Preço de um bem - noção e componentes

Diz-se preço o custo unitário de um bem, serviço ou activo, expresso em unidades monetárias.

O consumidor nunca dispõe de recursos para adquirir todos os bens que desejaria. Assume-se em Economia que os consumidores pretendem maximizar o seu bem-estar, traduzido por uma função utilidade.

Utilidade é a propriedade de anulação das necessidades que se atribui aos bens económicos. A utilidade marginal de um bem é o acréscimo da satisfação resultante do consumo de uma unidade adicional desse bem.

Para decidir a melhor aplicação do seu rendimento, o consumidor irá gastando cada Euro no bem que lhe acrescentar maior satisfação. De acordo com o princípio da igualdade marginal, a maximização da utilidade do consumidor pressupõe a escolha de um cabaz de bens tal que a utilidade marginal por unidade monetária gasta seja igual para todos os bens. Para compreender rapidamente este princípio, imagine que adquirindo o bem X a utilidade do último Euro seria três vezes superior à utilidade do último Euro gasto no bem Y; neste caso, a utilidade total poderia ser aumentada, transferindo o Euro gasto no bem Y para o bem X.

Associando o preço dos bens à sua utilidade marginal, facilmente perceberá porque é que a água é mais barata que os diamantes. Observe que apesar do elevado valor de uso (utilidade total) da água, esta tem um valor de troca (utilidade marginal) muito inferior ao dos diamantes (paradoxo da água e do diamante).



Este princípio será retomado adiante, para justificar a relação inversa entre a quantidade desejada pelos consumidores e os preços: o aumento de preço de um bem reduz o consumo desejado pelo consumidor em relação a esse bem, explicando por que razão as curvas da procura têm inclinação decrescente, tema que será estudado no ponto 5. Preços e mercados.

Pensando nos produtores, um factor importante na determinação dos preços são custos de produção. Admite-se que o seu objectivo é a maximização do lucro, pelo que apenas poderão produzir e vender os produtos por um preço superior ao seu custo unitário (já calculado aqui), definindo-se o lucro unitário pela diferença, preço menos custo unitário. Se os custos de produção subirem, porque aumentaram os custos das matérias-primas, da energia, dos salários, aumentaram os impostos, etc., então o empresário só conseguirá manter o seu lucro se aumentar os preços, transferindo o aumento dos custos para os consumidores.

Provavelmente, se aumentarem os custos, os produtores não conseguirão repercuti-lo na sua totalidade sobre os consumidores, mas isso dependerá da estrutura do mercado, pois como veremos, em Monopólio o produtor terá maior poder na determinação dos preços que em Concorrência.



1. Comenta o paradoxo da água e do diamante, partindo dos conceitos de valor de uso e valor de troca.

2. Explica o paradoxo da água e do diamante utilizando os conceitos de utilidade total e utilidade marginal.

3. Refere três factores que influenciam a formação dos preços.

4. Comenta a importância da estrutura do mercado na formação dos preços, referindo dois exemplos de mercado concorrencial e dois exemplos de monopólio.

II
Posição F: Como portugueses, como pais e avós, queremos viver num país onde é mais caro ter um bebé na creche do que ter um jovem adulto na faculdade? – A FAVOR DAS PROPINAS NA FACULDADE

Posição C: Somos um dos países europeus onde a percentagem de estudantes que abandonam a universidade por razões financeiras é mais alta. – CONTRA AS PROPINAS NA FACULDADE

5. Apresenta dois factores a favor e dois factores contra a cobrança de propinas na faculdade, que se aproximem do custo real do bem.

6. Justifica a insuficiência dos aspectos estudados nesta tarefa para explicar a formação dos preços.

2012 – 10º Aniversário do Euro

Em 2012 o BCE produziu um vídeo comemorativo do 10º aniversário do Euro.



Note que o Euro constitui parte do Pacote UE, não sendo uma opção dos Estados-Membros, excepto se negociada na adesão.


Para adoptarem o Euro, os Estados-Membros têm de alcançar um nível elevado de convergência económica sustentável, o qual é avaliado com base no cumprimento dos critérios de convergência nominal:

  • uma taxa média de inflação que não exceda em mais de 1,5 pontos percentuais, no máximo, a verificada nos três Estados-Membros com melhores resultados em termos de estabilidade de preços;
  • o rácio do défice público programado ou verificado em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado, o qual não deve ser superior a 3%;
  • o rácio da dívida pública em relação ao PIB a preços de mercado, o qual não deve ser superior a 60%;
  • as taxas de câmbio, durante pelo menos dois anos, deverão respeitar as margens normais de flutuação previstas no mecanismo de taxas de câmbio do Sistema Monetário Europeu, sem ter procedido a uma desvalorização em relação à moeda de qualquer outro Estado-Membro. Isto é, o Estado-Membro deve ter participado no mecanismo da taxa de câmbio do Sistema Monetário Europeu ininterruptamente durante os dois anos anteriores ao exame da sua situação sem ter conhecido tensões graves. Além disso, durante o mesmo período, não deve ter desvalorizado por sua própria iniciativa a sua moeda;
  • as taxas de juro a longo prazo não devem exceder mais de 2 pontos percentuais, no máximo, a média dos três Estados-Membros que apresentam os melhores resultados relativamente à estabilidade dos preços.

  • Fonte: Introdução do euro: critérios de convergência * Endereço curto: http://bit.ly/convnominal
Argumentou-se que a adopção do Euro seria um instrumento que conduziria à convergência real, isto é, que o poder de compra dos países com menor desenvolvimento se aproximaria mais facilmente da média da União. O PIB per capita, em paridade do poder de compra, relativamente à média da UE27, não indica que Portugal se tenha aproximado dos seus parceiros, mas países como a República Checa e a Eslováquia estarão a ser melhor sucedidos.

Recorrendo aos valores do PIB per capita (UE27=100), observamos que desde 2000, quando este indicador correspondia a 85 pontos, passámos para 77 pontos em 2022, indicando uma divergência real relativamente à UE, exactamente o oposto do desejável.

Abrir parêntesis, para observar a diferença entre salário nominal e salário real...
Em Portugal, o salário mínimo em 2017, valia menos que em 1975 * Fechar parêntesis
  • No final da sua primeira década, o euro é uma história de sucesso e representa o resultado mais tangível da integração europeia. O nível baixo e a estabilidade da inflação e das taxas de juro nos últimos dez anos contribuíram para o aumento do investimento na área do euro. A consolidação fiscal prosseguiu e a criação de emprego atingiu os níveis mais elevados de sempre. Contudo, o crescimento da produtividade tem sido inferior ao de outras economias desenvolvidas, e as preocupações sobre a distribuição dos rendimentos aumentaram.
    Fonte: EMU@10: sucessos e desafios após 10 anos de União Económica e Monetária
Convém ler criticamente estas linhas, porque os países europeus cujo poder de compra mais tem crescido, após 2002, encontram-se fora da União: Suiça e Noruega (Ver Gráfico).

O Euro foi fixado irrevogavelmente em 200,482 escudos.

Tabuada dos Euros vs. Contos de réis

Actualmente, o Sistema Europeu de Bancos Centrais é formado pelo BCE e pelos bancos centrais nacionais dos 27 Estados-Membros da União Europeia. Os Estados-Membros participantes na área do euro são 20: Bélgica, Alemanha, Estónia, Irlanda, Grécia, Espanha, França, Itália, Chipre, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Áustria, Portugal, Eslovénia, Eslováquia, Finlândia, Letónia, Lituânia e Croácia, pelo que os respectivos bancos centrais e o BCE fazem parte do Eurosistema.

A principal desvantagem da adopção do Euro resulta da perda de autonomia, por parte dos governos, na condução das políticas monetária e cambial, pois as decisões a este nível são tomadas pelo Banco Central Europeu (BCE).
Antes da adopção do Euro, Portugal e outros países, recorriam à desvalorização da moeda como estratégia para baixar artificialmente o preço das exportações, tornando-as mais competitivas. Simultaneamente, as importações ficavam mais caras, contribuindo para a redução destas. Este mecanismo permitia a promoção do equilíbrio da balança de pagamentos sem que as empresas ficassem mais competitivas, e sem que os indivíduos sentissem imediatamente a redução do poder de compra que efectivamente perdiam.

Pretende-se alargar o Euro a outros Estados-Membros porque elimina os riscos de taxa de câmbio entre os países que o adoptam, baixando, por conseguinte, das taxas de juro. Permite a esses países beneficiarem das vantagens da estabilidade de preços – o objectivo primordial do BCE. Abre também o caminho para um mercado de capitais integrado, líquido e profundo. Nas suas viagens na área do euro, as pessoas já não precisam de trocar dinheiro e de pagar os correspondentes custos de transacção.

Podes aprender mais sobre o Euro, até com jogos e apresentações interactivas na Escola do Euro/BCE... Para fazer a tarefa é mais prático consultar as publicações. Será útil prestar atenção aos elementos de segurança das notas de Euro, até porque estes vão mudando, mas o SÍTIO WEB OFICIAL “O EURO: A NOSSA MOEDA” existe para nos manter actualizados.

Constrói uma apresentação de 10 slides no Google Drive e partilha o respectivo link no teu blogue, utilizando os recursos indicados.

Recursos

Sugestões

Vantagens do EURO e Desvantagens do EURO
Veja apresentação de um ex-aluno (slides 10 e 11)

Como verificar se uma nota é verdadeira?
https://www.bportugal.pt/notas-contrafacao

O que é a moeda?
http://www.ecb.europa.eu/explainers/tell-me-more/html/what_is_money.pt.html

Que importância tem a área Euro na economia mundial?
http://www.ecb.europa.eu/explainers/tell-me-more/html/euro_area_in_comparison.pt.html

O que faz o BCE? / O que é um banco central?
http://www.ecb.europa.eu/explainers/tell-me/html/what-is-a-central-bank.pt.html

Os novos Estados-Membros adotam automaticamente o euro após a adesão à UE?
É possível os novos Estados-Membros começarem a utilizar o euro como moeda paralela (a chamada “euroização”) antes de fazerem parte do Eurosistema?
https://www.ecb.europa.eu/ecb/history/enlargement/html/faqenlarge.pt.html

É legal afixar cartazes com avisos do tipo: “Não se aceitam pagamentos com notas de 100 euros ou superiores”?
Se fizer pagamentos com notas de 100, 200 ou 500 euros podem exigir-me identificação?
Posso fazer um pagamento de 1000 euros com moedas de 2 euros?
https://www.bportugal.pt/perguntas-frequentes/267

Critérios de convergência nominal e convergência real (acima)

Comércio – noção e tipos

A indústria refere-se ao conjunto de tarefas através das quais se processa a transformação das matérias-primas em produtos acabados, envolvendo as ciências da engenharia e dos materiais, economia dos recursos humanos, energéticos, financeiros, etc. produzindo bens para repor os stocks em armazém.

As missões “pouco nobres” de contactar possíveis compradores cabiam aos comerciantes: lojistas do retalho, caixeiros-viajantes, vendedores ambulantes, feirantes e outros.

Entretanto hoje reconhece-se a importância específica da actividade comercial e do transporte dos produtos, agrupadas sob o conceito de distribuição, que estabelece a ligação entre os produtores e os consumidores. O seu estudo engloba a distinção de diversos circuitos de distribuição e de tipos de comércio.

Em resultado da intensificação da globalização o comércio tem crescido a um ritmo superior ao da produção. As impressoras 3D ainda se encontram numa fase em que nos parecem ficção científica, mas o seu desenvolvimento redesenhará as redes de distribuição e as sociedades (Vídeo do cenário 3 do estudo Delivering Tomorrow, da DHL - Site Delivering Tomorrow).

Recursos

http://www.infopedia.pt/$canal-de-distribuicao

Manual de Vendas e Distribuição (pp. 13-28), Fundação Calouste Gulbenkian, Millennium BCP (BACKUP)

Canais de Distribuição no Sector Têxtil

Apresentação desta matéria no slideshare

Apresentação no Google Drive (só os primeiros 10 slides são sobre este tema)

Apresentação O Comportamento do Consumidor - Condicionantes do processo de compra

Franchising

Manual, pp. 140-150.

Distribuição - Aspectos do contexto local

Comércio – noção e tipos (2020)

Poderá encontrar muitas teses de Mestrado utilizando as palavras-chave adequadas (sugestões: canais de distribuição, cadeia logística) no Repositório Científico de Acesso Aberto ou Livros no Google.

IMPORTANTE: A apresentação deve corresponder aos objectivos deste tema e listar no final todos os recursos utilizados.

Constrói um PowerPoint de 20 slides no Google Drive e partilha o respectivo link no teu blogue, utilizando os recursos indicados.

Sugestão: Para uma apresentação mais profissional insira um diapositivo com o índice, e links internos, como se exemplifica no recurso Franchising.

Análise Económica da Conjuntura II

A partir do site Conhecer a Crise.
1. Comente a evolução de cada um dos seguintes indicadores (e suas componentes, quando apresentadas):
- PIB
- Valor Acrescentado Bruto
- Utilização da Capacidade da Indústria Transformadora
- Financiamento da Economia
- Taxa de Desemprego
- Despesas das Famílias
- Finanças Públicas (Défice e Dívida)
- Outros dois indicadores à sua escolha

2. Faça um comentário global à conjuntura económica.

Help

Análise Económica da Conjuntura

Extraiu-se dos INDICADORES DE CONJUNTURA, 11/2012, publicados pelo BdP o seguinte quadro:



1. O PIB em 2011, relativamente a 2010 cresceu 1,5%, mas o ritmo foi caindo, porque no III trimestre de 2011 (relativamente ao III trimestre de 2010) cresceu apenas 1,3%, e no IV trimestre de 2011 ainda cresceu a um ritmo inferior, 0,6%. Em 2012 continuou a agravar-se a recessão, começando o I trimestre com crescimento nulo, que passou a -0,4% no II e -0,6% no III.
Analisa a evolução das diferentes componentes da procura global.

2. O Índice de Produção Industrial até registou no III trimestre de 2011 (3,6%) um crescimento superior ao anual (3,4%), mas no IV trimestre de 2011 a produção industrial começou a cair (-0,2%) a um ritmo que tem continuado a agravar-se: -1,6% no I trimestre de 2012, -2,3% no II e -2,6 no III. Considerando os valores acumulados de 2012 até Setembro, este indicador caiu -2,1% relativamente a 2010.
Analisa as diversas componentes dos indicadores de actividade.

3. Analisa os indicadores de confiança.

Exames Nacionais de 2012 e 2013 - A produção de bens e de serviços

Nesta tarefa apresentam-se algumas questões referentes ao capítulo "A produção de bens e de serviços" que saíram nas provas do Exame de Economia em 2012 e em 2013. Encontram-se outras provas de exame em www.gave.pt

Edita as imagens no Paint, resolve as questões e publica-as mostrando os cálculos e as justificações.



Sugestões

Exames Nacionais de 2012 – CN

Nesta tarefa apresentam-se as questões de Contabilidade Nacional que saíram nas 3 provas do Exame de Economia em 2012. Numa primeira fase propõe-se a justificação apenas das 11 questões (10 imagens) de escolha múltipla.



Sugestões