Mostrar mensagens com a etiqueta simulador. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta simulador. Mostrar todas as mensagens

Critérios pós-pandemia

A pandemia relançou a discussão sobre os critérios de Maastricht, referentes ao défice orçamental, (Défice/PIB < 3% ) e à dívida (Dívida pública / PIB < 60%, impondo a sua redução no excedente, ao ritmo de 1/20 por ano).

Observe-se o seguinte:
  • Em 2020 nenhum país cumpriu a regra de redução da dívida pública, devido à crise da covid-19;
  • Em Março de 2020 a Comissão Europeia suspendeu as orientações sobre regras orçamentais(*) da União Europeia (UE);
  • Segundo as projecções da UE, em 2022, os seguintes países não cumprirão a regra de redução de 1/20 do excedente da Dívida Pública: Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Itália e Malta (Quadro 3 PROF);
  • A Comissão apresentará nas próximas semanas orientações para as políticas orçamentais em 2023;
  • Em outubro de 2021, a Comissão Europeia relançou o debate sobre a revisão das regras orçamentais, esperando opiniões das partes interessadas para decidir qual o futuro da governação económica na UE numa consulta pública;
  • o ministro das Finanças português, João Leão, defendeu ser "urgente e fundamental" rever as regras orçamentais da UE, que prevêem tectos para défice e dívida, defendendo esta como "altura oportuna";
  • encontram-se em discussão as regras orçamentais da União Europeia (UE) para 2023... altura em que os países já terão de cumprir os requisitos orçamentais, ainda que esteja neste momento em discussão quais serão os critérios pós-pandemia.
  • (*) Nos termos do artigo 5.º, n.º 1, e do artigo 9.º, n.º 1, do Regulamento (CE) n.º 1466/97, “em períodos de recessão económica grave que afete a área do euro ou toda a União, os Estados‑Membros podem ser autorizados a desviarem‑se temporariamente da trajetória de ajustamento ao objetivo orçamental de médio prazo [...], desde que tal não ponha em risco a sustentabilidade orçamental a médio prazo”.
    Bruxelas apresenta "nas próximas semanas" orientações sobre regras orçamentais em 2023
1. Utilizando o simulador-economiax-divida-publica apresente para os dois cenários da economia portuguesa, os valores das variáveis: (a) Crescimento do PIB real, (b) Taxa de juro cobrada ao Estado e (c) Saldo Primário.
- Cenário Optimista, a divida pública ficará abaixo de 60% a partir de 2040
- Cenário Pessimista, a divida pública ficará acima de 100% até 2040
Comente os cenários acima na perspectiva de economistas que defendam o papel do Estado como agente (1) regulador versus (2) interveniente.

2. Recorrendo à Internet, define os seguintes termos:
Mutualização da dívida
Eurobonds
Coronabonds
PIGS
Países frugais
união orçamental
"Estados Unidos da Europa"

3. Refere dificuldades que surgirão na discussão dos critérios pós-pandemia, entre os países do Norte da UE, credores líquidos, e os do Sul, devedores líquidos.

4. Na realidade, a “crise da dívida do sul” é simplesmente o anverso dos “paraísos fiscais do norte”. Comenta tendo em consideração a PII e a possibilidade de os países mais produtivos tirarem maior benefício do mercado único.

Orçamento do Estado - Conceitos Fundamentais - II Parte

Por razões práticas este post foi repartido em duas partes que se completam (I Parte). Lê a apresentação. (login do Gmail)



Procedimento Défice Excessivo
  • O procedimento é ativado quando um Estado-Membro: ultrapassa ou está em risco de ultrapassar o limite de défice de 3% do PIB ou tenha violado a regra de dívida por ter um nível de dívida pública acima de 60% do PIB, que não está a diminuir a um ritmo satisfatório.
    Conselho de Finanças Públicas
11. Explicita a “Regra de Ouro” das Finanças Públicas.

12. Justifica a criação do conceito de Saldo Estrutural pela União Europeia.

13. Perez Metelo refere que a nova LEO “vai condicionar o futuro de todos nós nos próximos 20 anos (...) PS/PSD/CDS acordaram como actuar ao nível da despesa, e sobretudo ao nível de redução da Dívida” (vídeo * Backup). Comenta a regra que destacou no seu comentário.

14. Identifica, por ordem decrescente, os quatro anos em que a Dívida Pública mais cresceu (2007-2020).

15. No ano em que a dívida mais subiu (Quadro 7), identifique o contributo para a variação da dívida (em pp do PIB) das variáveis (a) juros, (b) crescimento do PIB e (c) saldo primário. Relacione os contributos com o sinal da taxa de crescimento do PIB e do saldo primário.

16. Explicita a relação que se deverá observar entre a taxa de juro implícita na dívida e a taxa de crescimento nominal do PIB para que se reduza o rácio Dívida/PIB.

17. Utilizando o simulador-economiax-divida-publica (inspirado neste, (e nisto) apresente para os dois cenários da economia portuguesa, os valores das variáveis (a) Crescimento do PIB real, (b) Taxa de juro cobrada ao Estado e (c) Saldo Primário.
- Cenário Optimista, a dívida pública ficará abaixo de 60% a partir de 2040
- Cenário Pessimista, a dívida pública ficará acima de 100% até 2040
Comente os cenários acima na perspectiva de economistas que defendam o papel do Estado como agente (1) regulador versus (2) interveniente.



19. Do gráfico interactivo Taking Europe's pulse (The Economist) guardaram-se as imagens em Backup
Indica os três países com:
a) Maior PIB per capita;
b) Maior taxa de desemprego;
c) Maior taxa de desemprego jovem;
d) Maior dívida pública (quatro);
e) Maior défice global;
f) Maior excedente primário;
g) Maior crescimento do PIB.


simulador-economiax-divida-publica