- Conteúdos do Módulo 4 - Moeda e Financiamento da Actividade Económica
- Conteúdos prioritários do Módulo 4
- Conceito e funções da moeda
- CORRECÇÃO - Conceito e funções da moeda
- História e tipos de moeda
- CORRECÇÃO - História e tipos de moeda
- A estabilidade de preços é importante porquê?
- Cálculo da Taxa de Inflação
- Preços estáveis vs Conjuntura inflacionista
- Poupança e Investimento
- Mercado de Títulos
- Conceitos básicos
- INSIDE JOB - A Verdade da Crise
Mapa do Módulo 4
Conteúdos do Módulo 8 – A Economia Portuguesa na Actualidade
- Economia portuguesa no contexto da União Europeia
- Estrutura da População: estrutura etária, movimentos migratórios e população activa (emprego e desemprego)
- Estrutura da Produção: evolução do valor do produto, estrutura sectorial da produção
- Estrutura da Despesa Nacional: consumo e investimento
- Relações Económicas com o Exterior
- Recursos Humanos: educação e formação profissional e I&D
- Competitividade das empresas: investimento e produtividade
- Nível de Vida e Justiça Social: repartição dos rendimentos, poder de compra, estrutura do consumo, inflação e equipamentos sociais
Objectivos
- Aplicar conhecimentos e competências, anteriormente adquiridos, na análise da realidade económica portuguesa.
- Comparar os principais indicadores de desempenho da economia portuguesa com os da União Europeia.
- Analisar aspectos relevantes da economia portuguesa na actualidade.
Apresentação
Com este módulo, pretende-se que os alunos realizem um trabalho final orientado de forma a permitir um enquadramento macroeconómico da realidade portuguesa actual.
Assim, a realização do trabalho implicará a mobilização de conhecimentos e competências adquiridas nos módulos anteriores que possibilitem uma análise integrada da realidade económica portuguesa actual no contexto da União Europeia.
Os temas propostos para o trabalho serão segmentados de acordo com a especificidade das diferentes famílias de cursos profissionais. Neste sentido, poderão ser leccionados alguns conteúdos específicos no decurso deste módulo.
Conteúdos do Módulo 7 - Crescimento, Desenvolvimento e Flutuações da Actividade Económica
- Crescimento económico
- Noção
- Indicador: PIB - Desenvolvimento
- Noção
- Indicadores:- tipos: simples (económicos, demográficos, sociais, culturais e políticos) e compostos (Índice de Desenvolvimento Humano-IDH, Índice de Desenvolvimento Ajustado ao Género-IDG, Medida de Participação Segundo o Género-MPG, Índice de Pobreza Humana -IPH1 e IPH2)
- limitações
- Heterogeneidade de situações de desenvolvimento verificadas nos: países desenvolvidos, países em desenvolvimento (PED) e países menos desenvolvidos (LDC-Least Developed Countries) - tipos: simples (económicos, demográficos, sociais, culturais e políticos) e compostos (Índice de Desenvolvimento Humano-IDH, Índice de Desenvolvimento Ajustado ao Género-IDG, Medida de Participação Segundo o Género-MPG, Índice de Pobreza Humana -IPH1 e IPH2)
- Crescimento económico moderno
- Factores de crescimento económico: aumento da dimensão dos mercados (interno e externo), investimento de capital (físico e humano) e progresso tecnológico
- Características dos países desenvolvidos associadas ao crescimento económico moderno: aumento da produção e da produtividade, alteração da estrutura da actividade económica – terciarização da economia, aumento da dimensão das empresas, alterações no papel do Estado e melhoria do nível de vida. - Ciclos de crescimento económico
- Noção
- Fases: expansão, prosperidade (auge ou ponto alto), recessão e depressão (ponto baixo) - Desenvolvimento humano e sustentável
- Limites ao crescimento económico: problemas ambientais e esgotamento dos recursos naturais
- Desigualdades de desenvolvimento a nível mundial
- Países desenvolvidos: situações de pobreza e de exclusão social
- Desenvolvimento humano e sustentável: noção e importância
Objectivos
- Distinguir crescimento económico de desenvolvimento
- Distinguir indicadores simples de indicadores compostos
- Interpretar indicadores de desenvolvimento
- Referir limitações dos indicadores como medidas do desenvolvimento
- Reconhecer a heterogeneidade de desenvolvimento através de conjuntos variados de indicadores
- Analisar situações de crescimento económico sem desenvolvimento
- Constatar o crescimento económico de algumas economias nos últimos séculos
- Explicar factores de crescimento económico
- Reconhecer a importância do capital humano como factor de crescimento económico
- Identificar características dos países desenvolvidos associadas ao crescimento económico moderno
- Verificar historicamente a irregularidade do ritmo de crescimento da actividade económica
- Caracterizar as fases dos ciclos económicos
- Indicar limites ao crescimento económico
- Avaliar as desigualdades de desenvolvimento a nível mundial
- Distinguir pobreza de exclusão social
- Constatar a existência de situações de pobreza e exclusão social nos países desenvolvidos
- Justificar a necessidade de um desenvolvimento humano e sustentável no contexto actual
Apresentação
Neste módulo, pretende-se que os alunos se apropriem de um conjunto de conceitos e de instrumentos que lhes permitirão compreender e descodificar a realidade económica mundial, reconhecendo a crescente desigualdade entre os países considerados desenvolvidos e os países em desenvolvimento, bem como a heterogeneidade de situações que estes últimos apresentam.
Mas, se o crescimento económico tem sido uma realidade na maior parte dos países, a sua evolução tem sido irregular, isto é, tem-se processado por ciclos com fases diferentes. Essa evolução reflecte não só a acção dos factores que influenciam o crescimento económico, como a interdependência das economias mundiais.
Por outro lado, questões como os limites do crescimento económico (questão ecológica), como as desigualdades de desenvolvimento ou como o agravamento de situações de pobreza reforçam a ideia de que o crescimento económico e o desenvolvimento estão estreitamente ligados aos direitos humanos, ou seja, que o desenvolvimento necessita de ser humano e sustentável.
Poupança e Investimento - Versão 2009
Lê a apresentação Poupança e Investimento.
1. Quais são os destinos do Rendimento Disponível?
2. Define poupança.
3. Apresenta três categorias de factores determinantes da poupança.
4. Indica os três destinos da poupança. Explica sucintamente cada um.
5. Distingue investimento de expansão de investimento de substituição.
6. Distingue investimento material de investimento imaterial.
7. Caracteriza o investimento financeiro.
8. “O investimento desempenha um papel determinante no desenvolvimento da actividade económica de um país, traduzindo-se no ______ dos rendimentos a repartir”.
Completa.
9. Se o rendimento estiver melhor distribuído, será mais fácil ajustar as exigências da procura em termos de despesas de investimento às possibilidades da oferta (poupança). Comenta.
10. Distingue autofinanciamento de financiamento externo.
11. Distingue os tipos de crédito quanto à sua finalidade.
12. Distingue os tipos de crédito quanto à sua duração.
13. Distingue os tipos de crédito quanto ao seu beneficiário.
14. Distingue os tipos de crédito quanto à sua origem.
1. Quais são os destinos do Rendimento Disponível?
2. Define poupança.
3. Apresenta três categorias de factores determinantes da poupança.
4. Indica os três destinos da poupança. Explica sucintamente cada um.
5. Distingue investimento de expansão de investimento de substituição.
6. Distingue investimento material de investimento imaterial.
7. Caracteriza o investimento financeiro.
8. “O investimento desempenha um papel determinante no desenvolvimento da actividade económica de um país, traduzindo-se no ______ dos rendimentos a repartir”.
Completa.
9. Se o rendimento estiver melhor distribuído, será mais fácil ajustar as exigências da procura em termos de despesas de investimento às possibilidades da oferta (poupança). Comenta.
10. Distingue autofinanciamento de financiamento externo.
11. Distingue os tipos de crédito quanto à sua finalidade.
12. Distingue os tipos de crédito quanto à sua duração.
13. Distingue os tipos de crédito quanto ao seu beneficiário.
14. Distingue os tipos de crédito quanto à sua origem.
Preços estáveis vs Conjuntura inflacionista
Numa conjuntura de preços estáveis (taxa de inflação baixa) os preços dos bens vão subindo lentamente, e os agentes económicos podem ir ajustando as suas decisões em função dos preços que são conhecidos. Nesta conjuntura o poder de compra da moeda também se vai reduzindo lentamente. Neste cenário as pessoas e as empresas podem fazer cálculos do género: Nos próximos 10 anos o meu salário crescerá acima da taxa de inflação? Nos próximos 10 anos o preço do produto que nós fabricamos subirá mais que os custos?
Numa conjuntura inflacionista (taxa de inflação elevada) os preços dos bens sobem rapidamente, e os agentes económicos não têm tempo para fundamentar as suas decisões porque os preços começam a aproximar-se de uma lotaria. Nesta conjuntura o poder de compra da moeda cai drasticamente. Neste cenário a incerteza não permite decisões fundamentadas nem das empresas nem das famílias.

1. Utilize o ficheiro de ajuda com os seguintes dados:
- Valor do Cabaz: 1.000 €
- Taxas de Inflação da conjuntura “preços estáveis”: 1,5% e 1,7%
- Taxas de Inflação da conjuntura inflacionista: 4%, 7% e 9%
Recalcule:
a) O valor do cabaz nos próximos 10 anos;
b) O impacto da inflação sobre o poder de compra.
2. Comente o ponto anterior.
Numa conjuntura inflacionista (taxa de inflação elevada) os preços dos bens sobem rapidamente, e os agentes económicos não têm tempo para fundamentar as suas decisões porque os preços começam a aproximar-se de uma lotaria. Nesta conjuntura o poder de compra da moeda cai drasticamente. Neste cenário a incerteza não permite decisões fundamentadas nem das empresas nem das famílias.

1. Utilize o ficheiro de ajuda com os seguintes dados:
- Valor do Cabaz: 1.000 €
- Taxas de Inflação da conjuntura “preços estáveis”: 1,5% e 1,7%
- Taxas de Inflação da conjuntura inflacionista: 4%, 7% e 9%
Recalcule:
a) O valor do cabaz nos próximos 10 anos;
b) O impacto da inflação sobre o poder de compra.
2. Comente o ponto anterior.
A estabilidade de preços é importante porquê?
Lê a brochura do Banco Central Europeu “A estabilidade de preços é importante porquê?” Backup
1. “Com uma moeda estável como o euro, podes também ter a certeza de que com a tua nota poderás comprar sempre uma quantidade idêntica de bens e serviços. Contudo, se o teu dinheiro perdesse valor de forma considerável, então tu deixarias de ter confiança nele. Uma moeda tem valor porque as pessoas confiam nela”. (p. 2)
1.1. Destaca do parágrafo acima uma expressão que enfatize a importância da função de reserva de valor da moeda, num contexto de estabilidade de preços.
1.2. O Euro é moeda fiduciária. Justifica.
2. “A moeda simplifica as nossas vidas de três maneiras.” (p. 3)
2.1. Explicita as três funções da moeda.
3. “Os índices de preços no consumidor – utilizados para verificar a estabilidade dos preços – são compilados uma vez por mês recorrendo ao que se designa por “um cabaz de compras”. Este cabaz contém, uma ampla variedade de produtos habitualmente consumidos por uma família representativa. O preço total do “cabaz de compras”, como uma medida do nível geral de preços, é depois verificado periodicamente para ver quanto é que os preços estão a subir”. (p. 4)
3.1. Explicita o conceito de família representativa.
3.2. Explicita o conceito de cabaz de compras.
3.3. Indica como se calculam os índices de preços no consumidor.
4. Definição: A inflação é a subida generalizada e sustentada dos preços.
- Se apenas subissem os preços de alguns bens, os consumidores poderiam adaptar-se a novos padrões de consumo, evitando os efeitos nefastos da inflação.
- Se os preços não subissem durante um período considerável de tempo, mas apenas num determinado momento, dir-se-ia que se verificou apenas uma alteração do nível geral de preços, passando para um patamar diferente no referido momento. Os preços teriam subido, mas o fenómeno não se diz inflação se não tiver continuidade.
4.2. Refere as seguintes causas da inflação: (p. 5)
a) Por excesso da procura;
b) Por aumento dos custos de produção.
4.3. “A deflação pode ser definida como sendo o oposto da inflação, isto é, (...)”. (p. 6) Completa a definição de deflação fazendo copy/paste.
5. “Os preços são considerados estáveis se, _________, não subirem (como em períodos de inflação) nem descerem (como em períodos de deflação) ao longo do tempo”. (p. 6)
Completa.
6. A estabilidade de preços promove o crescimento económico e o emprego porque os consumidores e as empresas podem tomar decisões mais informadas se os preços forem comparáveis. (p. 7/8)
6.1. Refere-te ao interesse da estabilidade dos preços na perspectiva dos consumidores.
6.2. Refere-te ao interesse da estabilidade dos preços na perspectiva das empresas.
7. “Quando os preços são estáveis, os detentores de poupanças e os credores estão dispostos a aceitar taxas de juro mais ______, dado que esperam que o valor do seu dinheiro permaneça igual por períodos mais longos. Caso contrário, iriam querer uma garantia contra a incerteza quanto ao valor futuro do seu dinheiro e passariam a exigir taxas de juro mais elevadas para os seus depósitos e empréstimos”. (p. 8)
Completa.
8. “Como resultado, os devedores beneficiam de taxas de juro mais ______. Isso significa que os custos de endividamento das empresas que desejam comprar máquinas mais modernas e das pessoas que pretendem um empréstimo para comprarem, por exemplo, um carro ou uma casa são mais baixos. Encorajar as empresas a investirem deste modo contribui para um aumento da sua competitividade e cria postos de trabalho adicionais. Esta é outra razão por que preços estáveis são um contributo tão importante para o crescimento económico e o emprego”. (p. 9)
Completa.
9. “Regra geral, os grupos mais desfavorecidos da sociedade são os que frequentemente mais sofrem com a inflação, dado que as possibilidades que têm para se protegerem são limitadas”. (p. 9)
Refere-te aos aspectos sociais da estabilidade dos preços comparando aqueles que usufruem de rendimentos fixos (salários e pensões, por exemplo) com os que detêm rendimentos variáveis (os lucros variam com as vendas).
10. “A política monetária do BCE visa manter a taxa de inflação anual na área do euro num nível muito baixo, ou seja, num nível inferior mas próximo de 2 % a médio prazo”. (p. 10)
10.1 Explica porque é desejável uma taxa de inflação de 2% comparativamente a 0%.
10.2 Explica porque seria perigoso para a economia a descida dos preços.
10.3 Indica os países que pertencem à Área do Euro desde 2007.
11. Procure na web uma definição, e faça link para o site onde encontrar os seguintes conceitos:
11.1 Desinflação;
11.2 Estagflação.
II
Depreciação do valor da moeda - com a subida de preços a moeda perde valor aquisitivo, ou seja, com a mesma quantidade de moeda compra-se menor quantidade de bens e serviços.Deterioração do poder de compra - queda do poder de compra, em resultado da variação média de preços ser superior à variação média do rendimento.
A inflação (1) deprecia o valor da moeda e (2) deteriora o poder de compra. Preenchendo este ficheiro, estude o efeito das conjunturas de preços estáveis e das conjunturas inflacionistas. Comenta o preço dos bens e o poder de compra da moeda a 10 anos. (Ficheiro preenchido)
Sugestão de correcção da Parte I * Esquema
A esperança está nos fundos! - Para que serve a Europa?
Como poderá a Europa libertar-nos da pobreza?
Será o ciclo vicioso da pobreza? Os países menos desenvolvidos dispõem de menos recursos, e gastam muito menos em políticas sociais, deixando mais facilmente à margem da sociedade amplos estratos de idosos, doentes, deficientes, indiferenciados, desempregados... Menos recursos financeiros significam também menor possibilidade de qualidade de qualificação da sua mão-de-obra, que terá produtividade mais baixa. Como produzem menos tem menores possibilidades. Como se sai daqui?!
A Europa já nos ofereceu uma excelente oportunidade para quebrarmos este enguiço, através de generosos fundos estruturais que o país recebeu antes e depois da adesão à CEE (1986).
- Durante o cavaquismo (1985-1995) foi desperdiçado o imenso fluxo de capital injectado pelos fundos estruturais. Ainda que tenha deixado marcas positivas nas infra-estruturas e nas obras públicas, não mudou estruturalmente o país no sentido da modernidade. Isto é, permitiu certo desafogo momentâneo, mas não mudou nada essencial no que era necessário mudar: na educação, na qualificação profissional, na investigação científica, na melhoria duradoura e sustentada do Estado social. Pelo contrário, em todos estes domínios foi o fiasco, quando não a regressão. O cavaquismo terá sido uma década de ouro para os grandes interesses da construção civil e do imobiliário, para a banca e a especulação, para os grandes grupos financeiros, para os que enriqueceram fraudulentamente com os fundos estruturais, para a elite do regime que promiscuamente circulava (e circula) entre os negócios, as sinecuras e a administração pública - mas para a modernização económica social do país foi uma grande oportunidade perdida.
Fonte: Adaptado de http://bde.weblog.com.pt/arquivo/140029.html
José António Saraiva (2007:255) explica que os fundos europeus foram utilizados para financiar o consumo através do recurso a importações.

O modelo de "desenvolvimento" por facilitação do consumo terá como consequência a criação de hábitos consumistas e o endividamento das famílias portuguesas.
O processo de convergência de Portugal com a UE que então o PIB registou não tinha obviamente qualquer consistência. Mal ficou à vista a entrada na Zona Euro, iniciou-se o processo de divergência relativamente à União Europeia em 2000, com o PIB per capita a passar para 78,0% da média da UE-27, quando correspondia a 78,3% no ano anterior. De então para cá, exceptuando o valor estimado para 2005, Portugal tem-se afastado da média europeia todos os anos...

Fonte: GDP per capita in Purchasing Power Standards (PPS) (EU-27 = 100)
Lamentavelmente, o esforço não é valorizado pelos portugueses. O grande obreiro da adesão de Portugal à CEE afirmou: "É preciso continuar a sacar dinheiro à Europa" (Mário Soares, Público, 18 de Maio de 1999). Esta é certamente a afirmação que melhor sintetiza o sentimento dos portugueses relativamente à UE.
Esta "filosofia" do "nenhum esforço" foi transportada para o ensino. Como as crianças abandonavam a Escola sem ter concluído o 9º ano, inventaram-se as "Novas Oportunidades" - conclusão da escolaridade sem necessidade de fazer qualquer teste - que seriam posteriormente alargadas ao ensino secundário.

Fonte: The social situation in the European Union 2004 Link perdido
Nota: O Lower Secondary destina-se a crianças dos 11 aos 14 anos, idade com que terminam o 9º unificado a que será equivalente.
Um ensino onde se oferecem diplomas sem reforçar as qualificações dos indivíduos, sem dúvida que coloca Portugal mais próximo da União em termos dos indicadores estatísticos referentes às habilitações, mas só pode dificultar a convergência em termos de produtividade, porque reduz a transparência no mercado de trabalho.
Qual a posição de Portugal relativamente às despesas em políticas sociais? No fim da tabela na Europa dos 15, a meio na Europa dos 27.

Fonte: Total expenditure on social protection per head of population. PPS - EUROSTAT online
Somos o país da União Europeia com o rendimento pior distribuído, como se pode conferir pelos Coeficientes de Gini.
NOTA: Interpretação dos Coeficientes de Gini - Quanto maior for este coeficiente mais inequitativa é a repartição do rendimento. O valor observado em Portugal reflecte os baixos salários de que usufrui a generalidade da população, conjugados com rendimentos relativamente elevados de alguns privilegiados.

Fonte: Gini coefficient - EUROSTAT online
Somos um país em que a despesa pública em educação, relativamente ao PIB, é inferior à realizada por muitos países mais desenvolvidos, dos quais Portugal se vai afastando...

Fonte: Eurostat Yearbook 2008 - Education
Portugal é dos países onde mais indivíduos com 18 anos de idade abandonaram a escola. Sendo mais reduzidas as suas oportunidades de qualificação, será menor a mobilidade social na sociedade portuguesa.

Fonte: Eurostat Yearbook 2008 - Education
Mais jovens poderiam obter qualificação acrescida e menor dificuldade teríamos em encontrar profissionais nas estruturas intermédias se os cursos profissionais assumissem maior expressão. Como o trabalho é mal remunerado, todos anseiam pela entrada na Universidade frequentando os cursos da via ensino, engrossando posteriormente a taxa de desemprego.

Fonte: Estatísticas da Educação, GEPE.
O Governo corre maratonas populistas pelas "Novas Oportunidades", enquanto a maratona de fundo da qualificação vai esperando. Nesta, sem dúvida que seria importante que os cursos profissionais assumissem maior expressão, dotando a economia de mão-de-obra com formação intermédia.
A crise financeira é mais uma desculpa para aceitar a pobreza como fatalidade do destino português. Seria triste pertencer formalmente à zona mais rica do Mundo desde 1986, para continuar eternamente à porta em termos de bem-estar.
Cavaco Silva, economista, não foi responsabilizado pela oportunidade perdida que a UE nos ofereceu de atingir níveis superiores de bem-estar, e até foi premiado com a Presidência da República! Como se explica aos jovens que os políticos que ele designou "má moeda" são dignos de confiança e a integração do país na UE constitui uma das melhores garantias de prosperidade?
Terão os candidatos alguma ideia para libertar o país do ciclo vicioso da pobreza? Caso não apresentem qualquer utopia mobilizadora arriscam-se a ser tomados como os portugueses melhor colocados para sacar dinheiro da Europa.
Poderá a Europa corresponder aos sonhos dos jovens?
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