento e Alargamento. (pp. 241-242)
Poderá concluir-se que as indústrias exclusivamente dependentes da mão-de-obra barata estão condenadas aso fracasso na economia global?

7. O alargamento da Europa a 25 oferece também novas oportunidades às empresas portuguesas.
Compare o IDE português com o espanhol na Polónia. (pp. 254)

8. Verifique que o segredo estatístico pode ser um dos obstáculos neste tipo de estudos. (pp. 254)


9. Identifique os países em que a percentagem dos não nacionais tem maior expressão. (pp. 272)
Relacione o nível de vida dos países com a sua capacidade de atracção de mão-de-obra estrangeira e com a xenofobia.

10. Apesar das desvantagens comparativas da economia portuguesa relativamente à UE15, como explica o crescimento do número de emigrantes registado desde os anos 80? (observe gráfico na pp. 277)

11. Indique por ordem decrescente as cinco principais nacionalidades presentes em Portugal. (pp. 280) Que explicação encontra para a súbita entrada de ucranianos?

12. Os emigrantes realizam geralmente tarefas que os nacionais consideram menos “nobres”, apresentando uma elevada taxa de actividade. A economia portuguesa também tem interesse no seu acolhimento. Comente. (pp. 281-282)

Portugal 2010: Acelerar o crescimento da produtividade

O objectivo deste módulo é observar as deficiências estruturais da economia portuguesa no contexto da União Europeia, discutindo algumas alternativas de política económica. Neste post vamos utilizar o estudo Portugal 2010: Acelerar o crescimento da produtividade.

1. Verifique nos aspectos metodológicos, (A) quais os sectores de actividade económica consideradas no estudo; (B) o peso destes sectores no conjunto da economia.
Considera estes aspectos de algum modo limitativos do estudo?

2. Indique as seis barreiras identificadas neste estudo como estando na origem da menor produtividade portuguesa.

3. Observe a sequência de gráfica que acompanham o estudo. O Quadro 1 mostra Portugal distante dos níveis médios da produtividade europeus. O Quadro 11 ilustra a Banca a retalho como o sector com menor diferencial de produtividade. A informalidade é das barreiras sistematicamente mais referidas no relatório. Independentemente das causas económicas, não haverá uma motivação política para a sua referência?

4. Comente cada uma das seis barreiras acima indicadas.

Teste de Economia

Não precisas de copiar o enunciado, mas tens que indicar o número de cada questão no teu post... Após a publicação do teste, deves enviar uma cópia do mesmo para o e-mail do professor.


Grupo I

1. As relações económicas de um país com exterior dão origem a (1) áreas específicas de estudos na ciência económica e a (2) registos estatísticos próprios.

1.1. Relaciona as duas situações acima destacadas com os termos “comércio externo” e “comércio internacional”.

1.2. Explica a importância teórica atribuída pelos economistas à teoria das vantagens relativas, contrastando com o seu desprezo pela teoria das vantagens absolutas.



Grupo II

2. O organismo responsável pela construção da Balança de Pagamentos no nosso país é o Banco de Portugal. Considera as últimas estatísticas produzidas por este organismo:


2.1. Indica relativamente a 2007, o saldo:
a) da Balança Comercial
b) da Balança de Serviços
c) da Balança de Rendimentos
d) das Transferências Unilaterais
e) da Balança de Transações Correntes
f) da Balança de Capital

2.2. Indica se é favorável (+), desfavorável (-) ou nulo (0) o impacto da subida do preço do petróleo sobre o saldo das balanças referidas nas várias alíneas da questão anterior (2.1.).

2.3. Calcula relativamente a 2007:
a) o saldo da Balança Básica
b) em que percentagem os Serviços permitiram financiar o défice da Balança Comercial
c) em que percentagem as Transferências Unilaterais permitiram financiar o défice da Balança Comercial

2.4. Interpreta os valores a que chegaste em:
a) 2.3. b)
b) 2.3. c)

2.5. Observa que de 2004 a 2007 a Balança de Rendimentos apresenta um saldo negativo. Explica porque é que isso se verifica.

2.6. Observa que de 2004 a 2007 a Balança Comercial apresenta um saldo negativo. Justifica esta observação, explicando porque o défice é de natureza estrutural.


Grupo III

3. Estudaste os indicadores mais comuns do comércio externo. Admite uma discussão sobre o valor da Taxa de Cobertura em 2007. O sr. Alberto argumenta que a TC é de 120%, o sr. Bruno argumenta que a TC é de 80%.

3.1. Demonstra que um dos dois srs. está necessariamente errado, relacionando a Taxa de Cobertura com o défice da Balança Comercial.

3.2. Interpreta o significado económico do valor da Taxa de Cobertura que não consideraste incorrecta.


Grupo IV

4. Admite que os custos de produção dos alimentos e do vestuário, na América e na Europa são os seguintes:

Mais. As horas de trabalho disponíveis na América são 5.500; a Europa dispõe de 11.500 horas de trabalho.
Admite ainda que após a abertura dos países ao comércio internacional, a América irá exportar 3.000 unidades de alimentos, enquanto a Europa exportará 2.000 unidades de vestuário.

Indica em cada uma das questões abaixo a alínea correcta.

4.1. A Fronteira de Possibilidades de Produção da América é determinada pelos pontos:
a) (0 vestuário; 5.500 alimentos) e (2.750 vestuário; 0 alimentos)
b) (0 vestuário; 3.833 alimentos) e (2.875 vestuário; 0 alimentos)
c) (0 vestuário; 2.750 alimentos) e (5.500 vestuário; 0 alimentos)
d) (0 vestuário; 3.833 alimentos) e (2.750 vestuário; 0 alimentos)

4.2 A Fronteira de Possibilidades de Produção da Europa é determinada pelos pontos:
a) (0 vestuário; 5.500 alimentos) e (2.750 vestuário; 0 alimentos)
b) (0 vestuário; 3.833 alimentos) e (2.875 vestuário; 0 alimentos)
c) (0 vestuário; 2.750 alimentos) e (5.500 vestuário; 0 alimentos)
d) (0 vestuário; 3.833 alimentos) e (2.750 vestuário; 0 alimentos)

4.3. O ponto de consumo da América posterior ao estabelecimento do comércio internacional é:
a) 2.500 unidades de vestuário e 2.500 unidades de alimentos
b) 2.000 unidades de vestuário e 2.000 unidades de alimentos
c) 2.000 unidades de vestuário e 2.500 unidades de alimentos
d) 3.000 unidades de vestuário e 2.000 unidades de alimentos

4.4. O ponto de consumo da Europa posterior ao estabelecimento do comércio internacional é:
a) 875 unidades de vestuário e 2.500 unidades de alimentos
b) 875 unidades de vestuário e 2.000 unidades de alimentos
c) 875 unidades de vestuário e 1.500 unidades de alimentos
d) 875 unidades de vestuário e 3.000 unidades de alimentos

Teoria das vantagens comparativas



Entre as teorias do comércio internacional assume particular relevância a teoria das vantagens comparativas. A teoria das vantagens absolutas não é explicitamente referida no texto, mas está implícita no caso mais simples, em que refere que "o homem da rua não precisará de qualquer economista". SAMUELSON não referiu esta "teoria" porque a identificou com o "bom senso".

Com o objectivo de representar graficamente a teoria das vantagens comparativas (SAMUELSON, Economia, Edição de 1981) vamos admitir adicionalmente que a América dispõe de 5.000 horas de trabalho e a Europa de 12.000.
Então se a América quiser produzir apenas alimentos (vestuário) poderá produzir 5.000 (2.500) unidades; estes dois pontos definem a fronteira de possibilidades de produção da América – FPP A.
Se a Europa quiser produzir apenas alimentos (vestuário) poderá produzir 4.000 (3.000) unidades; estes dois pontos definem a fronteira de possibilidades de produção da Europa – FPP E.
Na ausência de comércio internacional cada país pode produzir e consumir em qualquer dos pontos da respectiva FPP, que também representa a respectiva FPC (fronteira de possibilidades de consumo); qualquer ponto exterior a estas fronteiras seria preferível, mas permanece inacessível.

A abertura do comércio internacional determina a especialização da América na produção de alimentos, produzindo 5.000 unidades em PA, e a especialização da Europa na produção de vestuário, produzindo 3.000 unidades em PE.

Suponha-se que ao preço 0,(6) a América exportaria 3.000 unidades de alimentos com as quais importaria 2.000 unidades de vestuário da Europa.

O novo ponto de consumo da América seria determinado por 2.000 unidades de vestuário e 2.000 unidades de alimentos, em CA.
        
    CA, Consumo na América
- Alimentos: A América produz 5.000 unidades, mas como exporta 3.000 só consome 2.000 (diferença Produção – Exportações);
- Vestuário: Como a América não produz vestuário, o seu consumo corresponde ao valor que importa da Europa, isto é, 2.000.

Na nova situação a Europa consumiria 1.000 unidades de vestuário e 3.000 unidades de alimentos, em CE.
        
    CE, Consumo na Europa
- Alimentos: Como a Europa não produz alimentos, o seu consumo corresponde ao valor que importa da América, isto é, 3.000;
- Vestuário: A Europa produz 3.000 unidades, mas como exporta 2.000 só consome 1.000 (diferença Produção – Exportações).

O comércio internacional foi vantajoso para ambos os países porque os respectivos pontos de consumo, CA e CE, são exteriores às suas FPC iniciais. Como em ambos os países foi possível chegar a pontos de consumo que proporcionam maior bem-estar, com o mesmo custo, isto significa que os recursos ficaram empregues de uma forma mais eficiente.


I
Admita uma nova situação na qual a América exporta 2.000 unidades de alimentos, importando 2.000 de vestuário.
1. Determine os novos pontos de consumo da América e da Europa.
2. Verifique que se trata de uma solução injusta para uma das partes porque o preço dos alimentos relativamente ao vestuário se situa fora do intervalo 0,5 (isto é, ½) a 0,75 (isto é, ¾).
3. Construa o gráfico que ilustra esta situação no Paint.
4. Constrói uma nova situação na qual o comércio internacional seja favorável aos dois países, apresentando:
a) O volume de exportações de cada país;
b) Os novos pontos de consumo da América e da Europa;
c) O gráfico correspondente;
d) A interpretação da situação referindo o intervalo de preços.

II
Observa atentamente a FOLHA PREÇOS no ficheiro de ajuda.
1. Representa uma das situações indicadas para o vector p=1/2;
2. Refere o que sucederia se representasses uma das situações indicadas para o vector p=3/4;
3. Considera ainda duas situações já representadas anteriormente, uma para o vector p=2/3, outra para p=1.
4. Apresenta as conclusões a que chegaste com o estudo dos vectores preços.

III
Para aplicar a teoria das vantagens absolutas nem é preciso saber Economia!
Explicite o mérito da teoria das vantagens comparativas.


IV
Reproduz-se abaixo parte do texto acima, indicando a vermelho novos dados para os custos de produção na Europa.

Reescreve o texto acima, alterando-o o mínimo possível, considerando os novos dados.
https://picasaweb.google.com/lh/photo/QI14CyxDdJv2FrGltJIWkU86sEXeZQWdKMNfh534JZs?feat=directlink

Relatório da OMC de 2007

Uma actividade importante da OMC é a sua produção estatística que retrata o comércio externo à escala global. Considera os seguintes gráficos extraídos do International Trade Statistics 2007.


1. Comente o crescimento do produto relativamente ao das exportações.


2. A correcta interpretação das taxas de crescimento por zonas geográficas obrigaria a considerar que a "Europa Ocidental" e a "América do Norte" se encontram em patamares relativamente superiores. Justifique.


3. Apresente uma explicação para serem mais transaccionados bens manufacturados que bens agrícolas.


4. A imagem destaca dos restantes, os três principais pólos do comércio internacional: Europa, Estados Unidos e Japão/Países Asiáticos.
Compara a importância do comércio intra-regional com o comércio inter-regional comentando o papel da "distância".


5. A linha vermelha indica que ordenando os menores exportadores a nível mundial, 80% destes são responsáveis apenas por 10% das exportações.
Comente a concentração das exportações.
6. Relaciona as irregularidades da linha azul com o volume da população dos países.


7. Relaciona a estrutura das exportações com o desenvolvimento dos blocos indicados.