Crescimento económico do post-Guerra



Fases
• O primeiro é o período imediatamente após a guerra, de 1946 a 1958.
A estabilização da economia após os choques da guerra e a preparação para
o grande surto industrial são as grandes tarefas;
• De 1958 a 1965, o país entrou na primeira parte da «idade de ouro». O crescimento
e a transformação estrutural processaram-se a ritmo acelerado,
bem como a internacionalização. A guerra colonial começou nesta fase;
• A segunda parte da «idade de ouro» regista as mais elevadas taxas de
crescimento, mas também torna claros os limites das instituições para suportarem
esta forte transformação;
• 1974 a 1979 foi a fase revolucionária. A somar à confusão económica
internacional, apareceram as transformações internas institucionais e políticas
que criaram um regime democrático moderno;
• O último período, após 1980, sofreu todos os problemas e vantagens da
economia mundial dos anos 80. Depois da revolução, tanto a economia como
as instituições estavam estabilizadas. Uma recessão importante ocupa a primeira
parte dos anos 80, mas, depois de 1986, a adesão à CEE assinalou o
início de novo período forte de reestruturação.
Fonte: João César das Neves

1. Distinga comércio interno de comércio externo.
2. Distinga comércio externo de comércio internacional.
3. Refira-se a dois aspectos que expliquem o desenvolvimento acentuado do comércio externo, do post-guerra até hoje.

Orçamento de Estado

Na página do Ministério das Finanças / Direcção Geral do Orçamento, tens acesso aos mapas do Orçamento de Estado para 2013.


1. Dá uma noção de Orçamento.

2. Indica as fontes de receitas mais importantes em 2013, utilizando o Mapa I - Receitas dos Serviços Integrados por classificação económica (Indica totais por capítulos, ou por artigos se for pertinente)

3. Indica as despesas mais significativas em 2013, utilizando Mapa II - Despesas dos Serviços Integrados por classificação orgânica, especificadas por capítulos (Indica totais por ministérios, ou por capítulos se for pertinente)

4. Constrói um quadro no Excel com as principais Receitas e Despesas previstas no Orçamento de 2013, que indicaste nos dois pontos anteriores. (NOTA: Depois fazes uma imagem do Quadro do Excel no Paint em .jpg, e deixas a imagem no blogue)

5. Elogia uma das políticas sociais apresentadas no Orçamento. (Indica a respectiva rubrica)

6. Critica uma das políticas fiscais apresentadas no Orçamento. (Indica a respectiva rubrica)

Exemplos de intervenção do Estado na economia



Refere-te a cada uma das falhas de mercado, justificando a intervenção do Estado. Ilustra a tua resposta com exemplos da realidade portuguesa.

O papel económico do Estado

Lê o texto de Paul Samuelson:

Ler no GDocs



1. Explícita as principais funções económicas do Estado.

2. Justifica porque algumas actividades socialmente úteis que os Estados desenvolvem, bem como alguns sectores que supervisionam, promovendo a eficiência na economia, constituem bens públicos.

3. Menciona limites à promoção da equidade por via fiscal, considerando a história contada por um professor de Economia * RESUMO e o escasso número de contribuintes ricos.

4. Identifica três falhas de mercado, e como o Estado deverá actuar para as minimizar, consultando a imagem aqui.



Adenda
- Externalidades. Ja se definiu este termo aqui.

- Bem público. Um factor que impede a obtenção de afectações eficientes através de mercados privados é a existência de bens públicos. Um bem puramente público tem as seguintes propriedades:
1 - Não-rivalidade, significa que o facto de uma pessoa o utilizar não diminui a quantidade disponível para os outros;
2 - Não-exclusão, significa que é impossível e proibido excluir pessoas que não paguem pela utilização desse bem.
Exemplos:
Ex1 - o sinal de emissão da televisão era um bem puramente público. O facto de sintonizarmos um canal, não o tornava menos disponível para outras pessoas, e seria impossível impedir alguém de sintonizar o canal... antes da invenção dos descodificadores e da televisão por cabo ;)
Ex2 - A defesa nacional é exemplo clássico de bem público, porque o facto de José gostar mais desse bem não reduz a sua disponibilidade para António. Além disso, será impossível o Estado proteger alguns dos seus cidadãos de um ataque estrangeiro, negando a protecção a outros.
Ex3 - Os faróis são utilizados para marcar locais específicos, de modo que os navios possam evitar águas traiçoeiras. O benefício que o farol traz aos comandantes dos navios não é excluível nem rival, de modo que cada comandante é incentivado a utilizar o farol para navegar sem pagar por esse serviço. Devido a este problema, a actividade da maioria dos faróis é, actualmente, financiada pelo Estado. (Samuelson, in Exame Nacional de 2014, 2ª Fase)
Ex4 - O sinal de GPS é transmitido gratuitamente pelas estações de satélite do sistema de posicionamento global (GPS) da NASA e do Departamento de Defesa dos EUA. Pode ser recebido e utilizado por qualquer dispositivo compatível com GPS, sem restrições ou custos adicionais.

A Mão Invisível de Adam Smith

Lê o texto de Paul Samuelson (Prémio Nobel de Economia):



Ler em PDF

1. O que entendes por “Mão Invisível”?

2. Sob certas condicionantes restritivas, uma economia concorrencial é eficiente. Explicita o que se entende por uma economia produzir eficientemente.

3. Se a “Mão Invisível” funcionar eficientemente, a intervenção do Estado na economia quase de certeza que é prejudicial. Justifica.

4. Identifica alguns aspectos que limitam o alcance da doutrina da “Mão Invisível”.

Avaliação Diagnóstica sobre temas do 10º ano

1. A Economia e o Problema Económico
1.1. Explicite o objecto de estudo da Economia, e refira-se ao interesse das restantes ciências sociais para a compreensão da realidade.
1.2. Apresente o conceito de custo de oportunidade.
1.3. Defina Economia utilizando o conceito de custo de oportunidade.

2. Agentes Económicos e Actividades Económicas
2.1. Indique as funções e os recursos dos agentes económicos famílias, empresas e Estado.
2.2. Indique o tipo de actividades económicas integradas no:
- Sector I;
- Sector II;
- Sector III.
2.3. Relacione o conceito de valor acrescentado com o conceito de PIB.
2.4. A combinação dos factores produtivos apresenta maiores restrições a curto ou a longo prazo? Justifique.
2.5. Refira-se a três factores extra-económicos que influenciam o consumo.
2.6. Distinga consumismo de consumerismo.

3. Mercados de Bens e Serviços e de Factores Produtivos
3.1. Indique a lei da procura.
3.2. Indique as variáveis explicativas da função procura.
3.3. Distinga variação da procura de deslocações da procura indicando as variáveis da função procura associadas a cada um destes termos.
3.4. Conhecer a elasticidade da procura dos seus passageiros vale milhares de milhões de euros às companhias aéreas. O ideal para estas é cobrarem um preço relativamente elevado aos passageiros de negócios e cobrarem aos passageiros em turismo um preço suficientemente baixo para ocupar todos os lugares vazios.
Qual dos grupos de clientes tem uma elasticidade mais rígida? Justifique.
3.5. Defina preço de equilíbrio.
3.6. Distinga monopólio de oligopólio.
3.7. Que efeito tem a acção dos sindicatos sobre o preço de equilíbrio do trabalho? Justifique.

4. Moeda e Financiamento da Actividade Económica
4.1. Indique as funções da moeda.
4.2. Relacione a evolução tecnológica com o processo de desmaterialização da moeda.
4.3. Defina inflação.
4.4. Refira duas causas da inflação.
4.5. Refira duas consequências da inflação.
4.6. Mostre como o mercado de títulos é um ponto de encontro entre a “poupança” e o “investimento”, indispensável ao financiamento da actividade económica.

Economias de Mercado versus Economias de Direcção Central



Esquema em PDF * Apresentação

Debate Bloco de Esquerda / Iniciativa Liberal * Mariana Mortágua / Rui Rocha * 15fev2024

Uma economia de mercado – dita economia capitalista do ponto de vista dos sistemas económicos – é um conjunto de mercados livres, na perspectiva em que a única coordenação destes é a efectuada pelo mecanismo dos preços, isto é, pela “mão invisível”. Nestas economias a afectação de recursos é determinada pelas decisões de produção, de compras e de vendas tomadas pelas empresas e pelas opções das famílias. Nestas economias a articulação existente entre os planos dos diversos agentes económicos é nula, isto é, os planos estabelecidos por cada agente económico são independentes dos planos estabelecidos pelos restantes agentes económicos. Portanto, nestas economias o planeamento tem carácter indicativo.

No extremo oposto situam-se as economias de direcção central – também designadas por economias socialistas – em que todas as decisões sobre a afectação de recursos, e naturalmente, as restantes decisões desta decorrentes, são da responsabilidade da “Autoridade Económica Central”, isto é, as unidades de produção produzem e as famílias consomem apenas como se lhes ordena. Nestas economias a articulação existente entre os planos dos diversos agentes económicos é total, portanto, os planos não são estabelecidos por cada agente económico, mas sim pela AEC para todos os agentes económicos. Portanto, estes são dependentes dos planos estabelecidos para os restantes agentes económicos. Assim, nestas economias, o planeamento tem carácter imperativo.

Na História Universal jamais existiu qualquer economia de mercado ou economia de direcção central “pura”. O estudo destes dois modelos de organização e funcionamento da sociedade e da actividade económica revela, no entanto, bastante interesse porque qualquer economia real, sendo uma economia mista, pode ser observada como o resultado de uma determinada combinação entre os dois modelos anteriores, isto é, o que varia é simplesmente o grau da “mistura”.

Em certas economias a influência das autoridades centrais é substancialmente inferior à de outras. Podemos então dizer que as primeiras são economias relativamente próximas das economias de mercado e as segundas são economias relativamente próximas das economias de direcção central. É arbitrária a linha divisória que separa estas economias, não havendo para o efeito melhor indicador que o bom senso.

Dada a importância que os regimes democráticos adquiriram, e perante a derrocada dos regimes autocráticos a partir dos anos 1990, hoje até parece que as economias de mercado são a única forma de organização e funcionamento da sociedade e da actividade económica. Iremos estudar as economias mistas próximas das economias de mercado, por ser este o modelo que melhor se coaduna com os primeiros. A liberdade de escolha – condicionada pelas possibilidades monetárias – é a oferta dos regimes democráticos. Um modelo mais justo ainda está por inventar...


1. Distinga Economias de Mercado de Economias de Direcção Central quanto:

a) à articulação entre os planos dos diferentes agentes;
b) à forma como são determinados os preços;
c) ao tipo de planeamento;
d) à propriedade dos meios de produção;
e) à equidade ao nível da repartição do rendimento.


2. As unidades de produção nas Economias de Direcção Central tinham como objectivo cumprir as metas fixadas no plano pela AEC. Nas Economias de Mercado as empresas que não forem suficientemente competitivas vão à falência.

2.1. Qual dos dois modelos de organização da actividade económica conduz a uma mais rápida adopção de novas tecnologias. Justifique.

2.2. Combinando o acelerado progresso tecnológico com a globalização dos mercados e os factores políticos, justifique o colapso das Economias de Direcção Central.


3. A Ação Social Escolar é basicamente um conjunto de medidas que foram criadas para garantir a igualdade de oportunidades, tanto no acesso como no sucesso escolar. RECURSO
3.1. Indique os tipos de apoio prestdos pela ASE e a quem se destinam.

3.2. Comente a lógica implícita na actividade da ASE, justificando a economia portuguesa como economia mista.

3.3. Procure documentação referente a actividades da ASE em sites públicos. Destaque dois aspectos que considere relevantes e indique os respectivos links.