Exame de Economia A - Prova 712

Quinta-feira, 27 de Junho, às 09:30, inicia-se o exame. (Calendário de exames 2019)
Já sabem que é necessário indicar a versão da prova, apenas podem escrever a azul ou preto, e não podem utilizar corrector.
Não é permitido o uso de calculadoras gráficas, nem das alfanuméricas ou programáveis. Apenas são admitidas calculadoras científicas.

Para mais detalhes leiam as Informações da Prova no IAVE.

Exames de Economia A - 2018

Fonte: JN.

Somos a melhor escola pública do concelho! Agradecemos o resultado aos nossos alunos, especialmente aos assíduos ao GAE, que até se divertiam com as questões de exame! Outros jornais apresentam resultados que nos são menos favoráveis porque integraram alunos externos/autopropostos nos cálculos da Classificação Média dos Exames.


Análise Económica da Conjuntura III (2018)

1. Comente a convergência/divergência de Portugal relativamente à Área Euro, de 2016 até à actualidade, com base nos indicadores de Contas nacionais, mercado de trabalho e inflação do BdP.

2. Comente a convergência/divergência de Portugal relativamente à Área Euro, de 2017 a 2020, com base nas Projecções económicas do BdP.

3. Utilizando o site Portugal Desigual identifica:
3.1. QUEM MAIS PERDEU COM A CRISE?
a) Pela distribuição do rendimento por decis;
b) Por grupos etários;
c) Por nível de escolaridade.
3.2. A CRISE FOI PIOR EM PORTUGAL DO QUE NA EUROPA?
a) Comente Portugal no contexto da Área Euro, utilizando o Índice de Gini.
3.3. DESIGUALDADE E POBREZA SÃO O MESMO?
a) Comente a relação entre a Taxa de pobreza e o Coeficiente de Gini.


Imagens

Análise Económica II (2018)

Nas Contas Nacionais, o Quadro A.0.1 - Principais indicadores económicos (anual) sintetiza a evolução da economia portuguesa no período 2013/17.

1. Indica o ano em que o PIB:
- cresceu mais rapidamente
- cresceu mais lentamente
- caiu mais lentamente
- caiu mais rapidamente

2. Recordando a estrutura da despesa em 2014, indica como se calcularam os contributos, em pontos percentuais, do Consumo Privado e do Consumo Público em 2015.

3. Em 2015, interpreta o contributo para a variação do PIB, em pontos percentuais, das seguintes rubricas:
- Consumo privado
- Consumo público
- Formação bruta de capital
- Exportações
- Importações

4. Que relação se verifica entre os contributos para a variação do PIB e a tcv do PIB.

5. O valor Capacidade (+) /necessidade (-) líquida de financiamento do Resto do Mundo é o simétrico do apresentado para o Total da economia. Justifica.

6. Identifica as duas rubricas que mais contribuem para o crescimento do PIB no período de 2014 a 2017. Justifica.

7. Constrói e interpreta um gráfico que apresente as taxas de variação real do Consumo Privado e do Rendimento disponível bruto das famílias e ISFLSF.

8. Constrói e interpreta um gráfico que apresente as taxas de variação nominal das Remunerações e dos CTUP, Custos do trabalho por unidade produzida (CTUP nominal).

9. Constrói e interpreta um gráfico que apresente as taxas de variação real do PIB e das componentes da Procura Global.

10. Constrói um gráfico para estudar a relação entre a variação das remunerações e da produtividade do trabalho. A que conclusão se chega?

II
Estudo da relação entre Valores nominais, Taxas de variação, Pesos, Contributos e Pontos percentuais tomando como exemplo as exportações de bens.
Para a rubrica Máquinas, em 2006, interpreta:
a) Valor nominal;
b) Taxa de variação:
c) Peso;
d) Pontos percentuais.

Carga fiscal aumenta para 34,7% do PIB – 2017

Recurso

O INE apresenta um destaque em que comenta a evolução recente da carga fiscal.

Tarefa

I Parte

Copia para o blogue o Resumo do destaque, e inclui ao longo deste, as sete (2 gráficos e 5 quadros) imagens do PDF que sustentam as respectivas afirmações.
NOTA: Assinala nas imagens os valores referidos no texto.

II Parte

1. Admitindo que Portugal deseja aproximar a sua fiscalidade da média da UE, indica que impostos deverá descer/subir?

2. Apenas relativamente aos seis países fundadores da UE (CEE, 1957), compara Portugal com estes, quanto ao peso das contribuições sociais efectivas na carga fiscal.


Correcção

Rendimento disponível dos particulares - 2018

O rendimento pessoal engloba o total das receitas, ou dinheiro, recebido por um indivíduo, ou família, durante um dado período de tempo (normalmente um ano). As principais componentes do rendimento são receitas provenientes do trabalho (salários), da propriedade (rendas, juros e dividendos), as transferências internas (subsídios atribuídos pelo Estado) e as transferências do exterior (como as remessas de emigrantes).

Os impostos directos são aqueles que atingem imediatamente o sujeito com capacidade contributiva, pressupondo a existência de uma pessoa, de um património ou de um rendimento (IRC; IRS; IMI). Os impostos indirectos tributam a despesa (como o IVA e o ISP).

As quotizações sociais ou contribuições sociais distinguem-se dos impostos porque têm uma finalidade específica, não sendo por isso incluídas no Orçamento de Estado, mas geridas pela Segurança Social, "um sistema que pretende assegurar direitos básicos dos cidadãos e a igualdade de oportunidades, bem como, promover o bem-estar e a coesão social para todos os cidadãos portugueses ou estrangeiros que exerçam actividade profissional ou residam no território".

Os Estados cobram impostos e atribuem subsídios (abonos de família, subsídio de desemprego, rendimento social de reinserção, pensões, reformas) em situações específicas que ocasionam particular carência de recursos. O objectivo desta redistribuição do rendimento é atingir uma repartição de rendimentos mais justa que a repartição primária.

Se ao rendimento pessoal deduzirmos os impostos directos e as contribuições sociais, ficamos com o rendimento pessoal disponível, que é o que as famílias têm para gastar. É este conceito de rendimento que é importante para as decisões económicas dos consumidores, determinando o montante que podem consumir ou poupar. A taxa de poupança indica a percentagem do rendimento disponível que não foi canalizada para o consumo.

Observa-se uma maior estabilidade do consumo em bens não duradouros, que correspondem a cerca de 90% do consumo privado. Os bens de consumo duradouros são aqueles cuja despesa é mais facilmente adiada em momentos de crise.

1. Distingue rendimento pessoal de rendimento pessoal disponível.

2. Distingue impostos directos de impostos indirectos.

3. Distingue as contribuições para a segurança social dos impostos.

4. Explica porque motivo a despesa em bens não duradouros é a parcela mais estável do consumo.

5. Utilizando o ficheiro de ajuda, calcula:
a) O Rendimento Pessoal;
b) O Rendimento disponível dos particulares;
c) O Consumo privado;
d) A Poupança;
e) A Taxa de Poupança;
f) As Taxas de crescimento das diversas rubricas.

6. Interpreta os cálculos acima efectuados:
a) Em que ano o rendimento disponível dos particulares (RDP) caiu mais;
b) Nesse ano, quais as rubricas cuja queda mais contribuiu para a redução do RDP;
c) Nesse ano, quais as rubricas cujo aumento mais contribuiu para a redução do RDP;
d) Nesse ano, comenta a variação verificada no consumo de bens duradouros;
e) Nesse ano, o significado da taxa de poupança. Como se justifica a queda da taxa de poupança após o final do Programa de Assistência Económica e Financeira (2011-2014, vulgo Troika).

7. Constrói um gráfico que ilustre que: RDP = Consumo de duradouros + Consumo de não-duradouros + Poupança (PREVIEW)
Comenta.

Salário nominal vs. Salário real – 2018

O salário nominal corresponde ao valor do trabalho expresso em moeda. Calcula-se o seu aumento percentual, como qualquer taxa de variação.



Com a quantia do salário nominal, o trabalhador pode adquirir determinada quantidade de bens e serviços que constitui o seu salário real.

A subida dos salários aumenta o poder de compra - o conjunto de bens que será possível adquirir -, mas o aumento dos preços, medido pela taxa de inflação, reduz a sua capacidade para aquisição dos bens, sendo necessário conjugar os dois efeitos para determinar as consequências sobre o salário real.

Geralmente quer os salários, quer os preços aumentam, por isso acaba por se verificar uma das seguintes situações:


  • Se os salários nominais tiverem um aumento superior ao da taxa de inflação, então o salário real sobe;
  • Se os salários nominais tiverem um aumento semelhante ao da taxa de inflação, então o salário real mantém-se;
  • Se os salários nominais tiverem um aumento inferior ao da taxa de inflação, então o salário real desce.
O salário real mede o poder de compra de um trabalhador expresso em bens e serviços. Calcula-se pelo rácio entre o salário nominal e o índice de preços no consumidor.



No quadro abaixo, lê-se na linha (1) o valor do IPC total para Portugal, tomando 2005 como ano base, de 2005 a 2017. Na linha (2) lêem-se as taxas de inflação e na linha (3) apresenta-se o valor mensal do salário mínimo, cujo aumento percentual se apresenta na linha (4). Para concluirmos se o trabalhador ganhou ou perdeu poder de compra, basta calcular a diferença entre o aumento dos salários e dos preços, que se apresenta na linha (5)=(4-2).



Na linha (6) apresenta-se o cálculo do salário real e na (7) o aumento percentual deste. A diferença entre os valores das linhas (5) e (7) é desprezível no quotidiano, pelo que geralmente ficamos pela operação indicada em (5). Interpretando o salário real, observa-se que no ano em que mais poder de compra perderam, -2,8% em 2012, os 485€ do salário mínimo apenas permitiam adquirir os bens e serviços que se compravam com 417,4 € a preços de 2005.

Para evitar a perda de poder compra, os sindicatos frequentemente reivindicam a indexação dos salários à taxa de inflação, isto é, que os salários subam ao ritmo da inflação. Por exemplo, um salário de 500€ em 2005, que tivesse aumentado (e descido) tanto quanto os preços, em 2017 corresponderia a 596€.



1. Distingue salário nominal de salário real.

2. Explica como o salário real varia com o (1) aumento da salário nominal e (2) a taxa de inflação.

3. Relaciona as expressões “salário real” e “poder de compra”.

4. Indica como se calcula o salário real.

5. Explica o que significa “indexar os salários” à taxa de inflação.

6. Preenchendo o ficheiro de ajuda, de 2005 a 2017:
a) Calcula a taxa de inflação (linha 2);
b) Calcula a taxa de variação do salário nominal (linha 4);
c) Calcula o ganho (+) ou perda (-) do poder de compra pela diferença ente as variações de salários e de preços (linha 5);
d) Calcula o salário real em cada ano, a preços de 2005 (linha 6);
e) Calcula a taxa de variação do salário real (linha 7);
f) Calcula o valor do salário correspondente a 500€ em 2005, admitindo a sua indexação à taxa de inflação (linha 8).

7. Interpretando o ficheiro de ajuda, indica em que ano:
a) Os preços estavam mais baixos;
b) Os preços estavam mais altos;
c) Os preços subiram mais;
d) Os preços subiram menos;
e) Os preços desceram mais;
f) Os preços desceram menos;
g) Os salários reais estavam mais baixos;
h) Os salários reais estavam mais altos;
i) Os salários reais subiram mais;
j) Os salários reais subiram menos;
k) Os salários reais desceram mais;
l) Os salários reais desceram menos;
m) Os salários nominais subiram mais;
n) Os salários nominais subiram menos;
o) Os salários nominais desceram mais;
p) Os salários nominais desceram menos;
q) O salário mínimo de 557€ em 2017, permite adquirir o cabaz de bens e serviços que em 2005 se comprava com _________.

8. Calcula quanto deveria um trabalhador auferir em 2017 para adquirir o mesmo cabaz de bens e serviços que comprava em 2005 com 1.000,00 €.

Dívida Pública e Juros: valores recentes (2018)

O GPEARI, Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais do Ministério das Finanças, publica as Estatísticas das Finanças Públicas.


Constrói uma apresentação no Google Drive, referindo os seguintes aspectos:
- Evolução do Saldo Global e do Saldo Primário (Quadro 1 das Estatísticas das Finanças Públicas, Estatísticas das Finanças Públicas, Portugal, Janeiro/2019)
- Comparação dos (a) Juros com as (b) Despesas com Pessoal, em percentagem do PIB (Quadro 4, idem)
- Interpretação da Dinâmica da Dívida, conjugando o Quadro 7 com os valores do Saldo Primário (Quadro 1), dos Juros (Quadro 4) e taxa de crescimento nominal do PIB (PORDATA / Taxa de variação)
- Relativizar a dificuldade de Portugal no cumprimento da regra estabelecida para a redução da dívida pelo Tratado Orçamental, indicando mais três países em incumprimento (Quadro 3 das Comparações Internacionais, Novembro/2018)
- Verificar que Portugal é menos intervencionista que a Área Euro utilizando dois indicadores (outros dois quadros do mesmo ficheiro)
- Quanto gasta, em percentagem do PIB, o Estado em saúde, educação, defesa, e acção e segurança sociais? (PORDATA)
- A utilidade dos valores acima observados, para o conhecimento da economia portuguesa

Cálculo da Taxa de Inflação

NOTA:
Para os mais curiosos fica o link para a explicação desta matéria pelos peritos do INE.     Backup


Definição:
Se Pt é o nível médio de preços corrente e Pt-1 é o nível médio de preços há um ano atrás, a taxa de inflação durante o ano pode ser medida da seguinte forma:

O nível médio de preços é indicado pelo Índice de Preços no Consumidor (IPC). Para este não interessam todos os bens do PIB (por exemplo, não interessam as chapas de ferro, ou o sulfato manganês). Para calcular o IPC define-se um conjunto de bens que se consideram representativos das compras típicas do consumidor médio. As variações desse cabaz de bens serão devidas às variações de preços dos vários bens ao longo do tempo e desta forma se avalia a inflação.
A taxa de inflação pode ser medida de várias formas. Como o IPC é calculado todos os meses, a variação desse índice é a taxa mensal de crescimento. Mas nós habituámo-nos a raciocinar em taxas anuais de inflação. Assim, o crescimento que o índice teve ao longo do ano (por exemplo, de Janeiro de 2007 a Janeiro de 2008, ou de Abril de 2008 a Abril de 2009) chama-se taxa homóloga. Mas esta é muito variável e, além disso, esconde realidades muito diferentes. Por exemplo, uma taxa de 8% pode ser o resultado de uma subida ao longo do ano, ou de uma manutenção do índice com uma subida brusca no fim, ou de uma subida seguida de descida parcial. Por isso, calcula-se uma outra taxa: a taxa média. Esta taxa é a variação percentual da média do índice nos últimos 12 meses em relação à média dos 12 meses anteriores.

1. Explicita os seguintes conceitos associados à taxa de inflação:
a) IPC;
b) Taxa de variação mensal;
c) Taxa de variação homóloga;
d) Taxa de variação média.

2. Indica - consultando o site do INE - os valores da taxa de variação homóloga, em Dezembro de 2018, no Continente, para as seguintes rubricas:
a) Total excepto habitação
b) Total excepto produtos alimentares não transformados e produtos energéticos
c) Total excepto produtos alimentares não transformados
d) Total excepto produtos energéticos
e) Produtos alimentares não transformados
f) Produtos energéticos

3. Indica em que grupo do ponto anterior:
a) Os preços subiram mais;
b) Os preços subiram menos;
c) Os preços desceram mais;
d) Os preços desceram menos.

4. O Índice de Preços pode calcular-se com base constante, isto é, sempre com o mesmo ano base (2011=100 significa que 2011 é o ano base), ou com base móvel. O IPC em cadeia calcula-se tomando como base de cálculo em cada ano t, o ano anterior, t-1.
4.1. Completa, personaliza e publica a tabela do ficheiro de ajuda Taxa de Inflação 2018.

4.2. Indica em que ano:
a) Os preços estavam mais baixos;
b) Os preços estavam mais altos;
c) Os preços subiram mais;
d) Os preços subiram menos;
e) Os preços desceram mais;
f) Os preços desceram menos.

4.3. Explicita o conceito de taxa de inflação implícito neste exercício.

4.4. Interpreta para 2018:
a) O Valor do Cabaz;
b) O Índice de Preços no Consumidor com 2011=100;
c) O Índice de Preços no Consumidor em cadeia;
d) A Taxa de Inflação.

5. Completa, personaliza e publica uma imagem da tabela apresentada pelo BCE como ilustração do cálculo da inflação.
6. Identifica o(s) passo(s) em que o BCE indica como se calcula:
a) O valor do cabaz;
b) O índice de preços;
c) A taxa de inflação.

Análise Económica II - 2017

Nas Contas Nacionais, o Quadro A.0.1 - Principais indicadores económicos (anual) sintetiza a evolução da economia portuguesa no período 2012/16.

1. Indica o ano em que o PIB:
- cresceu mais rapidamente
- cresceu mais lentamente
- caiu mais lentamente
- caiu mais rapidamente

2. Recordando a estrutura da despesa em 2011, indica como se calcularam os contributos, em pontos percentuais, das componentes da despesa interna em 2012.

3. Em 2012, interpreta o contributo para a variação do PIB, em pontos percentuais, das seguintes rubricas:
- Consumo privado
- Consumo público
- Formação bruta de capital
- Exportações
- Importações

4. Que relação se verifica entre os contributos para a variação do PIB e a tcv do PIB.

5. O valor Capacidade (+) /necessidade (-) líquida de financiamento do Resto do Mundo é o simétrico do apresentado para o Total da economia. Justifica.

6. “Portugal é um avião a jacto com 4 motores, mas só um está a funcionar”. Justifica esta metáfora do Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, comentando a evolução das componentes da Procura Global em 2012 e 2013.

7. Identifica as duas rubricas que mais contribuem para o crescimento do PIB em 2014, 2015 e 2016. Justifica.

8. Constrói e interpreta um gráfico que apresente as taxas de variação real do Consumo Privado e do Rendimento disponível bruto das famílias e ISFLSF.

9. Constrói e interpreta um gráfico que apresente as taxas de variação nominal das Remunerações e dos CTUP, Custos do trabalho por unidade produzida (CTUP nominal).

10. Constrói e interpreta um gráfico que apresente as taxas de variação real do PIB e das componentes da Procura Global.

Gráficos

A taxa de desemprego de agosto foi de 8,8% - Setembro de 2017

  • A taxa de desemprego de agosto de 2017 situou-se em 8,8%, menos 0,1 pontos percentuais (p.p.) do que no mês anterior e menos 0,4 p.p. em relação a três meses antes. Aquele valor representa uma revisão de menos 0,1 p.p. face à estimativa provisória divulgada há um mês e corresponde ao valor mais baixo observado desde novembro de 2008 (8,9%).
    A população desempregada de agosto foi estimada em 451,7 mil pessoas, tendo diminuído 1,5% em relação ao mês precedente (menos 7,1 mil pessoas), enquanto a população empregada foi estimada em 4 709,5 mil pessoas, tendo aumentado 0,1% (mais 6,9 mil pessoas) face ao mês anterior.
    A estimativa provisória da taxa de desemprego de setembro de 2017 foi de 8,6%. Neste mês, a estimativa provisória da população desempregada foi de 442,0 mil pessoas e a da população empregada foi de 4 716,7 mil pessoas.

    Nas estimativas divulgadas neste Destaque, é considerada a população dos 15 aos 74 anos e os valores são ajustados de sazonalidade.
    Estatísticas do Emprego, Destaque do INE, Outubro de 2017
A Taxa de Desemprego é a percentagem de desempregados entre a População Activa.

Distingue-se a Taxa de Desemprego em sentido lato da Taxa de Desemprego em sentido restrito em função do conceito de desempregado:

Considera-se desempregado em sentido lato, o individuo com idade mínima de 15 anos, que não se encontra a frequentar o ensino obrigatório, e que reúne simultaneamente nas seguintes situações:
- está sem trabalho;
- está disponível para trabalhar.

Considera-se desempregado em sentido restrito, o individuo com idade mínima de 15 anos, que não se encontra a frequentar o ensino obrigatório, e que reúne simultaneamente nas seguintes situações:
- está sem trabalho;
- está disponível para trabalhar;
- procura trabalho, isto é, tenha realizado diligências para encontrar um emprego, nos últimos 30 dias.

A Taxa de Actividade é a percentagem da População Activa relativamente à População Total (ou residente).
A População Activa inclui os maiores de 15 anos que, no período de referência, constituem a mão-de-obra disponível para a produção de bens e serviços que entram no circuito económico, quer os que estejam empregados, quer os que estejam desempregados à procura de emprego.
Os desencorajados já não procuram emprego, incluindo-se na população inactiva, bem como os que se encontram a cumprir o serviço militar obrigatório, crianças, reformados e inválidos.

O Gráfico abaixo apresenta os valores destas variáveis para 2015.



1. Com base na imagem acima, calcula a Taxa de Actividade, indicando as operações.

2. Com base na imagem acima, calcula a Taxa de Desemprego, indicando as operações.

3. Interpreta a Taxa de Actividade calculada em 1..

4. Interpreta a Taxa de Desemprego calculada em 2..

5. Utilizando as taxas de desemprego, referentes a Setembro de 2017, no Quadro 2 (p.5) do destaque acima referido, justifica:
- o género mais penalizado pelo desemprego;
- o grupo etário mais penalizado pelo desemprego.

6. Constrói um gráfico a partir dos dados no PORDATA, que evidencie as diferenças na Taxa de Actividade entre os géneros (F/M) e entre Portugal e a União Europeia. Publica-o no blogue e interpreta-o. Preview

7. Constrói um gráfico a partir dos dados no PORDATA, que evidencie que a Taxa de Desemprego afecta de forma diferenciada os diversos grupos etários. Publica-o no blogue e interpreta-o. Preview

8. Constrói um gráfico a partir dos dados no PORDATA, que evidencie que a Taxa de Desemprego afecta de forma diferenciada em função do nível de escolaridade concluída. Publica-o no blogue e interpreta-o. Preview

9. Constrói a partir da população desempregada à procura de novo emprego: total e por profissão anterior (PORDATA) um gráfico que evidencie como a percentagem de desempregados à procura de novo emprego varia com a profissão anterior. Publica-o no blogue e interpreta-o. Preview

Série CN - C11/17

Actividade inspirada no último teste.

Carga fiscal diminuiu para 34,4% do PIB – 2016

Recurso

O INE apresenta um destaque em que comenta a evolução recente da carga fiscal.

Tarefa

I Parte

Copia para o blogue o Resumo do destaque, e inclui ao longo deste, as sete (3 gráficos e 4 quadros) imagens do PDF que sustentam as respectivas afirmações.
NOTA: Assinala nas imagens os valores referidos no texto.

II Parte

1. Admitindo que Portugal deseja aproximar a sua fiscalidade da média da UE, indica que impostos deverá descer/subir?

2. Apenas relativamente aos seis países fundadores da UE (CEE, 1957), compara Portugal com estes, quanto ao peso das contribuições sociais efectivas na carga fiscal.

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