Orçamento de Estado de 2013

Destaque
  • O Estado não vai ter dinheiro para pagar as nossas reformas. Não vai haver dinheiro para pagar a nossa saúde. A educação dos nossos filhos deixará de ser feita em escolas públicas. Na doença ou no desemprego teremos de ser nós a garantir a nossa sobrevivência. E haverá menos crédito para tudo, para comprar um carro ou uma casa.
    Helena Garrido
Jornais especializados em Economia: Dossiers Orçamento 2013 noutros sites: 1. Utilizando os sites acima faça link para seis notícias sobre o Orçamento de Estado de 2013 e comente cada uma delas com um texto de aproximadamente 100 palavras.
Post exemplo com 134 palavras

2. Lendo a argumentação exposta por Castro Caldas (*), explica que numa economia globalizada e interdependente, a austeridade imposta pelo Orçamento de Estado português se destina a salvar a irresponsabilidade dos bancos alemães.

3. Tendo em conta as notícias que leu e os comentários anteriores, apresente a sua perspectiva sobre o OE num texto de 200 palavras.

OBSERVAÇÃO: Na medida das suas capacidades utilize os conceitos que aprendeu em Economia correctamente, pois este aspecto é IMPORTANTE na avaliação da tarefa.

Links relacionados

Fonte: Vídeo: Um retrato do Orçamento do Estado para 2013
Pagar mais impostos por menos serviços - Que lógica é esta?

Subida de imposto sobre tabaco de enrolar "promove mercado ilegal e compromete receita"
Evitar a substituição de cigarros por tabaco de enrolar ou promover o crescimento da economia paralela?

Dossier Finanças Públicas no Jornal de Negócios: todas as notícias relacionadas com política orçamental.

O que fica do Estado, além da polícia e da justiça, para quem afirma que "o Estado só deve fazer aquilo que faz bem, e deve fazer muito melhor aquilo que não pode deixar de fazer"?

Saiba onde os ministros aplicam as suas poupanças. Exemplos a seguir? Dossier Finanças no Diário Económico: Finanças públicas e privadas na mesma secção.

Fonte: Gráficos Dinheiro Vivo.
O Estado Social em Portugal sempre assegurou menor protecção que na UE. De 2010 para 2011, as despesas com a segurança social foram cortadas em quase 2/3. Qual será o objectivo?

Dossier Fisco no Dinheiro Vivo: Notícias sobre a política fiscal.

Dossier Estado Social no Dinheiro Vivo: Notícias sobre as políticas sociais.
(*) José Castro Caldas é Doutorado em Economia pelo ISCTE.

Bens – noção e classificação

As necessidades são satisfeitas utilizando bens.

Quanto ao custo estes podem classificar-se em bens livres e bens económicos. Em Economia, o conjunto de bens que estão disponíveis a preço nulo (gratuitamente) dizem-se bens livres. Estes bens não são estudados, porque não colocam o problema da escassez: podes sempre beber mais água no mar, apanhar mais Sol na praia, passear pela floresta, conversar com os amigos, respirar sem sequer pagar impostos (por enquanto!)...

“Não há almoços grátis!” é uma expressão popular bem significativa que um professor de Economia escolheu para a coluna que publica regularmente no Diário de Notícias. Curiosamente, no site www.dn.pt disponível na Web – gratuitamente – podemos lê-lo sem o comprar ;) A Internet veio oferecer-nos muitos bens gratuitos, desde que tenhamos acesso a uma ligação, e isto está a mudar a configuração das sociedades.

Se tentares prosseguir a lista acima terás muita dificuldade, porque a generalidade das necessidades são satisfeitas por bens económicos, bens com preço maior que zero, que portanto obrigarão a optar entre uns e outros, colocando o problema da escassez - e dos custos de oportunidade -, porque o orçamento familiar é sempre limitado.

Quanto à forma como as necessidades são satisfeitas distinguem-se os bens materiais dos serviços. Os bens económicos podem ser bens físicos, palpáveis – como os alimentos, o vestuário, a playstation, etc. – isto é, bens materiais.

Outro tipo de bens exigem a presença de uma terceira pessoa, seja o médico no caso duma consulta, o professor numa aula, o motorista do autocarro, etc. Bens deste tipo dizem-se serviços: a saúde, a educação, a actividade comercial, os transportes, a banca, os seguros, etc.

Quanto à sua função os bens classificam-se em bens de consumo e bens de produção. Os bens que os consumidores utilizam para satisfazer as suas necessidades dizem-se bens de consumo.

Aqueles a que as empresas recorrem para produzir outros bens dizem-se bens de produção. Portanto, o computador que tu usas para te divertires é um bem de consumo, mas se o utilizares como instrumento de estudo, para desenhar um projecto de uma habitação, fazer a contabilidade de uma empresa, guardar dados de processos, etc. o mesmo computador já será um bem de produção.

Quanto à sua duração distinguem-se os bens duradouros dos bens não duradouros. Os primeiros serão utilizados múltiplas vezes, enquanto os segundos serão consumidos numa única vez. Por exemplo, quando se escovam os dentes, a escova é substituída após alguns meses, mas a pasta dentífrica ou o gel têm uma única utilização, apesar de a embalagem conter produto suficiente para várias. Igualmente apenas se come cada bife uma vez, mas os talheres podem durar muitos anos.

Quanto às suas relações recíprocas distinguem-se os bens sucedâneos – ou substituíveis – dos bens complementares. Os bens sucedâneos utilizam-se alternativamente (A ou B); os bens complementares conjuntamente (A + B). Imagine-se que se pode ficar satisfeito com uma sandes de queijo ou de fiambre. Como se pode substituir o queijo pelo fiambre (ou vice-versa) estes bens são sucedâneos. Mas para fazer a sandes também será necessário o pão! Como a sandes terá o pão e o queijo ou o fiambre ou mesmo o conjunto destes ingredientes – para uma sandes mista -, o pão é um bem complementar relativamente ao queijo e ao fiambre.

Até agora pensou-se na complementaridade entre bens de consumo, dita complementaridade horizontal. Mas também se verifica complementaridade ao nível da produção, pois para produzir um livro não basta o papel, também serão necessárias máquinas e pessoas para o imprimir e encadernar. Na produção diz-se complementaridade vertical.



1. Indica o critério de distinção entre bens materiais e serviços.

2. Apresenta dois exemplos de bens materiais e dois exemplos de serviços.

3. Indica o critério de distinção entre bens económicos e bens não económicos.

4. Apresenta dois exemplos de bens económicos e dois de bens não económicos.

5. Indica o critério de distinção entre bens de consumo e bens de produção.

6. Apresenta dois exemplos de bens de consumo e de bens de produção.

7. Indica o critério de distinção entre bens duradouros e bens não duradouros.

8. Apresenta dois exemplos de bens duradouros e de bens não duradouros.

9. Indica o critério de distinção entre bens sucedâneos e bens complementares.

10. Apresenta dois exemplos de bens sucedâneos e de bens complementares.

11. As máquinas podem substituir as pessoas no processo produtivo, mas a produção nunca ocorre sem máquinas e pessoas. Classifica os factores produtivos (capital e trabalho) quanto às suas relações recíprocas.

12. César das Neves apresenta uma série de “almoços digitais” gratuitos, mas conclui que “afinal, não há almoços grátis”. Explica como podem os sites continuar a obter lucros generosos, enquanto fornecem informação gratuita.

13. Lê o texto Don TAPSCOTT, Tempo de transformação, reflectindo sobre a mudança que se verificou no mundo da música, nos últimos 25 anos. Partindo da tua experiência, refere o impacto da Internet no mundo da educação.

Exames de Economia A - 2011/2012


Fonte: http://besp.mercatura.pt/

Em 2011/12 a nossa Escola ficou em 2º lugar entre as escolas públicas do Concelho de Sintra.

A média obtida pelos estudantes em exame foi de 11,75 valores, tendo baixado em média 2,05 valores relativamente à classificação que o professor lhes tinha atribuído, 13,8 (CIF).

Combinando a classificação de exame com a CIF, os alunos terminaram Economia com média de 13,2 (Média CFD, isto é, Classificação Final da Disciplina), em que:
CFD=0,70*CIF + 0,30*CE

O Desvio Padrão de 2,99 representa a média dos desvios em relação à média nas Classificações de Exame. Obviamente que no exame os alunos não obtiveram todos 11,75... uns tiveram notas melhores, outros piores. A média desses desvios em relação aos 11,75 foi quase 3 valores!

É importante trabalhar para manter/melhorar estes resultados, porque nos anos anteriores a Escola se encontrava no final desta tabela.

Oniomania – Doença que atinge 1% da população





1. Refere factores que conduzam ao consumo impulsivo.

2. Caracteriza a oniomania.

3. Distingue o consumismo da doença (oniomania)?

4. “Comprar coisas de que não se precisa faz parte do estatuto de ser mulher”. Comenta.

5. “A compulsão não escolhe género, os homens apenas têm outros interesses”. Identifica as áreas de consumo compulsivo segundo o género.

6. Identifica o perfil das pessoas que correm maior risco de se endividarem.

7. Refere a Internet como facilitadora do consumismo.

8. Refere a Internet como ferramenta de uma atitude consumerista.

9. A propensão ao consumismo depende da educação? Como?

Olha! O INE dá o mesmo que o PORDATA!

A taxa de crescimento da economia – taxa de crescimento em volume do PIB – calculada pelo INE no Quadro A.1.1.8, que se encontra navegando por aqui...



... dá exactamente o mesmo (até 2010) que a tcv calculada a partir do PORDATA no exercício Preços correntes versus preços constantes:



1. Considerando o período 1996-2012, indica o ano em que:
a) A economia cresceu mais;
b) A economia cresceu menos;
c) A economia não cresceu nem caiu;
d) A economia caiu mais;
e) A economia caiu menos.

2. Justifica porque a tcp apresenta valores diferentes da Taxa de Inflação.

3. Justifica a discrepância, em 2011 e 2012, entre o valor da tcv que tu calculaste e o valor da tcv que o INE apresenta.

Consumismo e consumerismo

A diferença entre o consumerismo e o consumismo é que no consumerismo as pessoas adquirem somente aquilo que caracteriza um consumo racional, controlado e responsável, que tem em conta as consequências económicas, sociais, culturais e ambientais do próprio acto de consumir.

Já no consumismo a pessoa gasta tudo aquilo que tem em produtos supérfluos, que muitas vezes não é o melhor para ela, porém é o que tem curiosidade de experimentar devido à publicidade, à moda ou por ser um produto de marca.

Muitas vezes o consumismo chega a ser uma patologia comportamental. A doença do consumismo tem nome, chama-se oniomania, ou consumo compulsivo. As pessoas compram compulsivamente coisas que não irão usar ou que não têm utilidade para elas apenas para atender à vontade de comprar.

O consumerismo é importante para levar o indivíduo a reflectir sobre as suas necessidades, aspirações e recursos, nunca se desligando das consequências dos seus actos para o ambiente, para os trabalhadores e para o mercado... Ler mais

O consumidor precisa de estar mais atento aos recursos naturais e à sua utilização, em função das suas necessidades reais. É o caso da água, das embalagens, do uso da energia, dos transportes e da gestão dos resíduos. Há uma relação directa entre o que consumimos e o desenvolvimento sustentável. Quando consumimos com critério e com cuidado pelo ambiente estamos a preservar esses recursos e o próprio Planeta. Ler mais

Outros recursos

http://decojovem.pt/ - Site da DECO para os jovens

Regresso às aulas em segurança - Brochura do Governo

https://www.consumidor.gov.pt/ - Portal do Consumidor

https://www.nestlecriancassaudaveis.pt/ - A responsabilidade social da Nestlé, expressa num site de educação alimentar para crianças (do pré-escolar ao 3º ciclo)

Segurança em Dispositivos Móveis - Um alerta recente da SeguraNet.pt/

Segurança na Internet - Brochuras Comunicar em Segurança - Fundação Altice

Ecocidadão - Um ebook para reflexão sobre mobilidade sustentável

Obesidade Infantil: testemunho de quem já teve peso a mais - Academia RTP

Texto curto: Consumismo e consumo

Direitos e Deveres do Consumidor Consumerismo

Um mundo de loucos ... - Texto que circula nas redes sociais

I Parte
1. Distingue consumismo de consumerismo.

2. Justifica a importância de uma atitude consumerista.

3. Relaciona o consumerismo com a necessidade de preservar os recursos naturais e os equilíbrios ecológicos

II Parte
Fazer uma apresentação no Google Drive e partilhá-la no blogue, subordinada ao tema consumismo e consumerismo com o mínimo de 10 slides, utilizando os recursos indicados acima.

III Parte
Fazer uma apresentação no Google Drive e partilhá-la no blogue, com a matéria até agora leccionada em Economia, como preparação para o 1º Teste.

SUGESTÃO: Tópicos para um resumo ou apresentação

A Sociedade de Consumo

Recursos

  • O conceito de sociedade de consumo é um dos conceitos usados para caracterizar a época contemporânea, que é a era das massas. Os Estados Unidos da América foram o primeiro país em que se verificou a sociedade de consumo, já após a Primeira Grande Guerra (numa euforia que foi fortemente abalada pela Grande Depressão), mas sobretudo após a Segunda Guerra Mundial. Infopédia 2012

    Vídeo: A História das Coisas * RESUMO
  • Na década de 90, em particular na segunda metade, o endividamento das famílias portuguesas subiu em flecha. Vários factores de conjuntura explicam esse aumento acentuado. A adesão à zona euro e o processo de convergência real que a precedeu - com a aproximação significativa do padrão de vida das famílias portuguesas à média europeia - deram início a uma era de estabilidade de preços e de juros nominais e reais historicamente baixos. Ao mesmo tempo, uma maior facilidade no acesso ao crédito foi potenciada pela liberalização e inovação financeiras e por uma forte competição entre a oferta.
    Texto na Ordem dos Economistas
Conceitos

Revolução Industrial – Com a industrialização e a produção em série, produzir os bens ficou mais fácil que vendê-los.

Marketing - Como a oferta excede a procura, utilizam-se estratégias de marketing para escoar a produção. A moda e a publicidade são igualmente mecanismos nascidos na sociedade de consumo com a função de criar necessidades a um ritmo mais rápido.

Consumo de massas - Consumo massificado acessível à generalidade da população.

Consumismo - Consumo sem critérios, compulsivo e irresponsável.

Consumerismo - Consumo racional e controlado, respeitando os valores sociais e ambientais, compatibilizando os desejos de hoje com as necessidades das gerações futuras, consciente dos direitos e deveres.

Consumo simbólico – Consumo carregado de significação cultural: lazer, informação, educação, saúde, moda, etc. mostram bem a que grupos sociais pertencemos. Ex.: O consumo de caracóis sinaliza um grupo que não terá acesso à lagosta.

Relação de vizinhança – Destruindo os laços de familiaridade das comunidades rurais, construiu relações muitas vezes impessoais das grandes multidões.

Obsolescência tecnológica - Desclassificação tecnológica do material industrial, motivada pela aparição de um material mais moderno.

Obsolescência planeada – Produzir os produtos com características que os levem a ficar rapidamente obsoletos.

Obsolescência perceptiva – Criar a ideia de que determinados bens, apesar de ainda estarem funcionais, já não se usam.

Ciclo de vida dos produtos - A sociedade de consumo caracteriza-se pelo encurtamento do ciclo de vida dos produtos. As suas fases são:
Introdução: quando se lança um produto no mercado;
Crescimento: quando o mercado começa a conhecer o produto e a consumi-lo;
Maturidade: quando o produto já é de conhecimento amplo do mercado;
Saturação: quando o mercado já não consome o produto como anteriormente;
Declínio: quando o produto não desperta mais o interesse do mercado e as vendas caem.

Consumo sustentável ou responsável - Os consumidores têm a responsabilidade de mudar os seus hábitos de consumo, e as empresas têm a responsabilidade social e ambiental de melhorar os seus sistemas produtivos, oferecendo produtos e serviços sustentáveis.

1. Aponta quatro características da Sociedade de Consumo, partindo da imagem “produtos de ontem” e os “produtos de hoje”.

2. Comenta dois aspectos referidos no vídeo "A História das Coisas" que consideres relevantes.

3. Indica três aspectos que possas mudar, como eco-consumidor preocupado com o futuro do Planeta.

4. Menciona dois factores explicativos do endividamento das famílias portuguesas.

5. Constrói uma apresentação no Google Drive referente à Sociedade de Consumo, de 7 slides, com a seguinte estrutura:
slide: Título;
Último slide: Bibliografia;
Slides intermédios deverão referir aspectos que consideres interessantes sobre o tema.
Partilha o link para a apresentação no blogue.

Recursos:
Deverão ser utilizados sites institucionais acessíveis na Web, como o Portal do Consumidor, ou outros indicados aqui.