Teste de Economia

Não precisas de copiar o enunciado, mas tens que indicar o número de cada questão no teu post... Após a publicação do teste, deves enviar uma cópia do mesmo para o e-mail do professor.


Grupo I

1. As relações económicas de um país com exterior dão origem a (1) áreas específicas de estudos na ciência económica e a (2) registos estatísticos próprios.

1.1. Relaciona as duas situações acima destacadas com os termos “comércio externo” e “comércio internacional”.

1.2. Explica a importância teórica atribuída pelos economistas à teoria das vantagens relativas, contrastando com o seu desprezo pela teoria das vantagens absolutas.



Grupo II

2. O organismo responsável pela construção da Balança de Pagamentos no nosso país é o Banco de Portugal. Considera as últimas estatísticas produzidas por este organismo:


2.1. Indica relativamente a 2007, o saldo:
a) da Balança Comercial
b) da Balança de Serviços
c) da Balança de Rendimentos
d) das Transferências Unilaterais
e) da Balança de Transações Correntes
f) da Balança de Capital

2.2. Indica se é favorável (+), desfavorável (-) ou nulo (0) o impacto da subida do preço do petróleo sobre o saldo das balanças referidas nas várias alíneas da questão anterior (2.1.).

2.3. Calcula relativamente a 2007:
a) o saldo da Balança Básica
b) em que percentagem os Serviços permitiram financiar o défice da Balança Comercial
c) em que percentagem as Transferências Unilaterais permitiram financiar o défice da Balança Comercial

2.4. Interpreta os valores a que chegaste em:
a) 2.3. b)
b) 2.3. c)

2.5. Observa que de 2004 a 2007 a Balança de Rendimentos apresenta um saldo negativo. Explica porque é que isso se verifica.

2.6. Observa que de 2004 a 2007 a Balança Comercial apresenta um saldo negativo. Justifica esta observação, explicando porque o défice é de natureza estrutural.


Grupo III

3. Estudaste os indicadores mais comuns do comércio externo. Admite uma discussão sobre o valor da Taxa de Cobertura em 2007. O sr. Alberto argumenta que a TC é de 120%, o sr. Bruno argumenta que a TC é de 80%.

3.1. Demonstra que um dos dois srs. está necessariamente errado, relacionando a Taxa de Cobertura com o défice da Balança Comercial.

3.2. Interpreta o significado económico do valor da Taxa de Cobertura que não consideraste incorrecta.


Grupo IV

4. Admite que os custos de produção dos alimentos e do vestuário, na América e na Europa são os seguintes:

Mais. As horas de trabalho disponíveis na América são 5.500; a Europa dispõe de 11.500 horas de trabalho.
Admite ainda que após a abertura dos países ao comércio internacional, a América irá exportar 3.000 unidades de alimentos, enquanto a Europa exportará 2.000 unidades de vestuário.

Indica em cada uma das questões abaixo a alínea correcta.

4.1. A Fronteira de Possibilidades de Produção da América é determinada pelos pontos:
a) (0 vestuário; 5.500 alimentos) e (2.750 vestuário; 0 alimentos)
b) (0 vestuário; 3.833 alimentos) e (2.875 vestuário; 0 alimentos)
c) (0 vestuário; 2.750 alimentos) e (5.500 vestuário; 0 alimentos)
d) (0 vestuário; 3.833 alimentos) e (2.750 vestuário; 0 alimentos)

4.2 A Fronteira de Possibilidades de Produção da Europa é determinada pelos pontos:
a) (0 vestuário; 5.500 alimentos) e (2.750 vestuário; 0 alimentos)
b) (0 vestuário; 3.833 alimentos) e (2.875 vestuário; 0 alimentos)
c) (0 vestuário; 2.750 alimentos) e (5.500 vestuário; 0 alimentos)
d) (0 vestuário; 3.833 alimentos) e (2.750 vestuário; 0 alimentos)

4.3. O ponto de consumo da América posterior ao estabelecimento do comércio internacional é:
a) 2.500 unidades de vestuário e 2.500 unidades de alimentos
b) 2.000 unidades de vestuário e 2.000 unidades de alimentos
c) 2.000 unidades de vestuário e 2.500 unidades de alimentos
d) 3.000 unidades de vestuário e 2.000 unidades de alimentos

4.4. O ponto de consumo da Europa posterior ao estabelecimento do comércio internacional é:
a) 875 unidades de vestuário e 2.500 unidades de alimentos
b) 875 unidades de vestuário e 2.000 unidades de alimentos
c) 875 unidades de vestuário e 1.500 unidades de alimentos
d) 875 unidades de vestuário e 3.000 unidades de alimentos

Teoria das vantagens comparativas



Entre as teorias do comércio internacional assume particular relevância a teoria das vantagens comparativas. A teoria das vantagens absolutas não é explicitamente referida no texto, mas está implícita no caso mais simples, em que refere que "o homem da rua não precisará de qualquer economista". SAMUELSON não referiu esta "teoria" porque a identificou com o "bom senso".

Com o objectivo de representar graficamente a teoria das vantagens comparativas (SAMUELSON, Economia, Edição de 1981) vamos admitir adicionalmente que a América dispõe de 5.000 horas de trabalho e a Europa de 12.000.
Então se a América quiser produzir apenas alimentos (vestuário) poderá produzir 5.000 (2.500) unidades; estes dois pontos definem a fronteira de possibilidades de produção da América – FPP A.
Se a Europa quiser produzir apenas alimentos (vestuário) poderá produzir 4.000 (3.000) unidades; estes dois pontos definem a fronteira de possibilidades de produção da Europa – FPP E.
Na ausência de comércio internacional cada país pode produzir e consumir em qualquer dos pontos da respectiva FPP, que também representa a respectiva FPC (fronteira de possibilidades de consumo); qualquer ponto exterior a estas fronteiras seria preferível, mas permanece inacessível.

A abertura do comércio internacional determina a especialização da América na produção de alimentos, produzindo 5.000 unidades em PA, e a especialização da Europa na produção de vestuário, produzindo 3.000 unidades em PE.

Suponha-se que ao preço 0,(6) a América exportaria 3.000 unidades de alimentos com as quais importaria 2.000 unidades de vestuário da Europa.

O novo ponto de consumo da América seria determinado por 2.000 unidades de vestuário e 2.000 unidades de alimentos, em CA.
        
    CA, Consumo na América
- Alimentos: A América produz 5.000 unidades, mas como exporta 3.000 só consome 2.000 (diferença Produção – Exportações);
- Vestuário: Como a América não produz vestuário, o seu consumo corresponde ao valor que importa da Europa, isto é, 2.000.

Na nova situação a Europa consumiria 1.000 unidades de vestuário e 3.000 unidades de alimentos, em CE.
        
    CE, Consumo na Europa
- Alimentos: Como a Europa não produz alimentos, o seu consumo corresponde ao valor que importa da América, isto é, 3.000;
- Vestuário: A Europa produz 3.000 unidades, mas como exporta 2.000 só consome 1.000 (diferença Produção – Exportações).

O comércio internacional foi vantajoso para ambos os países porque os respectivos pontos de consumo, CA e CE, são exteriores às suas FPC iniciais. Como em ambos os países foi possível chegar a pontos de consumo que proporcionam maior bem-estar, com o mesmo custo, isto significa que os recursos ficaram empregues de uma forma mais eficiente.


I
Admita uma nova situação na qual a América exporta 2.000 unidades de alimentos, importando 2.000 de vestuário.
1. Determine os novos pontos de consumo da América e da Europa.
2. Verifique que se trata de uma solução injusta para uma das partes porque o preço dos alimentos relativamente ao vestuário se situa fora do intervalo 0,5 (isto é, ½) a 0,75 (isto é, ¾).
3. Construa o gráfico que ilustra esta situação no Paint.
4. Constrói uma nova situação na qual o comércio internacional seja favorável aos dois países, apresentando:
a) O volume de exportações de cada país;
b) Os novos pontos de consumo da América e da Europa;
c) O gráfico correspondente;
d) A interpretação da situação referindo o intervalo de preços.

II
Observa atentamente a FOLHA PREÇOS no ficheiro de ajuda.
1. Representa uma das situações indicadas para o vector p=1/2;
2. Refere o que sucederia se representasses uma das situações indicadas para o vector p=3/4;
3. Considera ainda duas situações já representadas anteriormente, uma para o vector p=2/3, outra para p=1.
4. Apresenta as conclusões a que chegaste com o estudo dos vectores preços.

III
Para aplicar a teoria das vantagens absolutas nem é preciso saber Economia!
Explicite o mérito da teoria das vantagens comparativas.


IV
Reproduz-se abaixo parte do texto acima, indicando a vermelho novos dados para os custos de produção na Europa.

Reescreve o texto acima, alterando-o o mínimo possível, considerando os novos dados.
https://picasaweb.google.com/lh/photo/QI14CyxDdJv2FrGltJIWkU86sEXeZQWdKMNfh534JZs?feat=directlink

Relatório da OMC de 2007

Uma actividade importante da OMC é a sua produção estatística que retrata o comércio externo à escala global. Considera os seguintes gráficos extraídos do International Trade Statistics 2007.


1. Comente o crescimento do produto relativamente ao das exportações.


2. A correcta interpretação das taxas de crescimento por zonas geográficas obrigaria a considerar que a "Europa Ocidental" e a "América do Norte" se encontram em patamares relativamente superiores. Justifique.


3. Apresente uma explicação para serem mais transaccionados bens manufacturados que bens agrícolas.


4. A imagem destaca dos restantes, os três principais pólos do comércio internacional: Europa, Estados Unidos e Japão/Países Asiáticos.
Compara a importância do comércio intra-regional com o comércio inter-regional comentando o papel da "distância".


5. A linha vermelha indica que ordenando os menores exportadores a nível mundial, 80% destes são responsáveis apenas por 10% das exportações.
Comente a concentração das exportações.
6. Relaciona as irregularidades da linha azul com o volume da população dos países.


7. Relaciona a estrutura das exportações com o desenvolvimento dos blocos indicados.

Organização Mundial do Comércio

A Organização Mundial do Comércio preocupa-se com as regras de comércio entre as nações a nível global, ou perto do nível global. Mas é muito mais que isto.

Consulta o Histórico e Estrutura da Organização Mundial do Comércio

1. Em que ano foi criada a OMC?
2. Qual a anterior designação da OMC?
3. Em que quadro histórico foi criada a organização que referiste em 2.? Justifica os seus objectivos.
4. Refere funções da OMC.

Proteccionismo versus comércio livre

Imaginem-se dois países, A e B, produzindo o mesmo produto. Para simplificar ignorem-se os custos de transporte e admita-se que no país A os custos unitários ficam em 50 € enquanto que no país B se elevam até 100 €. Havendo comércio livre só alguns nacionalistas ferrenhos continuarão a comprar o produto nacional, visto que custa o dobro do produto estrangeiro. Como o “nacionalismo” é insuficiente, o Governo do país B tenta evitar que as suas empresas entrem na falência e os seus trabalhadores fiquem desempregados. O proteccionismo é a política do Governo do país B que o legitima a proteger as suas empresas e os seus trabalhadores obrigando os produtos oriundos do país A, a pagar direitos aduaneiros. Se produto do país A pagar 50 € de direitos aduaneiros à entrada no país B, quando o consumidor o encontrar na prateleira do hipermercado ao lado da produção do país B, os produtos apresentarão preços semelhantes apesar da enorme diferença em termos de eficiência económica.

O comércio livre, ou liberalismo caracteriza-se pela redução e/ou eliminação dos direitos aduaneiros ou de outras barreiras à livre circulação dos produtos (por exemplo, contingentes e normas técnicas).

Além das tarifas, das normas técnicas e da contingentação, observam-se várias modalidades menos transparentes de proteccionismo que actuam por via da facilitação das exportações: subsídios às exportações, dumping e desvalorização da moeda.

O dumping consiste na possibilidade de discriminação de preços. Pode haver interesse em exportar para um país abaixo do seu custo, enquanto se cobram preços mais elevados no mercado nacional. O objectivo é esmagar os outros produtores, para posteriormente poder aumentar os preços. É necessário que os clientes dos dois mercados não possam comunicar entre si para que esta estratégia funcione.
Outra razão para vender a preços inferiores no exterior, é a frequente constatação que a procura internacional é mais elástica que a procura interna. Recorda-se da Elasticidade da Procura?
Esta prática é frequentemente proibida por acordos de comércio internacional designados anti-dumping.

A desvalorização da moeda foi utilizada como instrumento para a redução do défice comercial quando Portugal tinha o Escudo (PTE). Reduzindo artificialmente o preço das exportações, estas ficavam mais competitivas no exterior, esperando-se que aumentassem em volume e em valor, para equilibrar a balança comercial. Os cépticos da integração europeia argumentam que saindo do Euro, Portugal poderia reequilibrar as contas com o exterior utilizando a política cambial, mas esquecem convenientemente as suas limitações.

1. Defina proteccionismo.

2. Refira três modalidades de facilitação das exportações associadas ao proteccionismo, explicando porque são menos "transparentes".

3. Para que da desvalorização da moeda resulte a redução do défice da Balança Comercial é necessário que o efeito quantidade seja superior ao efeito preço. Justifique.

4. O proteccionismo pode defender-se, temporariamente, no caso das "indústrias nascentes". Justifique.

5. Defina comércio livre.

6. Como consumidor tem alguma dúvida na opção entre proteccionismo e comércio livre? Justifique.

7. Refira dois princípios da OMC (ou em inglês, ou p. 126 do Manual).