Portugal é uma pequena economia aberta ao exterior, particularmente dependente da Área Euro

O peso de Portugal na União Europeia é reduzido, mas o clima que se vive na UE determina em larga medida o que sucederá na nossa economia. Geralmente quando a Europa cresce, Portugal também tem oportunidades de crescimento. Portugal cresceu a uma velocidade superior à da área Euro até 2000, aspecto que a Espanha manteve até 2008. A Zona Euro desacelerou em 2000, vivendo Portugal e Alemanha um período de depressão após a criação do Euro (2002), mas a Alemanha recuperou rapidamente a partir de 2005, desempenhando o papel de locomotiva da Zona Euro, que Portugal não acompanharia com a mesma velocidade.

Fonte: PORDATA

A crise financeira de 2007/08 arrasou toda a Europa, e Portugal só não terá registado uma queda tão profunda quanto os restantes países porque a bolha de crescimento do sector financeiro e imobiliário terá tido menor expressão entre nós. A partir de 2010, quando a Europa parece iniciar um novo ciclo, as vulnerabilidades estruturais de Portugal e de Espanha eternizam a recessão na península ibérica, que apenas registam tcv's positivas a partir de em 2014. 2020 evidencia dramaticamente a dependência relativamente ao exterior, com uma queda mais expressiva dos países periféricos.

  • Os indicadores de confiança do consumidor, de confiança na indústria e de confiança na construção resultam da resposta a inquéritos aos agregados familiares, aos empresários da indústria transformadora e aos empresários da construção e obras públicas.
    O valor do índice resulta da diferença entre a % de "respostas positivas" (aumentou, melhorou, bom, etc) e a % de "respostas negativas" (diminuiu, piorou, mau", etc). Não se consideram neste cálculo a % de "respostas neutras" (talvez, manteve, etc) e as respostas "não sabe".
    O valor deste indicador varia entre -100 e 100, sendo que quanto mais negativo fôr, maior o peso das "respostas negativas".
    Conhecer a Crise
A confiança do consumidor (ou sentimento do consumidor) é frequentemente retratada como uma força motora fundamental da economia. Quando os consumidores estão confiantes, a economia é estimulada e quando estão inseguros, a economia é contraída, sendo que os consumidores tendem a ser mais confiantes sobre o futuro quando estão confiantes com o presente. Com base em inquéritos mensais o INE vai publicando indicadores de confiança que permitem interpretar melhor a dependência de Portugal relativamente à área Euro.

Os nossos consumidores são mais pessimistas.

A indústria só teve expectativas mais elevadas que a área Euro antes da unificação alemã.

O comércio a retalho manteve expectativas de crescimento acima da área Euro até à criação do Euro.

A construção e obras públicas só mantiveram expectativas acima da área Euro antes da unificação alemã, afastando-se destas após 2002.

O indicador de confiança nos serviços apresenta valores inferiores aos da área Euro, apenas tendo registado valores positivos antes da criação do Euro, durante o Euro-2004 (futebol) e com a política despesista de José Sócrates.



1. Constrói e interpreta um gráfico com as tcv´s do PIB de Portugal, Área Euro a 19, dois países fundadores da UE e dois países resgatados. Fonte: PORDATA

2. Compara Portugal com Área Euro construindo e interpretando os gráficos abaixo propostos. Utilize os dados do INE Indicadores de confiança dos Consumidores e de clima económico aumentam - Agosto de 2021 * GDRIVE
a) indicador de confiança dos consumidores; Folha Cons-1.
b) indicador de confiança da indústria transformadora; Folha ICIT - 1.
c) indicador de confiança do comércio a retalho; Folha ICC - 1.
d) indicador de confiança da construção e obras públicas; Folha ICCOP - 1.
e) indicador de confiança dos serviços. Folha ICS - 1.

PREVIEW2021

3. Comenta a evolução da economia portuguesa, comparando com as tcv's do PIB de quatro potências mundiais, EUA , Japão e outras duas.
NOTA: Deverá utilizar GDP per capita growth (annual %) no Banco Mundial

Lei dos Rendimentos Decrescentes

A produção (Y) resulta da combinação dos factores produtivos capital (K) e trabalho (L, da expressão inglesa Labour) utilizando uma dada tecnologia A (a letra t e utilizada em Economia para representar o tempo). Portanto, a expressão abaixo representa a função de produção, que já terás observado no blogue:

Y = f(A,K,L)
A longo prazo, todos os factores podem ser ajustados, incluindo o trabalho, as matérias-primas, o capital e a tecnologia. Isto é, dentro de determinados limites os factores são substituíveis. Estudaremos esta situação em próximos posts. Outra característica dos factores é a complementaridade, visto que ambos os factores são necessários para o desenvolvimento do processo produtivo.

O curto prazo é o período de tempo suficiente para o ajustamento dos factores produtivos variáveis, tais como as matérias-primas e o trabalho, mas demasiado curto para permitir que se alterem os factores fixos como o capital – edifícios e equipamentos – e a tecnologia.
Por exemplo, no curto prazo uma companhia aérea pode começar a fazer mais rotas, contratando mais pilotos, ou pedindo horas extras aos que já se encontram ao serviço. Igualmente, facilmente adquirirá mais gasolina ou contratará mais hospedeiras para os novos vôos, mas a aquisição de mais aviões, ou a sua substituição por aparelhos mais modernos só será possível a longo prazo.
No curto prazo, geralmente consideramos uma dada tecnologia, tomamos o capital como um custo fixo, e o trabalho como um custo variável. Isto nem sempre é verdade, por exemplo é relativamente difícil despedir funcionários públicos, mas o trabalho pode, em geral, ser mais facilmente ajustado do que o capital.

Segundo a lei dos rendimentos decrescentes, obtemos cada vez menor produção adicional à medida que acrescentarmos doses adicionais de um factor, mantendo fixos os restantes. Ou seja, mantendo constantes os restantes factores produtivos, o produto marginal de cada unidade do factor de produção reduzir-se-á com o aumento da quantidade utilizada desse factor.

Um exemplo anedótico, é o caso de empregarem mais secretárias nos escritórios sem cuidar de instalar novos equipamentos.

Imagine que na produção do bem X são utilizadas 10 unidades de Capital, variando o Trabalho de 1 a 5 unidades. A tabela abaixo mostra a Produção Total, O Produto Marginal e o Produto Médio.

O Produto Marginal - ou produtividade marginal - de um factor de produção é o produto adicional gerado por 1 unidade adicional desse factor, mantendo os restantes factores constantes.

O Produto Médio - ou produtividade média - é igual à produção total dividida pela totalidade de unidades do factor de produção.

Segue-se a imagem que ilustra a tabela acima.

Em casos extremos o produto marginal pode ser negativo. Voltando ao exemplo das secretárias, seria o caso de a funcionária não ter material para trabalhar, e começar a perturbar uma amiga!

1. Explica os seguintes conceitos:
- combinação dos factores produtivos
- função de produção
- factores de produção
- complementaridade dos factores
- substituibilidade dos factores
- o número óptimo de trabalhadores

2. Distingue o curto prazo do longo prazo tendo em vista a produção.

3. Enuncia a lei dos rendimentos decrescentes.

4. Define:
- Produto Marginal/Produtividade Marginal
- Produto Médio/Produtividade Média

5. Preenche a tabela que se encontra aqui, e constrói um gráfico que ilustre a relação entre a Produção Total, o Produto Marginal e o Produto Médio. Publica imagens da tabela e do gráfico.

6. Observando a tabela construída no ponto anterior.
a) Interpreta a linha correspondente ao trabalho = 3;
b) "Quando o produto marginal é decrescente, o produto médio também decresce". Justifica.
c) Identifica a coluna que expressa a lei dos rendimentos decrescentes.

Análise Económica II

Nas Contas Nacionais, o Quadro A.0.1 - Principais indicadores económicos (anual) sintetiza a evolução da economia portuguesa no período 2011/15.

1. Indica o ano em que o PIB:
- cresceu mais rapidamente
- cresceu mais lentamente
- caiu mais lentamente
- caiu mais rapidamente

2. Recordando a estrutura da despesa em 2010, indica como se calcularam os contributos, em pontos percentuais, do Consumo Privado e do Consumo Público em 2011.

3. Em 2011, interpreta o contributo para a variação do PIB, em pontos percentuais, das seguintes rubricas:
- Consumo privado
- Consumo público
- Formação bruta de capital
- Exportações
- Importações

4. Que relação se verifica entre os contributos para a variação do PIB e a tcv do PIB.

5. O valor Capacidade (+) /necessidade (-) líquida de financiamento do Resto do Mundo é o simétrico do apresentado para o Total da economia. Justifica.

6. Identifica as duas rubricas que mais contribuem para o crescimento do PIB em 2014 e em 2015. Justifica.

7. Constrói e interpreta um gráfico que apresente as taxas de variação real do Consumo Privado e do Rendimento disponível bruto das famílias e ISFLSF.

8. Constrói e interpreta um gráfico que apresente as taxas de variação nominal das Remunerações e dos CTUP, Custos do trabalho por unidade produzida (CTUP nominal).

9. Constrói e interpreta um gráfico que apresente as taxas de variação real do PIB e das componentes da Procura Global.

Gráficos

Limitações da Contabilidade Nacional II

O PIB inclui muitas variáveis questionáveis e omite muitas actividades económicas com valor. Por exemplo, o PIB inclui a produção de bombas e mísseis, bem como os salários pagos aos guardas das prisões. O aumento das actividades criminosas faz disparar as vendas de alarmes e sistemas de segurança, que se somam ao PIB. Por outro lado, o corte de florestas insubstituíveis, a degradação ambiental, a poluição, as chuvas ácidas ou o aquecimento global, constituem externalidades (*) que não têm qualquer impacto sobre o valor da produção.

A Contabilidade Nacional tem sido muito criticada pelas actividades extra-mercado que omite, procedendo-se então ao cálculo da importância da Economia Não-Registada - ENR, vulgo economia paralela - relativamente ao PIB. “Sendo clandestina e incluindo muitos procedimentos ilegais discute-se frequentemente a questão da sua medida. Aos que tendem a desvalorizar medições efectuadas há que recordar que o próprio produto interno bruto oficial é obtido por estimativas unanimemente aceites” (Índice de 2011, A Economia Não Observada em Portugal, OBEGEF, 2012).

A ENR inclui (1) a economia subterrânea, (2) a ilegal, a (3) economia informal e o auto-consumo e (4) produto não contabilizado por deficiências da estatística.



Os valores calculados para a economia portuguesa desde 1970 apresentam valores sempre crescentes, que em 2011 já terão ultrapassado 25% do PIB.
Fonte: Índice de 2011, A Economia Não Observada em Portugal, OBEGEF, 2012. * Backup

(*) Externalidades (ou efeitos sobre o exterior) ocorrem quando empresas ou indivíduos impõem custos ou benefícios a outros que estão fora do mercado. Se os sujeitos económicos ignoram os custos/benefícios das externalidades, obviamente que estas enviesarão a afectação óptima de recursos.
A poluição é obviamente uma externalidade negativa. As descobertas científicas, de cujo conhecimento poderá beneficiar a generalidade da população dizem-se externalidades positivas.

Continuando a utilizar o documento acima indicado:

1. Explicite o significado das diversas componentes da ENR: (1) a economia subterrânea, (2) a economia ilegal, (3) a economia informal e o auto-consumo e (4) discrepâncias estatísticas.

2. "Segundo alguns economistas, sobretudo em tempos de crise, a ENR funciona como uma almofada social e evita maior sofrimento à população. Será, por isso, desejável. Outros economistas dizem que representa um retrocesso civilizacional". Justifique estas duas perspectivas antagónicas, referindo algumas componentes da ENR.

3. Por que motivos aumentou a importância da ENR no PIB, de 1970 a 2011.

4. Comente a distribuição sectorial da ENR (Tabela 5, na p. 9).

5. Justifique a sobrevivência das populações em países com produto interno bruto oficial per capita abaixo do limiar de subsistência.

6. Problematize o conceito de "externalidades" no âmbito da ENR.

7. Indica uma estimativa mais actualizada da ENR, procurando no site https://www.obegef.pt/. Comenta a evolução observada desde 2011 indica o link que utilizaste.

8. Esta actividade é complementada com o TPC indicado aqui.



Sugestões * Respostas do Gemini

Apresentação Offshores * Qual a sua função económica?

A partir do momento em que os Offshores passaram a ser comentados pela opinião pública, os indicadores da ENR deixaram de ser actualizados, porque esta “falha” é muito maior. Neste vídeo, Pedro Santos Guerreiro explica como participam na lavagem de dinheiro.

Limitações da Contabilidade Nacional - I

Tarefa proposta como TPC



A maior limitação da Contabilidade Nacional decorre do desenvolvimento da economia paralela - economia não registada -, que já representa 1/4 do PIB. Se não fosse este flagelo, as contas públicas não apresentariam défice.

I
Visualiza a parte inicial do vídeo (novo link) (08:30-28:00) - primeiras intervenções, após as notícias - e responde às seguintes questões:

1. Explicita o conceito de Economia Paralela e suas componentes, expostas por Nuno Gonçalves.

2. Porque é que a população acha melhor não pagar os impostos?
Refere a argumentação de Sofia Santos.

3. Identifica a elite corrupta indicada por João Pedro Martins.

4. Como explica Helena Garrido o regresso da pergunta “com ou sem factura?”

5. Refere como a teoria da felicidade explica a fuga ao fisco? (Helena Garrido)


(Correcção)

II

Procura na Web/Youtube um ou mais vídeos referentes a Economia paralela, indica os links e faz um comentário com o mínimo de 200 palavras.

Capital

Ricos têm 300 vezes o património dos pobres: como reduzir as desigualdades em Portugal? - EXPRESSO, 2024

Numa altura em que subiu o número de pessoas em situação de pobreza, o grupo dos mais ricos também engrossou. Os 1% mais ricos em Portugal concentram 20% da riqueza. Metade mais pobre só tem 6,5%.
Mesmo apesar da pandemia, e dos seus efeitos na economia nacional e no rendimento das famílias, Portugal ganhou milionários(*) ao longo do ano passado. Segundo The Global Wealth Report, referente a 2020 — ano maioritariamente marcado pela Covid-19 —, Portugal tem 136.430 milionários, mais 19.430 do que no relatório de 2019.
(*) Dizem-se milionários pessoas com fortunas avaliadas acima de um milhão de dólares (cerca de 840 mil euros). (Observador)
Em Portugal, os milionários detêm cerca de 20% da riqueza total do país, segundo dados do Global Wealth Report 2023, do banco suíço UBS. Esta percentagem é inferior à média europeia, que é de 22%. O 1% mais rico da população portuguesa detém cerca de 40% da riqueza total do país. Esta percentagem é superior à média europeia, que é de 36%. O aumento do número de milionários em Portugal nos últimos anos tem contribuído para o aumento da desigualdade de riqueza no país.

A nível global a disparidade na distribuição da riqueza é maior, pois aos 1,1% mais ricos cabe 45,8% da riqueza, enquanto mais de metade da população mundial (os 55% mais pobres) dispõe apenas de 1,3% da riqueza.
Fonte: The Global wealth report 2021.

Em 2022, face a 2020, observa-se a perda de peso na dstribuição da riqueza de 0,1pp nas duas categorias inferiores. (Ficheiro)
Adam Smith, frequentemente referido como pai da Economia, no seu livro A Riqueza das Nações, explicitou o conceito de riqueza:

  • Cada homem é rico ou pobre consoante o grau em que lhe é dado fruir dos bens necessários à vida e ao conforto e das diversões próprias dos seres humanos. Mas, após a divisão do trabalho se ter estabelecido completamente, o trabalho de cada homem só poderá provê-lo de uma pequeníssima parte desses bens. A grande maioria deles terá de ser suprida pelo trabalho de outros homens e, assim, ele será rico ou pobre consoante a quantidade desse trabalho sobre que ele pode adquirir domínio, ou que lhe é possível comprar. Portanto, o valor de qualquer mercadoria, para a pessoa que a possui e não tenciona usá-la ou consumi-la, mas sim trocá-la por outras mercadorias, é igual à quantidade de trabalho que ela lhe permite comprar ou dominar. O trabalho constitui, pois, a verdadeira medida do valor de troca de todos os bens.
    O verdadeiro preço de todas as coisas, aquilo que elas, na realidade, custam ao homem que deseja adquiri-las é o esforço e a fadiga em que é necessário incorrer para as obter.
    Adam Smith (1723-1790)
Na época em que Adam Smith viveu a riqueza era em grande parte definida pela propriedade da terra e pelos títulos da nobreza, base de uma estrutura quase imutável.
Hoje o dinamismo económico e financeiro não tem qualquer comparação, e alguns indivíduos enriqueceram rapidamente nos anos 1990/2000, com as bolhas das dot.com, do imobiliário, dos novos espaços da distribuição, ou dos produtos financeiros, dizendo-se novos-ricos. A este ciclo de prosperidade artificial, desligada do resto da economia, sucedeu a crise financeira (2007/08) e na sua sequência estão a ser seguidas na Europa políticas de austeridade que forçam franjas da classe média a empobrecer. Aqueles que trabalham para ir pagando os empréstimos da casa, do carro, as despesas familiares, no caso de ficarem desempregados, facilmente serão novos-pobres. No entanto continua a ser praticamente impossível um rico tornar-se pobre.

A riqueza é muito difícil de medir, visto que nela se inclui todo o património acumulado pelos particulares, não apenas dinheiro, mas todos os activos financeiros ou não financeiros. Riqueza não é rendimento, mas obviamente que um rendimento mensal elevado contribui para acumular riqueza. A riqueza apenas se multiplica se for aplicada...

A riqueza que é mobilizada para o processo produtivo, com o objectivo de a reproduzir designa-se capital. Há muitos conceitos de capital, mas em termos práticos podemos defini-lo como o conjunto de todos os factores produtivos que são necessários para o desenvolvimento do processo produtivo, exceptuando o trabalho.

Entre os conceitos de capital, a Infopédia define capital financeiro, capital técnico, capital circulante, capital fixo, capital social e capitais próprios.



Observa que no capital financeiro, recursos monetários e títulos ao dispor de uma sociedade, distinguem-se:
  • Capitais Próprios, e
  • Capital Alheio
No capital técnico, conjunto de bens indispensáveis ao processo produtivo, distinguem-se:
  • Objectos de Trabalho: Matérias-primas, etc. que são integradas no produto final, participando num só ciclo produtivo, constituem o capital circulante
  • Meios de Trabalho: Instrumentos de trabalho, máquinas ou ferramentas, edifícios e terrenos participam em múltiplos ciclos produtivos, designando-se capital fixo
1. Apresenta um conceito de “riqueza”.

2. Distingue os novos-ricos dos novos pobres, relacionando-os com os conceitos de mobilidade social e desigualdade na repartição do rendimento.

3. A revista Forbes publica anualmente listas das pessoas mais ricas do Mundo. Partindo destas, a Wikipédia indica os 10 mais ricos do Mundo desde 2000. Analisando os rankings de 2022 e 2023, refere:
a) se se verificaram muitas mudanças nos primeiros 5 lugares;
b) o país dominante nas listas;
c) o interesse da indicação dos sectores de actividade.

4. Distingue riqueza de capital.

5. Define os seguintes conceitos de capital: capital financeiro, capital técnico, capital circulante, capital fixo, capital social, capitais próprios, capital alheio, capital natural e capital humano.

6. Utilizando as definições do ponto 5. classifica os seguintes itens:
a) recursos que um empresário mobilizou para a actividade produtiva
b) valores financeiros dos proprietários da empresa, afectados à produção
c) um empréstimo bancário que a empresa contraiu
d) maquinaria, edifícios, matérias-primas e matérias-subsidiárias empregues no processo produtivo
e) maquinaria, edifícios, etc. que são utilizados em vários ciclos produtivos (durante vários anos)
f) matérias-primas, que são incorporadas no produto acabado, participando num único ciclo produtivo
g) montante de recursos financeiros colocados à disposição de uma empresa pelos seus sócios
h) recursos naturais
i) factor produtivo trabalho

7. “De acordo com as nossas estimativas, o número global de milionários ultrapassará os 85 milhões em 2027”. (pp. 41 do The Global wealth report 2023).
Consultando a Tabela 1 deste relatório (pp. 42) identifica os cinco países que ganharão mais milionários em 2027, face a 2022.

Análise Económica

Projecções do FMI (Outubro de 2012) apontaram para um abrandamento do crescimento da economia mundial em 2012 (caiu a tcv de 3,8 para 3,3) e para uma recuperação gradual a partir de 2013 (tcv de 3,6). Contudo os vários países/áreas apresentam crescimentos muito diferentes. Prevê-se que a Área Euro registe recessão em 2012 (tcv de -0,4) e um crescimento quase nulo em 2013 (tcv de 0,2), a um ritmo muito inferior ao dos BRIC’s. No seio da área prevê-se que PIGS continuem em recessão em 2012 e 2013.



Para Portugal prevê-se que o PIB que já caiu em 2011 (tcv=-1,7) acelere o ritmo a que o país se afunda na recessão em 2012, prevendo-se tcv’s de -2,3 e -3,3, respectivamente, no 1º e 2º trimestres relativamente aos períodos homólogos do ano anterior. O quadro abaixo discrimina as taxas de crescimento homólogo real (isto é, em volume) de várias componentes da despesa nacional.



A estratégia proposta pelo XIX Governo (Pedro Passos Coelho) para o país se tornar mais competitivo radica na redução dos custos unitários do trabalho (CTUP), recorrendo mesmo à aceleração da redução dos salários nominais, no intuito de obter escassos ganhos de produtividade.



1. Observando o Quadro I.1.1. indica o peso dos membros da tríade dominante na economia mundial: Estados Unidos, EU-27 e Japão.

2. Indica os cinco países mais importantes na economia mundial.

3. Comenta as perspectivas de crescimento dos cinco países mais importantes em 2011-2013.

4. Comenta a capacidade de influência na economia mundial pela Alemanha em dois cenários: I - integrada na EU-27: e II – sozinha.

5. Observando o Quadro I.1.2. interpreta as taxas de crescimento homólogo real apresentadas para o 2º trimestre de 2012 pelo: (a) Consumo Privado; (b) Consumo público; e (c) PIB.

6. “Portugal é um avião a jacto com 4 motores, mas só um está a funcionar”. Justifica esta metáfora do Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, comentando a evolução das componentes da Procura Global indicadas no Quadro I.1.2.

(*)7. Observando o Quadro I.1.5. critica a estratégia definida pelo XIX Governo no OE2013 referindo o importante papel a desempenhar pelo Estado para fomentar a mudança do padrão de especialização, (HC Drive) defendida pela generalidade dos economistas.
Resumo do texto

8. Consultando o programa do XXI Governo, verifica a sua preocupação com a alteração do padrão de especialização da economia.

NOTAS:
BRIC’s -Os “tijolos” da economia mundial são: Brasil, Rússia, Índia e China.
PIGS - Portugal, Itália, Grécia e Spain. A variante PIIGS inclui a Irlanda; PIIGGS inclui o Reino Unido (Great Britain). Como o clube da bancarrota não pára de crescer, STUPID inclui Spain, Turkey, the UK, Portugal, Italy, and Dubai (Financial Times).
(*) A questão 7. é de desenvolvimento.